Avatar (visto em sala IMAX 3D)

Redigido, editado e publicado por Daniel Esteves de Barros aos 20 de dezembro de 2009.

Avaliação (na escala de 0 a 5): rolo-de-filme-150x150rolo-de-filme-150x1501rolo-de-filme-150x1501rolo-de-filme-150x1501(Ótimo Filme).

avatar4Ficha Técnica:
Título Original: Avatar.
Gênero: Ficção Científica, Aventura, Ação e Fantasia.
Tempo de Duração: 148 minutos.
Ano de Lançamento: 2009.
Site Oficial: http://www.avatarfilme.com.br/
Países de Origem: Estados Unidos da América.
Direção: James Cameron.
Roteiro: James Cameron.
Elenco: Zoe Saldana (Neytiri), Sam Worthington (Jake Sully), Michelle Rodriguez (Trudy Chacon), Sigourney Weaver (Dra. Grace Augustine), Giovanni Ribisi (Selfridge), CCH Pounder (Moha), Stephen Lang (Coronel Quaritch), Joel Moore (Norm Spellman), Laz Alonso (Tsu’Tey), Dileep Rao (Dr. Max Patel), Peter Mensah (Akwey), Matt Gerald (Lyle Wainfleet) e Wes Studi.

Sinopse: Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para participar do programa Avatar, onde poderá voltar a andar. Para tanto viaja a Pandora, uma lua extraterrestre onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O planeta é também o lar dos Navi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos. Os Navi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Navi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Navi que conhece em batalha. (Fonte: Adoro Cinema).

Avatar – Trailer:

Crítica:

Particularmente, creio que tenha assistido a “Avatar” das duas formas como se deve assistir ao mesmo: legendado e em 2D e dublado em IMAX 3D.

Questão de opinião, mas não creio que seja algo lá muito interessante ler legendas que ficam tão perto de seus olhos em face da tecnologia dos óculos 3D (que, também particularmente, julgo um tanto o quanto anti-higiênicos). O campo de visão que a legenda cobre acaba não permitindo que você repare em outros detalhes visuais do filme simultaneamente enquanto tenta ler os dizeres que aparecem no canto inferior da tela.

Também não acredito que os óculos e a tecnologia IMAX 3D acrescentem tanto à experiência de se ver “Avatar”, o que revela-se, irrefutavelmente, um ponto positivo para o filme, uma vez que, caso dependesse de tal advento para funcionar bem, a produção estaria fadada apenas à sua carreira cinematográfica, revelando-se altamente frustrante quando fosse futuramente exibida nas telas das televisões convencionais que temos em nossas casas.

Assistir a “Avatar” em IMAX 3D ou no 3D convencional acrescenta algo à produção? Sim, acrescenta, mas não é algo que eu diria ser inerente para conferi-la e aproveitar a sessão ao máximo (e novamente friso, isso é apenas questão de opinião, pois há muita gente que não se imagina assistindo ao filme em sua versão 2D). É interessante nos sentirmos voando ao lado de cientistas em um laboratório de criogenia, ou notarmos um ramo de samambaia (ou sei lá qual planta vem a ser aquela) passando diante de nossos olhos enquanto as lentes especiais de Cameron mergulham na floresta, ou ainda nos sentirmos bem ao lado de alguns Na’Vi enquanto estes se encontram participando de um culto religioso, mas a verdade é que o longa é tão plasticamente perfeito por si só que, mesmo que você opte por assisti-lo da forma mais convencional o possível, ele irá lhe deixar boquiaberto. Ponto positivo para James Cameron, que conseguiu cumprir o seu principal objetivo: o de impressionar o seu público independentemente da tecnologia à qual o mesmo adote para desfrutar a sua obra.

Enfim, deixei de mencionar a parte gráfica do filme em minha análise anterior justamente porque almejava faze-la separadamente, quando tivesse assistido ao longa da forma como todos recomendam. Agora feito, posso dizer convictamente que, excluindo os exemplos que mencionei no parágrafo acima, a impressão foi praticamente a mesma: “Avatar” é o filme mais plasticamente perfeito que já pude conferir em toda a minha vida.

Sempre que defendo a parte gráfica de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”, menciono a cena em que os protagonistas do longa sobem as escadarias de Lothlórien, cuja beleza é capaz de deixar no chinelo o sonho mais luminoso que todo mortal que já tenha passado por este planeta azul já tenha tido. No entanto, “caminharmos” pelas exóticas florestas de Pandora iluminadas pela bioluminescência de suas plantas é algo que transforma Lothlórien em um reles cenário da festa de aniversário de uma garota que acabara de completar quinze anos.

Aliás, já que teci analogias entre “Avatar” e a trilogia que elevou Peter Jackson ao mais alto patamar de Hollywood, vale dizer que, se a adaptação cinematográfica da obra-prima escrita por J.R.R. Tolkien ganhava destaque pelos seus suntuosos castelos, o longa de James Cameron ganha ainda mais destaque por conseguir extrair algo ainda mais belo de cenários aparentemente naturais, o que parecia algo impossível de ser feito até então.

E o que dizer da perfeição com que as criaturas Na’Vi foram desenvolvidas? Os convincentes movimentos deles, suas naturais mudanças no semblante, os olhos repletos de vida… tudo isso faz com que criaturas como o Capitão Davy Jones (da série “Piratas do Caribe”) ou o Gollum, que já eram praticamente perfeitas, se tornem meros bonequinhos obsoletos, uma vez que os principais habitantes de Pandora se mostram tão visualmente verossímeis quanto os próprios humanos do filme o são.

Mas é claro que todo esse espetáculo visual não se mostra capaz de tapar alguns pequenos defeitos que o filme possui e que já mencionei na primeira análise. A trama é batida: um misto de “Matrix” (o escolhido) com “Dança com Lobos” (um sujeito de nossa espécie tentando aprender e conviver com os costumes de uma civilização gritantemente diferente). Os clichês também estão por toda a parte, conforme havia mencionado no outro texto. A mensagem ambiental é debatida de forma muito mais concreta e convincente em muitos outros filmes (“Wall-E” me vem à memória instantaneamente) e as batalhas, apesar de dirigidas com maestria por Cameron, não atribuem nada de novo ao gênero, pelo contrário, chega a copiar “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” em algumas ocasiões (e quem ainda não assistiu ao filme não leia o resto deste parágrafo, mas não tem como não comparar o momento em que as aves gigantescas de Pandora, sob pedido de Eywa, atacam os helicópteros dos terráqueos com a cena em que as águias gigantes que habitavam a Terra-Média atacam os Nazgul durante a batalha final de “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”).

Contudo, mesmo com os defeitos supracitados, “Avatar” ainda nos brinda com uma eficiente direção por parte de James Cameron e, repetindo o que disse no texto original, trata-se de um dos mais (senão o mais) perfeitos espetáculos visuais regados às mais diversificadas cores fluorescentes que já pude conferir na história da Sétima Arte!

Avaliação Final: 8,5 na escala de 10,0.

2 Responses to “Avatar (visto em sala IMAX 3D)”

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