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Super-Heróis: A Liga da Injustiça – º de *****
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Crítica:
Antes de mais nada, tentemos entender o que vem a ser humor non sense. Seria um humor ilógico, desconexo, baseado em situações surreais e propositadamente artificiais e absurdas. E um filme que siga esta linha de humor é, necessariamente, um filme ruim? Claro que não, muito pelo contrário. Uma produção cinematográfica que adota este estilo de humor geralmente é deveras criativa e, justamente pelo fato de ser desconexa e absurda, consegue ser hilária em virtude de sua falta de nexo. Este é o caso de filmes como “Top Gang”, “Corra Que a Polícia Vem Aí” e a trilogia “Monty Python”, sobretudo “A Vida de Brian” que é o meu filme de comédia favorito.
Mas o que acontece então quando uma obra de comédia almeja seguir a linha de humor dos filmes supracitados, mas não demonstra uma única gota de originalidade durante a sua execução? Acontece que temos uma enxurrada de lixos cinematográficos estadunidenses despejados sobre nós, pobres mortais, que nada temos a ver com a incompetência de profissionais (profissionais?!) da Sétima Arte que se responsabilizam por asneiras dispensáveis e deploráveis, como é o caso de “Todo Mundo em Pânico”, “Uma Comédia Nada Romântica”, “Deu a Louca em Hollywood”, “Os Espartalhões” e, mais recentemente, este “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” (que sem dúvida alguma possui a pior tradução de título da história de nossa nação, conforme já fora mencionado na pré-crítica desta produção) que conseguiu a façanha de ser pior que os demais filmes citados.
Ops, esperem um segundo, há uma forte ligação entre as obras (obras?! Gargalhadas) mencionadas, não há? Pois é, os repugnantes nomes dos ainda mais repugnantes Jason Friedberg e Aaron Seltzer estão ligados, de uma forma ou de outra, a todas elas. O problema é que, desta vez, eles conseguiram extrapolar as margens da mediocridade (e desta vez falo no sentido mais pejorativo o possível da palavra, e não referindo-me à qualidade de “mediano”, como sempre faço) e roteirizaram e dirigiram não só o pior filme do ano até então, como também o pior filme deste início de século e um dos piores filmes de todos os tempos (nossa, quanta redundância de minha parte! Creio que ainda estou afetado com a burrice do filme que acabei de assistir a pouco).
Uma coisa é uma produção seguir uma linha de humor demasiadamente absurda e desconexa fazendo-o com originalidade (como é o caso de “Monty Python – Em Busca do Cálice Sagrado”), ou, ao menos, eficiência (como é o caso de “Corra Que a Polícia Vem Aí” ou “Top Secret”), outra coisa é uma produção seguir a mesma linha de humor apelando a todas as “piadas-prontas” que se possa imaginar. Neste “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” temos todos os clichês do gênero que se possa imaginar: incluindo cenas com fezes de animais, arrotos, pancadas na bolsa escrotal, entre muitos outros recursos sem a menor graça, mas que, aqui, são utilizados à exaustão.
É claro que tais clichês não implicariam necessariamente em um grave defeito do filme caso os mesmos funcionassem, mas o problema é que, definitivamente, não funcionam. Falhas também são todas as tentativas que o longa emprega a fim de satirizar diversas produções atuais. Repare na patética tentativa que o longa realiza ao zombar a, já clássica, seqüência de “Onde os Fracos Não Têm Vez” em que o psicótico Anton Chigurh joga uma moeda para cima a fim de decidir o destino de sua vitima. A seqüência é descaradamente copiada por este “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” com a única diferença do resultado final, que acaba sendo outro, ou seja, eles imitam o filme, mas nem se preocupam em tentar satirizá-lo de forma decente.
Pior então é o que eles fazem com a ótima comédia “Juno”. O telefone em formato de hambúrguer utilizado pela adolescente protagonista da comédia roteirizada por Diablo Cody é substituído aqui por um hambúrguer de verdade. “Engraçado”, não? Pois é, “engraçado” e “criativo” (modo sarcástico desativado a partir de agora). Aliás, graça e criatividade são dois adjetivos que, em momento algum, parecem ter sido empregados durante os aproximadamente 90 minutos de projeção.
E já que a personagem Juno fora mencionada no parágrafo acima, é, no mínimo, ridícula e frustrante a atuação de Crista Flanagan, que satiriza, durante boa parte do filme, a personagem brilhantemente interpretada por Ellen Page. Além da garota protagonizar boa parte das piores piadas inseridas no roteiro, ela conta com maneirismos que não soam nem um pouco car
acterísticos se comparados aos que eram adotados pela personagem original. Quanto às demais atuações, nem perderei o meu tempo comentando-as, pois nem vale a pena.
A propósito, perda de tempo (e dinheiro, diga-se) é tudo o que você, caro leitor, conseguirá assistindo a esta bomba em larga proporção. Contando com um roteiro que consegue a façanha de despejar em seus espectadores uma piada sem graça a cada três segundos, “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” (por um acaso já comentei que este é o pior título que os tradutores nacionais já adotaram a uma obra cinematográfica estrangeira?) se revela um forte candidato a faturar os principais prêmios da próxima edição do Framboesa de Ouro, especialmente no que diz respeito a pior roteiro.
Ah, e antes que me esqueça, se pudesse aconselhar os produtores deste lixo da Sétima Arte (fica até estranho chamar isso de Arte), diria a eles que seria muito mais conveniente mudarem o título original do longa de “Disaster Movie” (“Filme Desastre”) para “Disaster of Movie” (“Desastre de Filme”). O quê? Meu trocadilho foi infame e sem graça? Pois é, admito que sim, mas de qualquer maneira foi mais eficiente que 90% das piadas inseridas nesta bomba cinematográfica, para se der uma idéia mais clara da mediocridade (e mais uma vez falo no sentido pejorativo da palavra) da mesma.
Avaliação Final: 0,0 na escala de 10,0.
Star Wars – The Clone Wars – *** de *****
Estava completamente atrasado (e ainda estou, diga-se) com relação à publicação das críticas dos filmes recentes aqui no Papo Cinema em virtude ao tempo que tive de me dedicar aos textos especiais que estive escrevendo recentemente sobre a saga “Star Wars”. Uma vez finalizados tais textos, nada melhor do que ser demasiadamente oportunista e regressar à sessão “Filmes Recentes” entrando no embalo da saga criada por George Lucas e escrevendo sobre o mais novo episódio desta, cujo título vem a ser: “Star Wars – The Clone Wars”. Quem leu os meus textos sobre os demais episódios da franquia deve ter percebido que, apesar de não conferir nota máxima a nenhum dos filmes, sou fã incondicional dos mesmos, sendo assim, é praticamente impossível eu ser objetivo, deixar o lado fanzóide inerte e, por mais que reconheça que este novo episódio contenha uma infinidade de defeitos, não há como negar o quanto ele conseguiu cativar-me, a ponto de me fazer sonhar com o mesmo durante esta noite (assisti ao longa no cinema, no dia 30 de agosto de 2008 às 19hs da noite).
Ficha Técnica:
Título Original: Star Wars: The Clone Wars.
Gênero: Animação/Aventura/Ficção Científica.
Tempo de Duração: 98 minutos.
Ano de Lançamento (EUA): 2008.
Site Oficial: http://www.starwars.com/clonewars
Estúdio: LucasFilm Ltda.
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation.
Direção: Dave Filoni.
Roteiro: Henry Gilroy, Steven Melching, Scott Murphy e George Lucas.
Produção: George Lucas, Catherine Winder e Sarah Wall.
Desenhista: Sianoosh Nasiriziba.
Música: Kevin Kiner.
Desenho de Produção: Dawn Turner.
Direção de Arte: Russell G. Chong e Darren Marshall.
Edição: Jason Tucker.
Elenco (vozes): Matt Lanter (Anakin Skywalker), Ashley Eckstein (Ahsoka Tano), James Arnold Taylor (Obi-Wan Kenobi), Dee Bradley Baker (Capitão Rex, Clones, Cody), Tom Kane (Mestre Yoda), Christopher Lee (Conde Dookan), Nika Futterman (Asajj Ventress), Ian Abercrombie (Chanceler Palpatine, Lorde Darth Sidious), Corey Burton (General Loathsom, Ziro, o Hutt), Catherine Taber (Padmé Amidala), Matthew Wood (Dróides de Batalha), Kevin Michael Richardson (Jabba, o Hutt), David Acord (Rotta, o Hutt), Samuel L. Jackson (Mace Windu) e Anthony Daniels (C3P-O).
Sinopse: Após ter o seu filho seqüestrado, o gangster Jabba, o Hutt, do planeta Tatooine, contata a República e o Conselho Jedi para fazer um trato com estes: caso consigam resgatar a criança, eles terão livre acesso às terras do planeta desértico, poderão realizar operações estratégicas e militares no mesmo e, principalmente, contarão com o apoio de Jabba na guerra contra os separatistas. Para obter êxito em tal resgate o Conselho Jedi envia Anakin Skywalker e a sua jovem Padawan, Ahsoka Tano, para liderarem um grupo de soldados que irão se empenhar na libertação do seqüestrado. Contudo, os separatistas, liderados por Conde Dookan, também têm um forte interesse em adquirir o apoio de Jabba e tentarão o possível a fim de prejudicar a missão liderada por Skywalker.
Star Wars – The Clone Wars – Trailer:
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Crítica:
De tanto ouvir a crítica especializada desmoralizar este “Star Wars – The Clone Wars” (agora o megalomaníaco George Lucas não autorizou nem mesmo a tradução do subtítulo do longa) acabei indo ao cinema sem muita expectativa para conferir o mesmo, mas ainda assim, na condição de fã absoluto da série, estava gratificado pela vida ter me dado mais uma oportunidade de poder assistir a mais um episódio desta incrível saga nas telonas. O resultado? Surpreendentemente, adorei o filme.
Que o mesmo conta com uma infinidade de defeitos, em especial os diversos furos de seu roteiro, isso não é nenhuma novidade, mas ainda assim considerei-o um longa divertidíssimo, além, é claro, de nos ofertar outra oportunidade de ficarmos frente a frente com personagens que nos cativaram outrora, como é o caso de Obi-Wan Kenobi, Anakin Skywalker e, certamente, Mestre Yoda.
A estória não deixa de ser interessante, em especial a premissa, mas há um grave problema inserido nela antes mesmo de o filme ter o seu início: a incompatibilidade desta com o subtítulo do longa. Quem vai aos cinemas imaginando que irá presenciar uma ampla abordagem sobre as famosas Guerras Clônicas (mencionadas por Luke Skywalker no quarto episódio da saga, no momento em que ele conhece Obi-Wan Kenobi e fica impressionado quando o segundo lhe revela que participou de tais conflitos) com certeza será negativamente surpreendido.
O roteiro, de fato, aborda ligeiramente as tais Guerras Clônicas, mas estas acabam sendo relegadas ao segundo plano, uma vez que a animação opta por retratar o rapto do filho de Jabba, o Hutt, e os esforços realizados pela República com o intento de resgatar a criança. Certamente é muito interessante assistirmos ao salvamento liderado por Anakin Skywalker e sua nova aprendiz, Ahsoka Tano, mas o problema maior está no propósito do mesmo.
Segundo os membros do Conselho Jedi, caso o resgate do filho de Jabba seja bem sucedido, o Hutt irá colaborar com eles na guerra contra os separatistas e o apoio deste é indispensável para a vitória da República. No entanto, há uma visível discrepância contida nesta missão: se o grande líder do planeta Tatooine é tão poderoso quanto os membros do Conselho Jedi prevêem, por que ele mesmo não se vê capaz de formar o seu próprio exército e resgatar o filho? Ao invés disso, a criatura pede auxílio aos Jedi que, utilizando unicamente dois de seus membros e mais alguns pouquíssimos soldados do gigantesco exército dos Clones, conseguem cumprir a tarefa que um exército inteiro, que aparentava ser tão poderoso a ponto de ser indispensável aos olhos da Federação, não se vê capaz de cumprir com êxito.
Mas os furos do roteiro, infelizmente, não param por aí. Principalmente se analisarmos este “The Clone Wars” da maneira que ele deve ser analisado, como um episódio de ligação entre o segundo e o terceiro capítulo da saga. Em “A Vingança dos Sith”, ficou mais do que claro que um dos maiores motivos que fizeram com que Anakin pendesse ao lado escuro da Força foi justamente a falta de confiança que o Conselho Jedi lhe depositava, relegando-o à posição de um mero coadjuvante, quando na verdade, este, em virtude de seu forte orgulho, almejava ser o protagonista de muitas missões.
Neste “The Clone Wars”, no entanto, o mesmo Conselho que, futuramente, viria negar a Anakin a liderança de missões menos complexas alegando que o jovem Padawan era muito pré-potente, impulsivo e despreparado para tal, atribui ao mesmo, incongruentemente, a responsabilidade de liderar uma tarefa de alta periculosidade, cujo fracasso poderia vir a resultar na derrota da República, durante um dos momentos mais conturbados de toda a sua história.
Incongruente também é a decisão do roteiro que opta por inserir duas personagens cujos destinos ficam em aberto com o término da película. Refiro-me à Ahsoka Tano (que, ao contrário da grande maiori
a das pessoas, não me irritou profundamente. Longe disso, gostei da inserção da mesma na trama, conforme comentarei mais em breve) e a vilã Asajj Ventress. Se a intenção deste “The Clone Wars” era funcionar como um episódio de liga ao segundo e ao terceiro capítulo, por que então tivemos a inserção de duas personagens que nem ao menos voltariam a aparecer em qualquer um dos dois episódios (“O Ataque dos Clones” e “A Vingança dos Sith”) da saga? Se ao menos o roteiro tivesse se incumbido de dar um destino às mesmas, mas nem isso ele fez, simplesmente as inseriu na estória e esqueceu-se de que, no terceiro episódio, nenhuma das duas nem ao menos aparecem e / ou recebem uma singela menção, que seja.
Mas nem tudo no filme são defeitos. Não, muito pelo contrário. É verdade que o roteiro de “The Clone Wars” conta com uma infinidade de furos e erros, conforme fora previamente mencionado, e a animação falha gravemente ao tentar funcionar como amálgama entre “O Ataque dos Clones” e “A Vingança dos Sith”, mas se o analisarmos apenas como uma obra de entretenimento, este se revela uma ótima opção.
Contando com seqüências de aventura cujo alto nível de adrenalina somente uma animação poderia nos proporcionar (uma vez que esta confere uma vasta gama de movimentos aos personagens que, se fossem feitos de carne e osso, não contariam com a mesma flexibilidade), o filme é pura tensão, do intróito ao cabo, e suas cenas de ação são extremamente cativantes e envolventes, sobretudo as lutas de sabre de luz.
Evidentemente que nenhuma luta de sabre de luz inserida neste “The Clone Wars” se equipara ao conflito travado entre Qui-Gon Jinn, Obi-Wan Kenobi e Darth Maul em “A Ameaça Fantasma”, ou ainda ao duelo entre Mestre Yoda e Conde Dookan em “O Ataque dos Clones” e, principalmente, à luta travada entre Obi-Wan Kenobi e Anakin Skywalker em “A Vingança dos Sith”, mas não há como negar que a adrenalina proporcionada através dos duelos travados entre Obi-Wan Kenobi e Asajj Ventress, Anakin Skywalker e Conde Dookan (este, inclusive, infinitamente superior à luta ocorrida entre os mesmos protagonistas no início de “A Vingança dos Sith”) e o dificílimo combate entre Ahsoka Tano e três dróides de última geração é fortíssima e faz com que o filme valha cada centavo de seu ingresso.
Muito tem-se comentado também sobre a personagem Ahsoka Tano e o quão irritante esta é. Particularmente, a mesma não conseguiu causar-me quaisquer espécies de neurastenia ou coisas do tipo. Muito pelo contrário, confesso ter me surpreendido com a jovem Padawan. As habilidades presentes nela são incríveis e o trabalho desempenhado pela garota revela-se de suma importância para o êxito da missão. É claro que as vestimentas e os trejeitos egípcios que a caracterizam se mostram um tanto o quanto artificiais e oportunistas (uma vez que Ahsoka caminha, durante boa parte do filme, pelos extensos desertos de Tatooine, que muito nos remete à lembrança do Egito), mas creio que este seja o único detalhe que tenha me deixado verdadeiramente indiferente com a presença da garota (além, é claro, de o roteiro não ter previamente justificado o porquê desta simplesmente não aparecer e, nem ao menos ser mencionada, no terceiro episódio da saga, conforme já fora citado alguns parágrafos acima).
Um outro aspecto que tem sido muito criticado negativamente neste mais novo episódio que carrega o nome da brilhante franquia cinematográfica “Star Wars” é a qualidade técnica de sua animação. Em tempos onde personagens desenhados se mostram quase tão reais quanto personagens de carne e osso, tamanha a evolução tecnológica desenvolvida pelos estúdios da Pixar e da Dreamworks (em especial o primeiro), como é o caso do carismático robozinho protagonista do excelente “Wall-E”, era de se esperar que este “The Clone Wars” conta-se com uma qualidade gráfica bem mais avançada do que a que fora definitivamente apresentada aqui.
No entanto, não sou destes críticos que analisam um filme tomando por base uma outra obra cinematográfica. Olhando por este prisma e analisando “The Clone Wars” individualmente, podemos chegar à conclusão que, se a animação não faz jus a um “Wall-E” ou a um “Kung Fu Panda” no que diz respeito à sua parte gráfica, ela, ao menos, se mostra demasiadamente satisfatória neste quesito e, além de seus personagens terem sido muito bem desenhados, a movimentação destes é bastante convincente (salvo a movimentação ocular, que é a única restrição que faço aos mesmos).
A trilha-sonora também tem sido alvo de críticas extremamente negativas, principalmente vindas por parte dos saudosistas que idolatravam John Williams. Certamente, a genialidade de Kevin Kiner nem ao menos arranha a do compositor responsável pela trilha da saga original, em especial quando o filme se inicia e tomamos ciência de que a clássica música de abertura teve alguns acordes acrescentados, fato que adiciona algumas “gordurinhas” desnecessárias à mesma, mas não há como negar que a mescla de New Metal com Heavy Metal foi uma idéia genial de Kiner (apesar de eu detestar o primeiro sub-gênero musical citado) e torna as seqüências de ação do longa ainda mais eletrizantes do que elas já seriam por si só.
A direção de Dave Filoni também é uma característica que se revela bastante satisfatória. Durante o início do filme, as câmeras se movimentam com bastante versatilidade a fim de acompanhar as batalhas travadas entre a República e os separatistas no planeta Kristophsis. Com o desenrolar da trama, no entanto, a direção de Filoni vai perdendo o seu ritmo, mas ainda assim se mostra satisfatória e convincente o bastante a ponto de chamar a atenção do público até o seu último segundo de projeção, conferindo sempre muita dinamicidade ao longa.
Em suma, “Star Wars – The Clone Wars” é uma animação que conta com inúmeras falhas e furos em seu roteiro e se revela demasiadamente frágil se a analisarmos como um capítulo que serve de amálgama entre o segundo e o terceiro episódios. Contudo, analisando-a individualmente, a animação é bem feita e funciona com bastante eficácia se tomarmos esta apenas como uma obra descompromissada de entretenimento. Seus aspectos técnicos são muito satisfatórios, Dave Filoni realiza uma direção competente, a trilha-sonora, apesar de não se equiparar à de John Williams nem nos sonhos mais bizarros que o espectador possa ter, confere ainda mais ritmo às fascinantes e estonteantes seqüências de ação (estas que, de longe, são a maior qualidade do filme) e os personagens, apesar de conterem algumas falhas, são interessantes em sua maioria.
Avaliação Final: 7,0 na escala de 10,0.
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