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O Curioso Caso de Benjamin Button – *** de *****
Elenco: Brad Pitt (Benjamin Button), Cate Blanchett (Daisy), Julia Ormond (Caroline), Taraji P. Henson (Queenie), Faune A. Chambers (Dorothy Baker), Elias Koteas (Monsieur Gateau), Donna DuPlantier (Blanche Devereaux), Jacob Tolano (Martin Gateau), Ed Metzger (Teddy Roosevelt), Jason Flemyng (Thomas Button), Tilda Swinton (Elizabeth Abbott), David Ross Patterson (Walter Abbott) , Joeanna Sayler (Caroline Button), Mahershalalhashbaz Ali (Tizzy), Fiona Hale (Sra. Hollister), Patrick Thomas O’Brien (Dr. Rose), Danny Nelson (General Winston), Marion Zinser (Sra. Horton), Paula Gray (Sybil Wagner), Taren Cunningham (Elizabeth Abbott – jovem), Elle Fanning (Daisy – 7 anos), Madisen Beaty (Daisy – 10 anos), Peter Donald Badalamenti II (Benjamin Button – 1928 a 1931), Robert Towers (Benjamin Button – 1932 a 1934), Tom Everett (Benjamin Button – 1935 a 1937), Spencer Daniels (Benjamin Button – 12 anos), Chandler Canterbury (Benjamin Button – 8 anos), Charles Henry Wyson (Benjamin Button – 6 anos).
The Curious Case of Benjamin Button – Trailer:
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o grande no filme, mas não há como negarmos que a mesma confere alguns ingredientes à obra que nos faz, de uma forma ou de outra, estabelecer um elo extremamente enrijecido com Benjamin Button. Por que? Porque torna o personagem mais interessante, torna o personagem mais real.
e Eric Roth que incluiu no roteiro do ótimo “Forrest Gump – O Contador de Histórias” uma cena onde um garoto é apedrejado pelo simples fato de ser diferente? A propósito, onde está aquele David Fincher angustiado que dirigiu “Seven – Os Sete Crimes Capitais”? Onde está aquele David Fincher revoltado que dirigiu “Clube da Luta”? Onde está aquele David Fincher pessimista que dirigiu “Zodíaco”? Pois é, “morreu” dirigindo um filme água com açúcar chamado “O Curioso Caso de Benjamin Button”.
Crítica – Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Estive pensando em fazer desta pré-crítica de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” uma espécie de editorial sobre algo que me chateou ligeiramente quando assisti a este filme no cinema. Antes de redigir tal editorial, conversei com um amigo meu sobre a pertinência de aprofundar-me em tal assunto ou não e ele comentou: “___ Isso será muito pedantismo de sua parte!”. Pensei uma, duas, três vezes e concluí que, pedantismo ou não, deveria escrever a respeito de uma forma ou de outra. Durante a sessão observei que fui a única pessoa na sala a rir de uma piada que o protagonista faz mencionando o nome do ex-presidente dos Estados Unidos, Dwight Douglas Eisenhower (cujo mandato se iniciou em 1952 e, devido a uma reeleição, se estendeu a 1960), sendo que as demais pessoas ficaram quietas. O problema é que tais pessoas não ficaram quietas por não acharem graça na piada, mas sim pelo fato de nem ao menos saberem quem foi Eisenhower. Pensei comigo: “Hoje pela manhã todos comentavam sobre o jogo da seleção brasileira, mas por que o povo se importa tanto com a seleção brasileira? O que eles ganham com isso?”. E é uma verdadeira lástima que, um povo que se importa tanto com algo tão supérfluo quanto um jogo de futebol não saiba nem ao menos quem foi um dos personagens mais importantes da política estadunidense. Enfim, vamos ao filme, que é o que interessa.
Ficha Técnica:
Título Original: Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
Gênero: Aventura
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.indianajones.com
Estúdio: Paramount Pictures / Lucasfilm / Santo Domingo Film & Music Video / Amblin Entertainment
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: David Koepp, baseado em estória de George Lucas e Jeff Nathanson e nos personagens criados por George Lucas e Philip Kaufman
Produção: Frank Marshall
Música: John Williams
Fotografia: Janusz Kaminski
Desenho de Produção: Guy Dyas
Direção de Arte: Luke Freeborn, Lawrence A. Hubbs, Mark W. Mansbridge, Lauren E. Polizzi e Troy Sizemore
Figurino: Bernie Pollack e Mary Zophres
Edição: Michael Kahn
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic / Gentle Giant Studios
Elenco: Harrison Ford (Indiana Jones), Shia LaBeouf (Mutt Williams), Cate Blanchett (Agente Irina Spalko), Karen Allen (Marion Ravenwood), John Hurt (Prof. Oxley), Ray Winstone (Mac), Jim Broadbent (Dean Stanforth), Ian McDiarmid (Prof. Levi), Igor Jijikine (Dovchenko) e Joel Stoffler (Agente Taylor).
Sinopse: 1957. Indiana Jones (Harrison Ford) e seu ajudante Mac (Ray Winstone) escapam por pouco de um encontro com agentes soviéticos, em um campo de pouso remoto. Agora Indiana está de volta à sua casa na Universidade Marshall, mas seu amigo e reitor da escola, Dean Stanforth (Jim Broadbent), explica que suas ações recentes o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando para que o demita. Ao deixar a cidade Indiana conhece o rebelde jovem Mutt Williams (Shia LaBeouf), que tem uma proposta: caso o ajude em uma missão Indiana pode deparar-se com a caveira de cristal de Akator. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e bela Irina Spalko (Cate Blanchett), cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal.
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull – Trailer
Crítica:
Após quase duas décadas de espera os fãs da série “Indiana Jones” têm a oportunidade de ir aos cinemas do mundo todo com um sorriso gigantesco no rosto. E tal sorriso pode ser justificado? Aí é que está, depende.
“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” parece ter sido um filme feito para os fãs, como se fosse mais uma forma de homenagear a trilogia produzida na década de 80 do que de fazer um filme propriamente dito. Sendo curto e grosso, este quarto episódio da saga dirigida por Steven Spielberg deve agradar apenas às pessoas que puderam acompanhar os outros três filmes antecessores e acabaram, de uma forma ou de outra, se identificando com o protagonista da mesma.
A estória não é das melhores e apesar de ser ligeiramente criativa e bem trabalhada, o roteiro parece não se importar em desenvolvê-la de um modo realmente interessante. A mesma apresenta algumas reviravoltas, traz surpresas interessantes, mas descamba de vez ao inserir uma trama alienígena em seu contexto (alienígenas são bem típicos da nerdice de Spielberg).
As seqüências de aventura/ação estão acima da média dos filmes do gênero, mas comparadas aos demais filmes da saga, acabam empalidecendo. É claro que a perseguição automobilística em meio à Floresta Amazônica (e será que alguém poderia informar aos roteiristas que não existem cataratas nesta região do globo terrestre?) é eletrizante, mas não ficará na memória do espectador da mesma forma que outras seqüências da série ficaram. Não temos aqui nada tão marcante quanto uma perseguição em diversos vagões de mina, ou uma perseguição em um caminhão ou até mesmo
uma perseguição aérea. O humor do filme também é muito bom, mas é outro quesito que faz muito feio se comparado aos demais episódios da trilogia da década de 80.
Voltando ao roteiro, o mesmo que apresenta uma estória interessante, embora não tão bem desenvolvida, se revela extremamente artificial durante vários de seus momentos, como o forçado romance entre Indiana Jones e Marion Ravenwood (sim, a mocinha do primeiro filme, interpretada pela mesma Karen Allen) que acabam reatando após um longo tempo separados e o grau de parentesco (revelado em meio à trama, de maneira desapropriada e brusca) entre o protagonista e o personagem Mutt Williams (e confesso que achei essa artimanha utilizada pelo roteiro tão artificial quanto a revelação do grau de parentesco entre Luke Skywalker e a princesa Lea no ótimo filme “Star Wars – Episódio VI – O Retorno de Jedi”).
E já que mencionei o personagem Mutt Williams, gostaria de dizer que durante o primeiro ato do filme tal figura é completamente irritante, assim como a composição do ator Shia LaBeouf, mas com o passar do tempo o roteiro vai moldando a estória para que este possa ir se firmando como o protagonista da mesma, mesmo que seja por poucos minutos (e não ficaria muito surpreso se os produtores da franquia lançassem um novo episódio onde o protagonista fosse justamente o personagem de LaBeouf), e o bem da verdade é que o garoto não faz feio, tendo em vista que ele tem melhores condições físicas que Jones para protagonizar certas seqüências de ação.
Finalizando, diria que este “O Reino da Caveira de Cristal” é um bom passatempo analisando-o individualmente, mas como exemplar da série “Indiana Jones” empalidece perante aos seus antecessores.
Avaliação Final: 7,0 na escala de 10,0.
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Crítica – Elizabeth – A Era de Ouro
Nutro um fanatismo incondicional na aquisição de conhecimento em História da humanidade, sobretudo em História Européia (tanto que, por várias vezes, pensei seriamente em abandonar o curso de Direito e dar início a uma faculdade de História). Entretanto, confesso não me interessar tanto pelo período ocorrido entre o Renascimento Cultural e a Revolução Francesa. Por este motivo vi-me obrigado a pesquisar algo sobre a famosa Guerra Anglo-Espanhola antes de assistir a “Elizabeth – A Era de Ouro” e confesso que em uma leitura de pouco mais de 3 minutos, aprendi muito mais sobre a mesma do que assistindo a este filme fútil de quase duas horas de duração. Não bastasse a falta de conteúdo presente em “Elizabeth – A Era de Ouro”, o longa ainda se revela extremamente cansativo e desnecessário conforme o(a) caro(a) leitor(a) terá a oportunidade de comprovar na presente crítica.
Ficha Técnica:
Título Original: Elizabeth: The Golden Age
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 114 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra / França): 2007
Site Oficial: www.elizabeththegoldenage.net
Estúdio: Studio Canal / Working Title Films
Distribuição: Universal Pictures / UIP
Direção: Shekar Khapur
Roteiro: William Nicholson e Michael Hirst
Produção: Tim Bevan, Jonathan Cavendish e Eric Fellner
Música: Craig Armstrong e A.R. Rahman
Fotografia: Remi Adefarasin
Desenho de Produção: Guy Dyas
Direção de Arte: Christian Huband, Jason Knox-Johnston, Phil Simms e Andy Thomson
Figurino: Alexandra Byrne
Edição: Jill Bilcock
Efeitos Especiais: Moving Picture Company / Machine
Elenco: Cate Blanchett (Rainha Elizabeth I), Clive Owen (Sir Walter Raleigh), Abbie Cornish (Elizabeth Throckmorton), Geoffrey Rush (Sir Francis Walsingham), Jordi Mollá (Rei Felipe II), John Shrapnel (Lorde Howard), Susan Lynch (Annette), Samantha Morton (Mary Stuart), Penelope McGhie (Margaret), Rhys Ifans (Robert Reston), Eddie Redmayne (Thomas Babington), Adrian Scarborough (Calley), William Houston (Don Guerau de Spes), Steven Robertson (Francis Throckmorton), Jeremy Barker (Ramsey), Adam Godley (William Walsingham), George Innes (Burton), Kirstin Smith (Mary Walsingham), Kelly Hunter (Ursula Walsingham), Christian Brassington (Arquiduque Charles), Robert Cambrinus (Conde Georg von Helfenstein), Tom Hollander (Sir Amyas Paulet), Laurence Fox (Sir Christopher Hatton), Elise McCave e Aimee King.
Sinopse: Inglaterra, 1585. Elizabeth I (Cate Blanchett) está quase há três décadas no comando da Inglaterra, mas ainda precisa lidar com a possibilidade de traição em sua própria família. Simultaneamente a Europa passa por uma fase de catolicismo fundamentalista, que tem como testa-de-ferro o rei Felipe II (Jordi Mollá), da Espanha. Apoiado pelo Vaticano e armado com a Inquisição, Felipe II planeja destronar a “herege” Elizabeth I, que é protestante, e restaurar o catolicismo na Inglaterra. Preparando-se para entrar em guerra, Elizabeth busca equilibrar as tarefas da realeza com uma inesperada vulneabilidade, causada por seu amor proibido com o aventureiro Sir Walter Raleigh (Clive Owen).
Elizabeth – The Golden Age Trailer
Crítica:
“Elizabeth – A Era de Ouro” é um longa baseado em uma estória bastante interessante, mas que acabou sendo desenvolvida da maneira mais fútil o possível. Inspirado na Era de Ouro (como indica o subtítulo) da Grã-Bretanha, o roteiro se perde em meio a um redemoinho de informações desnecessárias e imerge em um oceano de frivolidades pecando exacerbadamente ao direcionar mais tempo (principalmente em seu início) ao triângulo amoroso formado por Elizabeth, Sir Walter Raleigh e Elizabeth Throckmorton do que aos acontecimentos históricos que realmente marcaram o período mencionado no subtítulo. Não bastasse o excesso de preocupação com relacionamentos amorosos fúteis e dispensáveis, o filme não faz a menor questão de se aprofundar nos acontecimentos políticos, históricos e sociais da época e o que é pior: retrata a Guerra Anglo-Espanhola da maneira mais corriqueira o possível, não se importando, inclusive, em passar ao telespectador, de maneira realmente convincente, os reais motivos que implicaram no conflito que resultou na maior derrota da história da Espanha. A batalha naval ocorrida entre a Inglaterra e a Armada Espanhola (uma das maiores e mais importantes da história de ambos os países) se revela muito fraca e em momento algum empolga o espectador. Não bastasse todos estes defeitos, “Elizabeth – A Era de Ouro” ainda falha gravemente em utilizar excessivamente a sua trilha sonora megalomaníaca, conferindo grandiosidade demais a cenas que não precisavam disso, mostrando-se incrivelmente pedante durante vários momentos de projeção. Mas o filme conta com vários trunfos em suas mangas, que variam desde a belíssima fotografia, passando pelo fantástico figurino e pela ótima atuação de Cate Blanchett, até a inspirada direção de Shekar Khapur. Contudo, fica difícil não notar que, mesmo criando ângulos sensacionais, Khapur se mostra extremamente incompetente em alguns momentos do longa quando alterna bruscamente uma tomada de uma câmera para outra e quando cria planos seqüências enfadonhos e desnecessários.
Avaliação Final: 3,5 na escala de 10,0.
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