Nano Críticas no Twitter – 19/05 a 24/05/2010

Resolvi registrar aqui algumas nano críticas (se é que posso chamá-las de tal modo) que postei no Twitter entre o período de 19 de maio de 2010 a 24 de maio de 2010. Seguem abaixo:

Fúria de Titãs (1981) – ****

Em “Fúria de Titãs (1981)”, Desmond Davis entrega ao público uma ótima direção que, aliada a uma eficiente montagem e a uma trama bem elaborada, quase faz com que os personagens unidimensionais passem batido… pois é… quase…

Pacto Sinistro – ****

Com uma trama já cativante por si só, “Pacto Sinistro” ainda nos brinda com um Alfred Hitchcok inspirado que, por trás das câmeras, prepara, como ninguém, o espectador para o suspense. A montagem assume uma função narrativa magistral ao final do longa e ainda podemos nos deleitar com uma cena antológica e desesperadora: a luta no carrossel. Robert Walker está perfeito no papel de Bruno, já o restante do elenco, incluindo Farley Granger, realiza atuações apenas corretas.

As Aventuras de Robin Hood – ****

Ícone mor entre os filmes de “capa e espada” (afinal, foi a grande fonte de inspiração entre os demais longas do gênero), “As Aventuras de Robin Hood” mostrou-se ousado ao, na época de seu lançamento, propor uma inversão de expectativa em seus espectadores, onde o mocinho era um ladrão e o vilão um rei traidor. Enriquecido por um protagonista tridimensional, um Errol Flynn em uma atuação bastante natural e despojada, em uma época em que os atores eram meramente técnicos, e cenas de aventura regadas por lutas bem coreografadas, “As Aventuras de Robin Hood” acaba falhando apenas ao abusar de um humor assaz infantil permeado por uma trilha-sonora igualmente imatura.

Laranja Mecânica – *****

Dividindo-o em duas partes, na primeira metade de “Laranja Mecânica” Anthony Burgess e Stanley Kubrick comprovam o que dizia Jean-Jacques Rosseau, o indivíduo é um produto do meio, e o meio aqui, é o produto da má administração e da negligência do Estado. Em sua segunda metade “Laranja Mecânica” discorre então sobre os métodos hipócritas os quais o Estado adota para cobrir as falhas deixadas por sua negligência. A opção de tentar remediar o resultado, e não a causa, é claro, falha drasticamente. No desfecho, um Alexander DeLarge idêntico ao do primeiro ato, mas agora, com a aprovação do Estado e da alta sociedade.

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