Poema – Infindáveis Queixumes
Outro poema ultra-romântico (pra variar) de minha autoria (maldito dia em que decidi começar a escrever poemas!), esse é bem curto (pois é, passei a tarde toda lendo Álvares de Azevedo, resultou nisso):
Infindáveis Queixumes, por Daniel Esteves de Barros.
Aleivosos ou lhanos afetos não mais me afagam
Belos sonhos não mais nascem dentro de mim
Eminentes perigos não mais me acobardam
Receio que para todo o sempre sejas assim.
Aglomerados de soberbos termos não mais me alentam
O denso cerne da música não mais tem um fim
Profundas e prolongadas alvas não mais me despertam
Desapreço todo o manto estelar e também a Delfim.
Toda a honra e glória do mundo não mais me bastam
A vida equivale-se a uma orquestra sem o seu flautim
Numerosos emplastos não mais me reconfortam
Categoricamente, para todo o sempre serás assim.
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