A Saga Crepúsculo: Lua Nova
Redigido por Daniel Esteves de Barros aos 21 de novembro de 2.009, editado pelo mesmo aos 22 de novembro de 2.009 e publicado pelo mesmo aos 23 de novembro de 2.009.
Avaliação (na escala de 0 a 5):
(Filme Ruim).

Ficha Técnica:
Título Original: The Twilight Saga: New Moon.
Gênero: Romance.
Tempo de Duração: 130 minutos.
Ano de Lançamento: 2009.
Site Oficial: http://www.crepusculofilme.com.br/
País de Origem: Estados Unidos da América.
Direção: Chris Weitz.
Roteiro: Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer.
Elenco: Kristen Stewart (Isabela “Bella” Swan), Taylor Lautner (Jacob Black), Robert Pattinson (Edward Cullen), Billy Burke (Charlie Swan), Ashley Greene (Alice Cullen), Michael Sheen (Aro), Dakota Fanning (Jane), Peter Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Elizabeth Reaser (Esme Cullen), Kellan Lutz (Emmett Cullen), Nikki Reed (Rosalie Hale), Jackson Rathbone (Jasper Hale), Bronson Pelletier (Jared), Alex Meraz (Paul), Kiowa Gordon (Embry Call), Chaske Spencer (Sam Uley), Edi Gathegi (Laurent), Rachelle Lefevre (Victoria), Christopher Heyerdahl (Marcus), Charlie Bewley (Demetri), Daniel Cudmore (Felix), Graham Greene (Harry Clearwater), Anna Kendrick (Jessica), Michael Welch (Mike Newton), Christian Serratos (Angela Weber), Gil Birmingham (Billy Black), Brenna Roth (Emily), Noot Seer (Heidi), Jamie Campbell Bower (Caius) e Justin Chon (Eric Yorkie).
Sinopse: Um incidente na festa de aniversário de Isabella “Bella” Swan (Kristen Stewart) faz com que Edward Cullen (Robert Pattinson) vá embora. Arrasada, Bella encontra consolo ao lado de Jacob Black (Taylor Lautner). Aos poucos ela é atraída para o mundo dos lobisomens, ancestrais inimigos dos vampiros, e passa a ter sua lealdade testada. Quando descobre que a vida de Edward está em perigo, Bella corre contra o tempo para ajudá-lo no combate aos Volturi, um dos mais poderosos clãs de vampiros existentes (Adoro Cinema).
New Moon – Trailer:
Crítica:
É possível notarmos três evoluções residentes neste “A Saga Crepúsculo: Lua Nova” se o compararmos com o episódio original: 1º) Jacob se torna um
personagem muito mais interessante do ponto de vista dramático; 2º) Os efeitos visuais perdem a cara de série televisiva sci-fi B e tornam-se muito mais convenientes e 3º) Kristen Stewart atua de maneira muito mais convincente do que havia o feito em “Crepúsculo”, mas a triste realidade é que para podermos classificar a sua atuação como, apenas fraca, ainda é preciso que a garota (que apesar de possuir uma arrebatadora beleza neo-gótica é uma péssima atriz) melhore uns trezentos por cento (e, antes que me perguntem, eu respondo: Robert Pattinson continua sendo o mesmo canastrão de sempre).
Agora, exclua os três principais pontos onde se pode
notar uma clara evolução desta sequência para o longa que a originou e o que temos de sobra? Um típico filme de continuação hollywoodiano, ou seja, uma obra cinematográfica que, por motivos excessivamente comerciais, ganha uma desnecessária e oportunista extensão de sua estória original contando com pouca, ou nenhuma (como aparenta ser o caso aqui), inspiração por parte de seus realizadores, que só estão interessados mesmo é nos lucros que irão obter em cima da marca que já deixaram com o filme de estréia.
Ao contrário de “Crepúsculo”, onde Catherine Hardwicke realizou uma eficiente direção (e sei que muitos irão discordar completamente quanto ao trabalho de Hardwicke, mas continuo (e sempre continuarei) mantendo a mesmíssima opinião de que ela se saiu bem no longa anterior) que se aproveitava de tomadas aéreas a fim
de captar a beleza das locações do filme, fazendo com que as cenas protagonizadas por Edward e Bella se tornassem ainda mais soberbas quando filmadas em ambientes abertos, aqui Chris Weitz não se esforça nem um pouco e nos entrega uma direção que nada acrescenta à obra, sendo que, até mesmo quando tenta ousar, acaba apoquentando o espectador, como é o caso da irritante e piegas sequência a qual rotaciona a câmera três vezes em torno da protagonista a fim de retratar, de maneira econômica embora melodramática ao extremo, uma passagem de tempo equivalente a três meses (diegéticamente falando, é claro).
Igualmente irritante e piegas, aliás, é também todo o primeiro ato que praticamente destrói aquela Bella atraente do episódio de estréia. A garota determinada, disposta a abandonar tudo em pró do amor (apesar de
considerar tudo isso uma terrível falta de amor próprio, conforme descreverei melhor no parágrafo abaixo) e iniciar uma nova luta ao lado de Edward, sai de cena e dá asas a uma guria chorona e com sérios problemas psíquicos (e o mesmo digo das pré-adolescentes mimadas e infelizes que sentaram-se ao meu lado durante a sessão e começaram a derramar lágrimas atrás de lágrimas durante o desenrolar da trama, o que me fez nutrir forte desejo de arremessá-las para dentro da tela do próximo filme que viria a assistir, “2012”, e torcer para que todas acabassem sendo engolidas por um Tsunami como aqueles que destruíram toda a parte oriental do mundo na baboseira que Roland Emmerich faz questão de chamar de filme).
A propósito, é como sempre digo (ligeiramente apoiado por ideais nietzschianos): ama ao próximo aquele que não ama a si mesmo. E, no caso de nossa protagonista, ela ama doentemente o personagem de Pattinson, o que nos leva certamente a inferir que não apenas não ama a si mesma como também se odeia (tanto que as
inúmeras tentativas indiretas de suicídio ilustradas ao desenrolar da película são a prova concreta disso).
Bella se converte então à versão feminina e ianque de Álvares de Azevedo (ou de qualquer outro poeta ultra-romântico que lhe venha à mente e veja na “não-concretização” de um grande amor o motivo para a auto-destruição. Lembrando também que todo o tipo de literatura gótica é sempre bem-vinda quando o assunto da vez vem a ser “A Saga Crepúsculo”). Uma pessoa que passa a clamar a morte, uma vez que não pode mais estar ao pé do amado. A diferença é que, ao contrário das obras do mais importante representante do ultra-romantismo brasileiro (e, talvez, o meu poeta tupiniquim favorito), a sensibilidade conferida à protagonista é tão artificial, exagerada, chula e brega que parece ter sido importada de uma música emo, e não da leveza artística, por exemplo, de um poema maníaco depressivo do naipe de “Se Eu Morresse Amanhã”.
Chegamos, enfim, ao segundo ato (isso, é claro, se você não se irritou o suficiente a ponto de abandonar a sala de cinema durante o primeiro ato).
Bella tenta suprir a aparente eterna ausência de Edward (e, cá entre nós, o que levaria um vampiro à ensolarada Rio de Janeiro?) aumentando o seu laço de amizade com Jacob. A intimidade entre ambos cresce cada vez mais e confesso ser uma experiência agradável vê-los desenvolver tanto carinho entre si. Uma lenda, no entanto, assombra o rapaz, e isso o coloca além da posição de mero-coitadinho-que-ama-a-mocinha-mas-tal-sentimento-nunca-será-correspondido, fazendo com que o roteiro “desenhe” ao rapaz um arco dramático muito mais forte do que ele vinha sustentando até então.
Caminhamos razoavelmente bem, com cenas de ação repreensivas em seu propósito e sequências que mostram ao espectador que a personagem de Kristen Stewart jamais seria feliz ao lado do descendente de nativos estadunidenses, uma vez que
o personagem de Taylor Lautner prova não ter a mesma sensibilidade de Cullen que, ao mostrar-se grande apreciador de literatura sheakspeariana (a propósito, quem Stephenie Meyer pensa que é a ponto de questionar uma atitude adotada por Romeu, sendo que os seus protagonistas agem, por vezes, de maneira infinitamente mais imbecil?), acaba criando um outro ponto em comum com Bella, ao contrário de Black que destoa completamente desta ao apreciar um filme de ação gradativamente violento que, como era de se esperar, não causou quaisquer impactos emotivos sobre a bela protagonista.
Mas se o primeiro ato assaz insuportável pode ser ligeiramente perdoado graças à razoabilidade deste seu segundo ato, “Lua Nova” tropeça novamente devido a um terceiro ato completamente tolo.
Já não bastava o pretexto pouco consistente e carregado de clichês que Edward havia apresentado no início da projeção a fim de “romper” a relação com Isabela (e, francamente, até uma criança de cinco anos de idade teria notado a falta de autenticidade oriunda das afirmações de Cullen), o roteiro ainda nos força a encarar um mal entendido excessivamente desconexo que faz com que o mais importante vampiro da cine série opte por rumar-se aos Volturi, clamando a própria destruição, o que resulta em um dos maiores sentimentalismos baratos que já pude presenciar dentro de uma sala de cinema.
E uma vez que mencionei os Volturi, vale lembrar que “Lua Nova” ganha, mas também perde, muitos pontos ao apresentá-los ao público. Ao passo que é deveras interessante constatarmos que há uma corte suprema que rege as
leis e penas no mundo dos vampiros, o que torna a sociedade vampiresca ainda mais interessante do que ela já havia se mostrado em “Crepúsculo” (em virtude da originalidade e do modo como a retratação é feita, tomando as necessárias cautelas a fim de fugir de estereótipos), é frustrante demais testemunharmos que, além do filme realizar uma abordagem visivelmente insuficiente sobre tais áulicos, erra drasticamente ao supor que um grupo de jovens vampiros teria o atilamento cogente a fim de driblar a experiência e destreza de sábios do naipe de Aro (encarnado pelo sempre eficiente Michael Sheen, mas que aqui mostra-se dono de uma canastrice digna de se fazer inveja a um… deixe-me ver… a um… bem, a um Robert Pattinson).
Notavelmente inferior ao primeiro episódio da cine
série (embora muitos dirão o contrário), “Lua Nova” conta com um interessante segundo ato e cria uma atraente química entre a atriz Kristen Stewart e seu colega, Taylor Lautner (muito mais interessante que a química constituída em cima dela e de Pattinson, mas ainda considero o romance dentre ambos muito mais forte em face da força dramática estabelecida pela compatibilidade de gênio entre os dois), mas que jamais revela-se forte o bastante a ponto de derrotar a pieguice contida em seu primeiro ato e o frustrante desfecho.
Obs.: Antes que alguma “aborrecente” fã da série venha dizer que sou mal-amado, “mal-comido” (como eu poderia ser “mal-comido” se não sou homossexual? Enfim, deixa pra lá) e blá, blá, blá… digo que emocionei-me
consideravelmente com outras histórias de amor do naipe de “O Morro dos Ventos Uivantes”, “Casablanca”, “…E o Vento Levou”, “Dr. Jivago”, “Romeu & Julieta” e, para que não digam que sou apreciador apenas de “velharias”, “Orgulho & Preconceito”, o irmão-europeu de “Crepúsculo”: “Deixe Ela Entrar” e, acreditem, emocionei-me (ainda que de soslaio) também com o próprio “Crepúsculo”, o que me fez nutrir inocentemente algumas espectativas para este “A Saga Crepúsculo: Lua Nova”, que de sensibilidade amorosa não tem é nada.
Avaliação Final: 3,5 na escala de 10,0.
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caraaaaaaaaaa sobre a atuaçao de kristen nao posso discordar…ela foi muito fraca.nao me leve a mal eu adoro a kristen acho ela uma otima pessoa muito simpatica mas sinceramente…..meu vc q escreveu isso realmente é……….UM MAL COMIDO!!!!!
“Meu vc q escreveu isso realmente é……….UM MAL COMIDO!!!!!”
Ohhh, belíssimo argumento. Foi a crítica mais bem argumentada (gargalhadas) que já recebi por ter falado mal de “Lua Nova” e, por este motivo, foi a única que resolvi aceitar (ou seja, as demais crepuscubiscateletes que apetecerem se manifestar, terão os seus comentários rejeitados e serão bloqueadas automaticamente). Parabéns, o mundo precisa de pessoas que saibam argumentar tão bem quanto você (gargalhadas)!
A propósito, já que estamos falando de Cinema e eu fui tão injusto com essa merd… digo, com esse filme, você saberia me dizer a diferença entre um “traveling” e um “close out” (sem olhar no Google, por favor)? Saberia me dizer em qual das três partes de um roteiro podemos encontrar a confrontação (sem olhar no Google e sem ler a minha crítica de “Educação”)? Saberia, sequer me dizer se esta porra que você chama de obra-cinematográfica conta com um “close out”, um “traveling” ou uma confrontação que seja? Pois é… foi o que eu imaginei, afinal, caso soubesse o conceito de um único termo que citei, saberia que “Lua Nova” é uma bosta, e ponto final!
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