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Rocco e Seus Irmãos – ***** de *****

Vendo aqui a resenha de Daniel sobre tal filme,venho atribuir a esse gigante do cinema uma segunda opinião,dessa que,não somente é meu Visconti favorito,como também é um gigante entre os filmes que já vi na vida.

Um pequeno texto que havia escrito em maio/2008,quando vi o filme:

Rocco e Seus Irmãos (1960,de Luchino Visconti)

Visconti agora foi elevado ao nível gênio,terceira obra dele que vejo e uma sempre melhor que as outras, esqueça ‘O Leopardo’ a obra-prima dele é esta:

A jornada de uma família que era feliz e não sabia e ficou infeliz sabendo disso.Visconti crítica a hipócrisia em família,que tenta colocar belos porta-retratos paea tamparem as rachaduras de sua parede,e as rachaduras desse filme aparecem de forma claraOs cinco irmãos que vão aos poucos tomando destinos diferentes,mas a ação de cada um ainda influência na reação do outro e é claro da figura materna que eles tentam proteger.Inveja,saudades,amor…todos os sentimentos que os envolve,eles se amam ou tentam se amar,junto a isso,Visconti ainda traça o perfil indivudaul de cada um e coloca caracteristicas bem particulares para eles.As coisas só se agrava quando Rocco se apaixona por Nádia,a ex-ficante de seu irmão mais velho Simone,era o que precisava para a família se abalar de vezCenas marcantes estão presentes nessa obra-prima,alguymas mostrando a verdadeira felicidade escondida por trás de uma fantasia infeliz,que é logo no início na seqüência que neva e eles proucuram emprego,cenas fortes como o estupro de Nádia,a briga de rua entre Rocco e Simone e o assassinato.
Milão é fria,assim como as relções em família pouco-a-pouco se transformam.

Simone entra para a lista dos personagens mais desprezíveis que o cinema já pôde fazer,e fica lá,bem ao lado de figuras como Johnny Friendy,Charle Foster Kane,Fred C. Dobbs,enfermeira Ratched ou Mr. Potter.

Sessão Nostalgia – parte 3: Lawrence da Arábia (1962)

O ano era 2007,precisamente março de 2007.Nada de mais,ainda existia muitos clássicos do cinema norte americano e inglês que eu não havia visto,ainda não conhecia bem o cinema brasileiro,nem o oriental e nem o europeu. No entanto “Lawrence da Arábia” era mais que uma obrigação não cumprida,era a vontade sedenta de assistir um épico,gênero a qual sou fã. Lembro bem que naquele mesmo mês a professora de Literatura marcou um trabalho sobre poetas romanticos. Meu grupo saiu com Alvares de Azevedo e montamos um roteiro para a filmagem de “Noite na Taverna”. Era sexta,uma nove da noite quando ligo para uma amiga revoltado,eu estava vendo “Lawrence da Arábia” e falava com ela que nunca poderiamos filmar,afinal com que recursos fariamos um filme que fosse visualmente tão belo quanto Lawrence?Bem,ela apenas respondeu que com certeza ninguém na classe havia assistido “Lawrence da Arábia” para comparar!

É estranho como certas coisas insistem em pendurar na nossa cabeça por anos e outras desaparecem em apenas dias. Me lembro bem dessa conversa por telefone,dela toda e não só do trecho postado aqui,porém me lembrava pouco da estória (ou história) desse grande clássico. Sabia apenas que ele era um dos meus favoritos,como sabia?Ora,sentindo. Hoje,tendo passado dois anos vejo de novamente com olhar mais atento e afirmo que não acho “Lawrence da Arábia’ uma obra tão genial quanto achava outrora. Acho melhor!

David Lean se ratifica como gênio,anteriormente lançando dois clássicos “Oliver Twist” e “A Ponte do Rio Kwai”,”Lawrence da Arábia” se mostra o melhor filme dele,o filme que arrebatou todos os prêmios que concorreu e hoje a obra-prima do diretor,e não para pouca coisa. Lean constroi um retrato detalhado da vida do enigmático T.E. Lawrence e coloca em uma riqueza incrível como ele uniu tribos arabes afim de combater os turcos,e não esquecendo do cenário político e militar da época. Lean filma como ninguém,explora os recursos visuais que tinha. Lendas dizem que eles acordavam de de madrugada apenas para pegar o nascer do Sol no deserto,ele explora tudo que tem tão a fundo,que encerrados as pouco mais de três horas e meia de filme,o pensamento que temos é único: Nada mais poderia ser encaixado ali dentro

O Sol nascendo e as viagens pelo deserto,assim como as explosões do trem,Lawrence sendo açoitado ou o fabuloso desfecho no carro cria um leque de cenas que marcam o filme por completo,lá não existe A CENA marcante,e sim uma continuidade onde a próxima cena é melhor que a anterior e assim vai,deixando o filme fixado na memório por completo,e então vai naquela: ou você lembra de tudo ou deleta o filme todo da cabeça.Engana-se quem pensa que apenas de cenas é feito “Lawrence da Arábia”,o filme conta com diálogos magnifícos,frases marcantes de um homem culto que constantemente entra em conflitos com pessoas de culturas diferentes, diálogos e respostas que vão além de coisas simples e que não estão ali apenas para dar um que notório ao filme,estão ali pois precisam esta,e elas revelam muito da situação ou do carater de cada personagem,e entre elas a mais magnífica “Um Homem pode ser o que quiser”. Será mesmo?Sim ou não,Lawrence consegue viver assim

Poucos atores são tão injustiçados pelo Oscar quanto Peter O´Toole,ele aplica um tom inglês fantástico em seu personagem,cara séria e sem emoção,frieza ao se expressar,voz nunca sai do tom normal,cria Lawrence como um heróis as avessas (dizem que um dos maiores erros da carreira de Marlon Brando foi ter recusado esse papel) aquele herói de idéias e atitudes,mas que não demonstra heroismo,e se por um lado é herói,pelo outro o protagonista mostra-se arrogante,pretencioso,ora se comparando a personagens biblicos,ora se intulando como milagreiro de um povo,pelo menos em se tratando do protagonista o filme conseguiu equilibrar em uma imparcialidade rara no cinema.Alec Guinness e Anthony Quinn se destacam entre os coadjuvantes

Com uma fotografia absurdamente boa,talvez a melhor que o cinema já viu,acompanhando as viagens pelo deserto com uma das trilhas sonoras mais inesquecíveis, “Lawrence da Arábia” se firma como obra-prima intocada pelo tempo,um filme que mostra o prazer em fazer o impossível virar o possível,um relato histórico em proporções extraordinárias,um conto de um homem que nem Homero escreveria melhor,referência estética e técnica,figurinos nunca vistos antes e especialmente a ousadia de um cineasta que fez de seu filme um dos mais complexos e influentes que o cinema já viu.

Ah,quanto o trabalho do Alvares,apresentamo bons cartazes,eu fiz um resumo detalhado de Noite na Taverna para a turma e a garota fez analises ótimas de A Lira dos Vinte Anos,fechamos o trabalho,porém o vídeo não chegou a serconcluido,na verdade gravamos 10-15 minutos de imagens,foi ótimo.Hoje Alvares de Azevedo é um dos meus poetas favoritos!

Sessão Nostalgia – parte 2 : "A Primeira Noite de um Homem" (1967)

O ano era 2006,ou o final de 2006.Lembra daquela lista que a AFI fez em 1997 elegendo os cem melhores filmes norte americanos?Bem,”A Primeira Noite de um Homem” estava em sétimo lugar,e sem assistir o filme,Ricardo falava mal dele,não apenas mal,mas muito mal,ridicularizava,era inaceitável uma comediazinha romantica ocupar tal posição (oh época que se seguia as listas hein?).

Dizem que filmes bons em TV aberta passa apenas de madrugada,e em dezembro de 2006 passava na Globo,eu preferi virar para o canto e dormir,mesmo estando e férias.Em janeiro de 2007 acabei alugando o filme,apenas para quase completar de ver o TOP 10 da AFI (ainda faltava Lawrence da Arábia).Bem,digo aqui que nunca em minha vida eu estive tão enganado a respeito de um filme como estive em “A Primeira Noite de um Homem”

Em 1967 o filme de Nichols provava de uma vez por todas que comédia romântica não é sinônimo de filmes banais e que assusntos como adultério,envolvimento com pessoas mais jovens e busca pela liberdade poderia ser colocado com um humor afiado e não crítico,e ainda fazendo rir…bem antes de Meg Ryan banalizar as comédias românticas com suas porcarias,Nichols faz um oposto de seu filme anterior “Quem tem Medo de Virginia Woolf?” e cria um ambiente leve,porém Nichols também faz igual ao seu filme anterior e arranca ótimas atuações do elencoBenjamin é um persongame singular,talvez o mérito não tenha sido de Dustin Hoffman,em inicio de carreira,que se saira mal nos testes,mas mesmo assim fez o filme,ou talvez tenha sido…mas o persongem tem uma tragetória magnífica durante todo o filme.Indo do garoto sufucado pelos pais e a sociedade,proucupado e ansioso por um futuro incerto,passando pelo jovem que aprendeu a viver de verdade,com a ajuda da inesquecível Senhora Robinson (e suas maravilhosas pernas),ele muda o penteado de cabelo,aprende a fumar,começa uma vida só a diversão,confronta os pais e muda sua rotina e chegando ao louco apaixonado que finalmente acha um objetivo na vida…objetivo com nome e sobrenome: Elaine Robinson.Ao contrário do que se pensaria,Ben é sim um personagem complexo,o desenvolvimento dele acontece de maneira tão sutil que aos menos atento passaria despercebido

“A Primeira Noite de um Homem” conta com algo impressionante,diria uma das 20 melhores direções que o cinema já viu em sua história. Mike Nichols se apresenta como gênio em criar sua estória,ele aplica sua experiência com o teatro adquirida pelos anos de carreira e sua experiência com o cinema adquirida em seu primeiro filme,”Quem tem Medo de Virginia Woolf?” e cria algo original,revolucionário e novo. Os movimentos de câmera são fantásticos,Nichols a posiciona nos lugares mais inusitados e diferentes,pega os ângulos mais inacreditáveis de seus personagens e faz movimentos muito interessantes,e o melhor,nenhum posicionamento de câmera está lá apenas por estar,todos tem sua finalidade diferente,a exemplo de quando Ben vê Senhora Robinson nua no quarto,ele vira a cara,o rosto dela não é mostrado,então em rápidos movimentos mostra partes do corpo dela,como se Ben olhasse se rapidamente se lembrasse do proibido,outra posição é quando Ben está na roupa de mergulho e se percebe ali toda a limitação do persongem,ele não houve e não vi muito mais do que aquilo,apenas obdece (e depois dessa cena ele decide proucurar Senhora Robinson),cena fantástico se da quando Ben vê que perdeu Elaine e a câmera começa a se afastar da Senhora Robinson.Nichols foi magnífico,e engana-se quem acha que ele foi apenas um diretor técnico,o principal responsável por impedir que os personagens caiam em caricaturas foi ele,e quando o roteiro,mesmo com todos os diálogos afiados,ameaça desandar e a personagem mais incrível do filme é esquecida,é Nichols quem segura toda a sua obra prima

Chegamos a personagem mais incrível do filme,seria clichê começar a resenha falando dela,o ícone máximo e uma das melhores coisas que “A Primeira Noite de um Homem” deixou para o cinema,me refiro a uma das maiores personagens,a inesquecível Senhora Robinson.Anne Bancroft e Mike Nichols junto construiram uma das melhores vilãs que o cinema já viu,e diria sem exagero que os pontos mais altos do filme é quando a sensual mulher está presente.É Senhora Robinson sim,ela não tem um primeiro nome e nem faz questão de revelar,a mulher casada que seduz Ben de maneiras incríveis
“Senhora Robinson,está tentando me seduzir?”
“Não tinha pensado nisso”

Os melhores diálogos estão com ela e ela responsável pelas duas mudanças que acontece na vida do nosso protagonista,é ela que mostra um mundo mais sexo e drogas,ela o seduz em cenas hilárias e diálogos inesqueciveis,como na primeira vez de Ben
“- Você não está esquecendo de nada?”
“-Eu queria falar que estou gostando de tudo isso e…”
“-Ben,eu me referia ao número do quarto”
Ben entra no quarto e o arruma de maneira discreta.Ela entra e acende a luz,e quando ele a beija,ela solta uma baforada de fumaça…cenas assim constroem o humor de “A Primeira Noite de um Homem” e fazem da Senhora Robinson um ícone do cinema.A mulher que fuma um cigarro atras do outro: liberdade!!!E se Benjamim tem a segunda mudança em sua vida,onde decide levar a sério o relacionamento com a filha da Senhora Robinson,ela se mostra “bem desagradável” e é muda novamente a vida dele. Ela é na verdade a estrela do filme

Tão protagonista quanto a Senhora Robinson são as músicas cativantes que tocam ao longo do filme,dando um toque especial para o mesmo.”A Primeira Noite de um Homem” não marcou apenas o cinema,mas como também minha vida,é fabuloso,engraçado,foge do simplório e criou verdadeiros ícones e referências,um filme obrigatório

Sessão Nostalgia parte 1 – Diários de Motocicleta (2004)

Já estava pensando em fazer isso há algum tempo,mas a falta de coragem não deixava,nesta quinta feira tomei coragem: uma sessão nostalgia!Pegaria quatro filmes que faz tempos que não vejo,que vi apenas uma vez e que gostaria de ver novamente.A briga foi feia na locadoura,foi difícil escolher os quatro filmes,mas eles sairam:
- A Primeira Noite de um Homem
- Diários de Motocicleta
- Lawrence da Arábia
- Janela Indiscreta

Sessão Nostalgia parte 1 – Diários de Motocicleta (2004)

Falar que lá em 2005,Ricardo querendo iniciar uma vida cinéfila,grande admirador de Che Guevara (da pessoa Che Guevara e não do mito ou dos ideais Che Guevara),um filme como esse não seria um grande desafio de assistir.Esperava muito.Ganhei mais,ganhei um dos filmes que mais me marcou como pessoa,e ganhei dois idolos a mais: Walter Salles e Gael Garcia Bernal

O primeiro prova porque é melhor no que faz,faz do filme uma mistura de denúncia com biografia,aventura e comédia,balança a câmera,chama a atenção: PORRA,VOCÊ FAZ PARTE DISSO. Mostra pouco a pouco a viagem de dois amigos rumo ao desconhecido,a imaturidade e como aos poucos vão vendo e sentindo a verdadeira América Latina subdesenvolvida.”… talvez…Mudou em mim”,a evolução dos personagens são claras ao passar do filme,os dólares que os fizeram não comer foram doados a um casal comunista,os agricultores sem terras foram parados e ouvidos,o ápice é na bela cena onde Ernesto Guevara atravessa o rio.Aquilo é fazer cinema

O sengundo mostra porque é o melhor em sua geração,Gael foi um dos poucos que cresceu e se tornou um gigante sem pedir ajuda à Hollywood,em “Diários de Motocicleta” tem atuação bem feita,traços do jovem Ernesto que viria a se tornar um dos maires mitos do século XX estão presente,o jeito de falar “che’,a idealização de apenas uma américa,o desprezo por hierarquias impostas,mas ao mesmo tempo Gael não perde a mão ao mostrar um homem jovem de 23 anos que não deixa de ser um homem jovem de 23 anos

A Parte Física da América Latina é mostrada lindamente,rios,flotestas o nosso continente abençoado pela mãe natureza.Monumentos históricos ganham proporções gigantes…junto dessa beleza natural,mas ao mesmo tempo quase fazendo um paralelo com ela vem a parte humana,os ricos são pobres,os pobres mais pobres ainda e os doentes apenas miseráveis.Nesse quadro deprimente vem algo que nos coloca em xeque: Alguma coisa mudou?Em 2005 minha professore de Geografia insistia em dizer que sim,muita coisa mudou para melhor,porém eu insisto em dizer que os problemas apenas modernizaram e qualquer um que resolvesse fazer a mesma viagem veria o mesmo que os olhos de Ernesto viram.Em meio a tudo surgi um coadjuvante que se destaca em toda a história,e não falo de Granado,amigo de 30 anos e mentalidade de 15 do jovem che,falo de La Poderosa,a motocicleta que da título ao filme e que se destaca,colocando aspecto de aventura em um gigante so século XX

“Diários de Motocicleta’ foi justamente premiado com o Oscar de Canção Original,”El Otro Lado del Rio” encanta de forma pura nosos ouvidos e emociona,como todo o filme emociona.Walter Salles criou uma obra prima,um filme que enche nossos olhos e toca fundo em nosso coração,não se espante se ele também permanecer em sua cabeça por anos e anos.

CENA DE CINEMA

O cinema é mágico!Cinema é roteiro,cinema é música,cinema são atuações.O cinema pode ser várias coisas,mas acima de tudo,são um conjunto de cenas,porém existem aquelas cenas que marcam,cenas que ficam martelando em nossa cabeça por dias,por meses ou até anos depois.
Cenas que sobrevivem ao tempo,que são copiadas em outros filmes e cenas que acabamos usando até em nosso dia-a-dia
Faço aqui uma seleção das 100 Melhores Cenas da História do Cinema,claro que a lista tem traços muito pessoal.
Concordam com as cenas?Discordam delas?
Fiquem a vontade para opinar!

Ps1:Foi priorizado apenas uma cena por filme

Ps2:Algumas cenas podem conter spoiler

100º LA LUNA (1979)
Bartolucci choca com a história do filho drogado que tem complexo de Édipo,na seqüência em que o filho tem uma overdosa,a mãe tenta ampará-lo e é surpreendida ao vê-lo levando sua mão para que ela a masturbe

99º MAR ADENTRO (2004)
Um filme que trás belíssimas imagens,nos coloca uma em especial,magem que nunca chega a acontecer na realidade,mas que revela todo o sonho de um paralítico,interpretado por Javier Bardem.É incrível ver a cena em que seu personagem sonha em poder se levantar e correr rumo a janela,e depois disso saltar e voar,voar para sua liberdade

98º MISSÃO: IMPOSSÍVEL (1996)
A cena recriada em “Missão:Impossível” já virou uma marco nos filmes de ação de todos os tempos.A seqüência em que Tom Cruise fica pendurado perto do chão,a poucos milímetros.A trilha sonora auxília a cena,mas o grande diferencial é a gota de suor que cai de seu rosto e ele,astuto a segura em sua mão

97º LUA DE FEL (1992)
Uma das grandes representações de cult-erótico no cinema,a seqüência do Iogurte,por si só já justificaria o filme

96º O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1998)
Os 30 minutos inciais da obra já justificam por si só todo o filme.O dia D representado por Steven Spielberg é excepcional,ele não poupa imagens,mostra de perto a estratégias de guerra e o sofrimento daqueles que recebem tiro

95º GRITOS E SUSSURROS (1972)
A cena que Maria se corta co um caco de vidro para tentar chegar ao orgasmo é um ponto alto de “Gritos e Sussurros”,porém é na cena das três irmãs,mais a empregada caminhando juntas,que vemos toda a beleza e sutileza da fotografia do filme…e toda a hipócrisia por trás das personagens

94º A NOITE AMERICANA (1972)
Truffauzinho roubando as fotos de “Cidadão Kane”Fim de mistério!

93º MORTE EM VENEZA (1972)
O que levaria um homem bem sucedido a se mudar totalemente?Em ‘Morte em Veneza”,a cena que o maestro vai se maquiar e arrumar novo penteado revela toda a obcessão que ele tem pelo garoto,e como o amor doentio o transformou

92º JANELA INDISCRETA (1954)
A direção totalmente em primeira pessoa de Hitchcock é crucial para o ponto alto de Janela Indiscreta”,sentimo tão inertes como James Stewart ao ver por um binócolo,sua namorada invadindo a casa de um possível assassino paa continuar a investigação paranóica que ele começou.A angustia na face do personagem ao ver o dono da casa entrando na casa e a namorada fugindo (olhando apenas pelas janelas) e não poder fazer nada é ótima,mas não seria melhor se nós tam´bém não setissimos as mesmas angustias

91º TOURO INDOMÁVEL (1980)
Nunca se viu tanto realismo em ringues de Box como aquele que Martin Scorsese se propôs a dirigir na cena em que Jack LaMotta perde sua luta em ‘Touro Indomável”

90º NOIVO NEURÓTICO,NOIVA NERVOSA (1977)
Engraçada a cena em que Annie chama seu noivo até seu apartamento para matar uma aranha.é interessante ver na cena a relação dos dois,que apesar de serem totalmente diferentes e de starem separados,um precisa sempre do outro

89º INTINTO SELVAGEM (1991)

O que dizer das cruzadas de perna de Sharon Stone,mais marcante que próprio filme,as pernas daquela mulher faz o grande diferencial de “Instinto Selvagem”,fazendo até a tecla “voltar” do controle remoto quebrar,na tentativa de repetir a cena de novo,de novo…

88º A LISTA DE SCHINDLER (1993)

Cenas frias e tocantes se fundem na obra-prima de Steven Spielberg,ele nos leva a toda crueldade dentro dos campos de concentração e nos choca com cenas fortes.Amoen Goeth brincando de tiro ao alvo com os judeus é cetamente uma cena que não despercebida

87º O PAGADOR DE PROMESSAS (1962)
A câmera de Anselmo Duarte pega ângulos impecáveis na cena final de “O Pagador de Promessas”,onde Zé do Burro chega a morrer para cumprir a promessa que fez à santa,depois de morto,pendurado em sua cruz,o padre tem que ceder a população enfurecida que quer levá-lo para dentro

86º SONHOS (1990)
Não há uma cena em “Sonhos” que não seja o significado mais puro de arte,não existe uma cena que não represente pintura em forma de cinema.Um destaque especial vai para a bela seqüência do casamento das Raposas.A dança exótica e o figurino estranho trazem uma beleza inesplicável para a cena,e não desperta apenas a curiosidade do garoto que as observa,mas também de todo o público que a vê

85º LADRÕES DE BICICLETA (1947)
Qual a maior lição que um pai pode deixar para o filho.Na representação máxima do neo realismo italiano,Vittorio deSicca mostra o quanto a realidade pode doer,mostrando um pai que tenta roubar uma bicicleta apenas para poder trabalhar,e sem ele vê,seu filho pequeno observade longe toda a cena do roubo

84º ROCKY (1976)
O treinamento de Rocky,sendo movido a uma marcante trilha sonora é o ponto mais alto do filme,e até hoje aquela trilha sonora é lembrada como uma das melhores

83º O FRANCO-ATIRADOR (1978)
A seqüência angustiante em que o personagem de Christopher Walker joga roleta russa.A angustia do personagem de deNiro pedindo que ele volte para a casa e a loucura que o personagem de Walker adiquiriu durante a Guerra do Vietnã deixam a cena ainda melhor

82º A BELA E A FERA (1990)
A beleza de animação chega a um ponto extraordinário na perfeita cena em que a Bela e a Fera dançam em um baile feito apenas para dois.Os personagens todos estão bem encaixados no cenário e a música de Celine Dion da um toque especial para a cena

81º O SHOW DE TRUMAR (1998)
Peter Weir filma muito bem,uma cena simpática e muito bem montada,quando Trumar,descobrindo a farça em que vive,pega o barco e vai rumo a liberdade,até bater em um falso cenário

80º GHOST (1990)
O trio Whoopi Goldberg;Demi Moore e Patrick Swayze dão um show a parte em “Ghost” na cena da moeda,onde a personagem de demi não acredita na vidente charlatã,o marido (em fantasma) pede que ela passe a moeda por baixo da porta e a faz flutuar diante dos olhos da amada.Um show romantico.

79º A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA (1971)
O espírito de liberdade dos adolescentes funcionam como nunca na cena da festa na piscina.Onde só se pode nadar nu,e quem vai pela primeira vez é obrigado a se despir no trampolim.O jeito que a jovenzinha faz isso é mais que interessante,é fascinante

78º LOUCA OBSESSÃO (1990)
Grande Kathy Bates,grande James Caan,ambos protagonizaram perfeitamente a fatídica cena da marreta,onde a louca Annie Wilkes arruma uma solução para não deixar seu escritor fugir.A personagem de Kathy Bates segurando a marreta e dando os dois golpes cruciais para quebrar de vez as pernas do escritor marcaram.A cara de louca dela e a agonia dele,a cena funciona com perfeição

77º SINDICATO DE LADRÕES (1954)
>Terry Malloy finalmente vence a luta contra o sindicato,ele finalmente vence Johnny Friendly,mas como ele venceu sozinho,tem que chegar ao final sozinho.E depois de ser espancado ainda agüenta a chegar na porta para inicar um dia de trabalho.Força de vontade e determinação são mostradas na cena.Ótima atuação de Marlon Brando

76º LUZES DA CIDADE (1932)
A satisfação de ver a cega vendedora de flores reconhencendo o vagabundo que fingia ser rico e conseguiu pagar a cirurgia para sua visão é romântica.Ela o reconhece pelo toque das mãos.Lá começava um grande romance.Ou não!

75º RÉQUIEM PARA UM SONHO (2000)
O pertubador desfecho de “Réqueim para um Sonho” é uma demosntração fria e crua sobre as conseqüências do uso de drogas.Quatro cenas se revezam com maestria:a mulher que fica louca,o homem que faz trabalhos obrigatórios,a mulher que se prostitui para drogas e o garoto que perde o braço

74º QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (1959)
Poucas cenas arrancam tantas risadas como a seqüência do vagão do trem,em que Sugar faz massagem,acarecia e deita junto a Jerry/Daphne,e ele,sendo ela é obrigado a resistir àquela mulher,a seqüência continua com uma festa improvisada,cheia de mulheres bonitas do vagão da própria Daphne.Os gritos que Jack Lemmon faz são hilários

73º TUBARÃO (1975)
Dizem que “Tubarão” é 50% de Steven Spielberg e 50% de John Williams.A cena do tubarão se aproximando sempre com aquela trilha sonora arrepia e mostra uma seqüência verdadeiramente clássica

72º EDWARD MÃOS DE TESOURA (1990)
Isolado em sua torre,depois de recriminado por toda uma sociedade que Edward teve que viver,ele começa a fazer as esculturas de gelo,e leva a neve para as pessoas.Estaria ele reprsentando a frieza em seu coração ou apenas dando um toque belo a vida das pessoas?

71º DOGVILLE (2003)
“Tem coisas que devemos fazer nós mesmos”,depois da marcante cena em que ela promove uma chacina por toda Dogville

70º TRÊS HOMENS EM CONFLITO (1966)
A cena final de “Três Homens em Conflito” coloca o público em uma estranha felicidade pensativa.O bom mandando o feio subir na forca,depois de entregar todo o dinheiro e por fim atirando de longe,como nos velhos tempos,nos coloca uma certa satisfação de que o filme deu tudo de si,e ali tinha chegado em seu ponto máximo

69º AMADEUS (1984)
Com certeza a seqüência mais marcante do filme é a de Mozart compondo a sinfonia final,mas como aquela seqüência é muito dividida em partes,como cena,o filme tem outra tão marcante quanto,Amadeus faz uma peça musical homenagiando seu pai,depois de morto.A peça é macabra,é criticada,mas é um show de imagens,com direção de arte impecável,musicas a medida certa e figurino perfeito,fazendo nos sentir trasportados pera aquela época.F. Murray Abraham com seus olhos invejosos da platéia da uma satisfação maior para a cena

68º PULP FICTION (1994)
Só mesmo Tarantino para fazer um gângster citar versículos biblicos antes de fazer sua vítima,Samuel L. Jackson obriga a ouvirem o Ezequeil 25:17

67º OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS (1952)
Na grande maioria dos filmes de Marylin Monroe ela não deixa o egocentrismo de lado e interpreta sempre ela mesmo,por isso acho que ela é mais estrela que atriz,mas quem vai dizer que ela não se interpreta muito bem?Na performace do musical que que Marylin canta “Diamonds are a girl´s best friend” vemos todo o seu glamour e temos a dúvida se quem está cantando ali é a personagem ou a própria Marylin

66º JULES E JIM (1962)
François Truffaut foi um dos homens que mais defendeu um novo estilo de fazer cinema,um estilo em que o diretor se mostrava o centro de todo o filme e que todo o filme deveria andar em harmonia com o diretor.A representação máxima desse estilo acontece em uma corrida que Jules,Jim e a mulher apostam em uma ponte.A câmera se movimenta de maneira irregular,ela treme,ela filma os personagem realmente cansados.Truffaut nos trasporta para dentro de sua obra prima e nos faz acompanhar de perto a corrida

65º GLADIADOR (2000)
Depois de uma difícil batalha no coliseu,Maximus revela ao Imperador sua verdadeira identididade,a interpretação fria de Russel Crowe e o medo nos olhos de Joaquim Phoenix fizeram toda a cena,em que o Gladiador ameaça o Imperador

64º FANTASIA (1940)
Uma cena marcante,que mostrou a Dinsey em perfeita boa forma.Mickey Mouse em frente ao caldeirão é conhecido até mesmo por quem nunca assitiu a esse clássico

63º METRÓPOLIS (1926)
O burguês arquiteta o malicioso plano para deter os proletariados em uma revolução.A cena em que um novo robô é apresentado a ele ficou clássica,o que está em jogo ali não é só o robô que iria confundir a cabeça dos trabalhadores e os levar a auto-destruição,a cena vai mais a fundo e mostra Fritz Lang prevendo o futuro e deduzindo quem vai substituir o ser humano

62ºRAIN MAN (1982)
Marcante dobradinha feita por Dustin Hoffman e Tom Cruise na cena em que os palitos de dente caem no chão.Os olhos indiferentes e em seguida assustados de Cruise são marcantes quando ele vê que o irmão acertou a quantidade de palitos que cairam no chão

61º O PIANISTA (2002)
Resistindo a uma guerra em razão de sua música,e depois de tudo ainda arruma forças para tocar para um grande público,tendo finalmente o sucesso que merece.E como nosso pianista é ovacionado!

60º A NOVIÇA REBELDE (1965)
O musical mais lucrativo de todos os tempos,tem sua cena marcante logo nos minutos inicias,com Maria dançando perto de umas montanhas.O cenário perfeito para a personagem de Julie Andrews poder cantar e dançar com os braços abertos,sentindo tudo a seu redor

59º LAWRENCE DA ARÁBIA (1962)
Lawrence volta pelo deserto apenas para salvar um homem.Belíssima cena em que ele foge do nascer do Sol no mesmo deserto,e interessante ainda o que ele teria que fazer com o homem que ele se arriscou para salvar na continuidade do filme

58º ALIEN,O OITAVO PASSAGEIRO (1979)
Ridley Scott criou uma cena que virou clássico do horror em seu terror-ficção.O nascimento da criatura que está dentro de um dos tripulantes da Nostromo ficou marcado na história do cinema.O jeito frio que a cena é conduzida mostrando cada detalhe do Alien saindo da barriga do homem mistura-se com os outros personagens olhando impassíveis e incrédulos

57º OS SETE SAMURAIS (1954)
O ato final de “Os Sete Samurais” era para ser feliz,mas estranhamente nos sentimos mal em seu desfacho.O mestre Kurosawa deu tanta foco em seu heróis que não aguentamos ver quatro cruz mostrando quatro corpos ali enterrados no final,e a cena fica ainda mais reflexiva quando os samurais que sobreviveram vêem as pessoas da vila comemorando.Afinal,eles venceram os bandidos,mas isso custou a vida de quatro amigos

56º CARRIE,A ESTRNHA (1976)
Depois de ser levada ao baile e coroada rainha,sangue de porco é jogada em cima de Carrie pelas patricinhas que fingiam serem suas amigas.A garota usa seus poderes paranormais para se vingar da escola do pior jeito.Coloca fogo no ginásio onde acontece a festa e fica assistindo as pessoas tentando se livrar do fogo.Criativo e interessante a cena que Brian dePalma criou em seu filme de estréia

55º DR. FANTÁSTICO (1964)
A sátira de humor negro sobre a Guerra Fria tem uma parte especialmente cômica,onde um míssel sendo atirado na URSS e consequentemente trazendo a destruição do mundo,carrega um soldado em cima,e como senão bastasse ele ainda se dá o trabalho de gritar “yahooooooo”!

54º TITANIC (1998)
Muitos tem uma aversão muito grande a “Titanic”,minha aversão pelo filme não é grande,mas ela existe,mas como o que está em questão aqui é a cena e não o filme,”Titanic” tem pelo menos uma passagem que merece destaque (e confesso que merecia até uma posição mais elevada),J
ack e Rose na ponta do navio sentindo o vento com os braços abertos é lembrada até hoje,e é a marca maior do maior suceso de bilheteria até hoje

53º MATRIX (1999)
Os Irmãos Waschowski usaram uma técnica tão simples em sua obra-prima,mas tão simples,que ficamos horrorizados em perceber que ela nunca havia sido usada antes (e como abusaram dela após o filme).O recurso de câmera lenta fez da cena em que Neo escapa das balas disparadas pelo Sr. Smith um clássico do cinema,que com certeza será lembrada daqui a muitos anos,talvez até mais do que o próprio filme

52º KING KONG (1933)
A mais curiosa história de amor do cinema carrega a sua grande cena,e com certeza,levando em considreação a época de lançamento do filme,uma das mais difíceis de filmar.Kong leva a sua amada para o alto do Empire State Building e lá é atacado por várias aeronaves.O público fica em dúvida se assuta-se coma cena ou apaixona-se coma cena

51º O ENCOURAÇADO POTENKIM (1925)
A cena da escadaria…
A mesma que inspirou a fatídica cena de “Os Intocáveis”

50º CASABLANCA (1942)
Poucas histórias de amor tem um filme tão poético,e fogem tanto dos clichês,como o ato final de “Casablanca” fez.A despedida de Rick e Ilsa no aeroporto mostra até onde podemos sacrificar nossos próprios desejos por um ideal,o final surpreende devido a índole do personagem de Humphrey Bogart e ainda mais pela marcante frase “Sempre Teremos Paris”

49º OS INTOCÁVEIS (1987)
Cena inspirada da obra-prima “O Encouraçado Potenkim”,a seqüência da escadaria se mantém como uma das cenas mais memoráveis.Um carrinho de bebê descendo a escadaria,um homem precisando ser preso e uma seqüência de tiroteio.Passagens marcantes

48º O REI LEÃO (1994)
Com um nascer do sol fantástico,embalado na letra marcante “Circle of the life”,criada por Elton John,e o ritimo africano feito por Lebo M,estava lá a cena mais bela já feita pela Disney,um início totalmente musical,e mesmo em uma animação tudo parecia até real.Cena que chega em seu ápice quando Rafik,lá de cima de uma pedra,apresenta Simba para todos os animais do reino.

47º A ESCOLHA DE SOFIA (1982)
O proprio nome do filme já revela sua cena marcante.A escolha de Sofia,onde ela tem que escolhr entre a filha ou o filho.

46º FORREST GUMP (1994)
Poucos não se emocionam com a simpática vida de Forrest Gump,muitas deixaram a emoção falar mais alto em um dos pontos altos do filme,onde ele corre de outros meninos que o perseguem.As pernas improvisadas se soltando,misturada com amarcante trilha sonora e é claro um incentivo da amada (Corra Forrest,corra!) faz da cena um dos pontos altos do filme

45º INDIANA JONES – OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981)
O modo como somos apresentados a um dos maiores heróis da história do cinema,marcou e marca até hoje e por várias vezes é plagiada a cena em que Indiana Jones corre,fugindo e uma gigantesca pedra redonda que vai átras dele.Vemos ali o impossível e o possível juntos e temos a verdadeira sensaçõ do que é aventura

44º TEMPOS MODERNOS (1936)
Charles Chaplin pode se orgulhar por ter criado um dos maiores,senão o maior,ícone do cinema: Carlitos,em “Tempos Modernos”,ele nos brinda com uma das mais cômicas cenas já filmada,e não se trata da fatídica seqüência das engrenagens,e sim da crítica feita ao capitalismo,Carlito fica louco de tanto trabalho e acaba levantando uma bandeira vermelha e assumindo a liderança de um grupo de trabalhadores revoltados,o detalhe é que ele não sabe que acabou virando líder e levanta a bandeira sem saber o que está representando

43º O BEBÊ DE ROSEMARY (1967)
Roman Polanski foi corajoso em gravar a cena mais polêmica de seu suspense.Em um sonho,Rosemary se vê fazendo parte de um ritual secreto,em que é amarrada é submetida a várias coisas.Os participantes da seita são os bondosos vizinhos e o próprio marido.O problema é que o ritaul realmente aconteceu na estória.Planski foi corajoso em gravar a cena,pois sua mulher morreu em um ritual bem parecido com o que vemos durante o filme

42º PERFUME DE MULHER (1992)
É sempre bom ver a habilidade de um veterando em uma atuação marcante,Al Pacino faz da cena em que seu personagem,um ex-oficial cego dança tango com uma mulher um clássico absuloto do cinema.A cena de “Perfume de Mulher” cai no gosto dos cinéfilos e se destaque por ter ficado mais popular do que o próprio filme em questão

41º BONEQUINHA DE LUXO (1961)
A delicadeza e a beleza de Audrey Hepburn ajudam a criar uma cena marcante na história do cinema.O romance “Bonequinha de Luxo” tem suas surpresas,mas nada marca mais que a cena inicial,em uma quinta avenida deserta,onde a personagem de Hepburn anda,impecável e de repente acena para um táxi e vai embora.Marcante

40º O EXORCISTA (1973)

O demônio possuindo a menina já assustou a muitos,mas nenhuma cena no épico de Terror marcou tanto quanto a garota virando a cabeça 360? graus

39º BEN-HUR

William Wyler filmou nesse épico uma cena trabalhosa e marcante.A corrida de cavalos que revela a máxima competitividade entre os ex-amigos,agora inimigos mortais Judah e Messala entrou para a história do cinema,e merecidamente,é de se acompanhar com os olhos grudados na tela

38º A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1947)
-Você quer a Lua?
-E o Que eu Faria com ela?
-Você pode comê-la

Um traço de felicidade antes da vida de ambos os protagonistas virarem ao avesso

37º CÃES DE ALUGUEL (1992)
A loucura de Mr. Blonde e o ódio aos policiais assume seu ápice quando ele,em uma dança macabra,com música de cultura pop,arranca a orelha do policial amarrado em uma cadeira.Só a cena já vale o filme

36º O PODEROSO CHEFÃO – PARTE 3 (1991)
Quem assiste ao filme de Coppola,torce durante todos os 180 minutos para ver a péssima atriz Sofia Coppola desaparecer de lá,na cena em que sua personagem morre,quem rouba a cena dela é logo Al Pacino que faz uma atuação incrível,vemos o sofrimento e o susto estampado em seu rosto.Pertubadora cena muda

35º O MÁGICO DE OZ (1939)
Antagonica,clássica e até mesmo batida a cena de “O Mágico de Oz”,um jogo deslumbrante de cores e personagens bem caracterizados fazem da cena onde Doroth canta “Over in the Raibown” na estrada de tijolos amarelos uma passagem marcante na história do cinema

34º MOULIN ROUGE (2002)
A magia e o amor estão no ar,e nessa cena estão literalmente no ar.Nicole Kidman e Ewan McGregor caminha em uma plataforma flutuante ao som de “Came What May”,fantástica declaração ao amor desse musical

33º A GENERAL (1926)
Quem conseguiria fazer uma cena de ação tão perfeita em uma época em que os recursos cinematográficos eram escasso?Certo,Buster Keaton na fatídica cena onde uma locomotiva anda sob uma ponte pegando fogo e cai em um riacho.A cena hoje é simplória,na época,inovadora

32º PERSONA (1966)
Uma cena intrigante e extremamente difícil,onde as personagens de Liv Ullmann e Bibi Andersson se fundem em uma só,elas viram uma mulher de duas caras,a cena,mesmo nunca tendo acontecido,e fantástica e tem importância fundamental para a estória

31º A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (1967)
Sra. Robinson tenta seduzir Benjamim de qualquer maneira,na cena em que ambos estão sozinhos em casa e ele pergunta: “Sra. Robinson,está tentando me seduzir”,tudo é hilário,até ela levantando o vestido e usando as pernas para seduzi-lo sem se conformar com o fracasso das tentativas

30º ACONTECEU NAQUELA NOITE (1935)
A cena da carona,dirigida com toda a leveza de Frak Capra.
Muitos já tentaram copiar,nenhum conseguiu se igualar

29º APOCALYPSE N
OW (1979)
Toda a crueldade em volta da Guerra do Vietnã é mostrado nesse clássico filme de guerra.Muitos se lembram dos helicopeteros sobrevoando a praia,cena clássica do filme

28º UM CORPO QUE CAI (1958)
A direção do filme não poderia ser melhor,o suspense conta com a cena perfeita,em que Hitchcock mostra todo o seu talento.Ao mostrar o personagem de James Stewart vestindo uma mulher conforme a mulher que ele amava e que se matou.A cena dele a trasformando na imagem que tinha a outra vai sendo conduzinda lentamente,e vamos sentindo todo o impacto dela

27º UM SONHO DE LIBERDADE (1994)
Talvez a liberdade seja o bem mais preciosos para um homem,e nós não saibamos disso,o personagem de Tim Robbins sabe bem disso,e a prova é a cena antagônica de “Um Sonho de Liberdade”,quando ele consegue fugir da cadeia e da ditadura de um comandante.A cena de seu personagem abrindo os braços e sentindo a chuva chega a perfeição

26º DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (2004)
O neo realismo italiano,parece estar na América Latina,nas andanças do jovem Che Guevara pelo continente eles encontram um hospital de leprosos,onde o próprio hospital fica do outro lado de um rio da colônia em que eles estão.É de encher os olhos a cena em que Ernesto Guevara,mesmo sofrendo com asma,atravessa um rio frio à noite para passar seuaniversário com os leprosos.É um grito a favor da inclusão,e tudo ao som da fantástica “Del Otro Lado del Rio”

25º MARY POPPINS (1965)
A visão de babá perfeita apresentada pela Disney e representada por Julie Andrews tem uma cena marcante,e ela está logo no início,onde a babá perfeita chega em uma ventania,sombria aberta e está ela voando,vindo dos ceús para trazer alegria para a vida de duas crianças ignoradas pelo pai

24º CIDADÃO KANE (1941)
Orson Welles coloca o tom sombrio de sua obra prima,e para isso ele precisa de menos de dois minutos,rapidamente ele mata seu protagonista e coloca o mistério do filme todo ali,a boca de C.F.Kane abrindo-se para falar “Rosebud” e logo depois o enfeite que cai de suas mãos anunciando a morte do mesmo.A direção é pefeita e detalhada,o mistério já está lá

23º BELEZA AMERICANA (1999)
Uma trilha Sonora marcante,a direção segura de Sam Mendes cria uma cena que acontece apenas na cabeça do personagem de Kevin Spacey,mas que ninguém reclamaria se realmente acontecesse durante o filme.A ninfeta que representa toda a beleza americana deitada nua,petálas de rosas tampam o seu corpo e petálas de rosas caem em cima dela.

22º UMA RUA CHAMADA PECADO (1952)
Uma das cenas mais memoráveis da história do cinema.O rude Stanley se readmindo e tentando reconquistar o amor de Stella,a cena da chuva com Marlon Brando ajoelhado gritando “Hey Stella” marcou o cinema de uma forma inesplicável,porém o mais engraçado é,depois do término da cena a vizinha fala que Stella sempre volta para ele

21º ÚLTIMO TANGO EM PARIS (1971)
Marlon Brando e Maria Schneider estão perfeitas no máximo do erotismo do cinema.
Falar de”Último Tango em Paris” é apenas pedir para que lembrem da cena da manteiga

20º E.T. – O EXTRA TERRESTRE (1982)
É de se admirar a capacidade que Steven Spielberg tem de criar cenas memoráveis para o cinema,em E.T. ele faz uma das cenas mais encantadoras e mais lembradas até os dias de hoje.Et mostra a sua magia e faz a bicicleta voar,deixando apenas a silhueta de um garoto com a bicicleta em frente a lua cheia.Formidável

19º O PECADO MORA AO LADO (1955)
A cena mais sexy e sensual da história do cinema,e o interessante é que ela não é,e nem precisa ser vulgar.A vizinha Marylin Monroe deixa a sensação boa de um vento passar por suas pernas,e se deliciando com isso vemos ela segurando a saia que insiste em levantar.É de deixar qualquer um louco

18º MAGNÓLIA (1999)
Paul Thomas Anderson monta um drama tão bem,que até uma chuva de sapos chega a fazer sentido.No momento que uma dúzia de personagens estão vivendo o momentos máxima de conflito,estão preste a perdição total,desaba do céu uma chuva de sapos,que faz todos repensarem seus problemas.Genial!

17º 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)
Stanley Kubrick faz de sua obra prima ainda mais enigmática,e também mais complexo ao final do filme,quando nasce a estrela-homem,quando nasce um novo ser vivo.Quando,depois de uma jornada pelo auto conhecimento o homem se vê renascendo ou…ah interprete como quiser,como já dizia o próprio Kubrick: se alguém entendesse o final de 2001,seu objetivo não seria cumprido

16º HAIR (1979)
Poucas cenas em musicais foram tão engraçadas como a seqüência dos hippies em uma festa da alta sociedade,as roupas largadonas deles em contrate com as roupas elegantes dos anfitriões e convidos,e o melhor vem na seqüencia em que Berger começa a cantar em cima da mesa.Ele andando em cima da mesa em frenta a um monte de ricos horrorizados é hilário

15º A DAMA E O VAGABUNDO (1955)
Pare e pense!Qual é o beijo mais memorável da história do cinema.Dúvido que muitos não tenham pensado em “A Dama e o Vagabundo”,na história de amor do cão Vagabundo e da cachorrinha Lady e acima de tudo do magnífico jantar,como,eles vão se unindo através de um fio de espaguete e terminam em um grande beijo

14º A DOCE VIDA (1959)
Em “A Doce Vida” vemos uma cena fantástico,que por si só já justificaria todo o filme.A câmera de Fellini é leve,mas o que imprensiona é como a cena também é pesada.O banho na fonte retrata um estilo barroco:culpa,proibição,mas oa mesmo tempo é belo,é uma mulher bela se banhando no meio da noite em um lugar belo.É uma cena com uma direção leve,mas ao mesmo tempo muito pesada.É o proibido é mais gostoso!

13º TAXI DRIVER (1976)
A antagônica cena em que Robert deNiro se ameaça diante de um espelho fica marcada para sempre no cinema.Na obra prima de Martin Scorsese vemos um Travis já paranóico com a violência urbana.

12º ERA UMA VEZ NA AMÉRICA (1984)
O estupro em “Era Uma Vez na América” marca uma das maiores cenas da história do cinema,um estupro frio depois de uma noite perfeita.Um protagonista que não agüenta levar mais foras da amada,e olha que ele agüenta tal coisa desde quando eram crianças,se ele não podia a possir por bem,seria por um violento estupro.A cena muda e a câmera de Sergio Leone imortalizaram-na

11º CINEMA PARADISO (1989)
Grandiosa a seqüencias dos beijos ao final de Cinema Paradiso,um final imprevisível que ao mesmo tempo faz vir todo o filme em nossa cabeça.Para cinéfilos a cena tem um impacto ainda maior,nos faz lembrar porque amamos tanto a sétima arte.
Os beijos é o ponto mais alto de um filme cheio de pontos altos dirigido por Tornatore

10º O GRANDE DITADOR (1940)
Simpática,leve e ao mesmo tempo afiada a crítica que Charles Chaplin faz contra o ditador Hitler e a guerra,ainda no início,com a cena do Globo Terrestre em “O Grande Ditador”.Merecido décimo lugar,vemos Chaplin interpretando Hynkel,ditador que brinca com o mundo todo em sua mão,ele o domina,mas por quanto tempo?Até o Globo Terrestre de mentira estoura em suas mãos,o que ele faria então com o verdadeiro?

09º O PODEROSO CHEFÃO (1972)
Poucos cenas mostraram um contraste tão grande de uma mesma pessoa como a antagônica cena do batizado em ‘O Poderoso Chefão”.Enquanto Michael Corleone jura criar seu afilhado na religião e jura que renuncia o diabo,seus capangas promovem uma grande chacina para vingar a família Corleone,o contraste entre o batizado e os assassinatos são marcantes.O trabalho de edição foi excepxional

08º O SÉTIMO SELO (1957)
Antonius Block retorna das cruzadas e recebe a visita da própria morte,afim de ganhar mais tempo ele a desafia para u
ma partida de xadrez.A cena mostrando Block e a Morte em um jogo de xadrez já revela a genialidade do filme,os debates filosoficos que ambos promovem ajudam a imortalizar ainda mais a cena

07º CREPÚSCULO DOS DEUSES (1950)
Existe quem diga que “Crepúsculo dos Deuses” é o filme mais ousado da história do cinema,Billy Wilder orquestra com brilhantismo uma crítica pesada,revelando todos os podres de Hollywood,o desfeche do filme da um toque ainda mais pesado para a tragédia de Norma Desmond,Gloria Swanson mostrou uma atuação perfeita na cena em que sua personagem,vai descendo as escadas de sua mansão.Achando que está gravando seu tão sonhado filme,ela vai descende lentamente,com uma elegância perfeita,completamente louca.Está lá o resultado do que Hollywood fez com ela

06º LARANJA MECÂNICA (1971)
A cena do estupro tem uma sincronia perfeita,Alex deLarge horroriza a todos,quando achamos que ele e sua gangue não seria capaz de nada mais,eles fazem o inacreditável.Seguram um escritor e o obrigam a assistir Alex estuprando sua própria mulher.A cena não seria mais marcante se enquanto estrupasse Alex não cantasse “Singing in the rain”

05º …E O VENTO LEVOU (1939)
Poucos cenas foram tão copiadas como o famosos juramento de Scarlet O´Hara em “…E o Vento Levou”,a menina fútil trasformou-se após sofrer com a guerra,e olhando um belo horizonte,com um punhado de terra na mão,ela usa Deus como testemunha e jura diante ao crepúsculo que “jamais passará fome outra vez”.Marcante atuação de Vivien Leigh,brilhante o trabalho de direção de arte,figurino e maquiagem,excepcional trilha sonora acompanha a cena

04º STAR WARS V – O IMPÉRIO CONTRA ATACA (1980)
Luke Skywalker e Darth Vader lutam pela primeira vez na saga “Star Wars”,a luta dos dois logo se tornou antagônica.George Lucas quebra o ritimo do episódio anterior,desta vez quem vence é o grande vilão.O mocinho apanha e muito,mas nada marca “Star Wars” quanto a grande frase “Eu Sou seu Pai!”.Na época do lançamento do filme não se sabe quem ficou mais horrorizado com a surpresa: Luke Skywalker ou o público que assistia “Star Wars”

03º O ILUMINADO (1980)
Na obra máxima de terror,o mestre Stanley Kubrick nos brinda com a cena mais assustadora do cinema,e como cutou para fazerem a cena!Jack Torrance da machadadas na porta,e Wendy grita,Kubrick fez a cena se repitir 150 vezes até os gritos da atriz Shelley Duvall parecerem reais (e talvez ao final tenham sido reais mesmo),e para completar ainda vemos uma excepcional performace de Jack Nicholson,na hora que seu personagem coloca o rosto na porta e fala “Johnny is here”.Marcante

02º PSICOSE (1960)
O assassinato do chuveiro não é apenas uma cena que já foi copiada (mas nunca igualada) em vários lugares,também não é apenas uma das cenas mais lembradas popularmente,é um marco no cinema.Hitchcock inova ao matar sua protagonista em 40 minutos de filme.E como ele filma bem!Mostra-se um close-up no grito de Marion,outro na barriga onde leva a facada,mostra ela caindo até a “mãe” de Norman Bates ir embora e ainda mostra o sangue escorrendo pelo ralo.O assassinato é marcante,a trilha sonora não menos.Segundo Lugar para “Psicose”

01º CANTANDO NA CHUVA (1952)
Fechando os olhos e pensando em uma cena de cinema,poucos não vão lembrar da cena máxima que a sétima arte já produziu.O primeiro lugar vai para “Cantando na Chuva”,a antagónica cena em que Don Lockwood sai dançando e cantando em baixo de uma tempestade.A música “Singing in the rain” ajudou a imortalizar a cena.Nenhuma cena mostra a felicidade máxima de um personagem tão nítida,nenhuma cena é capaz de se igualar a esse marco do cinema

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Crítica – Os Sete Samurais

Como a cultura oriental é interessante…Não concordam que nós,aqui no ocidente deveriamos ter mais contato com o cinema que vem do outro lado do mundo?Figurinos e danças exóticas aos nossos olhos,o oriente sempre me encantou,em 1954 um homem chamado Akira Kurasawa fez o cinema se encantar com ele,um diretor que influenciou lendas como Steven Spielberg,George Lucas,Francis Ford Coppola ou Martin Scorsese,mostrou o brilho do oriente e fez o seu cinema se chocar com o cinema ocidental.Resultado?”Os Sete Samurais”.Um filme que permance em sua cabeça por anos a fio,enche seus olhos e não vão estranhar se também arrebatar seu coração

Crítica:

Durante o Japão no período feudal,uma vila indefesa é constantemente atacada por bandidos,que roubam toda a sua comida e acabam com todas as plantações que os pobres moradores passaram tempos plantando.A decisão era clara:aquilo não poderia continuar e em reuniões acharam a solução:contratar um excepcional samurai para defendê-los de outros ataques,o pagamento era só estadia e comida,mas o trabalho veio de bom agrado.Com um argumento desse a obra prima de Akira Kurosawa se inicia em uma majestosa estória que vai encantar qualquer pessoa pelos próximos 206 minutos de duração.A estória principal vai sendo desenvolvida de forma brilhante,e muitas cenas vão sendo marcadas em nossa cabeça,como a seleção dos outros seis samurais que vão ajudar o grande samurai Kambei(assim como uma espécie de ovelha desgarrada entre eles,que constantemente rouba a cena),a dificuldade que eles têm de preparar uma vila inteira para lutar conta os bandidos e tentam transformar a vila em uma só.Era preciso união antes de tudo,como a vila toda tenta esconder suas mulheres com medo de uma possível sedução por parte dos samurais(e como eles as encontram),os constantes ataques fracassdos dos bandidos e vamos acompanhando isso até chegar ao grande clímax na fatídica seqüência na chuva.
O épico criado é dos melhores.A estória é intensa,criando várias discussões filosoficas e imagens brilhantes,Kurosawa faz cenas incríveis,filma bem as paisagens naturais e mostra a grande beleza daquele seu país,o mais interessantes são sua revoluções para o cinema:cenas de paisagens rurais entram em contrastes com cenas violentas,os figurinos exóticos dão um toque charmoso,fazendo de tal filme um espetáculo aos olhos humanos
E espetáculo maior vem para nossa mente,o que levaria sete samurais a aceitar um trabalho com um pagamento tão baixo?Necessidade ou questões filosoficas?Haveriam ainda justiceiros no mundo disposto a ajudar?E o mais interessante vem em seguida.40 grandes ladrões com arma das mais modernas,tentam em várias investidas atacar a vila,mas bastam apenas sete samurais para vencê-los.O que está em questão ali é muito mais do que força e quantidade.São estratégias e acima de tudo a união que os guerreiros devem ter.E união vem refleitda em quando Kambei chinga um de seus samurais por ser vangloriar após ter matado vários ladrões depois de um ataque:aquilo não era uma vitória,eles não deveriam achar que eram imbatíveis após ter vencido uma batalha (e esse é o principal contraste que diferencia a obra de Kurosawa com os wastern americanos)
Engana-se quem ache que “Os Sete Samurais”,apesar de todos os debates filosóficos abordados de forma sutil, se trata de um filme complexo,assisti-lo é como uma conversa informal com um amigo,a segurança que os protagonistas passam e o clima de amizade entre eles refletem em uma sensação agradável,chegamos a sofrer quando algum deles corre o risco de morrer.
“Os Sete Samurais” é uma obra que deve ser vista de novo e de novo,em 1960 criou-se o western “Sete Homens e um Destino”, uma versão americana de “Os Sete Samurais”. Não vale a pena. A obra de Kurosawa é única e deve ser vista como tal.

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Martin Scorsese

Como começar a falar dele,que segundo críticos e público,é o melhor diretor vivo?Como falar do homem que lançou obras primas indispensáveis para o cinema,e até para a arte em geral?
Simples,falemos do início.Nascido em um bairro italiano de classe média,que tinha a fama de ser muito violento,Martin Scorsese se inspirou nele em diversos de seus trabalhos.Com uma formação católica,ele queria ser padre,mas felizmente desistiu da idéia para se entregar ao cinema,que tanto lhe atraia.

Formado em cinema na Universidade de Nova York,logo fez vários amigos,entre eles alguns dos diretores mais conceituados:Francis Ford Coppola;George Lucas;Brian dePalma e Steven Spielberg,os quais o chamam de Marty

Em 1972 Martin Scorsese viria de fato ao mundo do cinema,deixando os curtas para trás(dos quais se destaca “Quem bate à minha porta?”),ele recebeu a primeira oportunidade de mostrar seu talento em “Sexy e Marginal”,filme de tipo B,que o ensinou a trabalhar com baixos orçamentos e curto tempo,isso o ajudou a fazer,em 1973 o filme “Caminhos Perigosos”

“Caminhos Perigosos” mostrou uma face de Scorsese que iriamos ver em vários outros filmes,se passando no bairro que o próprio Marty nasceu,lá estava vários pontos semelhantes às obras do diretor,inclusive as relações frias entre personagens,o filme protagonizado por Harvey Keitel,ainda teve a primeira parceria Scorsese-Robert deNiro,foi ovacionado pela crítica e lhe garantiu mais liberdade para dirigir seu próximo filme.
Em 1974 foi a hora de Martin Scorsese dirigir mais um trunfo em sua carreira: “Alice não Mora Mais Aqui”,mais uma vez elogiado,recebeu indicação ao BAFTA e garantiu a Ellen Bustyn um Oscar como Melhor Atriz

Apesar de dois filmes muito elogiados,o diretor ainda precisva de algo para não ser esquecido,algum filme que o colocasse ao patamar de outros gigantes do cinema,em 1976 ele consegue isso lançando a obra-prima “Taxi Driver”,seu retrato frio da cidade de Nova York chocou o mundo,um dos filmes mais complexos de todos os tempos,desmancha todos os mitos em torno da cidade e ainda coloca um dos personagens mais interessantes da história do cinema: Travis Bickle,o homem que teve coragem de fazer justiças com as próprias mãos.Indicado ao Oscar de Melhor Filme;”Taxi Driver” ainda tem uma das melhores atuações de Robert deNiro e escandalisou a todos com Jodie Foster fazendo uma prostituta de apenas 12 anos,agora de fato o mundo conhecera o nome Martin Scorsese

Além da indicação ao Oscar e ao BAFTA,”Taxi Driver” ainda venceu prêmios de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro em um Festival de Cinema Japonês e conquistou o Palma de Ouro de Melhor Filme,abriu todas as portas para Martin Scorsese,mas em 1977 o diretor escolheu caminhos errados e com mais uma parceria com Robert deNiro lançou a homenagem à sua cidade natal em um musical chamado de “New York,New York”,o grande fracasso de público e crítica levou o diretor a depressão e aos poucos foi se curando,realizou pequenos documentários e seguiu sua carreira

Em 1980 o diretor colocou todas as suas forças em um projeto no mínimo arriscado: “Touro Indomável” foi a biografia do lutador de boxe Jack LaMotta que chegou ao ápice do sucesso,mas seu temperamento forte levado para fora dos ringues acabou por arruinar sua vida,apesar da morna bilheteria “Touro Indomável” acertou certo entre os críticos,e hoje é considerado por muitos a maior obra-prima de Matin Scorsese,sua biografia de LaMotta recebeu uma quantidade de 8 Indicações ao Oscar,incluindo Melhor Diretor,Robert deNiro levou o prêmio de Melhor Ator por sua majestrsal atuação como o boxeador,o filme ainda foi indicado ao Globo de Ouro e em uma lista feita pela AFI em 2007 ocupa o invejado 4º lugar dos 100 melhores filmes americanos

A década de 80 foi conturbada para nosso diretor,almejando fazer um projeto polêmico,Scorsese encontrava dificuldades para realizar “A Última Tentação de Cristo”,orçamento estourava,as locações não eram certas,o projeto falhou o que deixou Martin Scorsese chateado,então se entregou a filmes menores como o simpático “O Rei da Comédia”(que levou indicação ao BAFTA),mais tarde mostrou bairros de Nova York com brilhantismo em um dos melhores humor negro: “Depois de Horas”,um filme que Tim Burton dexou de realizar para levá-lo a Martin Scorsese,as infelicidades de Paul Hackett agradou aos críticos e o público e lhe deu o Palma de Ouro de Melhor Diretor em Cannes e o Independent Spirit Awards de Melhor Diretor.Seu próximo projeto foi “A Cor do Dinheiro” garantiu o primeiro Oscar de Paul Newman e a coragem suficiente para Scorsese levar a frente seu polêmico projeto “A Última Tentação de Cristo”

“A Última Tentação de Cristo” caiu como uma bomba em todo o público,Scorsese sabia que filmar Jesus Cristo como um homem comum,e por vezes arrogante e apaixonado por Maria Madalena iria ser polêmico,mas não imaginou que seria tanto.A Igreja fez o inferno em cima do filme,reclamações e protesto aconteceram pelo mundo todo,o filme dividiu opiniões e nunca antes havia tanta polêmica em cima de um filme,apesar de tudo Martin Scorsese ainda recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor e a autônomia para filmar seu próximo projeto

Em 1990 Martin Scorsese lança “Os Bons Companheiros”,talvez o seu maior êxito em bilheteria até então e o seu filme mais premiado.O diretor ,com atuação super elogiadas de Robert deNiro,Ray Liotta e Joe Pesci,voltava a filmar em Nova York e para mostrar três grandes amigos que viveram mais de 30 anos dentro da máfia ele contou com o mesmo estilo que outrora usara em “Taxi Driver”.O filme se tornou um marco dos anos 90 e permancece como um dos maiores filmes da máfia.Scorsese foi indicado ao Oscar e Globo de Ouro de Melhor Diretor,ainda venceu o BAFTA de Melhor Filme,Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado,conseguiu o Leão de Prata no Festival de Veneza de Melhor Diretor,o Independent Spirit Awards de Melhor Filme,entre outros vários prêmios pelo mundo,e além de ratificar Martin Scorsese como um dos melhores diretores de todos os tempos

Em 1991 Martin Scorsese se arriscou com Robert deNiro no blockbuster “O Cabo do Medo” e o sucesso de bilheteria foi garantido.Durante a primeira metade da década de 90 ainda se viu envolvendo com os premiados “A Época da Inocência” e “Cassino”,até então última parceria Scorsese-deNiro,depois sobrou espaço para pequenas produções,como o alternativo “Kundun”

Demoraram Sete anos para Martin Scorsese voltar ao estilo máfia,isso aconteceu em 2002 com “Gangues de Nova York”,em sua primeira parceria com o ator Leonardo DiCaprio,Martin Scorsese lançou um filme consiuderado “bom”,mas a essa altura o bom ainda era muito pouco para o diretor,e o filme amargou nas premiações,recebeu 12 indicações ao Oscar e não venceu nenhuma,Scorsese ainda concorreu ao BAFTA de Melhor Diretor e Venceu o Globo de Ouro de Melhor Diretor
A resposta para a rejeição de “Gangues de Nova York” veio em 2004 quando o diretor lançou um dos melhores filmes do século XXI.”O Aviador” não fez bonito nas bilheterias,mas ainda sim é subestimado pelo público.A narração fria e quase impecável do ícone da aviação Howard Hughes não agradou ao público,talvez pelo excesso de detalhes ou talvez pela frieza da narração,mas o fato que Scorsese foi muito copetente neste trabalho,venceu 5 Oscar,mas ainda não o de Melhor Diretor e ainda conquistou indicações ao Globo de Ouro,ao BAFTA e venceu o prêmio de Melhor Diretor dos circulo de críticos de Londres,além de ressucitar a carreira de Leonardo diCaprio,porém sucesso como “Os Bons Companheiros” Martin Scorsese só viria a ter 16 anos depois do lançamento do filme com o ótimo “Os Infiltrados”,o gosto pelo público no filme foi evidente e isso refletiu nas bilheterias e nos comentários positivos,além de vencer o BAFTA e o Globo de Ouro de Melhor Dirteor,Mart
in Scorsese conseguiu,depois de sete indicações vencer o Oscar de Melhor Diretor e ainda fez bonito ganhando o prêmio de Melhor Filme.Seu discurso pode ser considerado um dos mais memoráveis da história,onde ele sutilmente critica a Academia por tê-lo ignorado todos esses anos: “Pode verificar se é meu nome que está nesse envelope” ou “As pessoas me paravam na rua e me perguntaram quando eu ganharia o Oscar” ditas com muito bom humor,ele foi aplaudido de pé por todos e ainda consagrado o Melhor Diretor Vivo

Podemos dizer que Martin Scorsese já fez muito pelo mundo e assume a posição de um dos melhores cineastas de todos os tempos e o melhor cineasta vivo,bem Martin Scorsese ainda está em vida,arrumando vários projetos e ainda deve estar longe de se aposentar,não por ele,ele não precisa mais do cinema para se provar como um ótimo diretor,mas por nós,o público,os cinéfilos e os críticos que precisam dele,e quem sabe quando ele deixar esse mundo,podemos dizer que ele não é mais o melhor diretor vivo,mas sim o melhor de todos os tempos!

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Crítica – No Tempo das Diligências

Alerta cinéfilo! Não era possível que assistindo tantos filmes na vida eu nunca havia visto um John Ford .Erro!Precisava reparar logo,mas por qual começar?Apesar de ser um gênero que eu goste muito, os westerns nunca conseguem prender tanto minha atenção e ainda por cima me deparo com dois cinéfilos detonando o que seria a obra prima do cineasta: “Rastros do Ódio”, mas eu ainda precisava de um John Ford,urgente!
Reparando meu erro consegui uma grande obra-prima que o diretor filmou em 1939.”No Tempo das Diligências” não só foi um western que conseguiu me prender em frente a tela todo o tempo,como também digo que desde “O Tesouro de Sierra Madre” eu não assistia a uma aventura tão boa,e vou mais além,desde “Os Sete Samurais” um filme daquele tipo não me cativava tanto. Disse que foi o western que mais prestei atenção? Sim, talvez por isso algumas imperfeições não me fugiram e mesmo que amemos o filme, um cinéfilo deixá-las passá-las despercebidas propositalmente, seria como renegar uma cultura…

Crítica:


John Ford é um cineasta conhecido por fazer fabulosos western,presente em grande maioria das listas de cinema,ele tem em seu “currículo” uma obra-prima impossível de se passar indiferente,trata-se de “No Tempo das Diligências”.Um western que nos envolve de maneira fantástica,e talvez uma das mais notórias características dele é justamente fugir de todos os clichês que um western comum traria:não existe a mocinha forte e incenssível, não têm cenas em que vemos banhos de sangue e muito menos um grande bandido para nos fazer pensar:”esse é o vilão!”.Não!O roteiro vai pela originalidade, trata-se apenas de um grupo de pessoas que por motivos diversos são trasportadas em uma diligência e atravessam o Arizona. Conhecemos cada um deles e vemos um medo em comum.Todos eles são alertados já de início que a rota está sob ataque,e a qualquer momento podem (ou não)serem atacados por grupos indígenas.Está travado o clima que sesegue por quase 100 minutos de filme,porém já no início comete-se um erro que por muito pouco leva o filme ao fracasso, tentando desviar de todos os clichês,”No Tempo das Diligências” acaba caindo no mais óbvio deles:apresenta o protagonista: um herói canastrão,que busca vingança,tenta seduzir uma mulher e acabou de sair de uma cadeia,a estória ganha seus pontos baixos justamente nas cenas em que John Wayne aparece,e chega a ser constrangedor a relação dele com uma das mulheres presentes na diligência,o fato é que John Ford consgue salvar seu filme.Como?Construindo de forma tão perfeita seus codajuvantes que o próprio protagonista passa quase despercebido,temos de tudo:médico alcoolatra;mulher fria e misteriosa,mulher com olhar dócil,vendedor covarde,patriota mal humorado e um típico cavalheiro do oeste,e dentro da diligência vemos uma mistura de personalidades diferentes,que a todo momento são obrigado a decidir o próprio futuro diante do perigo do possível ataque e é claro,confiar no julgamento dos outros,e todos os personagens estão lá,presentes,todos são necessários à estória,o interessante é que o medo que cada um está sentindo nunca é demonstrado em palavras,mas sim em gestos e olhares,o que faz com que “No Tempo das Diligências” não se torne uma experiência monótona e cansativa.
Nada escapa à câmera de John Ford, que procura mostrar detalhadamente todos os hábitos daquelas pessoas e faz um contraste magnífico com as paisagens do oeste norte-americano,e talvez tanto realismo pode ser o responsável por nos transportar direto para àquela época,a conseqüência foi as imagens terem envelhecidos tanto com o tempo,o mesmo aconteceu com obras como “…E o Vento Levou” lançado no mesmo ano.O filme além de tudo conta com uma fotografia belíssima e com um ritmo que respeita a estória,mas ao mesmo tempo foge de várias coisas que ela propunha.Tudo vai seguindo seu caminho até chegar ao clímax principal.
“No Tempo das Diligências” é tão interessante quanto “O Tesouro de Sierra Madre” e tão cativante quanto “Os Sete Samurais”.

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