Posts Tagged ‘John Rhys-Davies’
Crítica – Indiana Jones e a Última Cruzada
Ficha Técnica:
Título Original: Indiana Jones and the Last Crusade
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 126 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1989
Estúdio: Paramount Pictures / Lucasfilm Ltd.
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Jeffrey Boam, baseado em estória de George Lucas e Menno Meyjes
Produção: Robert Watts
Música: John Williams
Direção de Fotografia: Douglas Slocombe
Desenho de Produção: Elliot Scott
Direção de Arte: Stephen Scott
Figurino: Joanna Johnton e Anthony Powell
Edição: Michael Kahn
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic.
Elenco: Harrison Ford (Indiana Jones), Sean Connery (Prof. Henry Jones), Denholm Elliott (Marcus Brody), Alison Doody (Dra. Elsa Schneider), John Rhys-Davies (Sallah), Julian Glover (Walter Donovan), River Phoenix (Jovem Indiana Jones), Michael Byrne (Vogel), Kevork Malikyan (Kazim), Richard Young (Fedora), Alexei Sayle (Sultão) e Paul Maxwell (Panama Hat).
Sinopse: O arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) desta vez enfrenta os nazistas para salvar seu pai (Sean Connery) e encontrar o Santo Graal, o cálice sagrado.
Indiana Jones and the Last Crusade – Trailer
Crítica:
Quando escrevi a crítica do segundo episódio desta saga mencionei que o roteiro daquele filme havia, ao menos, se preocupado em tornar o personagem mais humano e próximo do público do que o episódio original. Este terceiro episódio parece ter se preocupado ainda mais com isso e optou por transformar o simples aventureiro do primeiro episódio em um personagem extremamente complexo.
O longa tem início narrando a primeira aventura que Jones teve durante sua adolescência e durante os minutos iniciais de filme o roteiro se preocupa em explicar muita coisa que deveria ter sido explicada logo no primeiro filme da série, como por exemplo: os motivos pelos quais Jones tem tanto carinho com o seu chapéu e o seu chicote (acessórios que soavam ligeiramente artificiais nos episódios anteriores, diga-se) e até mesmo o porquê do apelido de Indiana ser este (explicação que rende uma das piadas mais divertidas do filme).
Mas um dos maiores problemas deste “A Última Cruzada” reside justamente em seu intróito. Se por um lado temos uma ampla abordagem do personagem que, de quebra, ajuda a juntarmos certas peças de um quebra-cabeça, por outro lado temos uma seqüência longa e desnecessária demais, além de empregar um humor fraco e irritante demais, regado por uma trilha-sonora igualmente fraca e irritante.
Os defeitos do filme, apesar de pouquíssimos, não param por aí. Contrariando grande parte dos cinéfilos, sobretudo os fãs da série, creio que a química entre Henry Jones Jr. e seu pai demora para engrenar e nem mesmo as consistentes atuações de Harrison Ford e Sean Connery conseguem por tal química nos eixos. A maior culpa é do roteiro que opta por dar ênfase ao desenvolvimento da dupla de maneira deveras clichê (é a primeira vez, salvo engano de minha parte, que cito esta palavra direcionado à saga “Indiana Jones”), apelando para o drama familiar do filho que não se dá muito bem com o pai, mas o destino os colocará face a face em uma aventura que fará com que ambos voltem a sentir um afeto recíproco. Contudo, é como diria o mestre Alfred Hitchcock: “___ Antes começar no clichê, do que terminar nele.”. E é esse mesmo o rumo que o longa adota, optando por abandonar, ainda que de maneira deveras lenta, tal drama familiar, fazendo com que a química entre Jones pai e Jones filho passe a se desenvolver de maneira natural e satisfatória durante o desenrolar da projeção.
Os defeitos praticamente param por aí. No mais temos uma estória extremamente bem desenvolvida. Se o original primava por envolver temas bíblicos e abordá-los de maneira fascinante, este “A Última Cruzada” segue a mesma linha e, além de se inspirar em passagens bíblicas, se baseia também em lendas medievais colocando Jones atrás de um dos mais misteriosos e cativantes artefatos da história da Humanidade: o Santo Graal. As seqüências de aventura/ação não são necessariamente as melhores dentre todos os três episódios (as seqüências do caminhão em “Os Caçadores da Arca Perdida” e dos vagões sob os trilhos de uma mina em “O Templo da Perdição” se mostram superiores a todas as cenas de ação deste “A Última Cruzada”, apesar da seqüência do tanque de guerra ser quase tão fenomenal quanto às outras duas citadas), mas são mais bem distribuídas neste filme que nos antecessores, tornando-o o mais eficiente, divertido, inteligente e interativo episódio de toda a saga.
Avaliação Final: 9,0 na escala de 10,0.
_____________________________________________________________________________________
Crítica – Os Caçadores da Arca Perdida
Ao contrário da grande maioria dos cinéfilos, nunca fui um grande fã da série “Indiana Jones”, nem mesmo durante a minha infância (e olhe que nasci nos anos 80), e mesmo tendo a assistido inúmeras vezes (mais por influência de meu pai do que por vontade própria), jamais consegui me apegar completamente a mesma. Séries como “Guerra Nas Estrelas”, “Superman”, “Batman” (pois é, nunca fui muito fã de HQs, mas em minha infância adorava os filmes destes dois super-heróis em especial) e, principalmente, “007” e “De Volta Para o Futuro” (o terceiro e último episódio desta saga foi o meu filme predileto até eu completar 12 anos em 1.995). Contudo, ao perceber que, como cinéfilo, tinha a obrigação de conferir o quanto antes o quarto episódio da série (“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”) que acaba de ser lançado nos principais cinemas nacionais, decidi conferir todos os outros três episódios da saga antes de assistir a este mais recente. Ontem, ao conferir o primeiro episódio da saga (“Os Caçadores da Arca Perdida”) pela quarta vez em minha vida, confesso ter tido uma melhor impressão do mesmo do que a que tive quando conferi o mesmo pela terceira vez, há mais de 12 anos atrás, mas ainda assim, continuo achando o longa superestimado, apesar de ótimo.
Ficha Técnica:
Título Original: Raiders Of The Lost Ark
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1981
Site Oficial: www.indianajones.com
Estúdio: Paramount Pictures / Lucasfilm Ltd.
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Lawrence Kasdan, baseado em estória de George Lucas e Philip Kaufman
Produção: Frank Marshall
Música: John Williams
Direção de Fotografia: Douglas Slocombe
Desenho de Produção: Norman Reynolds
Direção de Arte: Leslie Dilley
Figurino: Deborah Nadoolman
Edição: Michael Kahn
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Harrison Ford (Indiana Jones), Karen Allen (Marion Ravenwood), Paul Freeman (Rene Belloq), Ronald Lacey (Toht), John Rhys-Davies (Sallah), Alfred Molina (Sapito), Denholm Elliott (Marcus Brody), Wolf Kahler (Dietrich), Don Fellows (Coronel Musgrove), William Hootkins (Major Eaton), Fred Sorenson (Jock) e Anthony Higgins.
Sinopse: Em 1936, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) é contratado para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras conteria “Os Dez Mandamentos” que Moisés trouxe do Monte Horeb. Mas como a lenda diz que o exército que a possuir será invencível, Indiana Jones terá um adversário de peso na busca pela arca perdida: o próprio Adolf Hitler.
Raiders of the Lost Ark – Trailer
Crítica:
Conforme mencionei na pré-crítica (apenas para frisar, “pré-crítica” é o texto que escrevo no topo de cada artigo que posto, neste caso, por exemplo, a “pré-crítica” está bem acima da figura em que ilustra Jones brigando com o calvo soldado nazista) deste filme, nunca fui um grande fã da série “Indiana Jones”, nem mesmo durante a minha infância. O motivo? Antes de assisti-lo novamente ontem a noite achava difícil dizer, havia algo nos filmes protagonizados por Indiana Jones que simplesmente não me cativavam tanto quanto cativavam os demais fãs.
Quando decidi assistir a toda trilogia pela quarta vez em minha vida, após mais de 12 anos sem conferir nem ao menos uma única cena da mesma, confesso não ter guardado muito entusiasmo para a sessão e com o término da mesma ontem à noite, cheguei à conclusão de que essa minha falta de entusiasmo não era à toa: Indiana Jones, definitivamente, não me cativa de modo algum, mas não há como negar que, ao menos este primeiro episódio, é um ótimo exemplar do Cinema-pipoca.
Durante os seus 115 minutos de projeção, percebi que havia sido introduzido a uma estória interessante, dinâmica, com ótimas seqüências de aventura/ação, reviravoltas convenientemente bem-vindas e uma agradável dose de bom humor, mas mesmo assim senti que faltava algo para considerar este longa uma obra-prima. Conforme havia previamente mencionado, em minha infância não sabia dizer o que realmente me fazia falta neste filme, mas agora posso fazê-lo com muito mais segurança e sem medo de errar: o maior problema com a saga “Indiana Jones” é o próprio Indiana Jones.
Não, em momento algum disse que o personagem é desinteressante ou que a atuação de Harrison Ford atrapalha o desenvolvimento do protagonista, muito pelo contrário, Ford emprega ao personagem uma expressividade e um carisma fora do comum, apesar de sua voz ser mono tônica demais durante certos momentos da película onde precisaria se empregar outros tons de voz (como, por exemplo, a seqüência em que ele comenta com um amigo que uma pessoa a qual estimava muito (cujo nome não revelarei por razões óbvias) havia morrido, cena esta onde o ator deveria ter empregado um tom de voz bem mais melancólico e depressivo do que o que fôra por ele empregado). O que almejei dizer com tal afirmação é que o roteiro nos apresenta ao personagem de uma maneira muito brusca (assim como a grande maioria dos filmes de Spielberg o fazem).
O longa mal tem início e já vemos Jones em ação, no entanto, nada sabemos de seu passado, nada sabemos dos motivos pelo qual escolheu aquele estilo de vida, nada sabemos do cidadão Indy Jones Jr. A única coisa que sabemos é que estamos diante de um pacato professor de arqueologia (infelizmente, este lado “pacato” do protagonista é explorado de maneira deveras supérflua pelo roteiro) que põe seus conhecimentos em prática quando necessário (e cá entre nós, como o roteiro explica o fato de um professor universitário poder ausentar-se das aulas durante tanto tempo enquanto mergulha de cabeça em uma aventura cujo prazo de duração é indefinido?).
Mas mesmo contando com um protagonista que deveria ter sido desenvolvido com muito mais carinho pelo roteiro, “Os Caçadores da Arca Perdida” acaba se revelando um excelente passatempo, sua trilha-sonora é fantástica e a edição é extremamente competente, conferindo muito ritmo a um filme que, como poucos, se mostra capaz de segurar o espectador do início ao fim, sem aborrecer o mesmo.
Avaliação Final: 8,0 na escala de 10,0.
______________________________________________________________________


English
Español
Niederlande
Français
Русский
Italiano
日本語
Svenska
Deutsch
Suomen