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Operação Valquíria – *** de *****

Primeiramente, gostaria de parabenizar a Prefeitura Municipal de Jahu (cidade onde resido) pela política cultural adotada recentemente: a de disponibilizar entrada franca em seu Cine Municipal. Se por um lado o povo jauense não tem acesso imediato à grande maioria dos filmes que estréiam nos grandes centros, por outro lado pode adquirir cultura gratuitamente.
Em segundo lugar, pretendia assistir a “Operação Valquíria” antes, mas me vi impossibilitado de o fazer na ocasião, me vendo na obrigação de conferí-lo apenas quando o mesmo fosse lançado em DVD. Felizmente o longa estrelado por Tom Cruise entrou no circuito do Cinema Municipal Jauense ainda hoje e me vi capaz de assistí-lo antes mesmo de ser lançado em vídeo.
O quê? Ah sim, o filme… bem, é assistível, mas deixa a desejar.
Não me estenderei muito e serei bastante objetivo, até mesmo porque já existem inúmeras críticas do mesmo e a minha opinião é gritantemente parecida com a da grande maioria dos demais críticos brasileiros, logo, não acrescentaria muita coisa ao filme.

De qualquer forma, gostaria de deixar registrada a minha opinião aqui:

Como thriller, “Operação Valquíria” funciona muito bem, ainda que aparente mais ser uma releitura de “Missão Impossível” (no que diz respeito ao segundo ato da obra) adaptada aos tempos da Segunda Grande Guerra do que qualquer outra coisa. O filme se mostra bastante tenso e, por mais que siga o mesmo caminho que muitas obras do gênero também seguem, não deixa de ser bastante interessante e cativante.
Como objeto de estudo histórico, “Operação Valquíria” comete terríveis falhas. A estória foi visivelmente deturpada a fim de criar um gancho dramático maior, estabelecendo assim um flerte mais, digamos, cativante com o espectador, mas a tentativa de elevar o Coronel Claus Von Stauffenberg ao status de herói é execrável. O longa ainda faz questão de ocultar o anti-semitismo característico do personagem de Tom Cruise, que também foi um dos grandes responsáveis pela invasão da Polônia.
Não bastasse isso, o longa é também artisticamente falho. Os motivos que levam o protagonista a iniciar uma campanha anti-Hitler não convencem em momento algum. O grande responsável por isso é Bryan Singer que, na utilização de uma direção excessivamente fria, não se vê capaz de conferir ao protagonista um desenvolvimento sensível, capaz de nos cativar com a sua causa logo de início.
A péssima atuação de Tom Cruise também se mostra um ponto fraquíssimo para o resultado final da obra.
Suas qualidades ficam por conta mesmo da original e interessante premissa e da proposta inicial, que é parcialmente cumprida (na tentativa de realizar um ótimo thriller com importantes pinceladas históricas, Singer acaba realizando apenas um ótimo thriller, e nada mais).

Avaliação Final: 6,0 na escala de 10,0.

[ • REC ] – **** de *****

Ao comentar sobre “Superbad – É Hoje!” lembro-me de ter citado que o gênero cinematográfico que mais considero difícil de ser analisado é a comédia, uma vez que cada pessoa possui um senso de humor diferente das demais. O gênero horror, no entanto, não fica muito atrás e julgo-o como sendo tão difícil de se comentar quanto a comédia. Os motivos? Não, não são os mesmos. Acontece que, particularmente, detesto os filmes de horror. Não sigo o perfil do cinéfilo que se satisfaz apenas em ver litros de sangue serem derramados, pessoas gritando o tempo todo, ou passar cerca de uma a duas horas dentro de uma sala de cinema tomando sustos de todas as naturezas. Desta forma, é óbvio que este “[ • REC ]”, assim como os demais filmes do gênero, não me agradou muito, mas tive que ser extremamente imparcial ao escrever sobre o mesmo. Portanto, digo que “[ • REC ]”, apesar de não ter me agradado em virtude de sua proposta principal, é um filme que consegue cumprir tal proposta de maneira magistral.

Ficha Técnica:
Título Original: [ • REC ].
Gênero: Horror.
Ano de Lançamento: 2007.
Nacionalidade: Espanha.
Tempo de Duração: 85 minutos.
Diretores: Paco Plaza e Jaume Balagueró.
Roteiristas: Luis Berdejo, Paco Plaza e Jaume Balagueró.
Elenco: Manuela Velasco (Ángela Vidal), Pablo Rosso (Pablo), Ferran Terraza (Manu), David Vert (Álex), Martha Carbonell (Sra. Izquierdo), Carlos Vicente (Guillem Marimon), Claudia Font (Jennifer), Carlos Lasarte (César), Maria Teresa Ortega (Avó), Akemi Goto (Japonesa), Chen Min Kao (Japonês), Vicente Gil (Policial) e Jorge Serrano (Policial).

Sinopse: Uma repórter decide gravar e acompanhar o cotidiano de um corpo de bombeiros. Tudo caminhava tranqüilamente bem até que os moradores de um edifício ouvem os gritos desesperados de uma mulher e ligam para os bombeiros pedindo auxílio. Ao chegarem no local, descobrem que há algo extremamente macabro por trás desse simples chamado de socorro.

[ • REC ] – Trailer:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=1kT9wxc1tF8&hl=pt-br&fs=1]

Crítica:

A principal intenção de “[ • REC ]” está subentendida no contexto do título do filme, ou seja, transmitir uma estória terrivelmente assustadora de modo que a mesma aparente estar sendo gravada em tempo real e (por quê não dizer?) por nós mesmos. Exatamente, a primorosa direção de Paco Plaza e Jaume Balagueró cumpre magistralmente o seu principal objetivo: o de colocar o espectador cara a cara com a trama, assumindo assim, de uma maneira quase que direta, o papel do cameraman Pablo (interpretado por Pablo Rosso). Durante o filme inteiro sentimos como se estivéssemos inseridos na película, como se fossemos parte inerente da mesma, como se assumíssemos a direção desta, e é justamente esta característica amplamente interativa que se revela o maior trunfo deste “[ • REC ]” (caso queira entender melhor o que estou almejando dizer, basta lembrar-se do estilo de direção adotado por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez ao filmar “A Bruxa de Blair”).

Realizando movimentos rápidos e desesperados, Plaza e Balagueró conseguem nos transportar ao outro lado da tela de uma maneira fantástica, fazendo com que sintamos como se estivéssemos juntos de todos os personagens, presenciando tudo o que está ocorrendo e passando pelos mesmos apuros que eles, proporcionando-nos uma tensão raramente vista na maioria dos filmes do gênero (que conforme mencionei na pré-crítica, é o meu gênero de filme mais odiado). “___ E isso faz a direção do longa ser revolucionária?”, pergunta-me o leitor. Não, não faz. Tanto a direção, quanto a estrutura narrativa de “[ • REC ]” são idênticas às de “A Bruxa de Blair”, ou seja, o filme não inovou em nada. Contudo, o “não inovar” pode ser encarado como um problema? Claro que não, quem foi que disse que um filme precisa ser original para ser bom? Para que uma obra “não inovadora” possa ser encarada como boa, basta a mesma não utilizar clichês fortemente convencionais ou saber utilizá-los de um modo que não caia na mesmice.

“___ E “[ • REC ]” consegue triunfar no que diz respeito a essa fuga de clichês fortemente convencionais?”. Infelizmente não, o filme de Plaza e Balagueró utiliza metade dos clichês do gênero “horror” (ou “terror” caso o leitor prefira). “___ Mas ao menos se mostra capaz de utilizá-los de modo que não caia na mesmice?”. Também não, tanto que, embasando-se em uma determinada atitude do cameraman Pablo, sabemos exatamente o momento em que iremos levar um susto, como é o caso da cena em que o mesmo decide se aproximar demais de uma certa personagem que fora contaminada ou na seqüência em que um alçapão se abre. “___ Então por que cargas d´água este desmiolado está defendendo tanto o filme?” ___ pergunta o leitor a si mesmo. Porque apesar dos clichês e dos tradicionalismos adotados pelo roteiro, não há como negar que o longa consegue cumprir com maestria aquilo que se compromete a fazer: assustar o espectador.

Contando com uma estória absurda (que se revela ainda mais absurda quando ficamos sabendo a origem dos fatos através de uma cena clichê que utiliza um antigo gravador (que, pasmem, devido a um imperdoável furo de roteiro, funciona até mesmo quando acaba a energia do prédio inteiro) e um mural montado com inúmeros recortes de jornal) e com um roteiro que faz uso descarado de coincidências que extrapolam os limites da artificialidade (não é muita coincidência a repórter ter decidido trabalhar ao lado dos bombeiros no exato dia em que tais fatos bizarros aconteceram?), a trama de “[ • REC ]” não se mostra capaz, em momento algum, de ser tão realista quanto a direção do mesmo, mas ao menos se revela bastante eficiente ao tentar conferir um clima fortemente tenso e urgente ao espectador. E sejamos francos, o que você, caro leitor, espera ao assistir um filme de horror assumidamente mainstream e comercial? Uma obra revolucionária? Uma estória bastante complexa? Um filme tenso e assustador? Os três? Sim, claro, normalmente esperamos as três coisas, mas você daria prioridade a qual destas características? Creio que à terceira (“um filme tenso e assustador”), não? Pois analisando por este prisma, não há como negar que “[ • REC ]” é um ótimo filme e realmente se mostra capaz de, não apenas assustar, como também deixar o espectador completamente apavorado diante da tela.

Mesmo sabendo o exato momento em que seremos assustados, não há como não ficarmos surpresos com a proeza do filme, que consegue nos deixar de cabelo em pé durante 80% de sua projeção. Conforme o longa vai se desenrolando, ele vai se tornando cada vez mais previsível e, ironicamente, cada vez mais tenso e desesperador. Parte desta tensão se deve às excelentes atuações vindas por parte do elenco inteiro. O trabalho dos atores, principalmente o de Manuela Velasco, é simplesmente fenomenal e, depois da direção desesperadamente movimentada de Plaza e Balagueró, é a característica que confere maior tensão no espectador.

A ed
ição de David Gallart também merece ser destacada neste texto. Presenteando o espectador com um trabalho dinâmico, Gallart realiza cortes para lá de convenientes ao filme e coopera tremendamente com a ordem seqüencial deste, conferindo uma agilidade incrível à trama. Outros aspectos inerentes ao sucesso da mesma é o som e a edição de som desta. A fim de conferir um forte realismo à obra (soa até paradoxal alcunhar de realista uma obra absurda desta, mas enfim…), os responsáveis pelo som do filme posicionaram estrategicamente cada microfone no cenário, captando assim todo o ruído que os diretores julguem ser necessários para proporcionar um clima de desespero cada vez mais forte em seus espectadores. A edição de som, por sua vez, se mostra bastante completa e cuidadosa e, em associação ao trabalho de sonoplastia, consegue transmitir-nos toda a tensão embutida na trama.

“[ • REC ]” certamente não é um primor no que diz respeito à inovação e originalidade e a trama do mesmo se mostra bastante absurda, além de apelar para uma série de coincidências gritantemente artificiais, mas ainda assim o longa conta com uma direção fantástica, uma edição dinâmica, atuações sob medida, edição de som e som que acrescentam muito ao resultado final da obra e, principalmente, uma invejável capacidade de criar tensão nos espectadores a ponto de nos deixar com os olhos “grudados” na tela do intróito ao cabo.

Avaliação Final: 8,0 na escala de 10,0.

Busca Implacável – *** de *****

Eu sei que este será o típico comentário de um indivíduo que acabara de falhar na tentativa de ter uma ereção com uma mulher entre quatro paredes, mas é justamente o que estou sentindo no exato momento, estou com aquela incômoda sensação de que “isto nunca me aconteceu antes”. “___Isto o quê?”. Pergunta-me o leitor. A falta de inspiração em escrever um texto a respeito do filme que acabei de assistir. Posso ter inúmeras falhas como crítico de Cinema, mas creio que do mal da falta de inspiração não sofro. Independentemente do que penso sobre uma determinada obra cinematográfica, no que diz respeito à qualidade da mesma, sempre encontro o mínimo de inspiração necessária a fim de escrever sobre esta, fato que não ocorreu comigo logo após o término deste “Busca Implacável”. O que falar de um filme que, a meu ver, não fede e não cheira (na verdade cheira um pouco mais do que fede)? Pois é, encontro-me neste dilema no exato momento, mas enfim, farei o possível para ilustrar ao leitor a minha opinião sobre o mesmo.


Ficha Técnica:
Título Original: Taken.
Gênero: Ação.
Ano de Lançamento: 2008.
Site Oficial: http://www.takenmovie.com/
Nacionalidade: França.
Tempo de Duração: 93 minutos.
Diretor: Pierre Morel.
Roteirista: Luc Besson, e Robert Mark Kamen.
Elenco: Liam Neeson (Bryan), Xander Berkeley (Stuart), Maggie Grace (Kim), Olivier Rabourdin (Jean Claude), Famke Janssen (Lenore), Katie Cassidy (Amanda), Nicolas Giraud (Peter), Leland Orser (Sam), Jon Gries (Casey), David Warshofsky (Bernie), Holly Valance (Diva), Gérard Watkins (Saint Clair), Arben Bajraktaraj (Marko), Radivoje Bukvic (Anton), Camille Japy (Isabelle), Valentin Kalaj (Vinz) e Marc Amyot (Farmacêutico).

Sinopse: Após ouvir, através de uma ligação telefônica, sua filha única sendo seqüestrada em Paris, Bryan (Liam Neeson), um agente secreto aposentado, parte de Los Angeles à capital da França com o intento de resgatar a garota. O que Bryan não sabe é que a gangue que seqüestrou a jovem é de alta periculosidade e isto dificultará muito a sua missão.

Taken – Trailer:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=0FoDgsqMx8M&hl=pt-br&fs=1]

Crítica:

Não, não confie na sinopse supracitada. Sim, eu sei, ela foi escrita por mim, assim como a grande maioria das sinopses dos vários filmes encontrados neste site, mas ainda assim peço ao leitor que não confie plenamente na mesma, mormente no final desta onde aparece escrito: “gangue… de alta periculosidade”. O motivo? Por mais perigosos e numerosos (e realmente são numerosos) que os bandidos aparentem ser, o protagonista Bryan se mostra capaz de derrotá-los facilmente, em fração de segundos. Em suma, a gangue não aparenta ser de tão alta periculosidade conforme aponta a sinopse, uma vez que o protagonista os derrota com uma facilidade demasiadamente artificial.

“___ Seria Bryan o estereotipo do mocinho dos filmes de ação produzidos nos anos 80 e protagonizados por Arnold Schwarzenegger e Silvester Stallone?” ___ Me pergunta o leitor. Eu respondo: “___ Sim e (ao mesmo tempo) não!”. O personagem de Liam Neeson segue sim o estereotipo do protagonista durão que enfrenta e desmantela uma quadrilha inteira de marginais com a maior facilidade do mundo, mas há algumas peculiaridades que o diferencia de ícones como John Rambo e Coronel John Matrix, dentre as quais cito: a sua consistência física (Bryan foge do estereotipo do ex-militar musculoso), sua dependência por aparelhos tecnológicos e a perspicácia em saber utilizá-los (lembrando muito James Bond), suas atitudes politicamente incorretas (fugindo do mocinho bonzinho convencional que filmes deste tipo nos apresenta. Repare na maneira fria como Bryan, a fim de obter informações, atira em uma pessoa inocente e eletrocuta um criminoso) e o modo como este é bem encarnado mediante a boa atuação do ator norte-irlandês (uma vez que Stallone e Schwarzenegger interpretavam muito mal seus respectivos personagens, ao contrário de Neeson nesta produção).

Mas se Bryan não é necessariamente o estereótipo de John Rambo e conta com uma atuação bastante interessante do sempre excelente Liam Neeson, o roteiro do filme, infelizmente, não se esforça nem um pouco para criar diálogos inteligentes a fim de compor o protagonista de um modo mais dramático e natural. Sendo assim, somos obrigados a ouvir o mesmo proferindo baboseiras do tipo: “___ Vocês seqüestraram minha filha, pois saibam que conto com um conjunto particular de habilidades adquiridas ao longo de minha carreira como agente secreto e estou disposto a utilizar todas elas contra vocês.”. Mais pedante, megalomaníaco e artificial, impossível, não é mesmo?

E o que dizer então do argumento, que nada mais é do que uma cópia descarada da sinopse de “Comando Para Matar”? A única diferença aqui é que as situações pelas quais o protagonista passa são um pouco desiguais e a estória ocorre em Paris. E já que mencionamos a histórica cidade luz, não há como não reparar na falha tentativa que o longa realiza ao almejar ser uma espécie de cartão-postal da Capital da França. Repare, por exemplo, no modo como o diretor Pierre Morel se esforça para, sempre que possível, criar uma tomada aérea com o intento de exibir os pontos turísticos da cidade, em especial a Torre Eifel. O problema é que tais atitudes se revelam gritantemente artificiais e indelicadas e, sejamos francos, o tipo de público que vai aos cinemas assistir a este “Busca Implacável” (e que titulizinho mais ridículo este, não? Tanto o original quanto, principalmente (só para “variar”), o nacional) não têm o intento de conhecer Paris mediante tomadas aéreas, e sim de conferir cenas de ação eletrizantes.

“___ E tais cenas de ação são realmente eletrizantes?” ___ Me pergunta o leitor. “___ Otimamente eletrizantes!” ___ Respondo eu. Aqueles que lêem os meus textos com certa freqüência sabem perfeitamente que, ao avaliar um determinado filme, em primeiro lugar, analiso o conteúdo artístico do mesmo e, caso este ouse inovar de uma maneira que realmente obtenha um resultado satisfatório, confiro-lhe, automaticamente, uma nota acima da média (que, no caso, é 6,0). Este “Busca Implacável” não se atreveu a inovar nem um pouco (muito pelo contrário, conta com um clichê atrás do outro), mas ao menos consegue cumprir o seu objetivo principal, que é entreter o público alvo, de maneira ligeiramente convincente. É o típico filme que pode ser resumido em uma única frase: “Apresenta mais do mesmo, mas consegue nos divertir com êxito”.

O quê? Ah sim, comecei o parágrafo acima mencionando que as cenas de ação são ótimas e esqueci-me de concluir tal asserção. Pois bem, corrijo-me então fazendo-o aqui. Se falta originalidade, naturalidade e dramaticidade ao filme, ao menos ele conta com seqüências de ação muito bem distribuídas ao longo de sua projeção e que cumprem com maestria a função de entreter o público. Que tais cenas abusam do absurdo, isto não se tenha dúvidas, mas não há como negar que estas nos mantém bastante entretidos. Vide a perseguição automobilística ocorrida no meio do filme (para se ter uma idéia do que estou afirmando) é a típica cena absurda onde uma única pessoa consegue despistar cerca de sete ou oito veículos. Contudo, não há como negar que tal cena consegue prender o espectador e conferir alguma tensão a este, mesmo com a câmera excessivamente tremida de Pierre Morel (seria ele o Michael Bay francês? Faço votos para que não).

“Busca Implacável” é o típico filme que certamente não irá
acrescentar nada de especial em sua vida, e você provavelmente irá se esquecer deste minutos após o término da sessão, mas não há como negar que o mesmo se revela um bom passatempo e, em muitos casos, só isso já basta.

Avaliação Final: 6,0 na escala de 10,0.

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