Avatar (visto em sala normal)
Redigido, editado e publicado por Daniel Esteves de Barros aos 18 de dezembro de 2009.
Avaliação (na escala de 0 a 5): ![]()
![]()
![]()
(Ótimo Filme).
![]()
Ficha Técnica:
Título Original: Avatar.
Gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação e Fantasia.
Tempo de Duração: 148 minutos.
Ano de Lançamento: 2009.
Site Oficial: http://www.avatarfilme.com.br/
Países de Origem: Estados Unidos da América.
Direção: James Cameron.
Roteiro: James Cameron.
Elenco: Zoe Saldana (Neytiri), Sam Worthington (Jake Sully), Michelle Rodriguez (Trudy Chacon), Sigourney Weaver (Dra. Grace Augustine), Giovanni Ribisi (Selfridge), CCH Pounder (Moha), Stephen Lang (Coronel Quaritch), Joel Moore (Norm Spellman), Laz Alonso (Tsu’Tey), Dileep Rao (Dr. Max Patel), Peter Mensah (Akwey), Matt Gerald (Lyle Wainfleet) e Wes Studi.
Sinopse: Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para participar do programa Avatar, onde poderá voltar a andar. Para tanto viaja a Pandora, uma lua extraterrestre onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O planeta é também o lar dos Na’Vi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos. Os Na’Vi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Na’Vi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Na’Vi que conhece em batalha. (Fonte: Adoro Cinema).
Avatar – Trailer:
Crítica:
“…Cameron reinventa o Cinema…”, “…Cameron cria uma nova técnica de filmagem…”, “…Cameron brinca de Louis e Auguste Lumière…” (está bem, essa última assumo que fui eu quem mencionou no Twitter), “…Cameron irá dividir o Cinema em antes e depois de “Avatar”…”, “…Cameron é Deus…”, “…Cameron defeca ouro…”… ops, paremos por aí, a coisa já está ficando exacerbadamente malacafenta e hiperbólica (e para quem está com preguiça de consultar o dicionário, leia-se: “a coisa já está ficando nojenta e exagerada demais”).
As frases supracitadas refletem bem o exagero com o qual o jornalismo cinematográfico trabalhou nos últimos meses criando uma expectativa acima do normal no médio espectador. Cameron criou novas técnicas de filmagem? Sim. Criou uma câmera exclusiva capaz de capturar as maravilhas de um mundo inteiramente digital? Sim. Criou um espetáculo visual jamais visto no Cinema? Sim. Cameron criou tudo isso e, francamente, criou muito mais, muito mais mesmo.
Mas aí fica a tal pergunta no ar: essa obra é capaz de dividir ou, pior ainda, reinventar o Cinema? Negativo.
Cinema é uma arte audiovisual. Ponto final? De forma alguma. Cinema é uma arte audiovisual, vírgula, mas que depende crucialmente da estrutura narrativa de suas obras. Não, “Avatar” não é tão falho assim do ponto de vista narrativo. O filme conta com vários acertos no roteiro, mas o bem da verdade é que (e o que escreverei a seguir talvez resuma todo este texto) Cameron chega sim a “reinventar” o Cinema (com várias ressalvas aqui, afinal de contas, ele inventa um inaudito modo de se “filmar” Cinema, mas não de se “contar” Cinema), mas esquece-se de “reinventar” os clichês.
Sabe o coronel durão, que apetece trincar uma rocha inteira na base do cuspe? Pois é, ele aparece aqui e, por mais que o roteiro tente disfarçá-lo numa falha tentativa de torná-lo humanista, não dá certo. Sabe a cientista obcecada, que ama a natureza e tem pinta de lésbica e grosseirona (personagem que se torna ainda mais caricata na pele da eterna Ripley) mas que, com o tempo, vai se tornando uma ambientalista camarada? Pois é, ela está aqui também. Sabe o mocinho que tem propósitos levemente malévolos no começo da projeção mas que, ao desenrolar da trama, apaixona-se pela mocinha, muda completamente os seus propósitos e ruma a um desfecho feliz? Pois é, ele também está aqui.
Aliás, não só os clichês e estereótipos acima citados. Muitos outros (e vale citar uma oficial mulata deliciosa e durona que pilota helicópteros e, honestamente, torço com todas as forças para que ela venha fazer parte de meus próximos sonhos estando completamente nua e trans… bem… deixe para lá…) também permeiam toda a sessão de “Avatar”, mas Cameron (e, juro, nunca imaginei que um dia viria a dizer isso, já que estou longe de ser fã do diretor de um dos filmes mais superestimados de todos os tempos: “Titanic”), como num passe de mágica, mostra-se capaz de nos emocionar com tudo aquilo que está em cena.
Sim, sabemos exatamente como terminará o romance entre o casal de protagonistas com apenas cinco minutos de projeção, mas Cameron filma o affair entre ambos de uma forma tão sensível (tomando o devido cuidado ao mostrar meticulosamente a forma como Neytiri introduz Jake Sully à cultura Na’Vi) que torna-se impossível não nos cativarmos com o mesmo. Também sabemos exatamente como terminará a batalha final entre humanos e Na’Vi’s, mas Cameron (assim como Peter Jackson o fez em “O Senhor dos Anéis”) filma tudo de um modo tão tenso e desesperador que somos praticamente transportados para dentro do embate.
Talvez esteja aí a força de “Avatar”, nas mãos de seu diretor. Ironicamente, os defeitos do longa também estão nas mesmas mãos, mas nas mesmas mãos que foram utilizadas com um outro propósito: o de escrever o roteiro.
Eis aqui um raro caso onde uma direção extremamente satisfatória acaba superando alguns furos do roteiro que, posto em prática por outra pessoa (e novamente friso: não sou fã de Cameron, muito longe, mesmo, disso), talvez não pudessem ser tapados. Coisas do Cinema.
O quê? A parte visual? Bem, não pude assistir ao filme em IMAX, ou em um mero cineminha 3D que seja, mas pretendo fazer isso neste final de semana e registrar as minhas impressões por aqui, contudo, em um outro texto.
Por ora só posso afirmar o seguinte: mesmo assistindo ao longa da forma mais tradicional o possível, não há como negar que trata-se de um dos mais (senão o mais) perfeitos espetáculos visuais regados às mais diversificadas cores fluorescentes que já pude conferir na história da Sétima Arte!
O quê? Não entendeu bulhufas do que afirmei acima? Pois é, é só vendo mesmo para crer!
Fantástico!
Avaliação Final: 8,5 na escala de 10,0.
English
Español
Niederlande
Français
Русский
Italiano
日本語
Svenska
Deutsch
Suomen