Poema – Paralelo Ilusionista
Redigido, editado e publicado por Daniel Esteves de Barros aos 13 de janeiro de 2010.
Outro poema da série “Daniel é um maníaco depressivo niilista passivo e quer que todos se matem”.
Findam-se os efeitos da cocaína
A consciência se firma novamente
O real concretiza-se vagarosamente
A agonia apunhala-me uma vez mais
Tudo está de volta, tudo é tão igual
Mendigos perambulam tão livremente
A sociedade germina a sua semente
Nugacidade predomina a lucidez
Pombos defecam sobre os monumentos
Atos medíocres esculpidos tão inutilmente
O infeliz cidadão batalha tão bravamente
Ao leu suas memórias são arremessadas
De que me adianta vivenciar tudo isso?
Minha liberdade morre tão levianamente
Essa ordinária existência é tão deprimente
Só me resta enfim a realidade alternativa
Essas prostitutas não mais me excitam
Ejaculações derramadas precocemente
A conjunção executada tão friamente
Não foi nada disso que me prometeram
Eu não queria ter vindo dessa forma
Todos me cobram tão incansavelmente
Todos me esgotam tão visivelmente
E onde é que anda a minha recompensa?
O que são essas pessoas imbecis sorrindo?
Por que encaram tudo tão jocosamente?
Qual é a honra de se viver alienadamente?
E quem sou eu para questionar a alienação?
De que me adianta vivenciar tudo isso?
Minha liberdade morre tão levianamente
Essa ordinária existência é tão deprimente
Só me resta enfim a realidade alternativa
English
Español
Niederlande
Français
Русский
Italiano
日本語
Svenska
Deutsch
Suomen
Rapaz, você está meio estranho.
Eu sempre estive “bem” estranho.
E essa Daniel eu não conhecia..hehe! Prazer!
Prazer! Há muitos Daniéis Esteves de Barros para se conhecer, Alyson, hahahahahaha!!!
A propósito, antes que alguém sugira, não… NÃO SOU USUÁRIO DE DROGAS, a cocaína do início do poema só sugere o “Paralelo Ilusionista” do título.