A Origem
Redigido por Daniel Esteves de Barros aos 06, 07, 10, 13 e 14 de agosto de 2010. Editado e publicado por este aos 14 de agosto de 2010.
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(Ótimo Filme)

Ficha Técnica:
Título Original: Inception.
Gênero: Ficção Científica / Ação.
Tempo de Duração: 148 minutos.
Ano de Lançamento: 2010.
Site Oficial: http://www.aorigem.com.br
País de Origem: Estados Unidos da América / Reino Unido.
Direção: Christopher Nolan.
Roteiro: Christopher Nolan.
Elenco: Leonardo DiCaprio (Dom Cobb), Ellen Page (Ariadne), Joseph Gordon-Levitt (Arthur), Tom Hardy (Eames), Ken Watanabe (Saito), Marion Cotillard (Mal), Cillian Murphy (Robert Fischer), Tom Berenger (Peter Browning), Michael Caine (Miles), Pete Postlethwaite (Maurice Fischer), Lukas Haas (Nash), Tai-Li Lee (Tadashi), Claire Geare (Phillipa – 3 anos) e Magnus Nolan (James – 20 meses).
Sinopse: Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos (Adoro Cinema).
Inception – Trailer:
Crítica:
Christopher Nolan é diretor de filmes cerebrais. É fato que na maior parte de suas obras cinematográficas contamos com uma visível exigência do uso de raciocínio lógico por parte do público que as acompanha. O excelente “Amnésia” (provavelmente o mais cult do diretor) provou isso quando optou pelo emprego de uma montagem que, partindo de uma ótica extremamente alinear, colocou o seu espectador para exercitar a massa encefálica em um conveniente exercício de esquematização de planos que, se bem empregado pelo pólo receptor da experiência audiovisual, implicaria a absorção integral da proposta do filme. E até mesmo em seus trabalhos menos, digamos, presunçosos do ponto de vista intelectual, acabamos nos deparando com experiências menos convenientes para o público que “não gosta de pensar”, já que, para “sentir “Batman Begins” e “Batman – O Cavaleiro das Trevas” na pele”, é preciso compreender perfeitamente a forma como o diretor e roteirista aborda respectivamente o desenvolvimento do medo em seu protagonista e a subjetividade dos conceitos de “bem” (Batman lutando contra o crime se mostra reacionário) e “mal” (Coringa lutando em prol do crime se mostra libertário, até certo ponto, é claro).
Chegamos então ao ano de 2.010 e eis que Nolan apresenta aquele que, até então, vem recebendo menções como o mais cerebral de todos os seus filmes e a obra pela qual o diretor aparenta ter se preparado para dirigir durante toda a sua carreira. Realmente, não se tenha dúvidas quanto ao acumulo das características do trabalho do cineasta inglês nesta sua mais nova investida na sétima arte. Todavia, a originalidade – marca registrada de Nolan – parece fazer um pouco de falta aqui.
Com uma premissa que, para muitos, pode revelar-se audaciosa (e, de fato, é) e original, “A Origem”, na verdade, tem boa parte do alicerce de seu roteiro baseado em “Matrix”. Se no filme dos Wachowski a realidade alternativa era aplicada em suas vítimas a fim de manter o cérebro destas funcionando e produzindo energia que serviria de “alimentação” para as máquinas, aqui uma realidade alternativa idêntica é criada como uma espécie de mini-Matrix privativa com o propósito de obter informações confidenciais extraídas dos sonhos de um dos participantes desta conexão, que vem a ser a vítima (e apenas para fazer uma outra analogia com a sci-fi estrelada por Keanus Reeves, não há como não comparar a proposta que o personagem de Ken Watanabe faz ao personagem de Leonardo DiCaprio com a metáfora das pílulas azul e vermelha: “___ Escolhe entre uma possível esperança (pílula vermelha: a abdicação do conforto superficial e a possibilidade de lutar pelo o que é real) ou o envelhecimento com remorso (pílula azul)?”.)
E se penetrar no sonho de uma pessoa para conseguir extrair informações íntimas desta soa algo um tanto o quanto absurdo em um primeiro momento, o que podemos dizer então da proposta principal do longa, que trata-se do extremo oposto disso tudo, ou seja, a invasão do processo onírico de um determinado indivíduo a fim de implantar uma informação no interior deste?
Tais absurdos, aliás, encaixam-se de forma orgânica no corpo da produção, já que o final desta, conforme mencionarei mais para frente (e não se preocupem, avisarei previamente quando o texto estiver carregado de spoiler(s)), desamarra várias pontas do roteiro com o propósito de amarrar muitas outras que encontravam-se soltas até então, permitindo com que o espectador possa, no desfecho da trama, atar as pontas soltas do modo que julgar mais conveniente, conforme ocorre no indescritível “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, no excelente “Cidade dos Sonhos” e no ótimo “Ilha do Medo”.
A propósito, é impressionante como o final de “A Origem” causa um choque na platéia fazendo com que uma inversão de expectativas nos permita repensar em muitas das pseudo-falhas (e logo mais explicarei o porquê da expressão “pseudo”) que o filme vinha mostrando até então, conforme é o caso, não somente dos absurdos apresentados pelo roteiro, mas também dos personagens bidimensionais, do romance entre o personagem de Leonardo DiCaprio e Marion Cotillard, das atuações meramente técnicas e contidas por parte de todo o elenco (salvo de DiCaprio, que altera o seu tom de voz de forma extremamente natural, e Marion Cotillard, que ganha o seu destaque quando surta ao ver o marido abandonando-a e corre atrás dele dando de cara com a porta fechada do elevador) e até mesmo de algumas decisões aparentemente duvidosas que Christopher Nolan toma na condição de diretor do filme.
Abordando os personagens do longa, não há como negar que um estudo mais aprofundado destes tornaria a experiência toda mais interessante, ao menos em uma primeira vista. Partindo do ponto de que todos são especialistas na infiltração de sonhos, o que nos resta é apenas uma única característica que diferencia cada personagem dos demais. Arthur (Joseph Gordon-Levitt), por exemplo, é o braço direito e melhor amigo do protagonista que está lá para o que der e vier, já Eames (Tom Hardy) é o bad ass do grupo, Miles (Michael Caine) é o mentor do líder da equipe (e novamente Michael Caine encarna este tipo de papel), Saito (Ken Watanabe) é o patrocinador da operação, Fischer (Cillian Murphy) é o alvo, Ariadne (Ellen Page) é a conselheira de Cobb, e por aí vai.
E já que tocamos no nome de Ariadne, creio ser conveniente dedicar este (e mais um outro) parágrafo a fim de descrevê-la melhor. Qual é, afinal de contas, o propósito da moça no filme? Após uma conversa com um camarada meu, Marcelo Yoneshima (e apesar de não gostar de citar pensamentos e opiniões de terceiros em meu texto (afinal de contas, é meu texto. Seria muito fácil escrever críticas “roubando” idéias de terceiros, não?), desta vez considero crucial fazê-lo aqui, até mesmo porque obtive autorização do autor de alguns dos apontamentos a seguir para tal), chegamos à conclusão de que esta só está na trama, de fato, para entregar ao público explicações “mastigadas” sobre a lógica dos sonhos (algo que o sonho de Saito já se encarrega de fazer, diga-se) e para servir de conselheira juvenil a Cobb (algo que me faz lembrar, ainda que de soslaio, da relação entre a personagem de Chloë Grace Moretz e do personagem de Joseph Gordon-Levitt no ótimo “500 Dias com Ela”), quando este opta por revelar segredos de seu passado (e, principalmente, do passado de sua esposa Mal) à garota.
O próprio modo como Ariadne entra em cena, aliás, já revela toda a artificialidade da personagem, já que basta Cobb espontaneamente afirmar: “___ Precisamos de uma edificadora de sonhos” e, “kazam” (e sim, eu sei que este tipo de onomatopéia é deveras inconveniente neste estilo de texto), lá está ela, minutos depois, penetrando em sonhos e se propondo a explicar o que não precisava ser explicado uma vez mais.
E o que dizer da trilha-sonora de Hans Zimmer, então? Se do ponto de vista individual ela é perfeita e confere um ótimo clima de suspense à produção, Christopher Nolan, no entanto, utiliza-a exageradamente fazendo com que esta martele constantemente a cabeça do espectador e acabe, inevitavelmente, mostrando-se um tanto o quanto maniqueísta em alguns casos, uma vez que os acordes pesados tentam conferir um tom de urgência à trama até mesmo quando este não existe.
Mas deixando os “defeitos” do filme de lado (até porque, eles não vão além do que discorri até então) e voltando a citar as qualidades deste, não há como negar, por exemplo, o eficientíssimo trabalho de Lee Smith, que emprega perfeitamente uma montagem rítmica que mantém, de forma magistral, o equilíbrio entre as sequências envolvendo explicações científicas, cenas de ação e momentos de puro suspense, evitando assim desenvolver qualquer tipo de tédio no espectador durante a maior parte da projeção.
Suspense esse que, aliado a uma série de acontecimentos imprevisíveis, à tensão de estarmos ao lado de personagens que, embora tenham de realizar um trabalho imoral, conseguem nos cativar pelas condições intrincáveis as quais se encontram, e pela possibilidade inédita (e aqui sim há uma originalidade impressionante por parte do roteiro), ao menos na sétima arte, de “morrer” em uma camada de um sonho e passar o restante do processo onírico preso a uma camada onde deverá permanecer inerte até que o “dono” do sonho acorde, revela-se capaz de segurar-nos na poltrona da sala de projeção de forma ainda mais eficaz que as sequências de ação do longa que, principalmente no que diz respeito às perseguições sobre os snowmobiles, também se mostram capaz de empolgar-nos em face do modo como são visivelmente bem coreografadas e conduzidas.
Os efeitos visuais também são um espetáculo à parte e justificam os cento e quarenta milhões de dólares gastos com o filme, visto que, de maneira bastante natural, tornam possíveis quaisquer fantasias provenientes dos sonhos de seus personagens, conforme podemos atestar nas cenas em que uma rua, bem como os edifícios que a cerca, dobra para o alto ou então no momento em que as figuras dramáticas de Page e de DiCaprio encontram-se em um café e vários livros, mesas, e até mesmo pedaços de asfalto começam a voar pelo cenário logo após a ocorrência de uma explosão imaginária.
Mas ainda mais instigante do que a montagem, as cenas de suspense e ação, e os efeitos visuais, é o cuidado com o qual o roteiro se propõe a “brincar” com a tênue “barreira” que separa um sonho imediato das ocorrências que se desenrolam de maneira sincronizada no “mundo real”. Partindo do princípio óbvio de que o processo onírico consiste na sucessão de imagens e sons que o cérebro monta durante a nossa letargia, “A Origem” é sagaz o bastante para adotar a possibilidade de um fator alheio à nossa mente influenciar diretamente o nosso sonho, fazendo com que este acabe sendo incluído no processo sequenciado e montado pela massa encefálica, conforme ocorre na cena em que o personagem de DiCaprio ao, no “mundo real”, ser arremessado em uma banheira cheia d’água, sonhe estar no interior de um edifício que sofre uma terrível inundação, ou ainda quando um outro personagem, enquanto encontra-se fisicamente dentro de um veículo que está sofrendo uma queda livre, sonha estar descendo freneticamente uma montanha que vai sendo engolida ferozmente por uma avalanche.
Eis que chegamos ao final de “A Origem” e, com ele, muitas dúvidas (tanto às dúvidas relacionadas ao roteiro quanto às dúvidas supostamente ligadas à qualidade do filme em si) começam a ser sanadas (e a partir de agora sugiro que, todas as pessoas que ainda não tenham assistido a “A Origem” e a “Ilha do Medo” interrompam a leitura e retomem-na apenas no último parágrafo desta crítica).
Bem como mencionei em minha crítica de “Ilha do Medo”, publicada aos 14 de maio do corrente ano, a infindável questão (que no livro de Dennis Lehane conta com um desfecho bem mais fechado, o que é uma pena) envolvendo Teddy Daniels e a sua verdadeira (ou não) loucura era digna da eternização de um debate à lá “Bentinho foi traído por Capitu, ou não?”. Pois a mesmíssima coisa ocorre em “A Origem”. Por mais que a dúvida acerca do que realmente houve com o protagonista do filme de Christopher Nolan seja bem menos intensa do que acontecia no filme de Martin Scorsese, no longa em questão isso acaba nos direcionando a um caminho claramente mais aberto.
Afinal, Dom Cobb estava realmente sonhando? Se sim, por que a última cena se dedica a mostrar o totem do personagem de DiCaprio rodopiando (assim como em “Ilha do Medo” Scorsese insistiu em focalizar o farol na última cena)? Se não, por que as filhas do protagonista (apenas para citar um exemplo, já que o filme nos apresenta a muitos outros) são sempre vistas no mesmíssimo lugar e na mesmíssima posição (sempre de costas, sempre no mesmíssimo jardim e sempre brincando no mesmíssimo balanço) independentemente se elas se encontram na memória de Cobb ou se elas se encontram na verdadeira (ou não) realidade (e sim, o pleonasmo mega-redundante foi proposital) deste? O que foi tudo aquilo então? Um sonho (a missão) dentro de um sonho (a suposta (ou não) realidade, segundo Cobb)? Um sonho (a missão posta em prática no avião) dentro de um sonho (a missão em um contexto geral) dentro de um sonho (a suposta (ou não) realidade, segundo Cobb)? Ou quem sabe não tenha sido um sonho (a sequência da neve) dentro de um sonho (a sequencia na van) dentro de um sonho (a sequência do avião) dentro de um sonho (a missão em um contexto geral) dentro de um sonho (a suposta (ou não) realidade, segundo Cobb)? Ou de repente tudo foi um sonho dentro de milhões de outros sonhos? Ou talvez não, talvez absolutamente tudo do que nos tenha sido exibido seja real (do ponto de vista diegético, é claro), o que significa dizer que Cobb supostamente obteve êxito na missão, obteve a liberdade para poder entrar nos Estados Unidos da America novamente e, ao final do filme, coincidentemente, obteve a mesmíssima visão das filhas que vinha obtendo em sua memória até então.
Minha opinião? Não sei ao certo. Talvez Dom Cobb fosse um típico Tyler Durden, versão Edward Norton. Deprimido, isolado e cansado da vida que levava, o rapaz provavelmente criou uma realidade alternativa a fim de acabar com o tédio de sua verdadeira (ou não) realidade: algo que acredito piamente ser a chave para o desfecho de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, diga-se (apesar de geralmente levar em conta que a obra-prima de Stanley Kubrick não tenha uma única chave para um único final correto a ser considerado). Logo, entre uma ou outra viagem de avião (o desembarque no aeroporto, aliás, é a única cena dentre todo o filme que julgo como verdadeira) Cobb fechava os olhos e entrava em total letargia, buscando no subconsciente um conforto para todos os seus problemas. Talvez ele precisasse de um melhor amigo (Arthur), de um mentor (Miles), de alguém que valorizasse um suposto talento que possui (Saito) e de uma conselheira (Ariadne) que lhe esclarecesse certas dúvidas quanto algo que ele julgasse ilógico na vida (daí talvez o motivo pelo qual a garota se proponha a explicar a lógica dos sonhos mesmo quando aparentemente eles já foram inteiramente explicados nos momentos iniciais do filme) e que lhe fosse também capaz de confortar-lhe diante da perda da esposa.
Aliás, a morte da esposa de Cobb, que em um primeiro momento sugere o porquê do fascínio deste pelo universo dos sonhos, pode muito bem servir como um convite para que o espectador tente deduzir algo sobre o protagonista. Será que Mal realmente existiu? Ou seria ela um fantasma do passado no qual o personagem de DiCaprio projeta uma suposta frustração amorosa? Independentemente da resposta que possamos obter aqui, não tenham dúvidas de que isto só vem a tornar o sujeito uma figura dramática ainda mais instigante.
Mas e os demais personagens que, conforme mencionei, são bidimensionais (e reparem que começo, a partir de então, a justificar o emprego da palavra “pseudo-falhas”, que citei no início deste texto)? Oras, quando sonhamos, o que é mais usual: traçarmos um desenvolvimento mais completo das pessoas que compõem o nosso processo onírico ou das ocorrências deste? Pois é, e levando-se em conta que a segunda resposta seja a mais lógica, podemos sugerir que isto também vem a ser uma prova de que o protagonista realmente encontrava-se sonhando durante boa parte da trama e que personagens como Arthur e Ariadne (dentre os demais) realmente eram frutos do subconsciente deste que acabaram sendo projetados sobre as figuras das pessoas com as quais ele compartilhou o vôo que viria a ser o pontapé inicial da suposta missão.
Por este motivo, talvez, as atuações de todo o elenco (salvo DiCaprio e Cotillard, que encarnam os personagens mais complexos da trama) sejam apenas corretas, afinal, como podemos exigir atuações excepcionais de atores que encarnaram figuras dramáticas propositadamente singelas (no entanto, a questão que fica no ar é: por que gastar tanto dinheiro para pagar cachês altos a atores renomados que se verão limitados a realizar atuações apenas medíocres)?
Do mesmo modo, como podemos exigir de Nolan uma direção mais enérgica ou até mesmo mais técnica? Como podemos exigir que o diretor realize travellings com rotações de trezentos e sessenta graus, assim como fizera em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, em um filme onde, na melhor das hipóteses, mais de noventa por cento do enredo se passa nos sonhos de seus personagens principais? Durante os nossos sonhos, por mais tensos que estes venham a ser, como é a nossa visão: contida ou tremida? Tendo isso em vista, por que deveríamos supor que o diretor teria a obrigação de fazer algo além de tremer suavemente a câmera aqui e ali? O que justificaria Nolan realizar algo além de uma direção contida em uma projeção onde a câmera deve acompanhar a visão de um participante inerte nos sonhos?
Finalizando, afirmo realmente ser provável que “A Origem” trate-se do filme mais cerebral e amadurecido de Christopher Nolan, o que não quer dizer que é necessariamente o seu melhor trabalho. Para tal, fico com “Batman – O Cavaleiro das Trevas” mesmo, uma ótima produção que conta com qualidades o bastante para ser elevada ao status de obra-prima, ao contrário de “A Origem” que tratasse de uma obra-prima com alguns defeitos que se revelam suficientes o bastante para relegá-la ao status de ótimo filme, e nada mais do que isso.
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