Posts Tagged ‘Oscar’
Oscar 2009 – Comentários Sobre a Premiação

Melhor Filme:
Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
Angelina Jolie – A Troca
Melissa Leo – Rio Congelado
Meryl Streep – Dúvida
Josh Brolin – Milk – A Voz da Igualdade
Robert Downey Jr. – Trovão Tropical
Philip Seymour Hoffman – Dúvida
Michael Shannon – Foi Apenas Um Sonho
casse e Fincher certamente marcaria presença aqui.
Bolt – Supercão
/div>
Austrália
The Betrayal (Nerakhoon)
“Down to Earth”, WALL-E
Auf der Strecke (On the Line)
Vencedores e total de prêmios:
O Curioso Caso de Benjamin Button – 3 Oscar (Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem, Melhores Efeitos Visuais).
Milk – A Voz da Igualdade – 2 Oscar (Melhor Ator e Melhor Roteiro Original).
Batman – O Cavaleiro das Trevas – 2 Oscar (Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Edição de Som).
O Leitor – 1 Oscar (Melhor Atriz).
Vicky Cristina Barcelona – 1 Oscar (Melhor Atriz Coadjuvante).
Departures – 1 Oscar (Melhor Filme Estrangeiro).
Wall-E – 1 Oscar (Melhor Animação).
A Duquesa – 1 Oscar (Melhor Figurino).
Man on Wire – 1 Oscar (Melhor Documentário).
Spielzeugland (Toyland) – 1 Oscar (Melhor Curta-Metragem).
Smile Pinki – 1 Oscar (Melhor Documentário em Curta-Metragem).
La Maison en Petits Cubes – 1 Oscar (Melhor Curta de Animação).
Total de palpites acertados – 17 (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Documentário, Melhor Animação, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Mixagem de Som, Melhores Efeitos Visuais).
Total de palpites errados – 7 (Melhor Ator, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Curta, Melhor Curta de Animação, Melhor Documentário em Curta-Metragem, Melhor Canção Original e Melhor Edição de Som).
Percentual de acertos: 70,8%.
Percentual de erros: 29,2%.
Comentários finais:
Para um ano que eu mesmo julgava ser tão previsível, até que errei bastante. O percentual de 70,8% de acertos foi uma boa média, mas não posso me gabar muito levando em conta a previsibilidade desta 81ª Edição do mais importante prêmio do Cinema.
Contudo, devemos levar em conta que muitos prêmios foram verdadeiramente surpreendentes, como é o caso de Melhor Curta, Melhor Documentário em Curta-Metragem e, principalmente, Melhor Filme Estrangeiro.
Outros prêmios não foram necessariamente surpreendentes, mas sim difíceis de se deduzir, como é o caso de Melhor Ator, onde todos, inclusive este que vos escreve, apostavam em Mickey Rourke e o prêmio acabou caindo nas mãos de Sean Penn e Melhor Edição de Som, pois por mais barulhento que “Batman – O Cavaleiro das Trevas” seja (algo que o tornava provável vencedor), “Quem Quer Ser um Milionário?” estava ganhando tantos prêmios que imaginei que fosse faturar este também, uma vez que venceu um prêmio parecido no Bafta.
Melhor Curta de Animação e Melhor Canção Original errei de teimoso mesmo. Estava na cara que “Jai-Ho” venceria o segundo prêmio citado, mesmo com toda a adoração em cima de “Down to Earth”, e também era óbvio que “La Maison en Petits Cubes” estava ganhando muito mais força que “Presto” ultimamente, além de trazer uma mensagem ambiental em seu contexto, algo que a Academia adora (uma pergunta retórica agora: “Qual vocês acham que foi um dos motivos que fizeram a entidade gostar tanto de “Wall-E” e dar Melhor Animação a ele, além de indicá-lo a Melhor Roteiro Original?”).
Mas se não acertei tantos filmes quanto gostaria, ao menos pude assistir a quase tantos filmes quanto eu realmente adoraria. É claro que, dentre as produções indicadas a Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Documentário, Melhor Curta-Metragem, Melhor Documentário em Curta-Metragem e Melhor Curta de Animação, encontrei dificuldades terríveis em conferi-las, pois moro no interior de São Paulo e estes filmes raramente chegam aqui, mas no que se refere à parte “mainstream” da premiação consegui conferir todas as produções, salvo “A Duquesa” que concorria a Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte (venceu o primeiro) e “Um Ato de Liberdade” que concorria a Melhor Trilha Sonora.
Bem, encerro aqui os meus comentários sobre o Oscar 2009, mais tarde farei um breve (e este será breve mesmo) comentário sobre o Framboesa de Ouro 20
09.
Um grande abraço a todos!
Daniel Esteves de Barros – Editor do Cine-Phylum.
Oscar 2009 – Comentários Sobre a Cerimônia

Porém, a culpa não é toda do ator. Afinal de contas, o roteirista do Oscar (que já está no cargo, sabe-se lá o porquê, há vinte anos), cujo nome já nem me lembro e nem faço lá muita questão de me lembrar, não tem capacidade de criar piadas novas e realmente engraçadas. Veja os números musicais, por exemplo. Boa parte deles se dedicaram a citar, do modo mais artificial o possível, o nome dos indicados a Melhor Filme. É claro que fazer uma música envolvendo os títulos das principais obras da noite não consistiria necessariamente um erro (apesar de soar oportunista de um modo ou de outro) caso o compositor tivesse trabalhado as canções de um modo mais sutil, coisa que ele não faz. Logo, sobra para Jackman tentar emendar os “buracos” deixado pelo fraco roteiro com uma infinidade de piadinhas insossas e números musicais bregas, conforme podemos conferir mais abaixo.
O que dizer então do homenageado da noite? Ao invés de homenagearem Paul Newman, falecido a pouco, homenageiam um dos humoristas que mais me causam repulsas. Refiro-me a Jerry Lewis. Ok, humor é algo muito pessoal, é difícil você encontrar duas pessoas que achem graça na mesma piada. Por exemplo, quando disse ao Radamés (co-editor daqui do Cine-Phylum), enquanto assistia à transmissão, que achava Lewis péssimo ele se revoltou, disse que o cara é um gênio, um ícone, e que ninguém fazia/faz humor pastelão como ele faz (e quanto a Grourcho Marx, Radamés?). Em seguida mencionei: “não vejo graça nele!” e ele emendou sucintamente: “disse bem: VOCÊ não vê graça nele!”. Francamente, não sou só eu. Conheço, ao menos, umas cento e quinze pessoas, além de mim, que não vem (sem circunflexo?) a menor graça nele. Dentre estas pessoas encontram-se, é claro, intelectuais e cinéfilos de verdade.
Lewis era um fracassado, seu humor era patético, ridículo e conseguia a façanha de ser inferior ao de Jim Carrey. Ao menos Carrey consegue ser sem graça sozinho, já Lewis, para ser apenas sem graça, dependia completamente de Dean Martin. Quando separou-se do mesmo, o “comediante” (gargalhadas) deixou de ser apenas sem graça e passou a ser realmente insuportável.
Creio que a cerimônia, ao invés de perder tempo com imbecis e fracassados que fariam um grande favor à humanidade caso tivessem falecido por falta de ar durante o próprio parto, deveria ter homenageado Paul Newman, que nos deixou ano passado e tem uma importância muito maior ao Cinema. Ou já que era para se homenagear um humorista, que tal Jack Lemmon (que não era necessariamente comediante, mas já fez muitas comédias fantásticas como “Quanto Mais Quente Melhor”, “Se Meu Apartamento Falasse” e “Demônio de Mulher”) ou Graham Arthur Chapman (em ambos os casos seriam homenagens póstumas), do Monty Python, que eram muito melhores? O quê? Queriam homenagear um comediante vivo? Ótimo, Woody Allen é uma excelente pedida. Ou melhor ainda, John Cleese, ex-colega de Chapman no Monty Python (e Cleese era o mais engraçado de todos). Ah, mas eles queriam mesmo era homenagear Lewis pelo trabalho humanitário que este fez/faz, não é mesmo? Oras, e o que o Oscar tem a ver com causas humanitárias e filantrópicas? Deixem isso para as igrejas e casas de apoio. O Oscar deveria mesmo é se preocupar com o verdadeiro talento do artista, e não com o que ele faz ou deixa de fazer quando não está diante das câmeras. Enfim, é complicado. Falar sobre comédia é comentar sobre algo muito introspectivo e subjetivo.
E quanto ao grande acontecimento da noite: a entrega do Oscar póstumo a Heath Ledger? Bem, o Oscar foi entregue, os familiares (pais e irmã) do ator subiram no palco, proferiram um discurso clichê, embora sincero (e sejamos francos, algumas vezes não se pode fugir do clichê, e este é um desses casos), receberam o prêmio em nome de Heath, e depois foram-se embora. Simples assim. Pois é, o único momento, digamos, diferente da noite, não teve destaque algum. Comentei isso com uma jovem carioca amiga minha, a Juliana, que já postou algumas vezes por aqui (e dentre outros assuntos que comentamos durante a cerimônia de entrega do Oscar deste ano, este foi um dos poucos relevantes, já que passamos boa parte do tempo discutindo a ‘gostosura’ (ou não) de Jessica Alba, Scarlett Johansson e Rebecca Hall. Papo estranho para se desenvolver entre uma heterossexual e um assexuado, não?) e ela também achou a homenagem a Ledger curta demais. Comentei com o Radamés, ele me lembrou de que o ator já fora homenageado no Oscar do ano passado, mas aí eu pergunto: por que não homenageá-lo novamente, já que, teoricamente, ele recebeu um prêmio importantíssimo este ano? Enfim, o Oscar 2009 foi tão apagado que a cerimônia não soube nem ao menos se aproveitar do que era para ser os seus momentos mais marcantes, como o Oscar póstumo de Ledger e o prêmio de Penélope Cruz, entregue pelo seu parceiro no ótimo”Vic
ky Cristina Barcelona”, Javier Barden.

Kate Winslet a tempos vinha sendo indicada, mas não levava nada. As pessoas se questionavam: “quando Kate irá levar uma estatueta?”, “quando a Academia reconhecerá o seu trabalho?”. Aí ela faz um ótimo trabalho em “O Leitor” (não que seja digno do Oscar que levou, mas enfim…), recebe todos os principais prêmios que precedem o Oscar e, adivinhem, é lançada como favorita para faturar a sua tão sonhada estatueta. Todos sabiam que ela iria vencer, mas certeza mesmo, só depois de ouvir o seu nome sendo anunciado como ganhadora. E, de fato, ouvimos o nome dela, só que do modo mais indelicado o possível. Oras, há muito tempo esperávamos que a moça vencesse o prêmio, e quando chegou a vez desta vencer, é claro que queríamos ter a sensação de suspense, aquele dramatismo que é sempre empregado antes de mencionar o nome do vencedor. Entretanto, Cotillard simplesmente diz: “…E o Oscar vai para Kate Winslet”. Isso mesmo! Simplesmente diz: “…E o Oscar vai para Kate Winslet” e não faz uma única pausa (muito menos suspense) para tal.
Agora, imagine você, caro leitor, se herdasse uma fortuna de um parente distante e a pessoa incumbida de lhe dar a notícia dissesse abruptamente: “seu tio, que mora em uma região entre a Ucrânia Meridional e os Cafundós do Judas, faleceu, e você herdou toda a fortuna dele, ficando multimilionário!”. Certamente você teria um enfarto, não? Pois é, e não fosse a obviedade da vitória de Winslet, creio que um enfarto seria justamente o que ela teria em virtude da falta de sutileza da anunciação do prêmio.
Mas o pior eu deixo para o final. Se a gafe cometida por Marion Cotillard durante o anúncio da vitória de Winslet já quebrou ligeiramente o suspense da premiação, o que dizer então da falta de lógica com a qual os organizadores da cerimônia sequenciaram a distribuição de seus prêmios? Em primeiro lugar, por que cargas d’água colocou o prêmio de “Melhor Atriz Coadjuvante”, um dos mais importantes da noite, para abrir a cerimônia? Por que colocaram Melhor Ator Coadjuvante tão distante do final, sendo que, para muitas pessoas que estavam assistindo à premiação, o mais interessante da noite seria o Oscar póstumo de Heath Ledger? Por que entregaram “Melhor Roteiro” tão cedo, sendo que este é um prêmio que, praticamente, prevê quem vencerá “Melhor Filme”? E a mesmíssima coisa eu digo de “Melhor Diretor”, por que o colocar antes de “Melhor Ator e Atriz”? Será que foi para tornar a festa ainda mais previsível do que ela já seria por si só (afinal de contas, quem ainda não tinha certeza absoluta de que “Quem Quer Ser um Milionário?” se consagraria o grande vencedor da noite?)? Será que é por que eles adorariam perder a audiência em virtude da previsibilidade que se instaurou na cerimônia mediante a esta lógica desconexa das apresentações de cada premiação em cada categoria?

Enfim, o Oscar de 2009 foi, de fato, o mais carregado de erros dos últimos anos (e por que não dizer, de todos os tempos?) e não deverá mais ser lembrado daqui a algum tempo. A premiação pode até ter realizado a façanha de superestimar um filme independente e transformá-lo em um dos maiores vencedores de todos os tempos, mas ainda assim, a cerimônia foi completamente apagada e será esquecida com o passar de dois ou três anos, bem como “Quem Quer Ser um Milionário?”, o maior homenageado da noite, cujo título pessoa alguma ouvirá falar com o passar do tempo.
Diferentemente de 2008, a cerimônia de 2009 foi digna de ser eliminada de nossa memória.
Ah, sei que é extremamente fútil, mas assim mesmo gostaria de atribuir uma nota à cerimônia (e refiro-me à festa em si, não aos vencedores da mesma):
Avaliação Final: 3,0 na escala de 10,0.
Oscar 2009 – Chutômetro – Parte Final
Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Direção
Danny Boyle por Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Roteiro Original
Milk – A Voz da Igualdade
Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Ator
Mickey Rourke por O Lutador
Melhor Atriz
Kate Winslet por O Leitor
Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger (óbvio) por Batman – O Cavaleiro das Trevas
Melhor Atriz Coadjuvante
Penolope Cruz
Melhor Animação
Wall-E
Melhor Filme Estrangeiro
Valsa Com Bashir
Melhor Edição
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Fotografia
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Figurino
A Duquesa
Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Trilha-Sonora
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Canção-Original
Down to Earth – Wall-E
Melhor Mixagem de Som
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhor Edição de Som
Quem Quer Ser um Milionário?
Melhores Efeitos Especiais
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Documentário
Man on Wire
New Boy
The Conscience of Nhem En
Presto
Saldo da Aposta dos Indicados ao Oscar 2009
m ator que trabalhou em um filme que não receberá nenhum prêmio durante a cerimônia? Pois é, acontece que os votantes decidiram quebrar alguns paradigmas e colocar um papel menos, digamos, sério para concorrer ao troféu em questão. Fora Downey Jr., os demais candidatos eram ridiculamente previsíveis e a indicação deles era mais do que óbvia, principalmente Heath Ledger que, certamente ficará com o prêmio póstumo.
Melhor Animação:
Comentários Pós-Oscar
Ai, ai, ai… de que maneira eu poderia me desculpar com relação aos inúmeros erros que tive em minha previsão para os vencedores do Oscar 2008®? Eu bem que poderia dizer que muitos filmes ganharam inesperadamente, o que de fato ocorreu, mas acredito que grande parte de meus erros tenha ocorrido em razão a minha teimosia. Tudo realmente indicava que “Onde os Fracos Não Têm Vez” iria levar os prêmios de Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e até mesmo Montagem, que acabou perdendo para “O Ultimato Bourne” (esta que, para mim, fôra a maior surpresa de todo o Oscar®), mas ainda assim decidi apostar numa surpreendente e, por que não dizer, improvável vitória de “Sangue Negro” nesta reta final.
O resultado é que o filme dos Coen, assim como todos esperavam (salvo esta mula teimosa que vos escreve), foi o grande destaque da noite do Oscar® e faturou quase todos os principais prêmios.
O que achei da premiação? Justa, até certo ponto. É óbvio que em virtude de meu fanatismo incondicional por “Sangue Negro” estava torcendo pela obra-prima de Paul Thomas Anderson, mas o fato de “Onde os Fracos Não Têm Vez” ter levado o prêmio não me deixou necessariamente magoado (decepcionado, viria mais a calhar nesta hora).
O fato de um filme extremamente inovador ter levado o prêmio principal demonstra que, felizmente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não está mais tão conservadora quanto antigamente. Sempre disse que “Sangue Negro” era um filme mais redondinho e tinha mais a cara de Oscar® que “Onde os Fracos Não Têm Vez”, mas a vitória do filme dos Coen sobre a obra de Anderson demonstrou, ao menos, que os membros da Academia estão valorizando cada vez mais os projetos ousados e arriscados.
Outro acontecimento que me deixou extremamente satisfeito na referida noite foi a vitória de Marion Cotillard sobre Julie Christie. Ambas as atrizes se saíram muitíssimo bem em seus respectivos filmes e mereciam a vitória, contudo, seguindo a lógica de que o bairrismo e o ufanismo dos membros da Academia chega a ser exacerbado, era muito mais provável a vitória de Julie Christie, que fez uma atuação em língua inglesa. Felizmente os votantes decidiram fazer justiça e premiaram Cotillard, que se mostrou um pouco mais competente que Christie em sua composição. De uma só vez matou-se dois coelhos com uma cajadada só, a Academia esqueceu-se da fama que possui de proteger sempre os seus queridinhos (no caso, Christie) e decidiu premiar uma atriz que, individualmente falando e esquecendo-se de sua carreira e da carreira de sua concorrente, mereceu levar o prêmio para casa e esqueceu-se também da fama de bairrista, que só premia atores e atrizes que compõem papéis em língua inglesa, não levando em conta o talento destes (lembram de quando Fernanda Montenegro perdeu o Oscar® para a apenas razoável Gwyneth Paltrow?).
Nem tão imprevisível quanto o prêmio de Melhor Atriz foi o prêmio de Melhor Roteiro Original. Para ser sincero, era bem previsível a vitória de Diablo Cody, mas a verdade é que sempre ficávamos com um pé atrás graças ao passado da roteirista. Todos sabem o quão conservadores são os votantes e o quanto eles repudiam pessoas e/ou atos que fujam dos princípios da moral cristã e/ou judia (no caso, judia viria mais a calhar, tendo em vista que a maior parte dos membros que constituem a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas seguem tal religião) e, mesmo tendo todo o favoritismo a seu lado, foi surpreendente vermos uma ex-stripper recebendo um prêmio tão importante em uma cerimônia tão conservadora como é o Oscar®.
Em suma, fiquei deveras decepcionado com alguns resultados da 80ª festa de entrega do Oscar® (fiquei mais decepcionado ainda com os inúmeros erros de dedução que tive ao elaborar meus palpites sobre os prováveis vencedores), mas no geral, gostei, e muito, de ver os membros da Academia inovando e deixando o seu característico conservadorismo de lado.
____________________________________________________________________










English
Español
Niederlande
Français
Русский
Italiano
日本語
Svenska
Deutsch
Suomen