Saldo de Minhas Apostas nos Indicados ao Oscar 2012, justificando as apostas furadas (e não foram poucas), a leve imprevisibilidade desta edição do Oscar e muitas gírias e piadinhas empregadas de modo infâme
Por Daniel Esteves de Barros.

É… então… bom… errrrr… pelo visto, contrariando o que disse no post anterior, o Oscar 2012 me parece que não foi tão previsível assim, pelo menos até o momento, né não? Desta forma, comentários bestas de minha parte como “…tá tudo muito óbvio neste ano… ainda mais óbvio que o usual…” e “Gostaria, acima de tudo, de agradecer ao Capitão Óbvio pela força dada na maior parte das categorias” foram um belo tiro de carabina no meu pé… e adivinhem quem puxou o gatilho? Eu? Talvez, mas com uma fortíssima ajuda da Academia (a propósito, como sempre, usarei a palavra “Academia” a exaustão aqui, mas qual outra palavra eu poderia utilizar pra chamar essa entidade? O quê? Ah, sim, é mesmo, posso utilizar a palavra “entidade”… como não pensei nisso antes?).
Enfim, fiquei contentíssimo com muitos de meus erros e da tentativa de o Oscar fugir um pouco (mas só um pouco… o que, se tratando de Oscar, já é muito) de seus habituais “termômetros”. “Histórias Cruzadas” e “Os Descendentes”, que foram idolatrados em listas anteriores, surgiram aqui como meros coadjuvantes de uma premiação que terá um novo “Quem Quer Ser um Milionário?” (filme estrangeiro que surge na virada do ano como quem não quer nada e leva tudo) e um novo “O Curioso Caso de Benjamin Button” (filme de fantasia comandado por um diretor que não está acostumado com esse gênero e que, no final, não levará pra casa nada de relevante dentre as suas trinta e quatrocentos e mil e duas indicações). Spielberg, embora prestigiado, teve os ovos menos babado aqui do que nas demais premiações. Por outro lado, “A Árvore da Vida”, disparado melhor filme de 2011 (e melhor filme que o Cinema já produziu desde “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel”), teve um pouco de reconhecimento por parte da Academia, o que, se comparado às demais seleções de início de ano, já é muita coisa… e isso me deixa super felizão mesmo.
Mas chega de besteira e vamos pros meus acertos… e erros…
Melhor Filme
O Artista
Histórias Cruzadas
Os Descendentes
A Invenção de Hugo Cabret
Meia-Noite em Paris
Cavalo de Guerra
O Homem que Mudou o Jogo
Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres Tão Forte e Tão Perto
O Espião Que Sabia Demais A Árvore da Vida
Missão Madrinha de Casamento
Percentagem de acerto(s): Sejamos bonzinhos e levemos em conta que só chutei 10 filmes porque, literalmente, nem os membros da Academia sabiam ao certo o número de concorrentes ao prêmio máximo neste ano. Esqueçamos então “Missão Madrinha de Casamento”, que tal? Não?! Humpf… maldade! Mas quer saber? O blog é meu e as regras são igualmente minhas, sendo assim, dentre 9 filmes, acertei 7 e errei apenas 2. 77,77% de acerto.
Justificativa(s): Antes de começar, só gostaria de lembrar (é, sou pedante e nunca admito os meus erros) que eu mencionei no post anterior a possibilidade de “A Árvore da Vida” ficar com o lugar de “Missão Madrinha…” ou “O Espião Que Sabia Demais”, né? Também mencionei que tava listando os filmes de acordo com a probabilidade de cada um deles ser indicado, uma vez que ninguém sabia o número exato de longas que disputariam o prêmio principal, né? E vale dizer que, dos sete primeiros que relacionei, todos entraram. Pois é, até quando erro não deixo de ser genial… fazer o quê? Hã?! “Tão Forte e Tão Perto”? Meu amigo, nem Jeová, Alá, Zeus e Odin juntos poderiam prever a indicação deste filme…
Melhor Diretor
Michel Hazanavicius, por O Artista
Alexander Payne, por Os Descendentes
Martin Scorsese, por A Invenção de Hugo Cabret
Tate Taylor, por Histórias Cruzadas Terrence Malick, por A Árvore da Vida
Woody Allen, por Meia-Noite em Paris
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 diretores. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Olha, ao que tudo indica, o Oscar tá tentando ser mais interessante nessa edição do que o próprio ano cinematográfico em questão. Além de criar um interessantíssimo embate entre gênios dos anos ’70 (Scorsese e Allen), o período de maior qualidade do Cinema estadunidense, a Academia vem e surpreende com a indicação de um outro gênio do mesmo período (e da mesma procedência, diga-se) e deixa de fora um dos “diretores modinha” da vez. A indicação de Malick não é necessariamente surpreendente, mas o filme dirigido por Taylor vinha sendo tão bem comentado que… né?
Melhor Ator
George Clooney, por Os Descendentes
Jean Dujardin, por O Artista
Brad Pitt, por O Homem que Mudou o Jogo
Michael Fassbender, por Shame Demián Bichir, por A Better Life
Gary Oldman, por O Espião que Sabia Demais
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 atores. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Caraca… Fassbender tava com tanto hype por trás de sua atuação em “Shame” que, por mais que Bichir tenha sido indicado pro SGA (o maior termômetro nessa categoria), não tinha muito como prever o meu quarto escolhido fora dessa. Sérião, não tinha mesmo!
Melhor Atriz
Meryl Streep, por A Dama de Ferro
Viola Davis, por Histórias Cruzadas
Michelle Williams, por Sete Dias com Marilyn
Tilda Swinton, por Precisamos Falar Sobre o Kevin Rooney Mara, por Millenium: Os Homens que não Amavam as Mulheres
Glenn Close, por Albert Nobbs
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 atrizes. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Tilda Swinton e o Oscar combinam tão bem quanto eu e uma garrafa de Scotch. Depois de Nicole Kidman (que não se destacou em nada nesse ano), ela é a favorita pra fazer o papel da garota que chamam pro baile só pra tentar disfarçar a previsível entrega da coroa pra guria mais desejada do colégio (tá… péssima analogia). E, como bem sabemos, nesta categoria ou “… and the Oscar goes to… Meryl Streep” ou “… and the Oscar goes to… Michelle Williams” (que é bem mais provável, a meu ver). Ninguém melhor que Swinton pra fazer número nessas horas… mas decidiram chamar Mara…
Melhor Ator Coadjuvante
Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor
Kenneth Branagh, por Sete Dias com Marilyn
Albert Brooks, por Drive Max Von Sydow, por Tão Forte e Tão Perto
Jonah Hill, por O Homem que Mudou o Jogo
Philip Seymour Hoffman, por Tudo Pelo Poder Nick Nolte, por Guerreiro
Percentagem de acerto(s): 3 dentre 5 atores. 60,00% de acerto.
Justificativa(s): Achei que, com a esnobada que a Academia vinha dando em “Tudo Pelo Poder” e “Drive”, uma indicação em Melhor Ator Coadjuvante pros dois longas teria alguma relevância (meio que nem o mendigo que passa na tua casa pedindo roupa e você dá uma camiseta de político pro sujeito (sim, outra pavorosa analogia)… não deixa de ser uma roupa, né?). E Nick Nolte até era previsível, mas Max Von… ei! Peraí!!! Alguém já tinha ouvido falar em “Tão Forte e Tão Perto” antes dele ser indicado em duas categorias pro Oscar?!?!
Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer, por Histórias Cruzadas
Bérénice Bejo, por O Artista
Jessica Chastain, por Histórias Cruzadas
Melissa McCarthy, por Missão: Madrinha de Casamento
Shailene Woodley, por Os Descendentes Janet McTeer, por Albert Nobbs
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 atrizes. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Ah, sejamos francos, né? Woodley era uma aposta muito mais concreta que McTeer (que também tinha lá a sua força, mas não atuou em um filme que, até então, contava com uma pagação de pau tão grande quanto “Os Descendentes”), né não? Que culpa tenho eu se a Academia (mais do que felizmente) tá traquinando legal nesse ano?
Melhor Roteiro Original
Michel Hazanavicius, por O Artista
Woody Allen, por Meia-Noite em Paris
Kristen Wiig e Annie Mumulo, por Missão Madrinha de Casamento
Will Reiser, por 50% J.C. Chandor, por Margin Call: O Dia Antes do Fim
Terrence Malick, por A Árvore da Vida Asghar Farhadi, por A Separação
Percentagem de acerto(s): 3 dentre 5 roteiristas. 60,00% de acerto.
Justificativa(s): Bom, o WGA indicou Will Reiser, o que já é meio encaminho andado, e, como imaginei que a Academia quisesse fazer apenas (digo “apenas” pois sabemos o quanto a entidade em questão não é chegada em produções complexas do naipe de “A Árvore…”) uma graça pro filme estadunidense que faturou Cannes (algo raríssimo de se ver neste corpo celestial chamado Planeta Terra), imaginei que Malick teria mais chances de ser indicado aqui do que num prêmio tão chamativo quanto Melhor Diretor… my mistake. Agora, uma premiação tão ufanista botar um filme iraniano em algo que seja menos voltado pra filmes estrangeiros do que… do que… do que Melhor Filme Estrangeiro (outro óbvio indício de que a noite será do francês “O Artista”)? E J.C. Chandor… whata!!!!!! É… os votantes andam queimando um mato com o prazo de validade vencido…
Melhor Roteiro Adaptado
Nat Faxon, Alexander Payne e Jim Rash, por Os Descendentes
Aaron Sorkin e Steven Zaillian, por O Homem que Mudou o Jogo
John Logan, por A Invenção de Hugo Cabret
Tate Taylor, por Histórias Cruzadas George Clooney & Grant Heslov e Beau Willimon, por Tudo pelo Poder
Bridget O’Connor & Peter Straughan, por O Espião que Sabia Demais
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 roteiristas. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Hã?!?! Taylor de fora (again!!!) pra botar o roteiro do filme do George Clooney que, até então, tava sendo previsivelmente esnobado?! Não obstante, deixar de ser Maria-vai-com-as-outras e não seguir o seu maior termômetro nessa categoria (o WGA) pra fazer justiça com um filme que realmente merece?! Tsc… tô achando que não é mato, não… é balinha mesmo…
Melhor Filme Estrangeiro
A Separação (Irã)
Pina (Alemanha) Bullhead (Bélgica)
In Darkness (Polônia)
Monsieur Lazhar (Canadá)
Footnote (Israel)
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 filmes. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Com todo esse lance de crise financeira e o escambal, até o Oscar anda um pouco menos bairrista-cheio-de-si, conforme comentei na surpreendente indicação de Farhadi, em Roteiro Original. Contudo, já era querer demais ver Pina sendo indicado em Documentário (a indicação mais provável daquela categoria) e também Filme Estrangeiro, não é mesmo? Três filmes que não são da Terra do Tio Sam serem indicados em dois prêmios?! Dois estrangeiros (“O Artista” e “A Separação”, pra quem ainda não se ligou nisso) já não tá exagerado demais? Bem-vindo à Passargada, Daniel, seu vacilão… Quanto a “Bullhead”… ah, poucos esperavam, vai…
Melhor Documentário
Pina
Project Nim If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Hell and Back Again
Buck Paradise Lost 3: Purgatory
Underfeated
Percentagem de acerto(s): 3 dentre 5 filmes. 60,00% de acerto.
Justificativa(s): Aqui foi mais chute do que qualquer coisa. “Pina” era o mais previsível e, depois dele, “Project Nim” era um dos grandes destaques nas demais premiações. No mais, tudo tiro no escuro… matei dois leões com “Hell and Back Again” e “Underfeated”, mas a bala ricocheteou e acertou bem no meu traseiro com “Buck”. A propósito, “Purgatory”? “Hell”? Sinistro… essa categoria só pode tá anunciando o fim dos tempos e a vida eterna!
Melhor Animação
Rango
As Aventuras de Tintim Um Gato em Paris
Operação Presente Chico & Rita
Gato de Botas
Carros 2 Kung Fu Panda 2
Percentagem de acerto(s): 2 dentre 5 filmes. 40,00% de acerto.
Justificativa(s): Oh, oh! Ai… ai… me ferrei… Mas, poxa, “…Tintim” foi indicado ao Bafta, ao PGA, ao Globo de… pfffff… desde quando o Oscar sequer sabe da existência do GG? Enfim, “…Tintim”, se bobear, deve ter sido indicado até ao Prêmio Nobel, mas o Oscar… ah, o Oscar disse não! Assim como surpreendentemente também disse não à Pixar, deixando “Carros 2” (fracasso total de crítica, mas, ainda assim, Pixar, né?) também de fora. “Operação Presente” também tinha fortes chances de indicação, mas é como eu disse mais acima… a Academia tava bem traquinas nesse ano. Agora… “Um Gato em Paris”? “Chico & Rita”? O Oscar tá querendo pagar de underground até em animação? Quanto a “Kung Fu Panda 2”, corria por fora e tinha realmente fortes chances de aparecer aqui pra dar um “oi”… mas só pra dar um “oi”, pois o prêmio, felizmente, ficará com “Rango”, como bem sabemos.
Melhor Fotografia
A Árvore da Vida
A Invenção de Hugo Cabret
O Artista
Cavalo de Guerra
Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Percentagem de acerto(s): 5 dentre 5 direções de fotografia. 100,00% de acerto.
Justificativa(s): É, eu sei, mamãe sempre me disse: “Vai ser diretor de fotografia, meu filho! Você leva jeito pra coisa!”. Aí me meti a ser crítico de Cinema de mentirinha e deu na m*rda que deu.
Melhor Montagem
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Homem que Mudou o Jogo
Cavalo de Guerra Os Descendentes
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 montagens. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): “Cavalo de Guerra” foi indicado a Melhor Filme, mas não foi nomeado a nada que envolva direção, atuação e roteiro. Imaginei que a Academia quisesse justificar a sua indicação ao prêmio principal com uma “Melhor Montagem” na bagagem, mas, pelo visto, não. É só uma desculpa pra botar um Spielberg piegas (outro?!) na disputa do prêmio principal e nada além disso.
Melhor Direção de Arte
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
O Espião que Sabia Demais Cavalo de Guerra
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Histórias Cruzadas Meia-Noite em Paris
Percentagem de acerto(s): 3 dentre 5 direções de arte. 60,00% de acerto.
Justificativa(s): Acho que é pra compensar o que disse na categoria acima sobre “Cavalo de Guerra”, né? Enfim, não assisti a “O Espião…”nem a “Histórias Cruzadas”, logo, não posso julgar. E gostei bastante da direção de arte de “Cavalo…” (e a indicação ao Bafta sugeria que eu deveria apostar nele, porém, a premiação britânica sugeria também que eu apostasse em “O Espião…” e, na troca, quebrei a cara), só não sei se “Meia-Noite…” era pra tanto, já que o trabalho é muitíssimo bem feito, mas um Oscar nessa categoria é um pouquinho exagerado, né não? Enfim, não deixa de ser surpresa ver o filme de Allen por aqui.
Melhor Figurino
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Sete Dias com Marilyn Jane Eyre
Histórias Cruzadas Anônimo
O Espião que Sabia Demais W.E.
Percentagem de acerto(s): 2 dentre 5 figurinistas. 40,00% de acerto.
Justificativa(s): A justificativa aqui é bem simples, técnica, convincente, profissional e plausível: sou cabra ómi e de figurino eu não entendo é p*rra nenhuma.
Melhor Trilha Sonora Original
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra
As Aventuras de Tintim
Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres O Espião Que Sabia Demais
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 trilhas sonoras originais. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Sei lá, imaginei que a mega clássica “Immigrant Song”, na versão “indienizada” de Karen O e Trent Reznor, fosse agradar os votantes, mas, pelo visto, optaram por algo mais tradicional (novidade, não?). Ah, e, pelo visto, o pessoal quer mesmo imortalizar o já imortalizado e recordista (perde só pro Walt Disney) de indicações (47, no total!!!): John Williams… duas numa paulada só!!!
Melhor Canção Original
“Pictures in My Head” (Os Muppets) “Man or Muppet” (Os Muppets)
“The Living Proof” (Histórias Cruzadas) “Real in Rio” (Rio)
“Coeur Volant” (A Invenção de Hugo Cabret)
“Life’s a Happy Song” (Os Muppets)
“Lay Your Head Down” (Albert Nobbs)
Percentagem de acerto(s): 0 dentre 5 cancões… fucking devasting shame on me!!!!! 00,00% de acerto.
Justificativa(s): Eita categoria estranha da p*rra!!! Primeiro, não se sabe ao certo quantos serão os indicados (e, desta vez, foram só dois!!! Caraca, leiam esse artigo da Rolling Stone pra entender melhor essa coisarada toda que nem é tão “coisarada toda” assim). Segundo, e não menos importante, não basta adivinhar o filme, tem que adivinhar também a música. Pfffff… eu adivinhei “Os Muppets”, só não adivinhei “Man or Muppet”, mas, cá entre nós, quem mais adivinhou? E, mais “cá entre nós” ainda, quem imaginou que “Rio” também fosse estar na parada? Bom pro Sergio Mendes e pro Carlinhos Brown, né?
Melhor Mixagem de Som
Cavalo de Guerra
Planeta dos Macacos: A Origem “Millenium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”
Super 8 “A Invenção de Hugo Cabret”
O Homem Que Mudou o Jogo
Transformers (3): O Lado Oculto da Lua.
Percentagem de acerto(s): 3 dentre 5 equipes de mixagem de som. 60,00% de acerto.
Justificativa(s): Por sorte, risquei “Missão Impossível IV…” de última hora e botei “Transformers 3…” aqui. Bom, quanto a “Super 8”, o filme merecia MESMO uma indicação nessa categoria, e seria uma ótima moral que a Academia daria pro seu queridinho Spielberg (que teve envolvido diretamente com a produção) sem precisar necessariamente indicar o longa a prêmios mais importantes (pra isso, eles escolheram “Cavalo de Guerra” que, ao menos, figura em Melhor Filme). Já “Planeta dos Macacos: A Origem” é um revival extremamente bem sucedido de um clássico que deixou lá as suas grandes marcas. Se a categoria pretendia esnobá-lo em categorias mais artísticas (o que era óbvio que iria rolar), por que não indicá-lo ao menos nas três categorias técnicas (indicações que seriam merecidíssimas, diga-se)? Enfim, a minha lógica não funcionou lá muito bem por aqui, mas acertei três indicados pelo menos.
Melhor Edição de Efeitos Sonoros
Cavalo de Guerra
Planeta dos Macacos: a Origem “A Invenção de Hugo Cabret”
Super 8 “Millenium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”
Missão Impossível: Protocolo Fantasma “Drive”
Transformers (3): O Lado Oculto da Lua
Percentagem de acerto(s): 2 dentre 5 equipes de edição de som. 40,00% de acerto.
Justificativa(s): Aqui sim que quebrei a minha cara e a minha lógica não funcionou é NADA bem. As justificativas são as mesmíssimas da categoria anterior, mas com um adendo a “Missão Impossível IV”. Qualé, galera?! O longa estrelado por Tom Cruise foi muito bem recebido pela crítica (93% de aprovação no Rotten Tomatoes!!! Algo praticamente impossível de se acontecer num quarto episódio de uma franquia mainstream!!!), teve uma ótima bilheteria e deu gás a uma franquia que andava mais morta que a minha vontade de ir trabalhar. Por que não indicá-lo aqui pra que os votantes pudessem fingir que, ao menos, sabem da existência do filme? Pelo visto, preferiram fazer isso com “Drive”, o que não deixa de ter coerência também, já que foi um filme estadunidense muito bem aceito em Cannes.
Melhores Efeitos Visuais
Planeta dos Macacos: A Origem
A Invenção de Hugo Cabret
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Super 8 “Gigantes de Aço”
Transformers (3): O Lado Oculto da Lua
Percentagem de acerto(s): 4 dentre 5 equipes de efeitos visuais. 80,00% de acerto.
Justificativa(s): Sobre “Super 8”, sigo o mesmíssimo argumento que utilizei duas categorias acima, reutilizei na categoria diretamente acima e estou reutilizando aqui, o que comprova a minha visível falta de argumentos pra tudo. Enfim… será que a Academia ignorou tanto assim uma das produções de um de seus cineastas mais admirados a ponto de botar “Gigantes de Aço” (que eu não assisti) no lugar? É, parece-me que sim.
Melhor Maquiagem
A Dama de Ferro
A Invenção de Hugo Cabret
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Percentagem de acerto(s): 2 dentre 3 equipes de maquiadores. 66,66% de acerto.
Justificativa(s): Minha justificativa aqui segue as mesmíssimas tendências das de “Melhor Figurino”, ou seja, é bem simples, técnica, convincente, profissional e plausível: sou cabra ómi e de figurino maquiagem eu não entendo é p*rra nenhuma. E ainda assim acertei 66,66%, hã? Que coisa, não?
Bom, e depois dessa embrameira toda, faço as contas e constato que, após apostar em 21 categorias, acertei 65,92524%. É, parece que o Capitão Óbvio não foi tão Capitão Óbvio assim dessa vez, né não? (e você, que tá lendo isso, responde: “___ Não, vacilão!!! Ele não foi nada óbvio e é melhor você parar de se achar tanto!!!”)
Destrinchando essa vergonha toda:
* Em (apenas… shame on me!) 1 categoria acertei 100% das apostas.
* Em 9 categorias acertei 80% das apostas.
* Em 1 categoria acertei 77,77777…% das apostas.
* Em 1 categoria acertei 66,66666…% das apostas.
* Em 5 categorias acertei 60% das apostas.
* Em 3 categorias acertei 40% das apostas.
* Em 1 categoria acertei 00,00% das apostas (oh, crap!!! Errei tudo!!! Será que rola aquele típica desculpinha de broxa: “isso nunca me aconteceu antes”?).
Conclusão: Com pouco mais de 65% de acerto nos indicados, só tenho a dizer que, caso você tenha apostado grana viva levando em conta os meus palpites, você se f*deu, seu trouxa!!! você errou bastante, mas acertou a maioria das categorias, logo, faturou, no mínimo, uma verba pra comprar dois dogão de Kombi e a grana do busão… sendo assim, não me enche o saco e deixa eu terminar com a minha garrafa de whisky, que é sustentada por pessoas que adentram neste espaço virtual pra fazerem apostas com os meus palpites e ganharem dinheiro o suficiente pra comprar três embalagens de drops (brincadeirinha, este blog faz parte de um serviço gratuito (só faltava cobrar por isso, né?), voluntário e glorioso que Sir Daniel Esteves de Barros presta à comunidade…).
Abraços!
English
Español
Niederlande
Français
Русский
Italiano
日本語
Svenska
Deutsch
Suomen