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Saldo da Aposta dos Indicados ao Oscar 2009
m ator que trabalhou em um filme que não receberá nenhum prêmio durante a cerimônia? Pois é, acontece que os votantes decidiram quebrar alguns paradigmas e colocar um papel menos, digamos, sério para concorrer ao troféu em questão. Fora Downey Jr., os demais candidatos eram ridiculamente previsíveis e a indicação deles era mais do que óbvia, principalmente Heath Ledger que, certamente ficará com o prêmio póstumo.
Melhor Animação:
Matéria Especial – A Extensão da Saga “Star Wars”
Havia algum tempo que eu estava devendo uma matéria especial aqui no site e decidi aproveitar o lançamento da animação “Star Wars – As Guerras Clônicas” para poder apresentar ao leitor a minha opinião sobre a concordância ou não, com relação à extensão da hexalogia que, aos olhos de muita gente, é tida como irretocável. Através desta matéria o leitor poderá verificar se sou a favor ou contra de tal extensão e como acredito que a mesma deveria ser realizada. Um texto simples, que não irá mudar em nada o cenário cinematográfico mundial, mas é a sincera opinião de um fã incondicional da série que almeja, acima de tudo, manifestar o seu carinho pela mesma, registrando aqui o seu humilde ponto de vista.
Matéria:
Muito tem-se comentado a respeito desta nova animação da saga “Star Wars” intitulada de “As Guerras Clônicas” (“The Clone Wars”, no original). Assim como ocorreu com a nova trilogia iniciada em 1999 e encerrada em 2005, muitos fãs estão alegando que a nova investida de Lucas não passa de uma jogada do cineasta para angariar ainda mais dinheiro utilizando o nome da série. É óbvio que a intenção do criador da série é exatamente este, quanto a isto não se tenha a menor dúvida, mas aí eu pergunto: qual o problema com isso?
Sim, a grande maioria dos filmes são produzidos com o intuito de obter um bom retorno financeiro, e isso ocorre tanto com os blockbusters quanto com os filmes cults. Ou alguém acredita que Jean Renoir, François Truffaut, Luis Buñuel e Federico Fellini dirigiam suas obras pensando única e exclusivamente na Arte, sem se preocupar em arrecadar uma quantia em dinheiro, no mínimo, satisfatória? É claro que, na grande maioria dos casos, o dinheiro torna-se praticamente o principal foco do cineasta envolvido com o filme e este é, indubitavelmente, o objetivo de George Lucas com este “As Guerras Clônicas”, mas ainda assim eu insisto em perguntar: qual o problema com isso?
Francamente, não vejo problema algum no fato de um produtor ou um cineasta realizar um filme com o único intento de vendê-lo, contanto, é óbvio, que o produtor ou cineasta responsável pelo mesmo crie algo relevante, de qualidade. Tomemos os Episódios I, II e III da saga “Star Wars” como maiores exemplos disto. Particularmente, considero os três filmes relevantes (apesar de o primeiro ser bem decepcionante, não deixa de ser um bom filme) e a criação dos mesmos, em momento algum, fluiu de modo pejorativo à trilogia original. Contudo, salta à vista que a maior intenção de Lucas ao produzir tais filmes fora arrecadar muito dinheiro com os mesmos, uma vez que a trilogia original já se revelava capaz de atrair milhões de fãs para os cinemas do mundo todo. Resumindo, a trilogia recente se mostrou um verdadeiro caça-níqueis, mas isso não quer dizer necessariamente que a mesma seja ruim, muito pelo contrário, acrescentou bastante a uma saga que, convenhamos, apesar de excelente, precisava ter umas questões respondidas (e foi justamente isso que os episódios I, II e III da saga fizeram).
George Lucas pode até almejar explorar ainda mais a sua mitologia e utilizar a mesma com o intento de acumular mais alguns rios de dinheiro, mas para isso, deve prestar bastante atenção no local que está mirando. Caso o tiro seja disparado erroneamente e não atinja o alvo nem de raspão, o resultado final pode ser catastrófico e Lucas pode cometer um grave homicídio contra uma saga que, até então, só conferiu alegrias aos seus fãs.
Clique aqui para ver a matéria completa no Papo Cinema
Matéria Especial – A Era Pré-Griffith
Havia algum tempo que eu almejava escrever esta matéria, mas realmente me faltou oportunidade para dar início a este artigo. Perdido entre pilhas de processos de licitação pública no trabalho e livros de direito na faculdade, não encontrava disponibilidade alguma para pesquisar sobre o assunto e, principalmente, desenvolver algo relevante sobre o mesmo. Com o início deste feriadão prolongado, pensei: “É agora ou nunca!”, e mesmo tendo trazido serviço para casa e estando lotado de trabalho acadêmico para concluir até segunda-feira no máximo, decidi fazer algo que todos deveriam fazer e eu mesmo não fazia há muito tempo, não dar a mínima para com as responsabilidades e colocar o meu hobbie predileto à frente de tudo.
Enfim, deixando de tergiversar e falando sobre a matéria em si, o meu intento para com a mesma é realizar um aprofundamento não apenas científico sobre a mais desconhecida era da história da Sétima Arte (ou seja, o intróito desta), como também artístico. Claro que durante o desenrolar do texto comentarei sobre os avanços tecnológicos que colaboraram para que o Cinema avançasse até atingir o nível que atingiu atualmente, mas o meu intento é, primordialmente, comentar os autores e suas principais obras e a maneira como estes colaboraram para o avanço da Sétima Arte.
PS: Ao clicar com o botão esquerdo do mouse nos títulos originais dos curtas-metragens infracitados na matéria o leitor terá a oportunidade de conferir os vídeos completos dos respectivos filmes no site youtube.
Dizer que o Cinema teve o seu início aos 28 de dezembro de 1895 através de uma sessão pública paga, organizada por Antoine Lumière (o pai dos irmãos Lumière), no Salão do Grand Café de Paris com a exibição do curta-metragem “L’Arrivée d’un Train à La Ciotat” (em português: “A Chegada de um Trem a Cidade”) não deixa de ser uma relativa verdade. Até mesmo porque, aquela foi a primeira sessão de Cinema de que se tem notícias (e reza a lenda que, como o público estava completamente desacostumado com esta recente invenção, ao ver um trem em movimento em sua direção, algumas pessoas sairam correndo e gritando do salão acreditando que o veículo fosse atravessar a tela e lhes atropelar). Contudo, antes mesmo de os Lumière concluírem a sua primeira filmagem, outras pessoas tiveram uma importante contribuição para o nascimento do Cinema, conforme poderemos analisar nos parágrafos abaixo.
Em 1876, Eadweard James Muybridge implantou 24 câmeras fotográficas espalhadas por todo um hipódromo, conseguindo assim, tirar várias fotos de um cavalo enquanto o animal se movimentava pela pista. Fazendo uso de um aparelho criado por ele próprio, alcunhado de zoopraxinoscópio, Muybridge inseriu as fotografias dentro do mesmo e conseguiu criar uma espécie de animação, fazendo com que as fotografias fossem exibidas rapidamente dando a ligeira impressão de que o cavalo realmente encontrava-se em movimento. No entanto, tudo isso não passava de um jogo ótico, uma espécie de truque capaz de enganar os olhos de quem presenciasse tal experiência. Em 1882, Étienne-Jules Marey atualizou a invenção de Muybridge, transformando-a em um equipamento mais completo e eficaz. Tal aparelho foi de grande utilidade para que Louis Aimée Augustin Le Prince conseguisse, em 1888, realizar duas projeções de 2 segundos cada, são elas: “Roundhay Garden Scene” (em português: “Cena do Jardim Roundhay”) e “Traffic Crossing Leeds Bridge” (em português: “Tráfego Cruzando a Ponte de Leeds”). No entanto, o papel utilizado para a realização de tais filmagens era muito frágil e a sensação que temos ao vê-las é de presenciarmos o negativo de uma fotografia em movimento. Isso sem contar que tal material impossibilitava uma captação de movimentos que ultrapassasse um período maior do que alguns míseros segundos.
Passou-se algum tempo e William Kennedy Laurie Dickson, chefe engenheiro da Edison Laboratories, desenvolveu uma tira de celulóide contendo uma sequência de imagens que seria a base para fotografia e projeção de imagens em movimento. Em 1891, Thomas Edison inventou o cinetoscópio, que vinha a ser uma caixa movida a eletrecidade e utilizava a película inventada por Dickson, e mesmo fazendo o uso de um material mais resistente e que possibilitava a projeção de vídeos um pouco (bem pouco para falar a verdade) mais longos, a qualidade da projeção estava muito aquém do esperado, conforme mostram os vídeos-testes: “Dickson Greeting” (em português: “Sauadação de Dickson”) e “Newark Athlete”.
Tomando por base a invenção de Thomas Edison e aperfeiçoando a mesma, Auguste e Louis Lumière criaram um aparelho portátil que exercia as funções de máquina de filmar, de revelar e de projetar, e deram ao mesmo o nome de cinematógrafo. E é aqui que volto a falar do ponto em que comecei este artigo: da primeira projeção pública da história. Tal exibição foi um verdadeiro sucesso e a data de ocorrência da mesma é considerada o nascimento do Cinema, fato que os estadunidenses discordam completamente, pois estes atribuem tal importância a Thomas Edison e não aos irmãos Lumière.
Discussões a parte, passou-se algum tempo e as sessões de projeções públicas foram se tornando cada vez mais comuns. Pouco depois da exibição de “L’Arrivée d’un Train à La Ciotat” (em 1896, para ser mais exato) os Lumière continuaram realizando diversos curtas-metragens amadores, dentre os quais o principal fôra “La Sortie de l’Usine Lumière à Lyon” (em português: “Empregados Deixando a Fábrica Lumière em Lyon”), considerado o primeiro documentário da história do Cinema (fato que também discordo completamente, até mesmo porque o curta, assim como “A Chegada de um Trem a Cidade”, nada mais é que uma rápida projeção que capta os movimentos de várias pessoas atuando em seus respectivos cotidianos, neste caso em específico, o final do dia de trabalho de um grupo de operários). No mesmo ano, os Lumière lançaram um outro curta que pode ser considerado extremamente revolucionário do ponto de vista artístico, “L’arroseur Arrose‘” (em português: “O Regador Regado”). É neste curta de comédia que testemunhamos, pela primeira vez, a filmagem de uma ficção, com uma dupla de pessoas realmente atuando. Sim, pois antes dos dois irmãos produzirem este curta, eles apenas filmavam as pessoas e os cotidianos das mesmas. Tudo era real, não havia ficção, quiçá atuação por parte de pessoa alguma. Meses mais tarde, Thomas Edison lança o seu primeiro filme, chamado “Vitascope” (em português: “Vitascópio”), um curta fraquíssimo do ponto de vista tecnológico, pois além de conter metade do tempo de duração das filmagens realizadas pelos Lumière, fôra filmado completamente em estúdio e a qualidade da imagem não era das melhores, mas acrescentou algo de interessante ao Cinema do ponto de vista artístico. É neste “Vitascope” que vemos o primeiro beijo da história da Sétima Arte. Isto sem contar que foi a primeira vez onde o gênero romance “deu as caras” no Cinema, mesmo de uma maneira tão simplória e tosca.
Poucos anos mais tarde a hegemonia dos Lumière como cineastas fôra ameaçada pela primeira vez com o surgimento do ilusionista francês George Méliès. Pioneiro na arte dos efeitos-visuais, como mostram os curtas: “Un homme de têtes” (1898, em português: “Um Homem de Cabeças”), “The Conjuror” (1899, em português: “O Encantador”) e “L’Homme Orchestre” (1900, em português: “O Maestro”), Méliès se consagrou no ano de 1902 com “Le Voyage Dans La Lune” (em português: “Viagem à Lua”), filme este que viria inovar o Cinema em vários aspectos. Foi o primeiro filme a ter mais de 10 minutos de duração, o primeiro curta roteirizado da história da Sétima Arte, o criador do gênero “ficção científica” e a primeira vez em que a relação entre humanos e seres interplanetários fôra abordada no Cinema. Outro ponto forte do curta é a ousadia do mesmo ao abordar a viagem interplanetária, algo que não era muito bem visto pela sociedade na época, pois muitos encaravam tal feito como sendo uma verdadeira loucura.
Outro grande cineasta da época que desafiou a hegemonia dos Lumière foi Edwin S. Porter. Responsável pela criação da técnica de edição de imagens, Porter realizou duas obras-primas do cinema que antecedeu a Era Griffith, são elas: “Life of an American Fireman” (em português: “A Vida de um Bombeiro Americano”) de 1903, onde duas imagens diferentes, mas que ocorreram simultâneamente são exibidas a partir de dois pontos de vista, o do bombeiro que resgatará a mulher em perigo e o da mulher em perigo que será resgatada pelo bombeiro e “The Great Train Robbery” (em português: “O Grande Assalto a Trem”) onde o diretor passou a utilizar a técnica do “cross-cutting”, ou seja, imagens simultâneas são exibidas em diversos locais. O curta ficou marcado também por, provavelmente, ter sido o responsável pelo surgimento do gênero western e por ter sido o primeiro filme polêmico e extremamente violento da história do Cinema, afinal de contas, os protagonistas do mesmo são assaltantes e assassinos cruéis que cometem homicídios sem o menor peso na consciência. Outro grande feito deste “The Great Train Robbery” está na qualidade de sua direção, se antes jamais havíamos visto um diretor arriscar fazer uma única movimentação de câmera, nesta obra Porter arrisca movimentá-la a fim de acompanhar a fuga dos bandidos e, ainda que tal movimentação soe um tanto o quanto artificial e “travada”, não há como negar a importância desta ousadia para que D. W. Griffith pudesse, posteriormente, realizá-la com mais técnica e talento em filmes como “O Nascimento de Uma Nação” e “Intolerância” (particularmente, encaro este “O Grande Assalto a Trem” como sendo o melhor curta metragem pré-Griffith ao contrário da grande maioria esmagadora que prefere “Viagem à Lua”).
Fortemente influenciados por “Viagem à Lua” e “O Grande Assalto a Trem” os filmes da época passaram a ter alguns minutos a mais de duração e, ao invés de 5 minutos no máximo, passaram a durar entre 10 e 15 minutos, diferentemente dos curtas produzidos pouco antes da virada do século. Surgiram os nickelodeons, pequenos locais onde as obras cinematográficas eram exibidas e o preço do ingresso era de apenas 1 nickel. A Sétima Arte havia se tornado algo extremamente popular.
A fim de afastar a imagem de que o Cinema estava diretamente ligado às castas inferiores da sociedade, os irmãos Lafitte decidiram, no ano de 1907, criar os denominados filmes de Arte e atrair as classes mais nobres ao Cinema.
Um ano antes dos Lafitte produzirem a sua Arte (em 26 de dezembro de 1906, para ser mais exato), o diretor australiano Charles Tait roteirizou e dirigiu o filme “The Story of the Kelly Gang” (em português: “A Estória da Gang de Kelly”), conhecido como o primeiro longa-metragem da estória da Sétima Arte. O longa em si abordava a estória de Ned Kelly, o anti-herói mais famoso da história da Austrália.
Influenciados pelo filme australiano, o Cinema europeu passou a produzir filmes ainda mais longos, como é o caso do francês “Les Amours de la Reine Élisabeth” (em português: “Os Amores de Rainha Elizabeth”, de 1912, dirigido por Henri Desfontaines e Louis Mercanton e roteirizado por Émile Moreau) e os italianos “Quo Vadis?” (em português: “Para Onde Vais?”, de 1913, dirigido e roteirizado por Enrico Guazzoni, baseado em conto de Henryk Sienkiewicz) e “Cabiria” (em português: “Cabíria”, de 1914, dirigido por Giovanni Pastrone e roteirizado por Gabriele D’Annunzio e pelo próprio Giovanni Pastrone, baseado no livro de Titus Livus e no conto de Emilio Salgari).
No entanto, em uma era dominada por cineastas franceses e italianos, foi justamente um estadunidense quem mais se destacou. É claro que me refiro a David Llewelyn Wark Griffith, mais conhecido como D. W. Griffith.
Muitas pessoas perguntam: “o que Grifitth fez de tão importante ao Cinema, se muito antes dele Louis Aimée Augustin Le Prince já havia conseguido capturar os movimentos de uma pessoa, os irmãos Lumière já haviam criado a primeira sessão cinematográfica, os mesmos irmãos Lumière já haviam introduzido a ficção dentro da Sétima Arte, George Méliès já havia criado um filme roteirizado e Charles Tait já havia criado o primeiro longa-metragem da história?”. Esta é uma pergunta difícil de se responder prontamente.
Talvez o maior feito de Griffith como cineasta fôra a dramatização da Sétima Arte a ponto de torná-la ainda mais contundente aos olhos de quem a aprecia. Não fosse por Griffith talvez não tivéssemos as conhecidas “montagens paralelas” que consistem em utilizar a montagem para alternar diferentes eventos que ocorrem simultaneamente. O leitor me pergunta: “Mas isso já não foi feito por Porter em “A Vida de um Bombeiro Americano”?”. Sim, foi, mas de uma maneira pouco convincente, tanto que, se não prestássemos a devida atenção, a inovação demonstrada no filme de Porter facilmente passaria despercebida. Outros grandes destaques que marcaram os filmes de Griffith são as atuações frontais e exageradas por parte dos atores, utilização de paisagens naturais como “cenários” dos filmes, a ausência de câmera subjetiva, a invenção do plano detalhe e a movimentação regular das câmeras. A propósito, já que mencionei acima que o maior feito de Griffith como cineasta foi a dramatização da Sétima Arte, talvez a característica do cineasta que mais tenha colaborado para isso seja a maneira como o mesmo trabalha com as câmeras. Em uma época onde o diretor de um filme era apenas a pessoa que mantinha a câmera ligada durante as filmagens e que, vez ou outra, arriscava alguns movimentos, mas de maneira desastrosa (como foi o caso de Porter em “O Grande Assalto a Trem”), David Llewelyn Wark Griffith inovou totalmente e através de diversos recursos criados por ele, dentre os quais cito os famosos close ups, provou que o diretor pode ser um colaborador tão importante para a carga emocional do filme quanto os roteiristas e diretores dos mesmos.
Vale lembrar também que foi de Griffith o primeiro filme de gangster de história: “The Musketeers of Pig Alley” (em português: “Os Mosqueteiros de Pig Alley”, de 1912) e, é claro, o primeiro épico e o primeiro grande clássico da história do Cinema, o polêmico e racista: “The Birth of Nation” (“O Nascimento de uma Nação”, de 1915), filme este que, apesar de moralmente repugnante, foi um marco para a Sétima Arte e o pioneiro na inovação de vários recursos, sobretudo no que diz respeito à direção, além, é claro, de ter sido a resposta definitiva à maioria esmagadora na época que afirmava que os longas-metragens eram inviáveis do ponto de vista financeiro.
CENA DE CINEMA
O cinema é mágico!Cinema é roteiro,cinema é música,cinema são atuações.O cinema pode ser várias coisas,mas acima de tudo,são um conjunto de cenas,porém existem aquelas cenas que marcam,cenas que ficam martelando em nossa cabeça por dias,por meses ou até anos depois.
Cenas que sobrevivem ao tempo,que são copiadas em outros filmes e cenas que acabamos usando até em nosso dia-a-dia
Faço aqui uma seleção das 100 Melhores Cenas da História do Cinema,claro que a lista tem traços muito pessoal.
Concordam com as cenas?Discordam delas?
Fiquem a vontade para opinar!
Ps1:Foi priorizado apenas uma cena por filme
Ps2:Algumas cenas podem conter spoiler
100º LA LUNA (1979)
Bartolucci choca com a história do filho drogado que tem complexo de Édipo,na seqüência em que o filho tem uma overdosa,a mãe tenta ampará-lo e é surpreendida ao vê-lo levando sua mão para que ela a masturbe
99º MAR ADENTRO (2004)
Um filme que trás belíssimas imagens,nos coloca uma em especial,magem que nunca chega a acontecer na realidade,mas que revela todo o sonho de um paralítico,interpretado por Javier Bardem.É incrível ver a cena em que seu personagem sonha em poder se levantar e correr rumo a janela,e depois disso saltar e voar,voar para sua liberdade
98º MISSÃO: IMPOSSÍVEL (1996)
A cena recriada em “Missão:Impossível” já virou uma marco nos filmes de ação de todos os tempos.A seqüência em que Tom Cruise fica pendurado perto do chão,a poucos milímetros.A trilha sonora auxília a cena,mas o grande diferencial é a gota de suor que cai de seu rosto e ele,astuto a segura em sua mão
97º LUA DE FEL (1992)
Uma das grandes representações de cult-erótico no cinema,a seqüência do Iogurte,por si só já justificaria o filme
96º O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1998)
Os 30 minutos inciais da obra já justificam por si só todo o filme.O dia D representado por Steven Spielberg é excepcional,ele não poupa imagens,mostra de perto a estratégias de guerra e o sofrimento daqueles que recebem tiro
95º GRITOS E SUSSURROS (1972)
A cena que Maria se corta co um caco de vidro para tentar chegar ao orgasmo é um ponto alto de “Gritos e Sussurros”,porém é na cena das três irmãs,mais a empregada caminhando juntas,que vemos toda a beleza e sutileza da fotografia do filme…e toda a hipócrisia por trás das personagens
94º A NOITE AMERICANA (1972)
Truffauzinho roubando as fotos de “Cidadão Kane”Fim de mistério!
93º MORTE EM VENEZA (1972)
O que levaria um homem bem sucedido a se mudar totalemente?Em ‘Morte em Veneza”,a cena que o maestro vai se maquiar e arrumar novo penteado revela toda a obcessão que ele tem pelo garoto,e como o amor doentio o transformou
92º JANELA INDISCRETA (1954)
A direção totalmente em primeira pessoa de Hitchcock é crucial para o ponto alto de Janela Indiscreta”,sentimo tão inertes como James Stewart ao ver por um binócolo,sua namorada invadindo a casa de um possível assassino paa continuar a investigação paranóica que ele começou.A angustia na face do personagem ao ver o dono da casa entrando na casa e a namorada fugindo (olhando apenas pelas janelas) e não poder fazer nada é ótima,mas não seria melhor se nós tam´bém não setissimos as mesmas angustias
91º TOURO INDOMÁVEL (1980)
Nunca se viu tanto realismo em ringues de Box como aquele que Martin Scorsese se propôs a dirigir na cena em que Jack LaMotta perde sua luta em ‘Touro Indomável”
90º NOIVO NEURÓTICO,NOIVA NERVOSA (1977)
Engraçada a cena em que Annie chama seu noivo até seu apartamento para matar uma aranha.é interessante ver na cena a relação dos dois,que apesar de serem totalmente diferentes e de starem separados,um precisa sempre do outro
89º INTINTO SELVAGEM (1991)
O que dizer das cruzadas de perna de Sharon Stone,mais marcante que próprio filme,as pernas daquela mulher faz o grande diferencial de “Instinto Selvagem”,fazendo até a tecla “voltar” do controle remoto quebrar,na tentativa de repetir a cena de novo,de novo…
88º A LISTA DE SCHINDLER (1993)
Cenas frias e tocantes se fundem na obra-prima de Steven Spielberg,ele nos leva a toda crueldade dentro dos campos de concentração e nos choca com cenas fortes.Amoen Goeth brincando de tiro ao alvo com os judeus é cetamente uma cena que não despercebida
87º O PAGADOR DE PROMESSAS (1962)
A câmera de Anselmo Duarte pega ângulos impecáveis na cena final de “O Pagador de Promessas”,onde Zé do Burro chega a morrer para cumprir a promessa que fez à santa,depois de morto,pendurado em sua cruz,o padre tem que ceder a população enfurecida que quer levá-lo para dentro
86º SONHOS (1990)
Não há uma cena em “Sonhos” que não seja o significado mais puro de arte,não existe uma cena que não represente pintura em forma de cinema.Um destaque especial vai para a bela seqüência do casamento das Raposas.A dança exótica e o figurino estranho trazem uma beleza inesplicável para a cena,e não desperta apenas a curiosidade do garoto que as observa,mas também de todo o público que a vê
85º LADRÕES DE BICICLETA (1947)
Qual a maior lição que um pai pode deixar para o filho.Na representação máxima do neo realismo italiano,Vittorio deSicca mostra o quanto a realidade pode doer,mostrando um pai que tenta roubar uma bicicleta apenas para poder trabalhar,e sem ele vê,seu filho pequeno observade longe toda a cena do roubo
84º ROCKY (1976)
O treinamento de Rocky,sendo movido a uma marcante trilha sonora é o ponto mais alto do filme,e até hoje aquela trilha sonora é lembrada como uma das melhores
83º O FRANCO-ATIRADOR (1978)
A seqüência angustiante em que o personagem de Christopher Walker joga roleta russa.A angustia do personagem de deNiro pedindo que ele volte para a casa e a loucura que o personagem de Walker adiquiriu durante a Guerra do Vietnã deixam a cena ainda melhor
82º A BELA E A FERA (1990)
A beleza de animação chega a um ponto extraordinário na perfeita cena em que a Bela e a Fera dançam em um baile feito apenas para dois.Os personagens todos estão bem encaixados no cenário e a música de Celine Dion da um toque especial para a cena
81º O SHOW DE TRUMAR (1998)
Peter Weir filma muito bem,uma cena simpática e muito bem montada,quando Trumar,descobrindo a farça em que vive,pega o barco e vai rumo a liberdade,até bater em um falso cenário
80º GHOST (1990)
O trio Whoopi Goldberg;Demi Moore e Patrick Swayze dão um show a parte em “Ghost” na cena da moeda,onde a personagem de demi não acredita na vidente charlatã,o marido (em fantasma) pede que ela passe a moeda por baixo da porta e a faz flutuar diante dos olhos da amada.Um show romantico.
79º A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (1971)
O espírito de liberdade dos adolescentes funcionam como nunca na cena da festa na piscina.Onde só se pode nadar nu,e quem vai pela primeira vez é obrigado a se despir no trampolim.O jeito que a jovenzinha faz isso é mais que interessante,é fascinante
78º LOUCA OBSESSÃO (1990)
Grande Kathy Bates,grande James Caan,ambos protagonizaram perfeitamente a fatídica cena da marreta,onde a louca Annie Wilkes arruma uma solução para não deixar seu escritor fugir.A personagem de Kathy Bates segurando a marreta e dando os dois golpes cruciais para quebrar de vez as pernas do escritor marcaram.A cara de louca dela e a agonia dele,a cena funciona com perfeição
77º SINDICATO DE LADRÕES (1954)
>Terry Malloy finalmente vence a luta contra o sindicato,ele finalmente vence Johnny Friendly,mas como ele venceu sozinho,tem que chegar ao final sozinho.E depois de ser espancado ainda agüenta a chegar na porta para inicar um dia de trabalho.Força de vontade e determinação são mostradas na cena.Ótima atuação de Marlon Brando
76º LUZES DA CIDADE (1932)
A satisfação de ver a cega vendedora de flores reconhencendo o vagabundo que fingia ser rico e conseguiu pagar a cirurgia para sua visão é romântica.Ela o reconhece pelo toque das mãos.Lá começava um grande romance.Ou não!
75º RÉQUIEM PARA UM SONHO (2000)
O pertubador desfecho de “Réqueim para um Sonho” é uma demosntração fria e crua sobre as conseqüências do uso de drogas.Quatro cenas se revezam com maestria:a mulher que fica louca,o homem que faz trabalhos obrigatórios,a mulher que se prostitui para drogas e o garoto que perde o braço
74º QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1959)
Poucas cenas arrancam tantas risadas como a seqüência do vagão do trem,em que Sugar faz massagem,acarecia e deita junto a Jerry/Daphne,e ele,sendo ela é obrigado a resistir àquela mulher,a seqüência continua com uma festa improvisada,cheia de mulheres bonitas do vagão da própria Daphne.Os gritos que Jack Lemmon faz são hilários
73º TUBARÃO (1975)
Dizem que “Tubarão” é 50% de Steven Spielberg e 50% de John Williams.A cena do tubarão se aproximando sempre com aquela trilha sonora arrepia e mostra uma seqüência verdadeiramente clássica
72º EDWARD MÃOS DE TESOURA (1990)
Isolado em sua torre,depois de recriminado por toda uma sociedade que Edward teve que viver,ele começa a fazer as esculturas de gelo,e leva a neve para as pessoas.Estaria ele reprsentando a frieza em seu coração ou apenas dando um toque belo a vida das pessoas?
71º DOGVILLE (2003)
“Tem coisas que devemos fazer nós mesmos”,depois da marcante cena em que ela promove uma chacina por toda Dogville
70º TRÊS HOMENS EM CONFLITO (1966)
A cena final de “Três Homens em Conflito” coloca o público em uma estranha felicidade pensativa.O bom mandando o feio subir na forca,depois de entregar todo o dinheiro e por fim atirando de longe,como nos velhos tempos,nos coloca uma certa satisfação de que o filme deu tudo de si,e ali tinha chegado em seu ponto máximo
69º AMADEUS (1984)
Com certeza a seqüência mais marcante do filme é a de Mozart compondo a sinfonia final,mas como aquela seqüência é muito dividida em partes,como cena,o filme tem outra tão marcante quanto,Amadeus faz uma peça musical homenagiando seu pai,depois de morto.A peça é macabra,é criticada,mas é um show de imagens,com direção de arte impecável,musicas a medida certa e figurino perfeito,fazendo nos sentir trasportados pera aquela época.F. Murray Abraham com seus olhos invejosos da platéia da uma satisfação maior para a cena
68º PULP FICTION (1994)
Só mesmo Tarantino para fazer um gângster citar versículos biblicos antes de fazer sua vítima,Samuel L. Jackson obriga a ouvirem o Ezequeil 25:17
67º OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1952)
Na grande maioria dos filmes de Marylin Monroe ela não deixa o egocentrismo de lado e interpreta sempre ela mesmo,por isso acho que ela é mais estrela que atriz,mas quem vai dizer que ela não se interpreta muito bem?Na performace do musical que que Marylin canta “Diamonds are a girl´s best friend” vemos todo o seu glamour e temos a dúvida se quem está cantando ali é a personagem ou a própria Marylin
66º JULES E JIM (1962)
François Truffaut foi um dos homens que mais defendeu um novo estilo de fazer cinema,um estilo em que o diretor se mostrava o centro de todo o filme e que todo o filme deveria andar em harmonia com o diretor.A representação máxima desse estilo acontece em uma corrida que Jules,Jim e a mulher apostam em uma ponte.A câmera se movimenta de maneira irregular,ela treme,ela filma os personagem realmente cansados.Truffaut nos trasporta para dentro de sua obra prima e nos faz acompanhar de perto a corrida
65º GLADIADOR (2000)
Depois de uma difícil batalha no coliseu,Maximus revela ao Imperador sua verdadeira identididade,a interpretação fria de Russel Crowe e o medo nos olhos de Joaquim Phoenix fizeram toda a cena,em que o Gladiador ameaça o Imperador
64º FANTASIA (1940)
Uma cena marcante,que mostrou a Dinsey em perfeita boa forma.Mickey Mouse em frente ao caldeirão é conhecido até mesmo por quem nunca assitiu a esse clássico
63º METRÓPOLIS (1926)
O burguês arquiteta o malicioso plano para deter os proletariados em uma revolução.A cena em que um novo robô é apresentado a ele ficou clássica,o que está em jogo ali não é só o robô que iria confundir a cabeça dos trabalhadores e os levar a auto-destruição,a cena vai mais a fundo e mostra Fritz Lang prevendo o futuro e deduzindo quem vai substituir o ser humano
62ºRAIN MAN (1982)
Marcante dobradinha feita por Dustin Hoffman e Tom Cruise na cena em que os palitos de dente caem no chão.Os olhos indiferentes e em seguida assustados de Cruise são marcantes quando ele vê que o irmão acertou a quantidade de palitos que cairam no chão
61º O PIANISTA (2002)
Resistindo a uma guerra em razão de sua música,e depois de tudo ainda arruma forças para tocar para um grande público,tendo finalmente o sucesso que merece.E como nosso pianista é ovacionado!
60º A NOVIÇA REBELDE (1965)
O musical mais lucrativo de todos os tempos,tem sua cena marcante logo nos minutos inicias,com Maria dançando perto de umas montanhas.O cenário perfeito para a personagem de Julie Andrews poder cantar e dançar com os braços abertos,sentindo tudo a seu redor
59º LAWRENCE DA ARÁBIA (1962)
Lawrence volta pelo deserto apenas para salvar um homem.Belíssima cena em que ele foge do nascer do Sol no mesmo deserto,e interessante ainda o que ele teria que fazer com o homem que ele se arriscou para salvar na continuidade do filme
58º ALIEN,O OITAVO PASSAGEIRO (1979)
Ridley Scott criou uma cena que virou clássico do horror em seu terror-ficção.O nascimento da criatura que está dentro de um dos tripulantes da Nostromo ficou marcado na história do cinema.O jeito frio que a cena é conduzida mostrando cada detalhe do Alien saindo da barriga do homem mistura-se com os outros personagens olhando impassíveis e incrédulos
57º OS SETE SAMURAIS (1954)
O ato final de “Os Sete Samurais” era para ser feliz,mas estranhamente nos sentimos mal em seu desfacho.O mestre Kurosawa deu tanta foco em seu heróis que não aguentamos ver quatro cruz mostrando quatro corpos ali enterrados no final,e a cena fica ainda mais reflexiva quando os samurais que sobreviveram vêem as pessoas da vila comemorando.Afinal,eles venceram os bandidos,mas isso custou a vida de quatro amigos
56º CARRIE,A ESTRNHA (1976)
Depois de ser levada ao baile e coroada rainha,sangue de porco é jogada em cima de Carrie pelas patricinhas que fingiam serem suas amigas.A garota usa seus poderes paranormais para se vingar da escola do pior jeito.Coloca fogo no ginásio onde acontece a festa e fica assistindo as pessoas tentando se livrar do fogo.Criativo e interessante a cena que Brian dePalma criou em seu filme de estréia
55º DR. FANTÁSTICO (1964)
A sátira de humor negro sobre a Guerra Fria tem uma parte especialmente cômica,onde um míssel sendo atirado na URSS e consequentemente trazendo a destruição do mundo,carrega um soldado em cima,e como senão bastasse ele ainda se dá o trabalho de gritar “yahooooooo”!
54º TITANIC (1998)
Muitos tem uma aversão muito grande a “Titanic”,minha aversão pelo filme não é grande,mas ela existe,mas como o que está em questão aqui é a cena e não o filme,”Titanic” tem pelo menos uma passagem que merece destaque (e confesso que merecia até uma posição mais elevada),J
ack e Rose na ponta do navio sentindo o vento com os braços abertos é lembrada até hoje,e é a marca maior do maior suceso de bilheteria até hoje
53º MATRIX (1999)
Os Irmãos Waschowski usaram uma técnica tão simples em sua obra-prima,mas tão simples,que ficamos horrorizados em perceber que ela nunca havia sido usada antes (e como abusaram dela após o filme).O recurso de câmera lenta fez da cena em que Neo escapa das balas disparadas pelo Sr. Smith um clássico do cinema,que com certeza será lembrada daqui a muitos anos,talvez até mais do que o próprio filme
52º KING KONG (1933)
A mais curiosa história de amor do cinema carrega a sua grande cena,e com certeza,levando em considreação a época de lançamento do filme,uma das mais difíceis de filmar.Kong leva a sua amada para o alto do Empire State Building e lá é atacado por várias aeronaves.O público fica em dúvida se assuta-se coma cena ou apaixona-se coma cena
51º O ENCOURAÇADO POTENKIM (1925)
A cena da escadaria…
A mesma que inspirou a fatídica cena de “Os Intocáveis”
50º CASABLANCA (1942)
Poucas histórias de amor tem um filme tão poético,e fogem tanto dos clichês,como o ato final de “Casablanca” fez.A despedida de Rick e Ilsa no aeroporto mostra até onde podemos sacrificar nossos próprios desejos por um ideal,o final surpreende devido a índole do personagem de Humphrey Bogart e ainda mais pela marcante frase “Sempre Teremos Paris”
49º OS INTOCÁVEIS (1987)
Cena inspirada da obra-prima “O Encouraçado Potenkim”,a seqüência da escadaria se mantém como uma das cenas mais memoráveis.Um carrinho de bebê descendo a escadaria,um homem precisando ser preso e uma seqüência de tiroteio.Passagens marcantes
48º O REI LEÃO (1994)
Com um nascer do sol fantástico,embalado na letra marcante “Circle of the life”,criada por Elton John,e o ritimo africano feito por Lebo M,estava lá a cena mais bela já feita pela Disney,um início totalmente musical,e mesmo em uma animação tudo parecia até real.Cena que chega em seu ápice quando Rafik,lá de cima de uma pedra,apresenta Simba para todos os animais do reino.
47º A ESCOLHA DE SOFIA (1982)
O proprio nome do filme já revela sua cena marcante.A escolha de Sofia,onde ela tem que escolhr entre a filha ou o filho.
46º FORREST GUMP (1994)
Poucos não se emocionam com a simpática vida de Forrest Gump,muitas deixaram a emoção falar mais alto em um dos pontos altos do filme,onde ele corre de outros meninos que o perseguem.As pernas improvisadas se soltando,misturada com amarcante trilha sonora e é claro um incentivo da amada (Corra Forrest,corra!) faz da cena um dos pontos altos do filme
45º INDIANA JONES – OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981)
O modo como somos apresentados a um dos maiores heróis da história do cinema,marcou e marca até hoje e por várias vezes é plagiada a cena em que Indiana Jones corre,fugindo e uma gigantesca pedra redonda que vai átras dele.Vemos ali o impossível e o possível juntos e temos a verdadeira sensaçõ do que é aventura
44º TEMPOS MODERNOS (1936)
Charles Chaplin pode se orgulhar por ter criado um dos maiores,senão o maior,ícone do cinema: Carlitos,em “Tempos Modernos”,ele nos brinda com uma das mais cômicas cenas já filmada,e não se trata da fatídica seqüência das engrenagens,e sim da crítica feita ao capitalismo,Carlito fica louco de tanto trabalho e acaba levantando uma bandeira vermelha e assumindo a liderança de um grupo de trabalhadores revoltados,o detalhe é que ele não sabe que acabou virando líder e levanta a bandeira sem saber o que está representando
43º O BEBÊ DE ROSEMARY (1967)
Roman Polanski foi corajoso em gravar a cena mais polêmica de seu suspense.Em um sonho,Rosemary se vê fazendo parte de um ritual secreto,em que é amarrada é submetida a várias coisas.Os participantes da seita são os bondosos vizinhos e o próprio marido.O problema é que o ritaul realmente aconteceu na estória.Planski foi corajoso em gravar a cena,pois sua mulher morreu em um ritual bem parecido com o que vemos durante o filme
42º PERFUME DE MULHER (1992)
É sempre bom ver a habilidade de um veterando em uma atuação marcante,Al Pacino faz da cena em que seu personagem,um ex-oficial cego dança tango com uma mulher um clássico absuloto do cinema.A cena de “Perfume de Mulher” cai no gosto dos cinéfilos e se destaque por ter ficado mais popular do que o próprio filme em questão
41º BONEQUINHA DE LUXO (1961)
A delicadeza e a beleza de Audrey Hepburn ajudam a criar uma cena marcante na história do cinema.O romance “Bonequinha de Luxo” tem suas surpresas,mas nada marca mais que a cena inicial,em uma quinta avenida deserta,onde a personagem de Hepburn anda,impecável e de repente acena para um táxi e vai embora.Marcante
40º O EXORCISTA (1973)
O demônio possuindo a menina já assustou a muitos,mas nenhuma cena no épico de Terror marcou tanto quanto a garota virando a cabeça 360? graus
39º BEN-HUR
William Wyler filmou nesse épico uma cena trabalhosa e marcante.A corrida de cavalos que revela a máxima competitividade entre os ex-amigos,agora inimigos mortais Judah e Messala entrou para a história do cinema,e merecidamente,é de se acompanhar com os olhos grudados na tela
38º A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1947)
-Você quer a Lua?
-E o Que eu Faria com ela?
-Você pode comê-la
Um traço de felicidade antes da vida de ambos os protagonistas virarem ao avesso
37º CÃES DE ALUGUEL (1992)
A loucura de Mr. Blonde e o ódio aos policiais assume seu ápice quando ele,em uma dança macabra,com música de cultura pop,arranca a orelha do policial amarrado em uma cadeira.Só a cena já vale o filme
36º O PODEROSO CHEFÃO – PARTE 3 (1991)
Quem assiste ao filme de Coppola,torce durante todos os 180 minutos para ver a péssima atriz Sofia Coppola desaparecer de lá,na cena em que sua personagem morre,quem rouba a cena dela é logo Al Pacino que faz uma atuação incrível,vemos o sofrimento e o susto estampado em seu rosto.Pertubadora cena muda
35º O MÁGICO DE OZ (1939)
Antagonica,clássica e até mesmo batida a cena de “O Mágico de Oz”,um jogo deslumbrante de cores e personagens bem caracterizados fazem da cena onde Doroth canta “Over in the Raibown” na estrada de tijolos amarelos uma passagem marcante na história do cinema
34º MOULIN ROUGE (2002)
A magia e o amor estão no ar,e nessa cena estão literalmente no ar.Nicole Kidman e Ewan McGregor caminha em uma plataforma flutuante ao som de “Came What May”,fantástica declaração ao amor desse musical
33º A GENERAL (1926)
Quem conseguiria fazer uma cena de ação tão perfeita em uma época em que os recursos cinematográficos eram escasso?Certo,Buster Keaton na fatídica cena onde uma locomotiva anda sob uma ponte pegando fogo e cai em um riacho.A cena hoje é simplória,na época,inovadora
32º PERSONA (1966)
Uma cena intrigante e extremamente difícil,onde as personagens de Liv Ullmann e Bibi Andersson se fundem em uma só,elas viram uma mulher de duas caras,a cena,mesmo nunca tendo acontecido,e fantástica e tem importância fundamental para a estória
31º A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (1967)
Sra. Robinson tenta seduzir Benjamim de qualquer maneira,na cena em que ambos estão sozinhos em casa e ele pergunta: “Sra. Robinson,está tentando me seduzir”,tudo é hilário,até ela levantando o vestido e usando as pernas para seduzi-lo sem se conformar com o fracasso das tentativas
30º ACONTECEU NAQUELA NOITE (1935)
A cena da carona,dirigida com toda a leveza de Frak Capra.
Muitos já tentaram copiar,nenhum conseguiu se igualar
29º APOCALYPSE N
OW (1979)
Toda a crueldade em volta da Guerra do Vietnã é mostrado nesse clássico filme de guerra.Muitos se lembram dos helicopeteros sobrevoando a praia,cena clássica do filme
28º UM CORPO QUE CAI (1958)
A direção do filme não poderia ser melhor,o suspense conta com a cena perfeita,em que Hitchcock mostra todo o seu talento.Ao mostrar o personagem de James Stewart vestindo uma mulher conforme a mulher que ele amava e que se matou.A cena dele a trasformando na imagem que tinha a outra vai sendo conduzinda lentamente,e vamos sentindo todo o impacto dela
27º UM SONHO DE LIBERDADE (1994)
Talvez a liberdade seja o bem mais preciosos para um homem,e nós não saibamos disso,o personagem de Tim Robbins sabe bem disso,e a prova é a cena antagônica de “Um Sonho de Liberdade”,quando ele consegue fugir da cadeia e da ditadura de um comandante.A cena de seu personagem abrindo os braços e sentindo a chuva chega a perfeição
26º DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (2004)
O neo realismo italiano,parece estar na América Latina,nas andanças do jovem Che Guevara pelo continente eles encontram um hospital de leprosos,onde o próprio hospital fica do outro lado de um rio da colônia em que eles estão.É de encher os olhos a cena em que Ernesto Guevara,mesmo sofrendo com asma,atravessa um rio frio à noite para passar seuaniversário com os leprosos.É um grito a favor da inclusão,e tudo ao som da fantástica “Del Otro Lado del Rio”
25º MARY POPPINS (1965)
A visão de babá perfeita apresentada pela Disney e representada por Julie Andrews tem uma cena marcante,e ela está logo no início,onde a babá perfeita chega em uma ventania,sombria aberta e está ela voando,vindo dos ceús para trazer alegria para a vida de duas crianças ignoradas pelo pai
24º CIDADÃO KANE (1941)
Orson Welles coloca o tom sombrio de sua obra prima,e para isso ele precisa de menos de dois minutos,rapidamente ele mata seu protagonista e coloca o mistério do filme todo ali,a boca de C.F.Kane abrindo-se para falar “Rosebud” e logo depois o enfeite que cai de suas mãos anunciando a morte do mesmo.A direção é pefeita e detalhada,o mistério já está lá
23º BELEZA AMERICANA (1999)
Uma trilha Sonora marcante,a direção segura de Sam Mendes cria uma cena que acontece apenas na cabeça do personagem de Kevin Spacey,mas que ninguém reclamaria se realmente acontecesse durante o filme.A ninfeta que representa toda a beleza americana deitada nua,petálas de rosas tampam o seu corpo e petálas de rosas caem em cima dela.
22º UMA RUA CHAMADA PECADO (1952)
Uma das cenas mais memoráveis da história do cinema.O rude Stanley se readmindo e tentando reconquistar o amor de Stella,a cena da chuva com Marlon Brando ajoelhado gritando “Hey Stella” marcou o cinema de uma forma inesplicável,porém o mais engraçado é,depois do término da cena a vizinha fala que Stella sempre volta para ele
21º ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1971)
Marlon Brando e Maria Schneider estão perfeitas no máximo do erotismo do cinema.
Falar de”Último Tango em Paris” é apenas pedir para que lembrem da cena da manteiga
20º E.T. – O EXTRA TERRESTRE (1982)
É de se admirar a capacidade que Steven Spielberg tem de criar cenas memoráveis para o cinema,em E.T. ele faz uma das cenas mais encantadoras e mais lembradas até os dias de hoje.Et mostra a sua magia e faz a bicicleta voar,deixando apenas a silhueta de um garoto com a bicicleta em frente a lua cheia.Formidável
19º O PECADO MORA AO LADO (1955)
A cena mais sexy e sensual da história do cinema,e o interessante é que ela não é,e nem precisa ser vulgar.A vizinha Marylin Monroe deixa a sensação boa de um vento passar por suas pernas,e se deliciando com isso vemos ela segurando a saia que insiste em levantar.É de deixar qualquer um louco
18º MAGNÓLIA (1999)
Paul Thomas Anderson monta um drama tão bem,que até uma chuva de sapos chega a fazer sentido.No momento que uma dúzia de personagens estão vivendo o momentos máxima de conflito,estão preste a perdição total,desaba do céu uma chuva de sapos,que faz todos repensarem seus problemas.Genial!
17º 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)
Stanley Kubrick faz de sua obra prima ainda mais enigmática,e também mais complexo ao final do filme,quando nasce a estrela-homem,quando nasce um novo ser vivo.Quando,depois de uma jornada pelo auto conhecimento o homem se vê renascendo ou…ah interprete como quiser,como já dizia o próprio Kubrick: se alguém entendesse o final de 2001,seu objetivo não seria cumprido
16º HAIR (1979)
Poucas cenas em musicais foram tão engraçadas como a seqüência dos hippies em uma festa da alta sociedade,as roupas largadonas deles em contrate com as roupas elegantes dos anfitriões e convidos,e o melhor vem na seqüencia em que Berger começa a cantar em cima da mesa.Ele andando em cima da mesa em frenta a um monte de ricos horrorizados é hilário
15º A DAMA E O VAGABUNDO (1955)
Pare e pense!Qual é o beijo mais memorável da história do cinema.Dúvido que muitos não tenham pensado em “A Dama e o Vagabundo”,na história de amor do cão Vagabundo e da cachorrinha Lady e acima de tudo do magnífico jantar,como,eles vão se unindo através de um fio de espaguete e terminam em um grande beijo
14º A DOCE VIDA (1959)
Em “A Doce Vida” vemos uma cena fantástico,que por si só já justificaria todo o filme.A câmera de Fellini é leve,mas o que imprensiona é como a cena também é pesada.O banho na fonte retrata um estilo barroco:culpa,proibição,mas oa mesmo tempo é belo,é uma mulher bela se banhando no meio da noite em um lugar belo.É uma cena com uma direção leve,mas ao mesmo tempo muito pesada.É o proibido é mais gostoso!
13º TAXI DRIVER (1976)
A antagônica cena em que Robert deNiro se ameaça diante de um espelho fica marcada para sempre no cinema.Na obra prima de Martin Scorsese vemos um Travis já paranóico com a violência urbana.
12º ERA UMA VEZ NA AMÉRICA (1984)
O estupro em “Era Uma Vez na América” marca uma das maiores cenas da história do cinema,um estupro frio depois de uma noite perfeita.Um protagonista que não agüenta levar mais foras da amada,e olha que ele agüenta tal coisa desde quando eram crianças,se ele não podia a possir por bem,seria por um violento estupro.A cena muda e a câmera de Sergio Leone imortalizaram-na
11º CINEMA PARADISO (1989)
Grandiosa a seqüencias dos beijos ao final de Cinema Paradiso,um final imprevisível que ao mesmo tempo faz vir todo o filme em nossa cabeça.Para cinéfilos a cena tem um impacto ainda maior,nos faz lembrar porque amamos tanto a sétima arte.
Os beijos é o ponto mais alto de um filme cheio de pontos altos dirigido por Tornatore
10º O GRANDE DITADOR (1940)
Simpática,leve e ao mesmo tempo afiada a crítica que Charles Chaplin faz contra o ditador Hitler e a guerra,ainda no início,com a cena do Globo Terrestre em “O Grande Ditador”.Merecido décimo lugar,vemos Chaplin interpretando Hynkel,ditador que brinca com o mundo todo em sua mão,ele o domina,mas por quanto tempo?Até o Globo Terrestre de mentira estoura em suas mãos,o que ele faria então com o verdadeiro?
09º O PODEROSO CHEFÃO (1972)
Poucos cenas mostraram um contraste tão grande de uma mesma pessoa como a antagônica cena do batizado em ‘O Poderoso Chefão”.Enquanto Michael Corleone jura criar seu afilhado na religião e jura que renuncia o diabo,seus capangas promovem uma grande chacina para vingar a família Corleone,o contraste entre o batizado e os assassinatos são marcantes.O trabalho de edição foi excepxional
08º O SÉTIMO SELO (1957)
Antonius Block retorna das cruzadas e recebe a visita da própria morte,afim de ganhar mais tempo ele a desafia para u
ma partida de xadrez.A cena mostrando Block e a Morte em um jogo de xadrez já revela a genialidade do filme,os debates filosoficos que ambos promovem ajudam a imortalizar ainda mais a cena
07º CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950)
Existe quem diga que “Crepúsculo dos Deuses” é o filme mais ousado da história do cinema,Billy Wilder orquestra com brilhantismo uma crítica pesada,revelando todos os podres de Hollywood,o desfeche do filme da um toque ainda mais pesado para a tragédia de Norma Desmond,Gloria Swanson mostrou uma atuação perfeita na cena em que sua personagem,vai descendo as escadas de sua mansão.Achando que está gravando seu tão sonhado filme,ela vai descende lentamente,com uma elegância perfeita,completamente louca.Está lá o resultado do que Hollywood fez com ela
06º LARANJA MECÂNICA (1971)
A cena do estupro tem uma sincronia perfeita,Alex deLarge horroriza a todos,quando achamos que ele e sua gangue não seria capaz de nada mais,eles fazem o inacreditável.Seguram um escritor e o obrigam a assistir Alex estuprando sua própria mulher.A cena não seria mais marcante se enquanto estrupasse Alex não cantasse “Singing in the rain”
05º …E O VENTO LEVOU (1939)
Poucos cenas foram tão copiadas como o famosos juramento de Scarlet O´Hara em “…E o Vento Levou”,a menina fútil trasformou-se após sofrer com a guerra,e olhando um belo horizonte,com um punhado de terra na mão,ela usa Deus como testemunha e jura diante ao crepúsculo que “jamais passará fome outra vez”.Marcante atuação de Vivien Leigh,brilhante o trabalho de direção de arte,figurino e maquiagem,excepcional trilha sonora acompanha a cena
04º STAR WARS V – O IMPÉRIO CONTRA ATACA (1980)
Luke Skywalker e Darth Vader lutam pela primeira vez na saga “Star Wars”,a luta dos dois logo se tornou antagônica.George Lucas quebra o ritimo do episódio anterior,desta vez quem vence é o grande vilão.O mocinho apanha e muito,mas nada marca “Star Wars” quanto a grande frase “Eu Sou seu Pai!”.Na época do lançamento do filme não se sabe quem ficou mais horrorizado com a surpresa: Luke Skywalker ou o público que assistia “Star Wars”
03º O ILUMINADO (1980)
Na obra máxima de terror,o mestre Stanley Kubrick nos brinda com a cena mais assustadora do cinema,e como cutou para fazerem a cena!Jack Torrance da machadadas na porta,e Wendy grita,Kubrick fez a cena se repitir 150 vezes até os gritos da atriz Shelley Duvall parecerem reais (e talvez ao final tenham sido reais mesmo),e para completar ainda vemos uma excepcional performace de Jack Nicholson,na hora que seu personagem coloca o rosto na porta e fala “Johnny is here”.Marcante
02º PSICOSE (1960)
O assassinato do chuveiro não é apenas uma cena que já foi copiada (mas nunca igualada) em vários lugares,também não é apenas uma das cenas mais lembradas popularmente,é um marco no cinema.Hitchcock inova ao matar sua protagonista em 40 minutos de filme.E como ele filma bem!Mostra-se um close-up no grito de Marion,outro na barriga onde leva a facada,mostra ela caindo até a “mãe” de Norman Bates ir embora e ainda mostra o sangue escorrendo pelo ralo.O assassinato é marcante,a trilha sonora não menos.Segundo Lugar para “Psicose”
01º CANTANDO NA CHUVA (1952)
Fechando os olhos e pensando em uma cena de cinema,poucos não vão lembrar da cena máxima que a sétima arte já produziu.O primeiro lugar vai para “Cantando na Chuva”,a antagónica cena em que Don Lockwood sai dançando e cantando em baixo de uma tempestade.A música “Singing in the rain” ajudou a imortalizar a cena.Nenhuma cena mostra a felicidade máxima de um personagem tão nítida,nenhuma cena é capaz de se igualar a esse marco do cinema
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Top 11 – Diretores
Estive dando uma revisada geral no “Cine-Phylum” estes dias e percebi que eu ainda não havia realizado nenhuma homenagem a nenhum grande ídolo meu ligado à Sétima Arte (assim como o Ricardo fez com Marlon Brando e Martin Scorsese). Por este motivo decidi criar este Top 11, com a finalidade de reparar o meu erro, homenageando os meus 11 diretores prediletos e apresentando pequenas justificativas a fim de dar ênfase às minhas opiniões. Comecemos pelo 11° lugar:
11° lugar: Quentin Tarantino
Tarantino não é necessariamente um mestre na condução de câmera, mas é extremamente competente na condução de um filme. Outros aspectos marcantes deste diretor residem na sua capacidade atípica de realizar verdadeiras obras-primas com uma atmosfera de filme B e de retratar a violência cotidiana de maneira satírica e original.
Meu “Tarantino” predileto? “Pulp Fiction”, como não poderia deixar de ser.
10° lugar: David Lean
Lean, assim como Tarantino, também não é um mestre na condução de câmera, mas é um verdadeiro especialista em utilizar a fotografia de um filme a fim de conferir uma beleza plástica incomparável ao mesmo. Também é um verdadeiro mestre na condução do elenco e, é claro, na criação de épicos marcantes, tais como: “Doutor Jivago”, “Lawrence da Arábia” e “A Ponte do Rio Kwai”.
Meu “Lean” predileto? “Doutor Jivago”.
9° lugar: Sérgio Leone
Leone, ao contrário dos 10° e 9° colocados deste Top, sempre se saiu muito bem na condução de câmera, seja criando ângulos perfeitos ou, até mesmo, dando ênfase a uma simples mosca que surge no cenário. Outro ponto forte de suas direções reside na criação da atmosfera necessária para fazer com que o espectador se sinta, cada vez mais, “ligado” ao filme (como esquecer, por exemplo, o impertinente ruído do moinho na cena inicial de “Era Uma Vez no Oeste”, onde nos sentimos transportados ao Oeste Longínquo?).
Meu “Leone” predileto? “Três Homens em Conflito”.
8° lugar: Woody Allen
Allen é um diretor moderno que consegue a façanha de realizar um filme por ano e, por mais incrível que possa parecer, a maioria de suas obras se tornam extremamente interessantes. Especialista em conduzir filmes leves, mas com mensagens complexas, Allen é, geralmente, dono de uma direção simples, mas revolucionária e dinâmica.
Meu “Allen” predileto? “Crimes e Pecados”.
7° lugar: Charles Chaplin
O grande trunfo de Chaplin como diretor não é a direção do filme em si, apesar desta ser sempre ótima, mas sim a maneira extremamente sutil e leve de como este se mostra capaz de nos transmitir mensagens fantásticas de maneira divertida e dinâmica.
Meu “Chaplin” predileto? “Luzes da Cidade”.
6° lugar: D. W. Griffith
Muitos podem até achar que estou conferindo a Griffith uma posição extremamente alta no ranking pelo fato deste ser considerado o pai da linguagem cinematográfica, mas isso não é verdade. Em uma época onde o simples fato de ligar uma câmera já era tido como uma grande façanha, Griffith era capaz de conduzir cenas de batalhas épicas de forma como muitos diretores atuais não são capazes de conduzirem.
Meu “Griffith” predileto? “Intolerância”.
5° lugar: Francis Ford Coppola
Não o considero tão genial quanto os diretores que citarei abaixo, mas que Coppola é dono de uma filmografia invejável, apesar de alguns grandes deslizes, isto é. Contando com obras e direções magníficas, tais como as realizadas na trilogia “O Poderoso Chefão” e em “Apocalypse Now”, não nos resta mais nada além de aplaudir de pé este magnífico cineasta.
Meu “Coppola” predileto? “O Poderoso Chefão” (não apenas o meu Coppola predileto como também o meu filme predileto).
4° lugar: Martin Scorsese
Dono de um talento inegável, até mesmo os mais desatentos dos espectadores reconhecem isto, Scorsese se mostra competente tanto no que se refere à condução de câmera, quanto condução de elenco e filme. Responsável também por transformar roteiros fracos em grandes filmes (como é o caso de “A Cor do Dinheiro” e “Gangues de Nova York”), Scorsese brilha também ao retratar a violência de maneira crua e seca.
Meu “Scorsese” favorito? “Taxi Driver”.
class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%;">
3° lugar: Ingmar Bergman
Nenhum outro diretor é capaz de retratar a agonia humana de maneira tão convincente, detalhista e marcante quanto este gênio sueco. Bergman também se mostra extremamente sagaz no que se refere a debates existencialistas e sabe conduzir o elenco de suas obras como pouquíssimos diretores o sabem.
Meu “Bergman” favorito? “Persona – Quando Duas Mulheres Pecam”.
2° lugar: Federico Fellini
Se Bergman se revela um mestre na arte de debater questões existenciais, Fellini pode ser considerado um gênio neste assunto. Repletos de filosofia existencialista, os filmes de Fellini ainda contam com atuações magníficas e travellings horizontais da maneira que apenas este Deus da Sétima Arte consegue realizar.
Meu “Fellini” predileto? “8 ½”
1° lugar: Stanley Kubrick
Bergman é mestre em debater questões existenciais, Fellini, por sua vez, se mostra um gênio no assunto, mas e quanto a Kubrick? Transformar um argumento sobre uma viagem espacial em um debate existencial e ainda por cima em um ponto de vista nieztschiano sobre a evolução humana é algo digno de um Deus. Um Deus na arte de debater questões existenciais (assista a “2001: Uma Odisséia no Espaço”), um Deus na arte de debater o modo como o indivíduo é influenciado pelo meio em que vive (veja “Laranja Mecânica”), um Deus na arte de satirizar uma guerra em pleno auge da mesma (confira “Dr. Fantástico”), enfim, este é Stanley Kubrick, o Deus da Sétima Arte.
Meu “Kubrick” predileto? “2001: Uma Odisséia no Espaço”.
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Comentários Pós-Oscar
Ai, ai, ai… de que maneira eu poderia me desculpar com relação aos inúmeros erros que tive em minha previsão para os vencedores do Oscar 2008®? Eu bem que poderia dizer que muitos filmes ganharam inesperadamente, o que de fato ocorreu, mas acredito que grande parte de meus erros tenha ocorrido em razão a minha teimosia. Tudo realmente indicava que “Onde os Fracos Não Têm Vez” iria levar os prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e até mesmo Montagem, que acabou perdendo para “O Ultimato Bourne” (esta que, para mim, fôra a maior surpresa de todo o Oscar®), mas ainda assim decidi apostar numa surpreendente e, por que não dizer, improvável vitória de “Sangue Negro” nesta reta final.
O resultado é que o filme dos Coen, assim como todos esperavam (salvo esta mula teimosa que vos escreve), foi o grande destaque da noite do Oscar® e faturou quase todos os principais prêmios.
O que achei da premiação? Justa, até certo ponto. É óbvio que em virtude de meu fanatismo incondicional por “Sangue Negro” estava torcendo pela obra-prima de Paul Thomas Anderson, mas o fato de “Onde os Fracos Não Têm Vez” ter levado o prêmio não me deixou necessariamente magoado (decepcionado, viria mais a calhar nesta hora).
O fato de um filme extremamente inovador ter levado o prêmio principal demonstra que, felizmente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não está mais tão conservadora quanto antigamente. Sempre disse que “Sangue Negro” era um filme mais redondinho e tinha mais a cara de Oscar® que “Onde os Fracos Não Têm Vez”, mas a vitória do filme dos Coen sobre a obra de Anderson demonstrou, ao menos, que os membros da Academia estão valorizando cada vez mais os projetos ousados e arriscados.
Outro acontecimento que me deixou extremamente satisfeito na referida noite foi a vitória de Marion Cotillard sobre Julie Christie. Ambas as atrizes se saíram muitíssimo bem em seus respectivos filmes e mereciam a vitória, contudo, seguindo a lógica de que o bairrismo e o ufanismo dos membros da Academia chega a ser exacerbado, era muito mais provável a vitória de Julie Christie, que fez uma atuação em língua inglesa. Felizmente os votantes decidiram fazer justiça e premiaram Cotillard, que se mostrou um pouco mais competente que Christie em sua composição. De uma só vez matou-se dois coelhos com uma cajadada só, a Academia esqueceu-se da fama que possui de proteger sempre os seus queridinhos (no caso, Christie) e decidiu premiar uma atriz que, individualmente falando e esquecendo-se de sua carreira e da carreira de sua concorrente, mereceu levar o prêmio para casa e esqueceu-se também da fama de bairrista, que só premia atores e atrizes que compõem papéis em língua inglesa, não levando em conta o talento destes (lembram de quando Fernanda Montenegro perdeu o Oscar® para a apenas razoável Gwyneth Paltrow?).
Nem tão imprevisível quanto o prêmio de Melhor Atriz foi o prêmio de Melhor Roteiro Original. Para ser sincero, era bem previsível a vitória de Diablo Cody, mas a verdade é que sempre ficávamos com um pé atrás graças ao passado da roteirista. Todos sabem o quão conservadores são os votantes e o quanto eles repudiam pessoas e/ou atos que fujam dos princípios da moral cristã e/ou judia (no caso, judia viria mais a calhar, tendo em vista que a maior parte dos membros que constituem a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas seguem tal religião) e, mesmo tendo todo o favoritismo a seu lado, foi surpreendente vermos uma ex-stripper recebendo um prêmio tão importante em uma cerimônia tão conservadora como é o Oscar®.
Em suma, fiquei deveras decepcionado com alguns resultados da 80ª festa de entrega do Oscar® (fiquei mais decepcionado ainda com os inúmeros erros de dedução que tive ao elaborar meus palpites sobre os prováveis vencedores), mas no geral, gostei, e muito, de ver os membros da Academia inovando e deixando o seu característico conservadorismo de lado.
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Palpites finais para o Oscar 2008
É, eu sei, já havia feito um bolão da 80ª edição do Oscar há um ou dois meses atrás, mas o tempo passou, tive a oportunidade de assistir a muitíssimos filmes que estão concorrendo as mais diversas premiações (apesar de ter que confessar vergonhosamente que não conferi à maioria dos filmes que estão concorrendo) e agora minha opinião mudou consideravelmente em relação a algumas premiações.
Neste bolão, não só irei arriscar meus palpites como prováveis vencedores, como também irei justificá-los, mencionar quais são os meus filmes prediletos em cada categoria e quais têm chances de vencer, apesar de não terem o favoritismo ao seu lado.
Melhor Edição de Efeitos Sonoros:
Vencerá: “O Ultimato Bourne”.
Por que?: A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas costuma premiar os filmes mais barulhentos do ano tanto nesta categoria quanto na categoria “Som”. “Transformers” certamente é mais barulhento que “O Ultimato Bourne”, mas como diria Meryl Streep: “O Oscar é 90% de política e 10% de merecimento”. Política por política, os membros da Academia jamais dariam três prêmios a um filme comercial patético a lá “Transformers” e tendo em vista que o longa de Michael Bay vencerá “Som” e “Efeitos Visuais”, provavelmente não ficará com “Efeitos Sonoros”, sendo que este passará às mãos de “O Ultimato Bourne”.
Deveria vencer: “Transformers”.
Por que?: O filme de Michael Bay é altamente frívolo do ponto de vista artístico, mas não resta dúvidas de que é perfeito se analisarmos “Efeitos Visuais”, “Som” e, é claro, “Efeitos Sonoros”.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Transformers”.
Por que?: Porque é excessivamente barulhento e a Academia costuma reconhecer isto nesta categoria.
Melhor Som:
Vencerá: “Transformers”
Por que?: Uma vez que a Academia teria esnobado o filme de Bay na categoria “Efeitos Sonoros”, seria hora de reconhecer as extrapolações em níveis de decibéis do mesmo e esta premiação seria perfeita para isso.
Deveria vencer: “Transformers”
Por que?: Odiei este filme. Para mim é mais uma porcaria, entre as outras que Michael Bay já fez, mas não resta dúvidas de que o “Som” do filme é sensacional, sendo assim, seria justo uma vitória dele nesta categoria.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “O Ultimato Bourne”
Por que?: Tendo em vista que, ao lado de “Transformers”, é o filme mais barulhento do ano, este encerramento de trilogia sem dúvida alguma tem grandes chances, mas o longa de Bay é superior neste quesito.
Melhor Trilha-Sonora:
Vencerá: “Desejo e Reparação”
Por que?: A trilha-sonora se mescla muito bem com o filme em questão e confere ritmo ao mesmo. Isto sem contar que o mesmo, apesar de ter sido indicado em diversas categorias, não deverá levar muitos prêmios para casa, ficando com este como uma espécie de: “prêmio de consolação”.
Deveria vencer: “Os Indomáveis”
Por que?: Confesso que aqui estou sendo deveras subjetivo. Sou fã incondicional de “westerns” (me arrepio só de me lembrar dos filmes de Sergio Leone) e uma das maiores qualidades deste gênero de filme reside em sua trilha-sonora. A trilha-sonora deste “Os Indomáveis” nem de longe nos lembra a clássicos fabulosos e absolutos, tais como “Três Homens em Conflito” e “Por Uns Dólares a Mais”, mas sem dúvida alguma se mescla muito bem com a imagem do filme em questão, sendo uma das maiores qualidades do mesmo.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “O Caçador de Pipas”
Por que?: Não vejo graça nenhuma nesta porcaria maquiada de filme belo, mas a Academia parece nutrir uma certa simpatia pelo mesmo. Não fosse por “Desejo e Reparação”, o “prêmio de consolação” certamente iria para este lixo cinematográfico conservador de direita.
Obs.: “Ratatouille” também tem uma trilha-sonora estupenda e tem chances de vencer, mas acredito que seja difícil isto ocorrer.
Melhor Maquiagem:
Vencerá: “Norbit”.
Por que?: Não resta dúvidas de que este filme seja uma porcaria em grandes proporções. A maior prova disso é que a grande parte das pessoas que conheço gostaram do mesmo e o bem da verdade é que a grande parte das pessoas que conheço são completos idiotas alienados política e artisticamente falando. Contudo, a maquiagem de “Norbit” é, no mínimo, sensacional, pois é capaz de alterar o fenótipo de diversos atores da maneira mais natural e imperceptível o possível. Infelizmente, um dos piores filmes do ano, correrá sério risco de levar um troféu por debaixo do braço.
Deveria vencer: “Piaf – Um Hino ao Amor”.
Por que?: A maquiagem de “Piaf” não é tão visualmente perfeita quanto à do péssimo “Norbit”, mas se observamos com olhar artístico podemos ver que ela é muito mais importante para o desenvolvimento do filme em questão que a bomba estrelada (gargalhadas) pelo ator (gargalhadas) Eddie Murphy (se é que esta porcaria se desenvolve de alguma forma).
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Piaf – Um Hino ao Amor”.
Por que?: Pelos mesmíssimos motivos supracitados.
Melhor Animação:
Vencerá: “Ratatouille”
Por que?: Pixar e Brad Bird são os queridinhos da Academia nesta categoria. Isto sem contar que o desenho por si só é fantástico e segue todos os requisitos que um vencedor nesta categoria deve seguir. Outro ponto favorável desta ótima animação é a ousadia da mesma que critica a rigidez nossa, de críticos de Cinema, utilizando para isto a imagem do crítico de Culinária.
Deveria vencer: “Ratatouille”
Por que?: Simples, porque admito não ter assistido a “Persépolis” e “Tá Dando Onda” ainda (vergonha) e por este motivo só me resta apontar “Ratatouille” como meu favorito.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Persépolis”.
Por que?: Na verdade, esta animação tem quase tantas chances de vencer quanto o filme de Brad Bird. A diferença é que o longa da Pixar obteve mais glamour que “Persépolis” e por este motivo deverá vencer. Por outro lado, a produção francesa aborda um tema politizado e isto lhe dará fortes chances de levar o Oscar, apesar de não ser favorito.
Melhor Edição de Efeitos Visuais:
Vencerá: “Transformers”
Por que?: Como já disse inúmeras vezes neste artigo, “Transformers” é um filme pavoroso do ponto de vista artístico, mas se sai muito bem em outros quesitos, dentre os quais, destaco Efeitos Visuais, quesito onde deixa seus concorrentes no chinelo.
Deveria vencer: “Transformers”
Por que?: Conforme citei acima, “Transformers” deixa seus concorrentes no chinelo neste quesito. É claro que os animais de “A Bússola de Ouro” e as batalhas de “Piratas do Caribe – Parte III” são fantásticos, mas nada se compara ao longa em questão.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “A Bússola de Ouro”
Por que?: A trilogia “Piratas do Caribe” já foi reconhecida no ano passado levando um Oscar pelo seu segundo episódio (que, no quesito efeitos visuais é, indiscutivelmente, o melhor de toda a trilogia) e por este motivo não vencerá o prêmio sob hipótese alguma. “A Bússola de Ouro”, por si só, é um filme que conta com ótimos efeitos visuais e tem alguma (na verdade, pouquíssima) chance contra “Transformers”.
Melhor Figurino:
Vencerá: “Desejo e Reparação”
Por que?: Diferentemente da categoria “Melhor Trilha-Sonora”, este prêmio, ao invés de “prêmio de consolação” seria uma forma de reconhecer as tendências que o filme acabou lançando no quesito vestuário, dentre as quais cito o vestido verde de Keira Knightley.
Deveria vencer: “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”
Por que?: Adorei o vestuário gótico-vitoriano (assim como tudo no filme é gótico-vitoriano) deste longa. O figurino se assemelha de forma incrível com as vestimentas daquela época. Isso sem contar que o decote de Helena Bonham Carter é sensacional (Ah!!! Me excito só de lembrar).
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Piaf – Um Hino ao Amor”
Por que?: Assim como a maquiagem, o figurino é outra característica que torna este longa algo acima da média, além de transferir uma forte dose de glamour ao mesmo. Não fosse por “Desejo e Reparação” eu não sei não…
Melhor Fotografia:
Vencerá: “O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford”
Por que?: Na verdade estou com uma dúvida terrível entre este longa e “Desejo e Reparação”. Contudo, se Melhor Trilha-Sonora vai para o longa de Wright como uma espécie de “prêmio de consolação”, creio que a mesmíssima coisa ocorrerá com este “O Assassinato de Jesse James…” nesta categoria de Melhor Fotografia, já que o longa também é muito benquisto pela Academia e a mesma não deixará o mesmo sair de mãos abanando.
Deveria vencer: “O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford”
Por que?: Porque a fotografia em si é estupendamente fantástica e confere uma beleza fora do comum ao mesmo. A recriação do oeste longínquo, as paisagens, milharais cobertos de neve, tudo isso é fantástico e faz do longa em questão um merecedor deste prêmio.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Desejo e Reparação” e “Sangue Negro”:
Ambos os filmes estão sendo muito bem elogiados por críticos do mundo todo no que se refere ao quesito fotografia, muitos inclusive, lançam os mesmos como prováveis ganhadores do Oscar. A mim, não me surpreenderia nem um pouco caso um dos dois faturasse o prêmio, apesar de achar “O Assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford” infinitamente superior neste quesito.
Melhor Direção de Arte:
Vencerá: “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”
Por que?: A recriação de uma Londres gótico-vitoriana atingiu os limites da perfeição e a Direção de Arte fez o possível para proporcionar o clima psicótico-sútil que o roteiro do filme exigia. Uma das categorias mais previsíveis até então.
Deveria vencer: “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”
Por que?: Pelos mesmíssimos motivos supracitados.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Sangue Negro”
A Academia parece ter adorado a recriação da Califórnia do início do Século XX demonstrada neste filme, mas não tanto quanto adorou a recriação da Londres gótico-vitoriana adotada em “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”.
Melhor Montagem:
Vencerá: “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: A mesma estória narrada sob três perspectivas. Tudo para virar uma bagunça, não? Errado, a montagem de “Onde os Fracos Não Têm Vez” é competente o bastante para isso e certamente agradou os membros da Academia.
Deveria Vencer: “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: Mesmo não o considerando uma obra-prima, digo que “Onde os Fracos Não Têm Vez” é um filme fantástico e um de seus melhores atributos reside na montagem que confere bastante ritmo ao mesmo. Sem dúvida o Oscar para o filme dos Coen seria muitíssimo justo.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Sangue Negro”
Por que?: Um filme gigantesco com uma estória que narra a ganância humana parecem os ingredientes perfeitos de uma obra cinematográfica cansativa. Acontece que a Edição dinâmica deste “Sangue Negro” em momento algum torna o filme cansativo. Mesmo não sendo tão perfeita quanto a de seu maior concorrente neste Oscar, a edição do filme de Paul Thomas Anderson é ótima e tem fortes chances de tirar o Oscar do filme dos Coen.
Melhor Roteiro Adaptado:
Vencerá: “Sangue Negro”
Por que?: A Academia, assim como eu, parece considerar a maior qualidade de um filme a maneira como o seu roteiro aborda o protagonista. Aqui a abordagem foi feita da maneira mais convincente o possível, transformando Daniel Plainview em um personagem tão marcante quanto Charles Foster Kane.
Deveria vencer: “Sangue Negro”
Por que?: Conforme mencionei acima, o roteiro de “Sangue Negro” realiza com maestria a abordagem de seu protagonista. Assim como outras grandes obras-primas do Cinema, “Sangue Negro” é sublime ao iniciar um processo de construção e, logo em seguida, destruição de seu protagonista.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: O roteiro dos Coen é dinâmico, revolucionário e inovador. Os membros da Academia adoram indicar e até mesmo premiar filmes assim. Quer uma prova disso? Vide em 1.995 quando “Pulp Fiction” venceu melhor roteiro original. O problema é que “Pulp Fiction” não contava com um concorrente tão forte quanto “Sangue Negro”.
Melhor Roteiro Original:
Vencerá: “Juno”
Por que?: O roteiro de “Juno” aborda um problema contemporâneo altamente sério de maneira leve, inteligente, descompromissada e divertida, assim como “Pequena Miss Sunshine” (apesar de eu não gostar deste filme) fez no ano retrasado e faturou este mesmíssimo prêmio. A vitória de “Juno” nesta categoria é uma das maiores certezas deste Oscar.
Deveria vencer: “Juno”
Por que?: Acredito já der dito inúmeras vezes que sou fã incondicional deste “Juno” mesmo reconhecendo que o longa conta com uma série de defeitos. O seu roteiro é extremamente cativante, simples e ao mesmo tempo reflexivo e inteligente. Os diálogos são ásperos e dinâmicos, a abordagem da personagem também é muito convincente. Inquestionavelmente merece levar o prêmio.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Conduta de Risco”
Por que?: O roteiro deste longa aborda um tema mais, digamos, politizado que “Juno” e apesar disto não ser pretexto o bastante para faturar o prêmio, coloca o longa em questão em um patamar à altura de seu maior concorrente.
Melhor Atriz Coadjuvante:
Vencerá: Tilda Swinton por “Conduta de Risco”
Por que?: Ao contrário de muitos cinéfilos que apostam todas as suas fichas em Cate Blanchett por “Não Estou Lá”, eu acredito que Tilda Swinton acabe faturando este prêmio como uma espécie de “prêmio de consolação” (quantos “prêmios de consolação” teremos este ano, hein?) pelos Oscar que “Conduta de Risco” não irá levar.
Deveria vencer: Saoirse Ronan por “Desejo e Reparação”
Por que?: Sou fã incondicional de Cate Blanchett, mas ainda não assisti a “Não Estou Lá”. De resto, pude conferir as demais atuações e digo que não gostei de nenhuma, inclusive a de Tilda Swinton que não me agradou nem um pouco. A que menos me decepcionou foi Saoirse Ronan por “Desejo e Reparação”, sendo assim, fico com ela mesmo.
Tem chances de vencer, mas não é a favorita: Cate Blanchett por “Não Estou Lá”
Por que?: Novamente invoco a frase de Meryl Streep: “Oscar é 90% de política e 10% de merecimento”. Não assisti a “Não Estou Lá”, como já disse antes, mas levando em conta que Cate Blanchett levou este mesmo prêmio muito recentemente por “O Aviador” duvido muito que ela fature-o novamente este ano, apesar de ter uma ou outra esperança.
Melhor Ator Coadjuvante:
Vencerá: Javier Bardem por “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: Ao lado de “Melhor Ator” este será o prêmio mais previsível do Oscar neste ano. Bardem realmente fez por merecer e a badalação por trás de sua atuação é cada vez maior (ao contrário do filme em que atuou). Dificilmente o ator perderá essa disputa.
Deveria vencer: Javier Bardem
Por que?: Seu personagem em “Onde os Fracos Não Têm Vez” é extremamente estereotipado e, não fosse a perfeita composição de Bardem, o mesmo teria me irritado intensamente. O ator é, disparado, o melhor dentre os demais candidatos e merece a premiação.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: Casey Affleck por “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”.
Por que?: Suas chances são quase nulas, mas ainda assim é o único que, mediante um milagre, poderia tirar o prêmio das mãos de Bardem. Sua atuação é muito b
oa, mas além desta não se igualar a de Javier Bardem, sua carreira é curta demais para ser agraciada com um prêmio desta qualidade.
Melhor Atriz:
Vencerá: Julie Christie por “Longe Dela”
Porque?: Lembro-me perfeitamente de ter indicado Marion Cotillard como favorita para o Oscar, mas na época estava agindo mais com o coração que com a cabeça. Agora, mais próximo do Oscar (que na verdade será hoje) vejo que Christie tem mais chances que Cotillard. A atuação da francesa é superior que a de Christie, mas não tem como negar o conservadorismo da Academia e a preferência dos membros da mesma por uma atuação na língua inglesa. Isso sem contar que Christie foi imortalizada por sua atuação marcante no sensacional “Dr. Jivago”, como Lara Antipova, fato que a transforma em uma das queridinhas da Academia.
Deveria vencer: Marion Cotillard por “Piaf – Um Hino ao Amor”
Por que?: Mesmo não sendo um grande fã de “Piaf” devo reconhecer que a atuação de Cotillard foi magistral e extremamente cativante. A maneira como encarna a protagonista é fantástica e digo que sua vitória é muito mais merecida que a de Christie (que também se saiu muito bem, diga-se). Mas é aquela velha estória de política e reconhecimento que Meryl Streep disse uma vez e eu fiz tanta questão de relembrar durante este artigo.
Tem chances de vencer, mas não é a favorita: Marion Cotillard por “Piaf – Um Hino ao Amor”
Por que?: Mesmo não sendo uma atuação em língua inglesa, o trabalho de Cotillard aqui é agraciado por críticos do mundo todo. Vale lembrar também que, vez ou outra, em raríssimos casos, a Academia abandona o seu conservadorismo bairrista e opta por fazer justiça, mas duvido muito que isso realmente venha a acontecer.
Melhor Ator:
Vencerá: Daniel Day-Lewis por “Sangue Negro”
Por que?: Day-Lewis encarna seu personagem neste filme de forma tão fantástica que chegou a ser comparado com a atuação de Orson Welles por “Cidadão Kane”. Isto sem contar que o ator é muito cultuado, mas nunca levou um prêmio, sendo que este ano deverá ser feita a justiça. Um dos Oscar mais previsíveis deste ano.
Deveria vencer: Daniel Day-Lewis por “Sangue Negro”
Por que?: Para mim, a melhor atuação masculina deste século. Só isto já basta.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: Jhonny Depp por “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”
Por que?: A atuação de Depp foi fantástica, mas não chegou aos pés da de Day-Lewis. Mesmo assim Depp, como sempre, se mostrou um ator versátil, realizando aqui uma de suas melhores atuações. Isto sem contar que ele é outro ator cultuado que nunca levou o prêmio da Academia. De qualquer forma, Day-Lewis não será derrotado de maneira nenhuma.
Melhor Diretor:
Vencerá: Joel e Ethan Coen por “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: Ultimamente a Academia parece estar cada vez mais preocupada em reparar os erros do passado e é óbvio que a mesma errou, e muito, com os irmãos Coen e Paul Thomas Anderson. Sendo assim, os membros tentarão compensar ambos os lados, conferindo Melhor Filme a um e Melhor Diretor a outro. Partindo dos pressupostos de que “Sangue Negro” vencerá Melhor Filme e de que este ano não teremos uma dobradinha que nem no ano passado (Martin Scorsese e “Os Infiltrados”), aposto em Joe e Ethan Coen para melhores diretores do ano.
Deveria vencer: Joel e Ethan Coen por “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: O lado bom de poder opinar subjetivamente é não ter de se apegar às politicagens e conservadorismos da Academia. Longe de almejar compensar os Coen pela carreira de ambos, conferiria o Oscar aos mesmos de maneira individual, sem pensar nos trabalhos anteriores que eles fizeram. A direção destes em “Onde os Fracos Não Têm Vez” foi realmente a melhor do ano, tanto no que diz respeito à condução da estória, quanto na movimentação da câmera, condução de elenco e criação de ângulos sensacionais.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: Paul Thomas Anderson por “Sangue Negro”
Por que?: Como havia dito, creio que seja muito difícil termos uma dobradinha este ano entre Melhor Diretor e Melhor Filme. Caso os críticos prefiram votar em “Onde os Fracos Não Têm Vez”, em virtude à badalação por trás deste, creio que Melhor Diretor ficaria para Paul Thomas Anderson, como uma forma extremamente politizada de compensar um, na medida em que tirou do outro.
Mel
hor Filme:
Vencerá: “Sangue Negro”
Por que?: Enfim a categoria mais aguardada e, por que não dizer, mais imprevisível. A maioria das pessoas aposta em “Onde os Fracos Não Têm Vez” devido à badalação que o mesmo vinha tendo nos últimos meses. O problema é que tal badalação vem esfriando cada vez mais, a ponto de o filme ter sido parcialmente esquecido nesta reta final. Por outro lado, “Sangue Negro” foi o último indicado a Melhor Filme a estrear e isso conferiu um forte fôlego ao mesmo. Isso sem contar que “Onde os Fracos Não Têm Vez” é um filme inovador demais para receber um Oscar de Melhor Filme, ao passo que “Sangue Negro” segue mais os padrões da Academia.
Deveria vencer: “Sangue Negro”
Por que?: Simplesmente porque é uma das melhores obras cinematográficas lançadas neste novo milênio. O filme é fantástico, não é tão inovador quanto “Onde os Fracos Não Têm Vez”, mas certamente marcará muito mais época que este. Daqui a trinta anos todos se lembrarão de “Sangue Negro”, todos se lembrarão de Daniel Day-Lewis, ao passo que “Onde os Fracos Não Têm Vez” e Javier Bardem serão lembrados a daqui, no máximo, dez anos. O “Cidadão Kane” do Século XXI não pode ficar sem o Oscar de Melhor Filme de jeito nenhum.
Tem chances de vencer, mas não é o favorito: “Onde os Fracos Não Têm Vez”
Por que?: Uma coisa é óbvia no Oscar deste ano: a disputa está nas mãos de “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Talvez, em virtude desta briga entre ambos, “Conduta de Risco” possa abrir alguma vantagem, mas eu sinceramente duvido muito que isto venha acontecer. Como já disse inúmeras vezes, a Academia irá, nesta 80ª edição do Oscar, reparar os erros que já cometeu contra Anderson e os Coen, portanto, caso “Sangue Negro” perca a disputa, o prêmio certamente irá para os Coen.
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Martin Scorsese
Como começar a falar dele,que segundo críticos e público,é o melhor diretor vivo?Como falar do homem que lançou obras primas indispensáveis para o cinema,e até para a arte em geral?
Simples,falemos do início.Nascido em um bairro italiano de classe média,que tinha a fama de ser muito violento,Martin Scorsese se inspirou nele em diversos de seus trabalhos.Com uma formação católica,ele queria ser padre,mas felizmente desistiu da idéia para se entregar ao cinema,que tanto lhe atraia.
Formado em cinema na Universidade de Nova York,logo fez vários amigos,entre eles alguns dos diretores mais conceituados:Francis Ford Coppola;George Lucas;Brian dePalma e Steven Spielberg,os quais o chamam de Marty
Em 1972 Martin Scorsese viria de fato ao mundo do cinema,deixando os curtas para trás(dos quais se destaca “Quem bate à minha porta?”),ele recebeu a primeira oportunidade de mostrar seu talento em “Sexy e Marginal”,filme de tipo B,que o ensinou a trabalhar com baixos orçamentos e curto tempo,isso o ajudou a fazer,em 1973 o filme “Caminhos Perigosos”
“Caminhos Perigosos” mostrou uma face de Scorsese que iriamos ver em vários outros filmes,se passando no bairro que o próprio Marty nasceu,lá estava vários pontos semelhantes às obras do diretor,inclusive as relações frias entre personagens,o filme protagonizado por Harvey Keitel,ainda teve a primeira parceria Scorsese-Robert deNiro,foi ovacionado pela crítica e lhe garantiu mais liberdade para dirigir seu próximo filme.
Em 1974 foi a hora de Martin Scorsese dirigir mais um trunfo em sua carreira: “Alice não Mora Mais Aqui”,mais uma vez elogiado,recebeu indicação ao BAFTA e garantiu a Ellen Bustyn um Oscar como Melhor Atriz
Apesar de dois filmes muito elogiados,o diretor ainda precisva de algo para não ser esquecido,algum filme que o colocasse ao patamar de outros gigantes do cinema,em 1976 ele consegue isso lançando a obra-prima “Taxi Driver”,seu retrato frio da cidade de Nova York chocou o mundo,um dos filmes mais complexos de todos os tempos,desmancha todos os mitos em torno da cidade e ainda coloca um dos personagens mais interessantes da história do cinema: Travis Bickle,o homem que teve coragem de fazer justiças com as próprias mãos.Indicado ao Oscar de Melhor Filme;”Taxi Driver” ainda tem uma das melhores atuações de Robert deNiro e escandalisou a todos com Jodie Foster fazendo uma prostituta de apenas 12 anos,agora de fato o mundo conhecera o nome Martin Scorsese
Além da indicação ao Oscar e ao BAFTA,”Taxi Driver” ainda venceu prêmios de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro em um Festival de Cinema Japonês e conquistou o Palma de Ouro de Melhor Filme,abriu todas as portas para Martin Scorsese,mas em 1977 o diretor escolheu caminhos errados e com mais uma parceria com Robert deNiro lançou a homenagem à sua cidade natal em um musical chamado de “New York,New York”,o grande fracasso de público e crítica levou o diretor a depressão e aos poucos foi se curando,realizou pequenos documentários e seguiu sua carreira
Em 1980 o diretor colocou todas as suas forças em um projeto no mínimo arriscado: “Touro Indomável” foi a biografia do lutador de boxe Jack LaMotta que chegou ao ápice do sucesso,mas seu temperamento forte levado para fora dos ringues acabou por arruinar sua vida,apesar da morna bilheteria “Touro Indomável” acertou certo entre os críticos,e hoje é considerado por muitos a maior obra-prima de Matin Scorsese,sua biografia de LaMotta recebeu uma quantidade de 8 Indicações ao Oscar,incluindo Melhor Diretor,Robert deNiro levou o prêmio de Melhor Ator por sua majestrsal atuação como o boxeador,o filme ainda foi indicado ao Globo de Ouro e em uma lista feita pela AFI em 2007 ocupa o invejado 4º lugar dos 100 melhores filmes americanos
A década de 80 foi conturbada para nosso diretor,almejando fazer um projeto polêmico,Scorsese encontrava dificuldades para realizar “A Última Tentação de Cristo”,orçamento estourava,as locações não eram certas,o projeto falhou o que deixou Martin Scorsese chateado,então se entregou a filmes menores como o simpático “O Rei da Comédia”(que levou indicação ao BAFTA),mais tarde mostrou bairros de Nova York com brilhantismo em um dos melhores humor negro: “Depois de Horas”,um filme que Tim Burton dexou de realizar para levá-lo a Martin Scorsese,as infelicidades de Paul Hackett agradou aos críticos e o público e lhe deu o Palma de Ouro de Melhor Diretor em Cannes e o Independent Spirit Awards de Melhor Diretor.Seu próximo projeto foi “A Cor do Dinheiro” garantiu o primeiro Oscar de Paul Newman e a coragem suficiente para Scorsese levar a frente seu polêmico projeto “A Última Tentação de Cristo”
“A Última Tentação de Cristo” caiu como uma bomba em todo o público,Scorsese sabia que filmar Jesus Cristo como um homem comum,e por vezes arrogante e apaixonado por Maria Madalena iria ser polêmico,mas não imaginou que seria tanto.A Igreja fez o inferno em cima do filme,reclamações e protesto aconteceram pelo mundo todo,o filme dividiu opiniões e nunca antes havia tanta polêmica em cima de um filme,apesar de tudo Martin Scorsese ainda recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor e a autônomia para filmar seu próximo projeto
Em 1990 Martin Scorsese lança “Os Bons Companheiros”,talvez o seu maior êxito em bilheteria até então e o seu filme mais premiado.O diretor ,com atuação super elogiadas de Robert deNiro,Ray Liotta e Joe Pesci,voltava a filmar em Nova York e para mostrar três grandes amigos que viveram mais de 30 anos dentro da máfia ele contou com o mesmo estilo que outrora usara em “Taxi Driver”.O filme se tornou um marco dos anos 90 e permancece como um dos maiores filmes da máfia.Scorsese foi indicado ao Oscar e Globo de Ouro de Melhor Diretor,ainda venceu o BAFTA de Melhor Filme,Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado,conseguiu o Leão de Prata no Festival de Veneza de Melhor Diretor,o Independent Spirit Awards de Melhor Filme,entre outros vários prêmios pelo mundo,e além de ratificar Martin Scorsese como um dos melhores diretores de todos os tempos
Em 1991 Martin Scorsese se arriscou com Robert deNiro no blockbuster “O Cabo do Medo” e o sucesso de bilheteria foi garantido.Durante a primeira metade da década de 90 ainda se viu envolvendo com os premiados “A Época da Inocência” e “Cassino”,até então última parceria Scorsese-deNiro,depois sobrou espaço para pequenas produções,como o alternativo “Kundun”
Demoraram Sete anos para Martin Scorsese voltar ao estilo máfia,isso aconteceu em 2002 com “Gangues de Nova York”,em sua primeira parceria com o ator Leonardo DiCaprio,Martin Scorsese lançou um filme consiuderado “bom”,mas a essa altura o bom ainda era muito pouco para o diretor,e o filme amargou nas premiações,recebeu 12 indicações ao Oscar e não venceu nenhuma,Scorsese ainda concorreu ao BAFTA de Melhor Diretor e Venceu o Globo de Ouro de Melhor Diretor
A resposta para a rejeição de “Gangues de Nova York” veio em 2004 quando o diretor lançou um dos melhores filmes do século XXI.”O Aviador” não fez bonito nas bilheterias,mas ainda sim é subestimado pelo público.A narração fria e quase impecável do ícone da aviação Howard Hughes não agradou ao público,talvez pelo excesso de detalhes ou talvez pela frieza da narração,mas o fato que Scorsese foi muito copetente neste trabalho,venceu 5 Oscar,mas ainda não o de Melhor Diretor e ainda conquistou indicações ao Globo de Ouro,ao BAFTA e venceu o prêmio de Melhor Diretor dos circulo de críticos de Londres,além de ressucitar a carreira de Leonardo diCaprio,porém sucesso como “Os Bons Companheiros” Martin Scorsese só viria a ter 16 anos depois do lançamento do filme com o ótimo “Os Infiltrados”,o gosto pelo público no filme foi evidente e isso refletiu nas bilheterias e nos comentários positivos,além de vencer o BAFTA e o Globo de Ouro de Melhor Dirteor,Mart
in Scorsese conseguiu,depois de sete indicações vencer o Oscar de Melhor Diretor e ainda fez bonito ganhando o prêmio de Melhor Filme.Seu discurso pode ser considerado um dos mais memoráveis da história,onde ele sutilmente critica a Academia por tê-lo ignorado todos esses anos: “Pode verificar se é meu nome que está nesse envelope” ou “As pessoas me paravam na rua e me perguntaram quando eu ganharia o Oscar” ditas com muito bom humor,ele foi aplaudido de pé por todos e ainda consagrado o Melhor Diretor Vivo
Podemos dizer que Martin Scorsese já fez muito pelo mundo e assume a posição de um dos melhores cineastas de todos os tempos e o melhor cineasta vivo,bem Martin Scorsese ainda está em vida,arrumando vários projetos e ainda deve estar longe de se aposentar,não por ele,ele não precisa mais do cinema para se provar como um ótimo diretor,mas por nós,o público,os cinéfilos e os críticos que precisam dele,e quem sabe quando ele deixar esse mundo,podemos dizer que ele não é mais o melhor diretor vivo,mas sim o melhor de todos os tempos!
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Ele vem aí
Nove dias…
O que esperar dessa cerimônia?
De cara, já sabemos que haverá uma polarização entre os dois grandes filmes do ano, Sangue Negro e Onde os Fracos Não Têm Vez, o que nos faz crer que provavelmente eles dividam os prêmios. Num ano tão bom quanto 2007, cheio de ótimas produções, realmente é duro selecionar apenas cinco, sempre ficarão alguns de fora. E o Oscar pode ser xingado de tudo, menos de ser um prêmio desonesto. Podem dizer que ele é conservador, bairrista e até injusto, mas desonesto nunca. Afinal de contas, teria que ser mais do que um congressista brasileiro para conseguir comprar mais de seis mil pessoas, de diversas nacionalidades (brasileiros entre eles) e espalhadas pelos quatro cantos do mundo.
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