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Crítica – Indiana Jones e o Templo da Perdição


Ficha Técnica:
Título Original: Indiana Jones and the Temple of Doom
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
1984
Estúdio: Paramount Pictures / Lucasfilm Ltd.
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Willard Huyck e Gloria Katz, baseado em estória de George Lucas
Produção: Robert Watts
Música: John Williams
Direção de Fotografia: Douglas Slocombe
Desenho de Produção: Elliot Scott
Direção de Arte: Roger Cain
Figurino: Anthony Powell
Edição: Michael Kahn
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Harrison Ford (Indiana Jones), Kate Capshaw (Willie Scott), Amrish Puri (Mola Ram), Roshan Seth (Chattar Lal), Philip Stone (Capitão Blumburtt), Roy Chiao (Lao Che), David Yip (Wu Han), Ric Young (Kao Kan), Chua Kah Joo (Chen), Philip Tan (Chefe Henchman), Dan Aykroyd (Weber), Steven Spielberg (Turista no aeroporto) e Jonathan Ke Quan.

Sinopse: O arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) tem agora que resgatar as pedras roubadas por um feiticeiro, para libertar crianças escravizadas. Para tanto, enfrenta os poderes mágicos e o fanatismo de um culto que sacrifica seres humanos.

Indiana Jones and the Temple of Doom – Trailer

Crítica:

Se o maior defeito do primeiro episódio da saga (“Os Caçadores da Arca Perdida”) residia no modo cru como Indiana Jones era desenvolvido, neste segundo episódio o roteiro parece ter tido um pouco mais de cuidado ao abordar o protagonista. Não que Jones seja desenvolvido brilhantemente aqui, mas ao menos notamos algumas características deste que não era capaz de serem notadas no episódio anterior, tal como: o charme do protagonista, demonstrado logo no início da película.

O bom humor de Jones também é muito bem trabalhado neste “O Templo da Perdição”. Desta vez, boa parte das piadas vindas do maior herói do Cinema da década de 80 parecem ter sido desenvolvidas de maneira bem mais sarcástica que no longa anterior. Contudo, se por um lado as piadas e gags protagonizadas pelo personagem de Ford são impecáveis, a personagem de Capshaw (Willie Scott) não convence nem um pouco quando é utilizada pelo roteiro como alívio cômico.

Aliás, a personagem de Capshaw não convence nem um pouco quando é utilizada pelo roteiro a fim de desempenhar qualquer função que seja. Além de completamente desnecessária à trama (salvo, é claro, formar um inútil e formulaíco par romântico com Indiana Jones), Willie Scott se revela uma personagem fútil, irritante e sem propósito (já que ela atrapalha muito mais do que ajuda) e os roteiristas Willard Huyck e Gloria Katz nos fariam um grande favor caso tivessem deixado a mesma de fora da trama.

Infelizmente os defeitos do longa não se resumem apenas ao par romântico do protagonista. A trama em si, também não é das melhores (tampouco das piores, diga-se) e é justamente aí que está o maior erro do roteiro. Diferentemente do episódio anterior que se baseara em um tema bíblico com o intuito de nos oferecer uma estória bem interessante (apesar de estar longe de ser perfeita, como muitos alegam ser), este “O Templo da Perdição” apresenta uma trama absurda de feitiçaria. Não bastasse ser absurda, a mesma é pouco complexa, dando a entender que o argumento do filme não demorou muito tempo para ser desenvolvido. E as reviravoltas? Sim, elas existem, mas estão bem longe de serem tão inteligentes quanto as do episódio anterior.

Há algo, porém, que se mostra capaz de tornar este “O Templo da Perdição” um filme tão interessante quanto “Os Caçadores da Arca Perdida”: as seqüências de aventura/ação do mesmo. Apesar de não possuírem a mesma dinâmica que no antecessor (eram mais bem distribuídas), as cenas de aventura deste longa parecem ter sido montadas com mais cuidado para que proporcionassem mais tensão ao espectador, superando até mesmo a clássica cena do caminhão do longa anterior. Como não roer as unhas de tensão com cenas como a do labirinto secreto que, posteriormente, remete os heróis do longa aos vilões do mesmo, a confusão armada no restaurante logo no intróito da película, a seqüência da ponte no final do filme (esta uma das mais hilárias de toda a saga) e, principalmente, a alucinante perseguição realizada em vários vagões sob os trilhos de uma mina?

Alternando entre altos e baixos, o saldo final deste “O Templo da Perdição” acaba sendo positivo e, apesar de não poder ser equiparado ao filme que lhe deu origem, não fica muito atrás daquele.

Avaliação Final: 7,5 na escala de 10,0.

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Crítica – Os Caçadores da Arca Perdida

Ao contrário da grande maioria dos cinéfilos, nunca fui um grande fã da série “Indiana Jones”, nem mesmo durante a minha infância (e olhe que nasci nos anos 80), e mesmo tendo a assistido inúmeras vezes (mais por influência de meu pai do que por vontade própria), jamais consegui me apegar completamente a mesma. Séries como “Guerra Nas Estrelas”, “Superman”, “Batman” (pois é, nunca fui muito fã de HQs, mas em minha infância adorava os filmes destes dois super-heróis em especial) e, principalmente, “007” e “De Volta Para o Futuro” (o terceiro e último episódio desta saga foi o meu filme predileto até eu completar 12 anos em 1.995). Contudo, ao perceber que, como cinéfilo, tinha a obrigação de conferir o quanto antes o quarto episódio da série (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) que acaba de ser lançado nos principais cinemas nacionais, decidi conferir todos os outros três episódios da saga antes de assistir a este mais recente. Ontem, ao conferir o primeiro episódio da saga (“Os Caçadores da Arca Perdida”) pela quarta vez em minha vida, confesso ter tido uma melhor impressão do mesmo do que a que tive quando conferi o mesmo pela terceira vez, há mais de 12 anos atrás, mas ainda assim, continuo achando o longa superestimado, apesar de ótimo.

Ficha Técnica:
Título Original: Raiders Of The Lost Ark
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
1981
Site Oficial: www.indianajones.com
Estúdio: Paramount Pictures / Lucasfilm Ltd.
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Lawrence Kasdan, baseado em estória de George Lucas e Philip Kaufman
Produção: Frank Marshall
Música: John Williams
Direção de Fotografia: Douglas Slocombe
Desenho de Produção: Norman Reynolds
Direção de Arte: Leslie Dilley
Figurino: Deborah Nadoolman
Edição: Michael Kahn
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Harrison Ford (Indiana Jones), Karen Allen (Marion Ravenwood), Paul Freeman (Rene Belloq), Ronald Lacey (Toht), John Rhys-Davies (Sallah), Alfred Molina (Sapito), Denholm Elliott (Marcus Brody), Wolf Kahler (Dietrich), Don Fellows (Coronel Musgrove), William Hootkins (Major Eaton), Fred Sorenson (Jock) e Anthony Higgins.

Sinopse: Em 1936, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) é contratado para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras conteria “Os Dez Mandamentos” que Moisés trouxe do Monte Horeb. Mas como a lenda diz que o exército que a possuir será invencível, Indiana Jones terá um adversário de peso na busca pela arca perdida: o próprio Adolf Hitler.


Raiders of the Lost Ark – Trailer

Crítica:

Conforme mencionei na pré-crítica (apenas para frisar, “pré-crítica” é o texto que escrevo no topo de cada artigo que posto, neste caso, por exemplo, a “pré-crítica” está bem acima da figura em que ilustra Jones brigando com o calvo soldado nazista) deste filme, nunca fui um grande fã da série “Indiana Jones”, nem mesmo durante a minha infância. O motivo? Antes de assisti-lo novamente ontem a noite achava difícil dizer, havia algo nos filmes protagonizados por Indiana Jones que simplesmente não me cativavam tanto quanto cativavam os demais fãs.

Quando decidi assistir a toda trilogia pela quarta vez em minha vida, após mais de 12 anos sem conferir nem ao menos uma única cena da mesma, confesso não ter guardado muito entusiasmo para a sessão e com o término da mesma ontem à noite, cheguei à conclusão de que essa minha falta de entusiasmo não era à toa: Indiana Jones, definitivamente, não me cativa de modo algum, mas não há como negar que, ao menos este primeiro episódio, é um ótimo exemplar do Cinema-pipoca.

Durante os seus 115 minutos de projeção, percebi que havia sido introduzido a uma estória interessante, dinâmica, com ótimas seqüências de aventura/ação, reviravoltas convenientemente bem-vindas e uma agradável dose de bom humor, mas mesmo assim senti que faltava algo para considerar este longa uma obra-prima. Conforme havia previamente mencionado, em minha infância não sabia dizer o que realmente me fazia falta neste filme, mas agora posso fazê-lo com muito mais segurança e sem medo de errar: o maior problema com a saga “Indiana Jones” é o próprio Indiana Jones.

Não, em momento algum disse que o personagem é desinteressante ou que a atuação de Harrison Ford atrapalha o desenvolvimento do protagonista, muito pelo contrário, Ford emprega ao personagem uma expressividade e um carisma fora do comum, apesar de sua voz ser mono tônica demais durante certos momentos da película onde precisaria se empregar outros tons de voz (como, por exemplo, a seqüência em que ele comenta com um amigo que uma pessoa a qual estimava muito (cujo nome não revelarei por razões óbvias) havia morrido, cena esta onde o ator deveria ter empregado um tom de voz bem mais melancólico e depressivo do que o que fôra por ele empregado). O que almejei dizer com tal afirmação é que o roteiro nos apresenta ao personagem de uma maneira muito brusca (assim como a grande maioria dos filmes de Spielberg o fazem).

O longa mal tem início e já vemos Jones em ação, no entanto, nada sabemos de seu passado, nada sabemos dos motivos pelo qual escolheu aquele estilo de vida, nada sabemos do cidadão Indy Jones Jr. A única coisa que sabemos é que estamos diante de um pacato professor de arqueologia (infelizmente, este lado “pacato” do protagonista é explorado de maneira deveras supérflua pelo roteiro) que põe seus conhecimentos em prática quando necessário (e cá entre nós, como o roteiro explica o fato de um professor universitário poder ausentar-se das aulas durante tanto tempo enquanto mergulha de cabeça em uma aventura cujo prazo de duração é indefinido?).

Mas mesmo contando com um protagonista que deveria ter sido desenvolvido com muito mais carinho pelo roteiro, “Os Caçadores da Arca Perdida” acaba se revelando um excelente passatempo, sua trilha-sonora é fantástica e a edição é extremamente competente, conferindo muito ritmo a um filme que, como poucos, se mostra capaz de segurar o espectador do início ao fim, sem aborrecer o mesmo.

Avaliação Final: 8,0 na escala de 10,0.

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Crítica – Homem de Ferro

Quem acompanha as minhas publicações há algum tempo já deve ter percebido que nunca fui lá muito fã de histórias em quadrinhos e, por este motivo, sempre que vou analisar um filme inspirado em uma, creio que seja mais do que conveniente mencionar isto antes de dar início à crítica, afinal de contas, seria um prévio aviso ao leitor de que não irei analisar um filme realizando analogias entre este e a fonte que o inspirou. Partindo do ponto de vista nulo, este “Homem de Ferro” será por mim analisado apenas como um filme, e não como uma adaptação, destarte, qualquer falha desta natureza encontrada em meu texto peço desculpas adiantadas ao leitor.

Ficha Técnica:
Título Original: Iron Man
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.homemdeferro.com.br
Estúdio: Dark Blades Film / Marvel Entertainment / Road Rebel
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Art Marcum, Matt Holloway, Mark Fergus e Hawk Otsby, baseado em personagens criados por Stan Lee, Don Heck, Jack Kirby e Larry Lieber
Produção: Avi Arad e Kevin Feige
Música: Ramin Djawadi
Fotografia: Matthew Libatique
Desenho de Produção: J. Michael Riva
Direção de Arte: Suzan Wexler
Figurino: Rebecca Bentjen e Laura Jean Shannon
Edição: Dan Lebental
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic / The Orphanage / Lola Visual Effects / The Embassy / Pixel Liberation Front / Stan Winston Studio / Gentle Giant Studios
Elenco: Robert Downey Jr. (Tony Stark / Homem de Ferro), Terrence Howard (Tenente-coronel James “Jim” Rhodes), Jeff Bridges (Obadiah Stane / Monge de Ferro), Leslie Bibb (Christine Everhart), Shaun Toub (Yinsen), Faran Tahir (Raza), Sayed Badreya (Abu Bakaar), Bill Smitrovich (General Gabriel), Clark Gregg (Agente Phil Coulson), Tim Guinee (Major Allen), Gwyneth Paltrow (Virginia “Pepper” Potts), Kevin Foster (Jimmy), Garett Noel (Pratt), Eileen Weisinger (Ramirez), Ahmed Ahmed (Ahmed), Gerard Sanders (Howard Stark), Jon Favreau (Hogan), Thomas Craig Plumer (Coronel Craig), Samuel L. Jackson (Nick Fury) e Stan Lee.


Sinopse:

Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um industrial bilionário e um brilhante inventor. Ao ser seqüestrado ele é obrigado, por terroristas, a construir uma arma devastadora, mas, ao invés disto, constrói uma armadura de alta tecnologia que permite que fuja de seu cativeiro. A partir de então ele passa a usá-la para combater o crime, sob o alter-ego do Homem de Ferro.

Iron Man – Trailer

Crítica:

Não é preciso ser um leitor aficionado por histórias em quadrinhos (meu caso) para inferir que estas tratam, quase sempre, da mesma coisa: ou temos uma pessoa extremamente comum que ganha super poderes após sofrer uma mutação genética (e na grande maioria dos casos, tal mutação ocorre em virtude a uma experiência radioativa que acaba sendo mal sucedida) ou então temos a mesma pessoa extremamente comum, mas rica ao extremo, que se sensibiliza com os fracos e oprimidos e decide utilizar toda a sua fortuna para protegê-los dos vilões gananciosos que tanto os ameaça. Este “Homem de Ferro” utiliza a segunda hipótese a fim de construir o seu personagem principal e, como já era de se esperar, afunda em boa parte dos clichês do gênero.

O protagonista é um típico playboy que ocupa o seu tempo única e exclusivamente com mulheres, carrões, jogos de azar e dinheiro, mas após passar por uma experiência traumática (é seqüestrado por um grupo terrorista no Afeganistão que comete atentados utilizando armas fabricadas pela indústria bélica dirigida e administrada por ele) decide, da maneira mais artificial o possível (o roteiro deveria ter desenvolvido o lado sentimental do personagem de maneira mais convincente, sem dúvida alguma), utilizar sua indústria para fazer o bem. A partir deste momento, Stark (protagonista do longa, que será chamado assim de agora em diante) constrói uma armadura com um tremendo poder de defesa e destruição e utiliza a mesma para tornar o mundo um lugar melhor para se viver (ohhh! O bom homem estadunidense).

Mas os clichês não param por aí. Stark ainda arruma tempo para se envolver amorosamente com a secretária (o típico romance dispensável à trama) que, é claro, trata-se de uma moça assaz bondosa, amável, simpática, atenciosa, fiel e confiável, ao passo que o vilão coadjuvante (se é que este termo existe), se alicerça no estereótipo do vilão carrancudo e cruel que, a fim de aumentar ainda mais a artificialidade por trás de si, conta com um desnecessário arrigo por parte da maquiagem que se atreve a pintar uma enorme mancha vermelha (sinceramente não sei se aquilo vem a ser sangue ou não) em sua nuca (ah, e é claro que o vilão coadjuvante é calvo, como não poderia deixar de ser). No entanto, confesso ter me surpreendido, e muito, com o vilão principal do filme que, apesar de megalomaníaco ao extremo, não possui, aparentemente, quaisquer características inamistosas ou caricatas ao extremo (o que é uma benção em produções cinematográficas desta estirpe).

Voltando aos defeitos do longa, infelizmente estes não se resumem apenas a seus clichês. O desenvolvimento inicial do super-herói da produção também deixa bastante a desejar. É incrível como o diretor Jon Favreau realiza tal desenvolvimento de maneira burocrática e, consequentemente, demasiadamente lenta, fazendo com que o público demore excessivamente para se identificar com o herói, além, é claro, de tornar o filme monótono e cansativo durante o seu primeiro ato.

Mas nem tudo são erros em “Homem de Ferro”. Se por um lado o roteiro, assim como a direção, deixa a desejar, por outro lado temos uma ótima direção de arte (repare só no modo cauteloso como as armaduras do personagem-título e do vilão do filme foram criadas), efeitos visuais muito bons, tal como os efeitos sonoros, uma trilha-sonora fantástica (apesar de que o longa abre justamente com a música mais lugar-comum do AC/DC),  as seqüências de ação que, apesar de poucas, são ótimas e a atuação de Robert Downey Jr., que é bem consistente (pena que Gwyneth Paltrow, aqui, esteja mais canastrona do que nunca).

Avaliação Final: 3,5 na escala de 10,0.

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Crítica – Speed Racer

Estes dias estive pensando na possibilidade de aumentar meus textos de 25 para aproximadamente 35 linhas, podendo atingir um limite de até 40 linhas. Sinceramente, estava considerando minhas críticas muito curtas e nem sempre era capaz de redigir todas as minhas opiniões em um texto tão pequeno quanto os que escrevia outrora. Por este motivo, decidi estendê-los de uma maneira que não ficassem nem extensos e nem breves demais. Se a experiência dará certo, não sei dizer, só sei que farei o possível para tornar minhas análises ainda mais aprofundadas. Quanto ao filme “Speed Racer”, só tenho a dizer que não me satisfez nem um pouco, muito pelo contrário. No entanto, ao menos desta vez farei o possível para não utilizar os diversos clichês que o mesmo possui como base para os comentários negativos que tecerei contra o mesmo.


Ficha Técnica:
Título Original: Speed Racer
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 135 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.speedracerofilme.com.br
Estúdio: Warner Bros. Pictures / Anarchos Productions / Village Roadshow Pictures / Silver Pictures
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski
Roteiro: Andy Wachowski e Larry Wachowski, baseado em série de TV criada por Tatsuo Yoshida
Produção: Grant Hill, Joel Silver, Andy Wachowski e Larry Wachowski
Música: Michael Giacchino
Fotografia: David Tattersall
Desenho de Produção: Owen Paterson
Direção de Arte: Hugh Bateup, Marco Bittner Rosser, Stephan O. Gessler, Sebastian T. Krawinkel e Anja Müller
Figurino: Kym Barrett
Edição: Roger Barton e Zach Staenberg
Efeitos Especiais: CIS Hollywood / Evil Eye Pictures / CafeFX / BUF / Industrial Light & Magic / Lola Visual Effects / Digital Domain / Proof / Rainmaker Animation & Visual Effects / Gentle Giant Studios / Halon Entertainment / Rising Sun Pictures / Sony Pictures Imageworks

Elenco: Emile Hirsch (Speed Racer), Nicholas Elia (Speed Racer – jovem), Susan Sarandon (Mãe), Melissa Holroyd (Professora de Speed), Christina Ricci (Trixie), Ariel Winter (Trixie – jovem), Scott Porter (Rex), Kick Gurry (Sparky), Christian Oliver (Snake Oiler), John Goodman (Pops), Mark Zak (Blackjack Benelli), Paulie Litt (Gorducho), Matthew Fox (Corredor X), Nayo Wallace (Minx), Roger Allam (Royalton), Cosma Shiva Hagen (Gennie), Ralph Herforth (Cannonball Taylor), Rain (Taejo Togokhan), Hiroyuki Sanada (Sr. Musha) e Richard Roundtree (Ben Burns).


Sinopse:


Speed Racer (Emile Hirsch) é um jovem extremamente rápido nas pistas de corrida. Nascido para competir, Speed é agressivo, instintivo e destemido ao volante. O único oponente à sua altura é a lembrança de seu falecido irmão, o lendário Rex Racer, o qual idolatrava. Quando Speed dispensa uma lucrativa e tentadora oferta da empresa Royalton Industries isto deixa o dono da companhia, Royalton (Roger Allam), furioso. Logo Speed faz uma importante descoberta: que os resultados de algumas das corridas mais importantes da temporada são pré-determinadas por um grupo de magnatas impiedoso, que manipula os principais corredores para aumentar seus lucros. Com isso a única maneira de Speed salvar os negócios da família é derrotando Royalton em seu próprio jogo. Para tanto ele recebe a ajuda de Trixie (Christina Ricci), sua fiel namorada, e se junta ao seu antigo rival, o Corredor X (Matthew Fox), para enfrentar o mortal rally, que tirou a vida de seu irmão tempos atrás.


Speed Racer – Trailer

Crítica:

Lamentavelmente, este “Speed Racer” corre o sério risco de ser a válvula propulsora de uma geração de sujeitos imbecis apaixonados por velocidade, assim como “Velozes e Furiosos” também o foi. Não bastasse isso, o roteiro parvo do filme pode ocasionar também o alvorecer de uma geração deveras patética e adoradora de carros tunados e turbinados. Ou talvez não, talvez o novo longa dos irmãos Wachowsky, felizmente, caia no esquecimento e não sirva de influência assim como o patético “Velozes e Furiosos” serviu.

Conforme mencionei na pré-crítica deste filme, evitarei utilizar os inúmeros clichês e estereótipos que o longa possui como base para avaliá-lo negativamente, até mesmo porque, devido aos inúmeros defeitos que esta bomba possui pode-se avacalhar a mesma tranquilamente sem precisar apelar para a falta de originalidade de seu roteiro.

E falando em roteiro, que aeroporto de frivolidades é isto, não? A estória, além de pouco original, beira o ridículo e, devido às inúmeras e desnecessárias explicações que o filme faz questão de realizar, se torna extremamente confusa, por mais incrível que isso
possa parecer. Os diálogos extrapolam as margens do piegas e do melodramático, principalmente na cena onde o protagonista justifica os motivos pelo qual rejeita a proposta comercial do vilão do filme.

Por falar, em protagonista e vilão, é lamentável vermos a maneira artificial como ambos são desenvolvidos pelo roteiro. O “mocinho” é o sujeito que tenta ser bom caráter o tempo todo, mas, incongruentemente, demonstra uma total falta de ética enquanto pilota o seu veículo nas pistas. O “vilão” então é mais artificial ainda, sendo o típico empresário inescrupuloso.

Mas nada supera a facilidade que esta porcaria tem para irritar o espectador, principalmente quando opta por pender para o lado da comédia. Repleto de piadinhas sem graça (sobretudo as protagonizadas pelo irmão caçula de Speed Racer: Gorducho, e pelo macaco Zequinha (quem teria sido o imbecil responsável pela tradução dos nomes dos personagens?), uma das duplas mais idiotas de todos os tempos) e diálogos ainda mais ridículos (“Aquilo era um ninja?” ___ Pergunta uma personagem. O outro responde: “___ Estava mais para um não-já!” (a propósito, é bom os “roteiristas” de “A Praça é Nossa” e “Zorra Total” assistirem a este filme e anotarem todas as “piadas” do mesmo, assim quem sabe eles transformam aqueles programas ridículos em algo ainda mais pavoroso).

Contudo, deve-se reconhecer as qualidades do longa (fazer o quê, não é?). Se o roteiro beira o ridículo (salvo no final quando demonstra resquícios de inteligência) e as atuações não convencem nem um pouco, ao menos temos a parte técnica que, sim, é perfeita. A direção de arte constrói carros para lá de magníficos, a fotografia nos apresenta a cenários mirabolantes (preste atenção na beleza plástica que são as pistas de corrida, algo que parece ter saído de um sonho) e os efeitos visuais dão mais ritmo e emoção às corridas devastadoras (que só não são mais devastadoras ainda devido à direção histérica e artificial dos Wachowsky).

Avaliação Final: 4,0 na escala de 10,0.

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Crítica – Viagem à Lua

Há muito tempo almejava assistir à obra-prima de Georges Méliès e finalmente tive a oportunidade de fazê-lo ontem (26/04/2008). No entanto, pensei seriamente se seria viável analisar e publicar uma crítica sobre o mesmo ou não. Primeiramente, o problema ao se avaliar um filme como este começaria na simplicidade do mesmo. Nos dias atuais um filme como “Viagem à Lua” soaria algo extremamente tolo e simplório, mas ao avaliar uma película deve-se sempre levar em conta o período em que o mesmo fôra lançado nos cinemas de todo o mundo. Sendo assim, em 1902, uma obra como esta soaria um tanto o quanto ousada e revolucionária (sim, pois o homem só veio a pisar na lua 67 anos depois). Outro problema sério residiria no formato do texto. Sempre utilizo exatas 25 linhas de texto para redigir um artigo, mas como seria capaz escrever 25 linhas sobre um filme de apenas 12 minutos e extremamente simples? Enfim, darei início à crítica e veremos como me sairei (confesso que estou encarando isso como um árduo desafio).

Ficha Técnica:
Título Original: Le Voyage Dens La Lune
Gênero: Ficção Científica, Aventura e Fantasia
Tempo de Duração: 12 minutos
Ano de Lançamento (França): 1902
Direção: Georges Méliès
Roteiro: Georges Méliès, Jules Vernes e H. G. Wells
Produção: Georges Méliès
Fotografia: Michaut e Lucien Tainguy
Desenho de Produção: Georges Méliès
Direção de Arte: Claudel
Elenco: Victor André (Astrônomo), Bleuette Bernon (Dama da Lua), Brunnet (Astrônomo), Jeanne d’Alcy (Astrônomo), Henri Delannoy (Capitão da Nave), Depierre (Astrônomo), Farjaut (Astrônomo), Kelm (Astrônomo) e Georges Méliès (Prof. Barbenfouillis).

Sinopse: Após trabalharem e porem em prática um projeto inédito de viagem à Lua, um grupo de cientistas se vê em sérios perigos quando pisam em solo lunar e são capturados por extra-terrestres.


Le Voyage Dens La Lune – Complete Movie

Crítica:

Como havia mencionado acima na pré-crítica deste filme, é extremamente complexo analisar este “Viagem à Lua” de maneira convencional, como eu geralmente faço com as demais películas. Além dos motivos supracitados há também uma diferença muito grande entre um filme pré-Griffith e um filme atual. Diferentemente das produções que estamos acostumados a assistir, a obra-prima máxima de Georges Méliès não se preocupa, em momento algum, em realizar uma ampla abordagem de seus personagens, muito pelo contrário, aqui, eles nem ao menos nomes possuem (salvo alguns). “___ E isso implica em defeito?”, me pergunta o leitor. Pois é aí que reside o maior problema, é extremamente difícil dizer se isso implica em defeito ou não. Se analisarmos “Viagem à Lua” tomando por base filmes pouco menos antigos como é o caso de “O Nascimento de Uma Nação”, “Intolerância” (ambos de D. W. Griffith) e “O Garoto” (de Charles Chaplin), isto implica em um defeito gravíssimo, contudo se avaliarmos o mesmo tomando por base filmes pouco mais antigos que ele, percebemos que esta falta de atenção para com os protagonistas da estória era uma praxe na época. O curta de Méliès soma ainda mais pontos se levarmos em conta a revolução que o mesmo causou na Sétima Arte. Além de conter uma estória ousada demais (pois como eu já mencionei acima, a primeira vez que o homem pisou em solo lunar foi 67 anos depois e na época, pensar em ir à lua já era encarado como loucura, quiçá realizar um filme sobre isso) para uma época onde o simples fato de filmar um trem chegando à estação já era motivo o bastante para alarmar o público no cinema e fazê-lo correr alvoroçado, este “Viagem à Lua” ainda revoluciona com uma fotografia que, apesar de ridícula para os padrões atuais, era belíssima na época, afinal de contas, em tempos onde a grande maioria dos filmes nem ao menos possuía um cenário, era extremamente fabuloso ver plantações de cogumelos gigantes, suntuosos palácios lunares, entre outras maravilhas que o curta ofereceu de magnífico em sua época.

Avaliação Final: 10,0 na escala de 10,0.

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