Filme de Estréia – 18 de setembro de 2.009

Hoje as novidades nos cinemas nacionais são pouquíssimas (apenas três), mas bem variadas.

Começamos pela comédia romântica “A Verdade Nua e Crua”, passamos pelo biográfico “Che 2 – A Guerrilha” e encerramos com o head movieGood Bye Solo”.

Seguem abaixo as sinopses encontradas originalmente no blog “J’adore Le Cinema”, de meu amigo Felipe Sclengmann (para conferir os trailers basta clicar no pôster de cada filme):

Verdade Nua e Crua

A VERDADE NUA E CRUA
(The Ugly Truth. Direção: Robert Liketic. Elenco: Gerard Butler, Katherine Heigl, Cheryl Hines, Bree Turner, Eric Winter, Bonnie Somerville. Ano: 2009)

Sinopse: Abby Richter (Katherine Heigl) é produtora de um programa de TV matinal que sempre teve problemas quando o assunto é sobre sua vida romântica. Para mudar a situação, ela envolve-se numa série de jogos com Mike Alexander (Gerard Butler), que tenta provar suas teorias sobre relacionamentos, além de ajudá-la a encontrar um amor.

Che 2

CHE 2 – A GUERRILHA
(Che: Part Two/ Guerrilla. Direção: Steven Soderbergh. Elenco: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Marc-André Grondin, Catalina Sandino Moreno, María D. Sosa, Lou Diamond Phillips, Carlos Bardem, Matt Damon, Gastón Pauls, Óscar Jaenada. Ano: 2008)

Sinopse: Segunda parte da cinebiografia do líder revolucionário argentino Ernesto “Che” Guevara (Benicio Del Toro), que mostra sua saída do Congo e a guerrilha na Bolívia. Após a Revolução Cubana, Che está no auge de sua fama e poder. Então, ele desaparece, ressurgindo incógnito na Bolívia, onde organiza um pequeno grupo de camaradas cubanos e recrutas bolivianos para começar a grande revolução latino-americano. Diferente da primeira parte, que evocava a vitória na Revolução Cubana, este tem um tom de derrota iminente, já que Guevara foi assassinado em 9 de outubro de 1967.

GoodBye Solo

GOOD BYE SOLO
(Good Bye Solo. Direção: Ramin Bahrani. Elenco: Souleymane Sy Savane, Red West, Diana Franco Galindo, Lane “Roc” Williams, Mamadou Lam, Carmen Leyva. Ano: 2008)

Sinopse: Na Carolina do Norte, dois homens iniciam uma improvável amizade que irá transformar suas vidas para sempre. Solo (Souleymane Sy Savane) é um taxista senegalês em busca de uma vida melhor para sua jovem família. William (Red West), seu passageiro, é um típico homem do sul, já idoso, que carrega alguns arrependimentos. Durante duas semanas, numa viagem de táxi pelo interior, os dois homens percebem que, apesar de suas diferenças, precisam um do outro mais do que conseguem admitir. Good Bye Solo explora a passagem de uma geração e a rápida transformação das feições dos Estados Unidos.

Expectativas:

Não assisti a nenhum dos três filmes, embora deva estar indo conferir “Che 2 – A Guerrilha” ainda hoje, dessa forma, farei algo que simplesmente causa repugnância em mim mesmo: utilizar-me-ei de preconceitos em larga escala a fim de pré-avaliar os filmes.

Não conheço o trabalho da atriz Katherine Heigl, tampouco o do diretor Robert Luketic e menos ainda o da roteirista Karen McCullah Lutz. Gerard Butler é um cara que só investe em porcarias, salvo “300” que, sim, considero um ótimo filme e, podem xingar a vontade, com uma boa atuação da celebridade escocesa. Soma-se tudo isso ao fato de comédia-romântica ser um de meus gêneros cinematográficos mais odiados e pronto, o resultado é minha total antipatia pelo filme. Fora a previsibilidade que, provavelmente, deve cercar a obra toda (alguém duvida que Butler e Heigl terminam a trama juntos?). ‘Määässss’… é claro que o filme pode nos surpreender, assim como o ótimo “Ele Não Está Tão Afim de Você” o fez mesmo sendo previsível, e revelar-se uma agradável experiência.

Em “Che 2 – A Guerrilha” a estória é outra. Assisti ao primeiro – “Che – O Argentino” – e o adorei, apesar de achar que faltou uma abordagem mais humana direcionada ao ícone mor do socialismo latino-americano. Se somarmos a boa impressão causada pelo filme de origem e o fato deste ser conduzido por Steven Soderbergh (cineasta que considero brilhante), protagonizado por um Benício Del Toro que, no episódio anterior, encontrou-se mais brilhante do que nunca (ou quase-nunca) e abordar a estória daquele que foi o grande herói de minha adolescência, o programa se torna excessivamente convidativo, a menos para este que vos escreve. Não o perco por nada desse mundo.

Por fim, falemos sobre “Good Bye Solo”, filme este que chega fazendo muito menos barulho do que os seus outros dois concorrentes. A sinopse me atraiu  bastante e o fato de se tratar de um road movie somado à sua vitória no Festival de Veneza na categoria prêmio da Crítica Internacional atraíram ainda mais (já que confio muito mais nestes festivais europeus do que no próprio Oscar). Se não pender ao melodrama “mela-cueca” ou aos diversos clichês do gênero, tem tudo para ser um drama sutil e fantástico. Quero ver o quanto antes, mas não deve estrear nos cinemas daqui da região.

Sem mais para o momento,
Abraços e bom fim de semana cinematográfico!

Daniel Esteves de Barros.

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