Oscar 2009 – Melhores Curtas de Animação
Oktapodi, de Emud Mokhberi e Thierry Marchand (FRA) – ***** de *****
Comentário: Simplesmente sensacional! A qualidade gráfica é satisfatória, apesar de ficar bem aquém de muitas produções atuais, e em menos de três minutos o curta nos cativa, nos emociona, nos confere tensão e, acima de tudo, nos faz rir. A, literalmente, pequena odisséia da lula lutando para salvar a sua companheira de aquário é magistral. Nos cativamos quando vemos ambos dançando no aquário, nos emocionamos quando notamos a tristeza da protagonista do filme ao ver a sua parceira sendo levada, ficamos tensos quando vemos a fuga destas e rimos durante a curtíssima projeção inteira, embalados pela fantástica trilha-sonora. O final é imprevisível e divertido. Excelente curta.
Oktapodi – Filme Completo:
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This Way Up, de Alan Smith e Adam Foulkes (ING) – ***** de *****
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=FrGvv-5_G1Y&hl=pt-br&fs=1]
Lavatory – Lovestory, de Konstantin Bronzit (RUS) – ***** de *****
Comentário: À primeira vista, aparenta ser um trabalho mais audacioso que os dois filmes supra. Não no que diz respeito à qualidade gráfica, que opta por vários contornos propositadamente sem cor, mas sim no que diz respeito à direção. Quando vemos um homem adentrando o banheiro, a câmera realiza um rápido “close in” e o segue até chegarmos à protagonista da estória. Notamos que ela é uma pessoa triste, vazia, e que sente falta de um grande amor. A estória dela nos cativa, mas demoramos um pouco para nos envolvermos com a mesma. O curta se revela longo demais (“Curta”? “Longo”? Pois é, da série: “antíteses da vida”). Se “This Way Up” precisava de uns minutos a mais para nos cativar definitivamente, “Lavatory – Lovestory” precisa de uns minutos a menos para fazê-lo. No mais é um filme emocionante, engraçadinho (sinônimo de “espirituoso” e não de “jocoso”), muito interessante, e com uma trilha-sonora das mais envolventes. A personagem se revela muito interessante em virtude de sua profissão (alguém já imaginou ver uma “bilheteira de sanitários masculinos” no Cinema, ainda que por alguns poucos minutos?) e o desfecho, apesar de previsível, é ótimo.
Lavatory – Lovestory – Filme Completo:
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Presto, de Doug Sweetland (EUA) – ***** de *****
Comentário: “Presto” era, para muitos (inclusive para mim), considerado o grande favorito para vencer este prêmio. Mas o longa da Disney-Pixar contava com um pequeno “probleminha”: sua trama não conta com uma grande mensagem nas entrelinhas, assim como acontece com “La Maison em Petits Cubes”, “Lavatory – Lovestory” e “Oktapodi”. Já assisti a “Presto” uma vez e já comentei sobre o mesmo utilizando a pré-crítica do longa “Wall-E” para tal, mas não custa nada fazê-lo novamente aqui. Na ocasião disse que o mesmo era um curta “…cuja criatividade, simplicidade e sagacidade das piadinhas embutidas no roteiro, nos remete aos bons tempos de “Tom & Jerry”, “Pica-Pau” e é claro, “Mickey & Donald”…”. Hoje só tenho a ratificar o que disse outrora e, apesar de o filme não ter uma trama muito bem elaborada em seu contexto, revela-se muito fecundo no que diz respeito à criação das situações que envolvem os dois protagonistas. O curta se revela ainda mais interessante quando nos damos conta de que o confronto entre o coelho e o ilusionista, apesar de extremamente direto, ocorre há uma certa distância, o que exige dos roteiristas ainda mais criatividade. E eles dão conta do recado? Claro que sim. Comprove você mesmo assistindo ao vídeo abaixo.
Presto – F
ilme Completo:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=dGvCppS76nw&hl=pt-br&fs=1]
La Maison en Petits Cubes, de Kunio Kato (FRA) – ***** de *****
Comentários: Enfim, o pequeno grande vencedor da noite. Era o segundo favorito, e acabou passando a perna no excelente curta da Disney-Pixar. Mereceu? Sim. O filme demora um pouco para nos cativar e o seu visual pós-impressionista com uma temática surrealista não faz muito sentido durante os primeiros minutos. Contudo, o curta nos surpreende e ganha ritmo a partir do momento em que o protagonista mergulha na água e vai atrás de seu velho e estimado cachimbo. É aí que o visual triste e depressivo do filme, unido à música igualmente triste e depressiva, passa a fazer sentido. Nos vemos diante de um mundo que sofrera um desastre ambiental e ficara imergido nas águas de um oceano. Os habitantes se veem então obrigados a construir um cubículo em cima das casas onde moram, e conforme o nível do mar vai aumentando, mais cubículos vão sendo construídos, o que dá à produção o excelente título de “A Casa dos Pequenos Cubos”. Mas como já havia dito, o filme, aparentemente, trata da estória de um homem velho que mergulha no oceano para procurar um cachimbo perdido. A trama parece ser simples, mas está longe disso. Conforme o protagonista vai mergulhando por entre os cubículos, sua vida vai sendo narrada de modo episodicamente invertido, até chegarmos à infância do mesmo, quando a paisagem predominante era constituída por belas árvores e pastos cobertos com grama bem verde. O curta se revela então um alerta quanto à poluição e o aquecimento global terrestre, algo que pode vir a destruir tudo o que temos de mais belo: a natureza que nos cerca. Um filme introspectivo e belo. O melhor dos cinco, logo, mereceu o Oscar, de fato.
La Maison en Petits Cubes – Parte 1:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=IEUZCmh-sfg&hl=pt-br&fs=1]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0G6ulLnMbcA&hl=pt-br&fs=1]
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o que eu estava procurando, obrigado
De nada! ;D