Preciosa – Uma História de Esperança
Redigido, editado e publicado por Daniel Esteves de Barros aos 07 de fevereiro de 2010.
Avaliação: ![]()
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(Ótimo Filme).
Ficha Técnica:
Título Original: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire.
Gênero: Drama.
Tempo de Duração: 110 minutos.
Ano de Lançamento: 2009.
Site Oficial: http://www.weareallprecious.com/
Nacionalidade: Estados Unidos da América.
Direção: Lee Daniels.
Roteiro: Geoffrey Fletcher, baseado em livro de Sapphire.
Elenco: Gabourey Sidibe (Claireece “Preciosa” Jones). Mo’Nique (Mary), Rodney Jackson (Carl), Paula Patton (Sra. Rain), Mariah Carey (Sra. Weiss), Sherri Shepherd (Cornrows), Lenny Kravitz (Enfermeiro John), Stephanie Andujar (Rita), Chyna Layne (Rhonda), Amina Robinson (Jermaine), Xosha Roquemore (Joann), Angelic Zambrana (Consuelo), Aunt Dot (Tootsie), Nealla Gordon (Sra. Lichtenstein), Barret Helms (Tom Cruise), Kimberly Russell (Katherine), Bill Sage (Sr. Wicher), Sapphire e Patty Duke.
Sinopse: 1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo’Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação (Adoro Cinema).
Precious: Based on the Novel Push by Sapphire – Trailer:
Crítica:
Entendo a dificuldade de se fazer um filme como “Precious” transbordar qualidades. Em primeiro lugar, é preciso que um longa dessa natureza, que visa traçar a estória de uma protagonista tão sofrida, fuja, o máximo possível, da pieguice costumeira em produções do gênero. Logo, esta produção tinha tudo para ser um dramalhão exagerado, melodramático até o osso, mas isso não acontece.
Por trás das páginas do roteiro temos um Geoffrey Fletcher maduro na medida certa e que sabe que deve ter em mãos um material que se aproxime o máximo possível da realidade. Afinal, temos aqui uma protagonista que beira o caricato, mas que em momento algum soa artificial. Claireece é uma jovem estadunidense negra, que teve uma filha com síndrome de Down e encontra-se grávida no momento em que a trama começa a ser desenrolada. Em ambos os casos, a moça sofrera abuso do pai. Não bastasse isso, a mesma ainda se vê obrigada a se confrontar com o fato de ser integrante de uma família miserável, de ser negra (e todos sabemos o quão a população negra sofre com os preconceitos oriundos da população branca estadunidense, não?), de não se adequar aos padrões de beleza estipulados pela sociedade (já que ela sofre de obesidade) e de ser constantemente explorada pela mãe, que a odeia por achar que a mesma, ao ser estuprada, “roubou-lhe” o marido.
Um roteiro menos inteligente certamente faria de Claireece um mero objeto de manipulação pública, ou seja, ela seria a “coitadinha” que faria todos os espectadores chorarem a todo o custo. Nas mãos de um diretor menos competente que Lee Daniels, seria provável também assistirmos a uma produção onde a protagonista, além de servir unicamente para emocionar o público, teria a sua estória regada por uma trilha-sonora maniqueísta e que objetivá-se levar todos às lágrimas. Nada disso acontece, felizmente.
“Preciosa” esbanja qualidade e profissionalismo. O roteiro, como já fora mencionado neste texto, é maduro e realista, bem como a direção de Daniels que, durante muitas cenas (principalmente as rodadas em ambientes fechados) emprega sabiamente o arriscado (embora raramente falho) uso de handcam a fim de acompanhar a trajetória de sua principal personagem com bastante realismo.
As atuações estão todas na medida certa, sobretudo Mo’nique, que justifica todos os prêmios que vem recebendo até então (e até mesmo o Oscar que certamente receberá no próximo dia 07), dando vida à mãe de Claireece, Mary. Praticamente entregando-se à personagem, a atriz veterana chega a assustar em sua composição, seja demonstrando o ódio que nutre pela filha (arremessando objetos na mesma e insultando-a a todo o instante), seja empregando um ar dócil com o intento de enganar a assistente social (e fazê-la crer que realmente precisa do dinheiro do governo), seja chorando desesperada na cena final, dizendo o quanto precisa da filha e dos netos por perto.
Os demais atores também estão muito bem em seus respectivos papéis, principalmente a estreante Gabourey Sidibe, que encarna a sua personagem com naturalidade e, assim como o diretor e o roteirista, faz um trabalho bastante competente a ponto de evitar que Claireece caia no estereótipo. Destaque para os astros Mariah Carey e Lenny Kravitz, que deixam um pouco de lado o glamour que ambos tem por serem ícones pop e encarnam muitíssimo bem personagens repletos de calor humano.
É uma pena, no entanto, que um filme cuja maior qualidade residia no fato de fugir de todos os dramalhões do gênero a ponto de tentar criar relações artificiais com o espectador, peque, justamente, por utilizar-se de um artifício completamente dispensável para o resultado final da obra. Refiro-me à revelação que Mary faz a Claireece, em meio à trama, quando informa a esta sobre uma grave doença que pode simplesmente destruir a vida da garota, que até então, parecia estar começando a se ajustar. O problema é que tal ponto abordado pelo roteiro simplesmente é esquecido e abandonado durante o desenrolar da estória e em nada altera o desfecho da mesma, o que nos faz pensar que, de fato, só fora utilizado com o objetivo de chocar o público.
Mais do que um ótimo drama humanista ou do que uma eficiente crítica social, “Preciosa”, apesar de uma ou outra pequena, mas relevante, falha, merece destaque por ser um forte representante da ascensão do Cinema negro (já que o roteirista é negro, o diretor, e principal produtor, é negro e os atores principais também são negros) estadunidense.
Obs.: Se o filme conta com poucas tentativas artificiais de emocionar o seu público, o subtítulo nacional opta por compensar tudo isso e anexa o “Uma Estória de Esperança” a um título que ficaria bem melhor caso fosse apenas “Preciosa”. É… pelo visto as nossas distribuidoras jamais perderão o costume de empregar títulos marqueteiros, maniqueístas, apelativos e infantis à obras cinematográficas cujos títulos nacionais ficariam bem melhores caso fossem traduzidos ao “pé da letra”. Uma pena!
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Eu diria que cerca de monumentalidade, grandiosidade de algumas parcelas. E chamaria – “não filtrada real. Na minha opinião, a beleza – é ainda uma outra: a melhor, limpo, Favoritos, fazendo você tremer e se surpreender. Você pode encontrar a beleza em tudo, mas todos juntos – e não uma beleza. IMHO.
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Muito obrigado. Informações muito úteis.
Sim, tenho:
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Muitíssimo obrigado por visitar e se inscrever!
Quem agradece sou eu, Товарищ!
Большой обнять и обратно!!!
Sempre tive o povo russo como o mais inteligente dentre todos (afinal, liderar uma Revolução, ser a estrela-guia da U.R.S.S. e ter a mente aberta o bastante para implantar um sistema econômico tão perfeito, embora tão arriscado, quanto o Socialismo não é para qualquer um), todavia, não sabia também que era o mais simpático dentre todos os outros! ;D