A Saga Crepúsculo: Eclipse
Redigido por Daniel Esteves de Barros aos 10 de julho de 2.010. Editado e publicado por este aos 11 de julho de 2.010.
Avaliação: ![]()
![]()
(Bom Filme).

Ficha Técnica:
Título Original: The Twilight Saga: Eclipse.
Gênero: Romance.
Tempo de Duração: 124 minutos.
Ano de Lançamento: 2.010.
Site Oficial: http://www.eclipsethemovie.com/
País de Origem: Estados Unidos da América.
Direção: David Slade.
Roteiro: Melissa Rosenberg, baseado em livro de Stephenie Meyer.
Elenco: Kristen Stewart (Bella Swan), Robert Pattinson (Edward Cullen), Taylor Lautner (Jacob Black), Billy Burke (Charlie Swan), Ashley Greene (Alice Cullen), Jackson Rathbone (Jasper Hale), Nikki Reed (Rosalie Hale), Kellan Lutz (Emmett Cullen), Elizabeth Reaser (Esme Cullen), Peter Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Gil Birmingham (Billy Black), Christian Serratos (Angela), Dakota Fanning (Jane), Anna Kendrick (Jessica), Bryce Dallas Howard (Victoria), Sarah Clarke (Renée Dwyer), Jodelle Ferland (Bree), Julia Jones (Leah Clearwater), Kirsten Prout (Lucy), Michael Welch (Mike Newton), Cameron Bright (Alec), BooBoo Stewart (Seth Clearwater), Jack Huston (Royce King II), Catalina Sandino Moreno (Maria), Alex Meraz (Paul), Justin Chon (Eric), Chaske Spencer (Sam Uley), Xavier Samuel (Riley), Daniel Cudmore (Felix), Tinsel Korey (Emily), Leah Gibson (Nettie), Bronson Pelletier (Jared) e Ben Geldreich (John).
Sinopse: Bella Swan (Kristen Stewart) enfim está reunida a seu grande amor, Edward Cullen (Robert Pattinson). Eles planejam se casar assim que chegar a formatura, o que marcará também a transformação de Bella em vampira. Apesar da vontade dela, Edward ainda é reticente em relação à transformação. Paralelamente, Jacob Black (Taylor Lautner), apaixonado por Bella, decide lutar pelo seu amor. Só que a vida do trio está em perigo quando uma legião de vampiros recém criados começa a atacar em Seattle, cidade próxima ao local em que vivem. (Adoro Cinema).
The Twilight Saga: Eclipse – Trailer:
Crítica:
Em 22 de novembro de 2009, fiz o seguinte comentário: ““Crepúsculo” certamente figura entre os piores filmes feitos para se analisar. Não que seja difícil tecer uma análise em cima do mesmo, longe (muito longe mesmo) disso. O problema é que é praticamente impossível agradar a gregos e a troianos com um longa desta espécie, uma vez que, ao falar bem, você corre sério risco de sofrer críticas negativas por parte dos cinéfilos com um gosto mais apurado, mas, ao falar mal, você certamente corre o risco de ser mal recebido pelas milhares de adolescentes fanáticas pela série.”.
Passados oito meses desde que escrevi a afirmação supra, reitero que esta vale também para o mais novo episódio da série cinematográfica envolvendo o triângulo amoroso: Bella-Edward-Jacob.
E não é só o fato de ser difícil de agradar a gregos e a troianos, ao se escrever sobre o filme em questão, que o torna tão frustrante. O pior de tudo é constatarmos que o sensacionalismo exacerbado em cima da obra cinematográfica faz com que esta receba muito mais atenção do que realmente merece receber, já que se trata apenas de um exemplar fílmico passável e nada além, nem aquém, disso.
“Eclipse”, seguindo os passos de “Crepúsculo”, não é uma obra cinematográfica misógina, como muitos pintam por aí, mas também não trata de uma trama de amor tão envolvente, como “outros muitos” também pintam por aí. No geral, somos direcionados a um romance insosso e sem grandes atrativos, mas que carrega consigo o diferencial de trazer à era contemporânea uma paixão à moda antiga e que se julga escaldante, com direito a crises de ciúmes fortíssimas, à importância de manter-se casto até o “sagrado” momento do casamento, dentre outras necedades excessivamente conservadoras que parecem despertar um interesse enorme entre as garotas românticas “perdidas” na era do “ficar”.
Todavia, se a trama amorosa envolvendo o triângulo Bella-Edward-Jacob não emplaca de jeito nenhum e não sai do: “transa-ou-não-transa?” e “morde-ou-não-morde?” (ou então, quando o envolvido é Jacob, “morremos”, até o final deste terceiro episódio, no “ela ama e não assume?” ou “simplesmente não o ama?”), desta vez ao menos temos uma sub-trama (ou seria a trama principal, já que, fugindo do contexto da cinessérie e levando em conta o contexto individual do filme, ela se mostra muito mais importante para este em si?) envolvendo a batalha entre lobisomens e vampiros que, apesar de simplória, confere bastante tensão e ritmo à obra, fazendo com que esta, nem de longe, seja tão monótona quanto o fraco “Lua Nova”.
Aliás, é impressionante e curioso notarmos o quão “Eclipse” destaca-se infinitamente mais quando deixa de lado o seu objetivo mor para retratar algumas sub-tramas abordando o tal conflito sobrenatural. Seja trazendo à tona um antigo e lendário confronto já ocorrido entre lobisomens e vampiros, onde temos o sacrifício de uma mulher a fim de salvar o marido e o restante de sua aldeia, seja, principalmente, focando-se em cenas de ação bem produzidas que retratam o combate entre as duas castas, qualquer coisa torna o enredo muito mais interessante do que o romance brega e aspirante a Sheakspeare com pinceladas góticas (e emo, diga-se de passagem) envolvendo a garota virgem, o vampiro retrógrado e o lobisomem “coitadinho”.
As cenas de ação, a propósito, só não podem ser consideradas excelentes devido à direção insegura de David Slade. Visando mostrar talento (talento?) durante a condução dos conflitos, o cineasta filma cenas bem coreografadas e violentas na medida certa, mas sabe-se lá o porquê opta por seguir o estilo Michael Bay de se fazer filmes. Logo, o cameraman de Slade, com uma filmadora na mão, parece tremer mais do que um operário da construção civil em cima de uma britadeira rompendo um enorme bloco de concreto.
E se a handcam realmente confere uma tensão muito maior, algo imprescindível em sequências do gênero, é fato que é preciso saber utilizar este recurso com muita técnica, pois do contrário as cenas acabam ficando confusas demais, o que faz com que o expectador não consiga discriminar quem está lutando contra quem ou quem está derrotando quem, o que, inevitavelmente, ocorre em “Eclipse”.
* Não obstante, Slade ainda investe na criação de ângulos totalmente desnecessários e que acabam não influenciando o filme em absolutamente nada do ponto de vista narrativo. É o caso da cena em que o diretor, através de um ângulo de 90º (e que muita gente chama, erroneamente, de plano plongé), acompanha a personagem de Bella caminhando em direção à caminhonete do pai com o intento de realizar uma visita ao amigo (amigo?) Jacob.
Na direção de elenco, David Slade também deixa muito a desejar. Se Taylor Lautner, apesar de estar anos luz de ser um Al Pacino (e sim, estou exagerando propositadamente), realiza um trabalho convincente ao dar surtos de ciúme suasórios ou ranger os dentes e utilizar um tom de voz mais agressivo a fim de expressar o ódio oriundo de sua figura dramática, o mesmo não se pode dizer de seus colegas de cenário.
Robert Pattinson, que em “Eclipse” assina o prêmio que deveria receber de pior ator de sua geração, novamente não acrescenta nada ao filme e encarna o seu personagem com a mesma falta de sensibilidade costumeira. A voz do ator é sempre monotônica e, quando este tenta a alterar, o resultado acaba soando artificial demais. Isso sem contar a expressão sempre blasé do rapaz, que não demonstra esforço algum a fim de ilustrar as poucas emoções que o seu personagem emite.
E Kristen Stewart? Bem, será que é preciso mencionar que a garota, novamente, atua da mesma forma apática “morreu-e-não-foi-enterrada” de sempre? Pois é, o olhar inexpressivo e a boca sempre semicerrada da atriz voltam ao terceiro episódio da cinessérie e, ao que tudo indica, se manterão até o quarto capitulo, infelizmente.
Ainda assim, com todos os defeitos mencionados (e mais alguns que anotei em meu bloco de notas, mas não citarei aqui para não me estender demais), não há como negar que “Eclipse”, de fato, cumpre bem o seu papel como obra de mero entretenimento, uma vez que, ao contrário de seu antecessor: o já citado e chatíssimo “Lua Nova”, a trama se desenrola de forma pouco torturante e até mesmo suficientemente interessante durante muitos de seus minutos.
Pena, no entanto, tomarmos ciência de que a exagerada polêmica envolvendo críticos deveras rigorosos de um lado, e fãs deveras insensatas de outro, irá se alastrar até o término desta série que, após o seu encerramento definitivo, passará a ser encarada da maneira a qual realmente deve ser encarada: como um mero conjunto de filmes que não merecem atenção em excesso nem por parte de seus fiéis seguidores (no caso, suas fiéis seguidoras), nem por parte da crítica especializada ou de profissionais da área.
* Obs.: Sobre o “pseudo-plano-plongé”, pensei bastante durante este assunto no hiato entre ontém (11 de julho de 2010, data da publicação desta crítica) e hoje (12 de julho de 2010) e concluí que a criação do ângulo de 90º teve sim um propósito: o de atribuir à câmera uma função subjetiva e de substituir os olhares de Edward Cullen que, na certa, estava vigiando Bella em cima de uma árvore ou do telhado de alguma residência, conforme constatamos assim que a garota entra na caminhonete. Neste caso, ponto positivo, e não negativo, para Slade. Ainda assim, a pontuação final do filme não aumenta o bastante para que este deixe de ser um “três estrelas”. E peço perdão ao leitor (e, principalmente, a Slade
) pelo inconveniente equívoco… é propício dos mais sábios errar e realizar auto-correções
English
Español
Niederlande
Français
Русский
Italiano
日本語
Svenska
Deutsch
Suomen