Posts Tagged ‘Biografia’
Boa Noite, e Boa Sorte – ***** de *****

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a postura adotada pelo longa a fim de retratar tal disputa (afinal de contas, a obra não poderia, sob hipótese alguma, deixar de ser parcial), não há como não se empolgar com o mesmo, principalmente quando este se volta às críticas que Murrow realiza contra McCarthy em seu programa See It Now e o roteiro magnificamente bem escrito por George Clooney, baseado em um outro roteiro composto por Grant Heslov, se mostra imprescindível para a elaboração de tal teor político da trama, já que os diálogos por ele apresentados são secos, ríspidos, ácidos e altamente aprofundados, além de realçarem bastante a tensa discussão política sugerida.
O Escafandro e a Borboleta – ***** de *****
Há alguns filmes que mexem conosco de uma forma, digamos, pessoal. Este “O Escafandro e a Borboleta”, por exemplo, me remeteu a uma lembrança bem parecida com a experiência passada pelo protagonista: as reflexões deste durante o seu período de internação hospitalar. Não, o meu caso nem passou perto dos problemas que Jean-Dominique Bauby teve de enfrentar, mas a semana em que fiquei internado no hospital serviu, ao menos, para que eu pudesse repensar a minha vida e dar mais valor a mesma, assim como o personagem de Mathieu Amalric o faz neste longa. Tendo em vista isso, foi impossível eu não criar uma relação pessoal com a obra magistralmente dirigida por Julian Schnabel.
Site Oficial: http://www.lescaphandre-lefilm.com/
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Crítica:
Desde que dei início à redação de críticas de Cinema (no intróito de 2.006), sempre mantive o conveniente costume de avaliar um filme (seja ele qual for) do ponto de vista artístico. Por este motivo, talvez, tenham me perguntado em um determinado dia qual seria a minha definição sobre Arte. Confesso ter ficado sem resposta exata a tal pergunta, mas subjetivamente respondi que Arte era a ferramenta com a qual um artista poderia demonstrar um sentimento seu tomando por base o mundo em que vive.
E é justamente isso o que Julian Schnabel realiza neste “O Escafandro e a Borboleta”, uma obra-prima deveras sensorial, capaz de captar com maestria os sentimentos de solidão, angústia, vazio, depressão e medo de um homem que, após sofrer um fortíssimo derrame cerebral, se depara com os movimentos do corpo todos paralisados, salvo os movimentos de seu olho esquerdo, que possibilitam com que este possa se comunicar com as demais pessoas apenas “piscando letras do alfabeto”. Em outras palavras, Schnabel cria aqui uma verdadeira obra-de-arte.
Realizando um casamento perfeito entre direção e fotografia, Julian Schnabel e Janusz Kaminski (respectivamente: diretor e diretor de fotografia do filme) criam um dos primeiros atos mais inesquecíveis da história do Cinema. Infelizmente, o roteirista Ronald Harwood não colabora muito quando decide prolongar demais (e desnecessariamente, diga-se) a primeira parte do filme. Mas antes de citar os defeitos do longa, peço permissão ao caro leitor para mencionar as qualidades deste que, certamente, encontram-se em maior número.
Conforme havia informado acima, o casamento entre direção e fotografia de “O Escafandro e a Borboleta” funciona da maneira mais perfeita o possível durante o primeiro ato da obra. A fim de conferir o máximo de naturalidade possível à mesma, Schnabel adota a câmera em primeira pessoa (a mesma utilizada por Alfred Hitchcock no sensacional “Janela Indiscreta”), assumindo assim os “olhos” do protagonista, fazendo com que tudo seja exibido ao espectador da maneira mais verossímil o possível.
Kaminski, por sua vez, proporciona a nós, sortudos espectadores, uma fotografia que extrapola os limites da perfeição, alternando entre vários tons de cor, conforme o estado psíquico e/ou físico em que o protagonista se encontra. Só para mencionar alguns exemplos, após acordar do derrame cerebral pela primeira vez, a fotografia toma os devidos cuidados para que o espectador tenha a impressão de que Jean-Dominique Bauby (protagonista do filme) está com a visão inteiramente embaçada. Por outro lado, a fim de demonstrar ao espectador que o protagonista não se mostra capaz de permanecer com o olho aberto por muito tempo, Kaminski vai proporcionando tons cada vez mais escuros à fotografia conforme Jean-Do “luta” a fim de evitar com que o seu olho se cerre, demonstrando o quão exaustivo é tal esforço, caso o mesmo se prolongue por mais do que alguns míseros segundos.
Juliette Welfling, responsável pela (soberba) edição do longa, também merece ser aplaudida de pé. Assim como a direção e a fotografia colaboram muito para que o filme seja altamente impactante, não apenas mantendo a naturalidade da obra, como também encarnando no espectador todo o sentimento do protagonista, a edição possui praticamente as mesmas funções e só para que o leitor possa ter uma idéia do que estou afirmando, durante os minutos iniciais do longa, nas cenas em que Jean-Do encontra-se com a memória quase que totalmente baqueada, Welfling emprega cortes rápidos, a fim de retratar os lapsos memoriais do protagonista.
Infelizmente o roteiro não se mostra tão eficiente quanto a fotografia, a edição e a direção do longa se mostram. Não, em momento algum afirmei que o mesmo deixa de ser excelente, o trabalho de Ronald Harwood apenas não se mostra tão perfeito quanto o trabalho dos demais artistas envolvidos com a obra. Durante o primeiro ato (sempre o primeiro ato, mas fazer o quê? Ele é o grande diferencial da obra), por exemplo, o roteiro parece fazer questão de retratar em demasia o processo de tratamento de Jean-Do, algo que acaba não contribuindo tanto para a conclusão da obra. Se Harwood tivesse sido mais objetivo no
início do filme e aproveitado para se aprofundar mais durante o final do mesmo, certamente a experiência teria sido ainda melhor do que ela já foi.
Para finalizar, aproveito o gancho do primeiro parágrafo, acerca da pergunta sobre o que vem a ser Arte, e informo que, da próxima vez que me fizerem tal questionamento, respondê-lo-ei da seguinte maneira: “___ Assista a “O Escafandro e a Borboleta” e terá a concepção exata do que vem a ser Arte”.
Avaliação Final: 9,0 na escala de 10,0.
Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito – ** de *****

Ficha Técnica:
Título Original: Bezerra de Menezes – O Diário de um Espírito.
Gênero: Drama.
Ano de Lançamento: 2008.
Site Oficial: http://www.bezerrademenezesofilme.com.br/
Nacionalidade: Brasil.
Tempo de Duração: 88 minutos.
Diretor: Glauber Filho e Joe Pimentel.
Roteiristas: Andréa Bardawill e Luciano Klein.
Elenco: Carlos Vereza (Bezerra de Menezes), Magno Carvalho (Bezerra de Menezes Jovem), Lucas Ribeiro (Bezerra de Menezes Criança), Cláudio Raposo (Antonio Adolfo Bezerra de Menezes), Juliana Carvalho (Dona Fabiana), Mirelle Freitas (Maria Cândida), Alexandra Marinho (Cândida Augusta), Ana Rosa (Irmã de Bezerra de Menezes), Everaldo Pontes (Soares), Larissa Vereza (Cunhada de Bezerra de Menezes), Lúcio Mauro (Líder do centro espírita), Pedro Domingues (Senhor Materialista), B. de Paiva (Doutor Leopoldino), Taís Dahas (Hermínia), Fernando Piancó (Pai de Hermínia), Ana Cristina Viana (Mãe de Hermínia), Cristiane de Lavôr (Maria do Carmo), Rodger Rogério (Padre exorcista), Renato Prieto (Pedinte), WJ Solha (Freire Alemão), Robério Diógenes (Altino), Romário Fernandes (Estudante), Andrea Piol (Mãe aflita), Fernando Teixeira (Deputado Gaspar Drumond), Rutílio Oliveira (Deputado Andrade Figueira), Tarcísio Pereira (Médium João Gonçalves do Nascimento), João Dantas (Médico Mário Lacerda), Nanda Costa (Senhora), Fernando Catoni (Farmacêutico), Caio Blat (Militar) e Paulo Goulart Filho (Militar).
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Crítica:
midades? Foi Deus quem proporcionou diretamente ao Homem tais avanços medicinais?”.
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