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Crítica – Ratatouille
Sei que este filme já estava em meu cronograma e por este motivo assisti-o agora, após ter assistido a “A Doce Vida”, mas o mais novo filme da Disney & Pixar me veio em boa hora. Conforme havia dito no último dia do ano passado (ou teria sido no primeiro dia deste ano? Enfim, a data não importa), estava precisando dar uma pausa com os filmes antigos. Passei praticamente um ano inteiro me dedicando a assistir mais a filmes antigos do que as obras mais recentes e, se por um lado isto é muito bom, pois aumenta a minha “bagagem” no que diz respeito a conhecimento histórico da Sétima Arte, por outro lado me mantém muito desatualizado quanto à mesma. Essa animação “Ratatouille” mostra claramente isto, se eu optasse por assistir apenas a animações mais antigas, como eu poderia testemunhar os avanços tecnológicos que criaram esta maravilha em forma de película? Outro ponto a ser observado também é a proposta do “Cine-Phylum”, como estaria mostrando a evolução do Cinema neste espaço virtual se optasse apenas por analisar filmes antigos? Enfim, a partir de agora, darei preferência aos filmes mais recentes, em especial os que ainda não foram lançados nos cinemas nacionais. Com o passar do tempo penso em equilibrar isso, comentar sobre filmes recentes e antigos na mesma proporção.
Ficha Técnica:
Título Original: Ratatouille
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: www.disney.com.br/ratatouille
Estúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Distribuição: The Walt Disney Company / Buena Vista International
Direção: Brad Bird
Roteiro: Brad Bird, baseado em estória de Brad Bird, Jim Capobianco e Jan Pinkawa
Produção: Brad Lewis
Música: Michael Giacchino
Fotografia: Sharon Calahan
Edição: Darren T. Holmes
Elenco: Patton Oswalt (Remy), Lou Romano (Linguini), Janeane Garofalo (Colette), Ian Holm (Skinner), Brian Dennehy (Django), Peter Sohn (Emile), Peter O’Toole (Anton Ego), Brad Garrett (Auguste Gusteau), Will Arnett (Horst), Julius Callahan (Lalo / François), James Remar (Larousse), John Ratzenberger (Mustafa) e Tony Fucile (Pompidou / Inspetor de saúde).
Sinopse: Paris. Remy (Patton Oswalt) é um rato que sonha se tornar um grande chef. Só que sua família é contra a idéia, além do fato de que, por ser um rato, ele sempre é expulso das cozinhas que visita. Um dia, enquanto estava nos esgotos, Remi fica bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau (Brad Garrett). Ele decide visitar a cozinha do lugar e lá conhece Linguini (Lou Romano), um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e precisa manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini realizam uma parceria, em que Remy fica escondido sob o chapéu de Linguini e indica o que ele deve fazer ao cozinhar.
Ratatouille Trailer
Ratatouille Trailer 2
Crítica:
Algo que vem me incomodando muito ao redigir uma crítica cinematográfica é ter de citar um provável clichê ou estereótipo como defeito de um determinado filme. Muita gente acredita que se o clichê e/ou estereótipo for de suma importância para a composição da trama pode ser utilizado sem problema algum. No entanto, não há como negar que o uso de clichês e/ou estereótipos demonstra certa covardia por trás das pessoas envolvidas com o filme. Creio que, para que o Cinema possa sair da mesmice, ele deve sempre evoluir, deve ser ousado, deve buscar coisas novas, deve arriscar. Uma estória alicerçada por clichês e/ou estereótipos, independentemente destes serem necessários ou não para a composição da mesma, já está evitando ousar, está evitando arriscar a criar algo. Este genial “Ratatouille” é a prova disso. O longa possui uma estória fantástica, envolvente, cativante, emocionante, enfim, possui tudo que uma animação necessita possuir para que possa ser considerada completa. Infelizmente a mesma também possui certos estereótipos. Temos aqui o protagonista acanhado, inseguro e que tem uma tarefa a cumprir, mas não sabe se será capaz de realizá-la por falta de aptidão. O resultado é que este estereótipo acaba se vendo na obrigação de contar com a ajuda de um outro estereótipo, um rato altruísta (assim como em qualquer outra animação, o que figura também como estereótipo), talentoso e apto a realizar a tarefa do primeiro. Um precisa do outro e é a partir daí que surge um relacionamento mais íntimo entre ambos. A maneira como tal relacionamento é explorado pelo roteiro é fantástica, bela, emocionante, comovente, natural e regada com um humor magnífico, bem no estilo das produções da “Disney & Pixar” (aliás, este é o melhor filme realizado desde que ambas as empresas se uniram). No mais, o longa se revela um passatempo extremamente divertido, delicioso (com o perdão do trocadilho gastronômico), inteligente e mesmo contendo seus clichês e estereótipos, é ousado ao criticar indiretamente o crítico de Cinema fazendo o uso da imagem do crítico Gastronômico.
Avaliação Final: 8,5 na escala de 10,0
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Crítica – A Doce Vida
Antes de realizar a sua obra-prima “8 e ½”, Federico Fellini optou por abordar as diversas crises existenciais surgidas à mente de uma pessoa de maneira mais, digamos, descentralizada. “Isto é bom? ___ Me pergunta o leitor”. Não sei dizer se é bom ou se é ruim. Nesta obra felliniana o resultado se mostra extremamente interessante, mas percebo que se tais crises fossem distribuídas em menos personagens, teríamos um estudo mais interessante e menos confuso das mesmas, assim como acontece em filmes sensacionais como “Clube da Luta”, “Beleza Americana”, “Taxi Driver”, “Cidadão Kane”, “Crepúsculo dos Deuses” e, é claro, o próprio “8 e ½”. Não que em “A Doce Vida” tais estudos psicológicos sejam necessariamente mal distribuídos entre seus personagens, mas é fato que, se o longa contasse com menos pessoas em cena, teríamos a chance de encontrar algo ainda mais amplo e complexo do que nos fôra apresentado.
Ficha Técnica:
Título Original: La Dolce Vita
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 167 minutos
Ano de Lançamento (Itália): 1960
Estúdio: Riama Film / Société Nationale Pathé Cinéma / Pathé Consortium Cinéma / Gray-Film
Distribuição: Astor Pictures Corporation
Direção: Federico Fellini
Roteiro: Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli e Brunello Rondi
Produção: Giuseppe Amato e Angelo Rizzoli
Música: Nino Rota
Fotografia: Otello Martelli
Desenho de Produção: Piero Gherardi
Figurino: Piero Gherardi
Edição: Leo Cattozzo
Elenco: Marcello Mastroianni (Marcello Rubini), Yvonne Furneaux (Emma), Walter Santesso (Paparazzo), Anita Ekberg (Sylvia Rank), Annibale Ninchi (Pai de Marcello), Anouk Aimée (Maddalena), Magali Noël (Fanny), Alain Cuny (Steiner), Valeria Ciangottini (Paola), Riccardo Garrone (Riccardo), Ida Galli (Debutante do Ano), Audrey McDonald (Sonia), Alain Dijon (Frankie Stout) e Lex Barker (Robert).
Sinopse: Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) é um repórter de um jornal sensacionalista que passa a questionar sua vida quando conhece uma linda atriz de Hollywood. A partir daí, todos os acontecimentos à sua volta passam a ser tratados como um estudo até onde a futilidade humana pode chegar a fim de preencher o profundo vazio dentro das pessoas.
Crítica:
Provavelmente, não há nada que cause mais desânimo em uma pessoa do que o vazio emocional, intelectual e, até mesmo, espiritual provocado pelo cotidiano da mesma. Por este motivo nos apegamos às mais variadas formas de preencher tal “vazio” a fim de encontrarmos um propósito para seguir com nossas vidas adiante. Mas será que conseguimos preencher tal vazio da maneira correta? Será que o fazemos de modo satisfatório, ou seja, de um modo onde este “buraco” realmente seja preenchido a ponto de não causar mais constantes insatisfações pessoais? Foi baseado nestes questionamentos que Federico Fellini realizou “A Doce Vida”. Contando com diversas historietas exibidas de maneira linear, ininterruptas e protagonizadas pelo mesmíssimo personagem, que Fellini dispara dardos carregados do mais pesado e letal veneno contra as futilidades adotadas pelas pessoas com o intento de preencher o profundo vazio que tanto as inquietam. O diretor mais importante da história do Cinema europeu sabe perfeitamente como conduzir a estória de modo com que os, aproximadamente, 165 minutos de projeção se tornem cansativos e enfadonhos pouquíssimas vezes, mas não há como negar que, ao disparar tiros para todos os lados o filme se mostra desconexo algumas vezes e, o que é pior, o excesso de personagens contidos no roteiro faz com que o mesmo não consiga dar merecida atenção a seus personagens mais interessantes, dentre os quais eu destaco Sylvia Rank, interpretada por uma Anita Ekberg estonteantemente formosa e que ficou imortalizada pelo banho com roupa tomado na Fonte de Trevi (uma das mais clássicas cenas da história do Cinema e que representa a busca do ser humano pelos seus instintos naturais e libertários). No mais, o longa dá provas de sua eficiência retratando as mais fúteis maneiras como o ser humano preenche o vazio em sua vida, através de bens materiais, popularidade, auto-afirmação social, ascensão profissional, relacionamentos amorosos artificiais, consumo de drogas (no caso, o álcool), conversações infrutíferas e, acima de tudo, o sexo sem propósito.
Avaliação Final: 8,8 na escala de 10,0.
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Crítica – 8 e ½
Este filme é a prova definitiva de que uma obra de Arte que visa abordar questões filosóficas e ultra existenciais não deve necessariamente ser enfadonha. Repleto de bom humor, o longa mais importante da carreira de Federico Fellini é, acima de tudo, uma lição de vida que foge de todos os moralismos que certamente seriam adotados nas mãos de um diretor e/ou de um roteirista menos competente. Fico impressionado que este longa tenha me cativado tanto, esperava bem menos dele, mas agora que o assisti certamente o coloco entre os dez filmes dos quais já tive a agradabilíssima oportunidade de conferir.
Ficha Técnica:
Título Original: Otto e Mezzo
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento (Itália): 1963
Estúdio: Cineriz / Francinex
Distribuição: Embassy Pictures Corporation
Direção: Federico Fellini
Roteiro: Ennio Flaiano, Federico Fellini, Tullio Pinelli e Brunello Rondi, baseado em estória de Federico Fellini e Ennio Flaiano
Produção: Angelo Rizzoli
Música: Nino Rota
Fotografia: Gianni Di Venanzo
Desenho de Produção: Piero Gherardi
Direção de Arte: Piero Gherardi
Figurino: Piero Gherardi
Edição: Leo Cattozzo
Elenco: Marcello Mastroianni (Guido Anselmi), Anouk Aimée (Luisa Anselmi), Sandra Milo (Carla), Jean Rougeul (Escritor), Rossella Falk (Rossella), Barbara Steele (Gloria Morin), Madeleine LeBeau (Atriz francesa), Eddra Gale (Saraghina), Guido Alberti (Produtor), Mario Conocchia (Diretor), Claudia Cardinale (Claudia), Mario Pisu (Mezzabotta), Bruno Agostini (Secretário do produtor) e Cesarino Miceli Picardi (Inspetor).
Sinopse: Prestes a rodar sua próxima obra, o cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) ainda não tem idéia de como será o filme. Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade.
Crítica:
O que se pode extrair do “nada”? Arthur Schopenhauer e Friedrich Nieztsche extraíram as respostas para vários de seus questionamentos. Federico Fellini não ficou atrás e fez praticamente a mesma coisa. Realizando mais uma autobiografia do que um filme, propriamente dito, Fellini faz desta magnífica obra uma auto-análise, uma tentativa de encontrar as respostas para os seus dilemas pessoais, profissionais e intelectuais. Utilizando a falta de inspiração (daí vem a necessidade da palavra “nada” no início deste artigo) para criar o seu filme mais inspirado (paradoxal, não é mesmo?), o (merecidamente) considerado melhor cineasta europeu da história cinematográfica faz aqui o que Nieztsche fez com a sua filosofia niilista e busca a resposta para tudo nas profundezas do nada. Partindo das crises existenciais de seu protagonista, o longa faz um estudo para lá de complexo e aprofundado sobre a psicologia do mesmo, mostrando de maneira brilhante os motivos que o levaram a tais sentimentos depressivos. Com o desenrolar da estória mergulhamos cada vez mais na vida de uma pessoa que se sente amplamente sufocada, sufocada por pessoas que só se aproximam de si por interesse, sufocada pela hipocrisia social, moral e religiosa, sufocada pela pressão de seus empregadores e espectadores, enfim, uma pessoa repleta de problemas psicológicos em virtude ao mundo falho em que vivemos. O filme ganha ainda mais força graças à direção dinâmica e perfeita de Fellini, repleta de travelings horizontais e close ins magnificamente bem empregados. A edição do longa é fantástica e o torna cada vez mais cativante, alternando com maestria entre passado e presente, realidade e fantasia. Outro grande destaque do longa está certamente na escolha de Marcello Mastroianni para compor o protagonista da estória e não apenas digo que o ator o faz de maneira sublime como também realiza aqui uma das melhores atuações masculinas que o Cinema já nos brindou. Definitivamente, uma obra que ultrapassa os limites da perfeição, repleta de questões filosóficas debatidas por quem entende do assunto.
Avaliação Final: 10,0 na escala de 10,0.
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Apresentações – Ser Cinéfilo
Mesmo já tendo resenhado no blog, acabo de conferir que cometi um grande erro. Quando alguém começa a conversar, mesmo de maneira virtual com outras pessoas qual é a primeira medida a se tomar? Sim, apresentações!
Vi a apresentação de Radamés e minha situação foi só se agravando quando vi o texto escrito por Daniel se apresentando, bem, como tento não ser mal-educado, e segundo a sabedoria popular “antes tarde do que nunca!”, vim por meio deste tópico me apresentar para vocês
Sou cinéfilo, mas o que é ser cinéfilo?
Segundo o dicionário Michaelis da língua portuguesa:
cinéfilo:
(cine1+filo3) Que, ou o que é grande apreciador de cinema.
Poderia se resumir a isso, mas não é tão simples, também não proucuro explicações, varia de cada um, mas uma coisa posso dizer, é uma tarefa difícil, mas muito satisfatória
No meu caso, meu primeiro grande filme foi “Jurassic Park“, grande Spielberg, criou dinossauros aos olhos de uma criança, mas depois como toda criança entramos em uma fase de “Francamente, minha querida, eu não ligo a mínima”, afinal, qualquer filme está bom, filme é diversão, é para ser curtido, porque se proucupar em analisar detalhes técnicos? Estamos em uma fase em que a grande maioria das pessoas param e ficam, afinal ainda não somos cinéfilos, a fase de que qualquer filme já basta para matar a vontade de assistir alguma coisa.
Mas a vida anda e começamos a querer nos aprofundar nessa arte tão complexa e ao mesmo tempo tão encantadora, para mim demorou passar, mas passou e em “Star Wars I: A Ameaça Fantasma” eu saí da fase de “Não dou a mínima” e foi direto para um período, digamos “Rosebud” em que começou um mundo novo. Ali está um filme complexo, uma análise pouco mais profunda da direção, do roteiro, dos aspectos técnicos e da parte emocional também. Somos cinéfilos que começamos a estudar a história do cinema e começam a aparecer nomes. Um Scorsese aqui, um dePalma ali e chegamos até a nos arriscar em um Hitchcock. E falando no mestre dos suspenses, foi de lá que comecei a quarta parte do ser cinéfilo. Bem, pulei a terceira, não é? Hitchcock que espere então, pois foi nas asas de “O Aviador“, grande obra de Scorsese , que comecei a ver um mundo “Bem, ninguém é perfeito”. Diante da grandiosidade daquela obra começamos a ver que existem filmes que não são mais tão bons assim. O filme “Tróia“(lançado no mesmo ano) que era fantástico não é mais tão mais fantástico assim. Was Craven comete muitos erros com seu ícone Freddy Krueger, como não reparar? E até o mestre Spielberg que outrora fora idolotrado passa a não ser tão mestre quanto antes. O tempo passa e eis que surge o primeiro clássico na minha mão, trata-se de “Um Corpo que Cai“, obra prima de Hitchcock, e aí que começou uma fase de “Eu sou grande, os filmes que ficaram pequenos”. Eles já não satisfazem tanto, fazer listas de dez melhores do ano está cada vez mais difícil, claro que sabemos que será quase impossível um filme chegar a genialidade de “Laranja Mecânica“, mas também sentimos que a grande maioria dos atuais desafia nossa inteligência, nomes como Chaplin, Kubrick, Bergman, Wilder já são freqüentes em nosso vocabulário e é claro, você se torna muito exigente.
Ah, como é bom ser cinéfilo!
Filme Preferido:
Crepúsculo dos Deuses (1950,de Billy Wilder)
Filme Nacional Preferido:
Central do Brasil (1998,de Walter Salles)
Três atores favoritos:
Marlon Brando
James Stewart
Robert deNiro
Três atrizes favoritas:
Vivien Leigh
Liv Ullmann
Natalie Portman
Cinco diretores:
Stanley Kubrick
Martin Scorsese
Ingmar Bergman
Alfred Hitchcock
Billy Wilder
TOP 10
01-Crepúsculo dos Deuses (1950,de Billy Wilder)
02-Dr. Fantástico (1964,de Stanley Kubrick)
03-O Poderoso Chefão (1972,de Francis Ford Coppola)
04-Taxi Driver (1976,de Martin Scorsese)
05-Morangos Silvestres (1957,Ingmar Bergman)
06-Cinema Paradiso (1989,de Giuseppe Tornatore
07-Janela Indiscreta (1954,de Alfred Hitchcock)
08-Os Sete Samurais (1954,de Akira Kurosawa)
09-Luzes da Cidade (1932,de Charles Chaplin)
10-Lawrence da Arábia (1962,de David Lean)
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Filmes vistos em 2008
Fiz isto ano passado e este ano repetirei a dose. Assim como em 2007 contabilizei todos os filmes a que assisti e mencionei suas respectivas notas, em 2008 farei a mesmíssima coisa. Entretanto, dedicarei este ano a produções mais recentes, desde o ano 2000 até a data em que nos encontramos, dando mais ênfase a 2007 e 2008, e farei o possível para assistir o menor número possível de filmes antigos (apesar de nutrir um interesse muito mais forte por estes do que por aqueles). Enfim, ano passado iniciei minhas atividades como cinéfilo com “O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel” e encerrei as mesmas assistindo e resenhando a “A Primeira Noite de um Homem”. Do filme de Peter Jackson ao filme de Mike Nichols assisti a um total de 84 obras cinematográficas, um número vergonhoso para quem se diz amante do Cinema, mas convenhamos que é extremamente difícil para uma pessoa que trabalha e cursa faculdade assistir a mais filmes do que fui capaz de assistir no ano passado. De uma maneira ou de outra, este ano farei o possível para assistir a muito mais filmes e postar muito mais resenhas do que foram postadas em 2007. Enfim, vamos a lista que, por ora, encontra-se assim:
1 – O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (2001). Nota: 10,0.
2 – O Poderoso Chefão (1972). Nota: 10,0.
3 – O Poderoso Chefão – Parte II (1974). Nota: 10,0.
4 – O Poderoso Chefão – Parte III (1990). Nota: 10,0.
5 – Desejo e Reparação (2007). Nota: 7,0.
6 – 8 e ½ (1963). Nota: 10,0.
7 – A Doce Vida (1960). Nota: 8,75.
8 – A Lenda do Tesouro Perdido (2004). Nota: 5,0.
9 – Ratatouille (2007). Nota: 8,5.
10 – A Lenda do Tesouro Perdido 2: Livro dos Segredos (2007). Nota: 5,0.
11 – O Gangster (2007). Nota: 8,5.
12 – Eu Sou a Lenda (2007). Nota: 6,0.
13 – Alien vs. Predador 2 (2007). Nota: 0,0.
14 – Onde os Fracos Não Têm Vez (2007). Nota: 8,5.
15 – Juno (2007). Nota: 8,5.
16 – O Caçador de Pipas (2007). Nota: 3,0.
17 – Senhores do Crime (2007). Nota: 7,5.
18 – Sangue Negro (2007). Nota: 10,0.
19 – Conduta de Risco (2007). Nota: 7,0.
20 – Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníacoda Rua Fleet(2007). Nota: 9,0.
21 – Os Indomáveis (2007). Nota: 8,0.
22 – Elizabeth – A Era de Ouro (2007). Nota: 3,5.
23 – Persepolis (2007). Nota: 8,5.
24 – Hair (1979). Nota: 7,5.
25 – Na Natureza Selvagem (2007). Nota: 10,0.
26 – Viagem à Lua (1902). Nota: 10,0.
27 – Um Cão Andaluz (1929). Nota: 10,0.
28 – A Vida de um Bombeiro Americano (1903). Nota: 6,0.
29 – O Grande Assalto a Trem (1903). Nota: 10,0.
30 – O Sonho de Cassandra (2007). Nota: 8,5.
31 – Speed Racer (2008). Nota: 4,0.
32 – Homem de Ferro (2008). nota: 3,5.
33 – Os Caçadores da Arca Perdida (1981). Nota: 8,0.
34 – Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984). Nota: 7,5.
35 – Indiana Jones e a Última Cruzada (1989). Nota: 9,0.
36 – Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008). Nota: 7,0.
37 – As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupas (2005). Nota: 1,0.
38 – As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (2008). Nota: 8,0.
39 – Fim dos Tempos (2008). Nota: 5,0.
40 – Yojimbo (1961). Nota: 9,0.
41 – Wall-E (2008). Nota: 9,0.
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Crítica – Desejo e Reparação
Sim, eu sei, no canto esquerdo de vosso monitor encontra-se um recado dizendo que o próximo filme a ser resenhado por mim após “O Poderoso Chefão – Parte III” seria a obra-prima de Federico Fellini: “8 ½”. Contudo, ao saber que “Desejo e Reparação” seria lançado nos principais cinemas brasileiros na próxima sexta, dia 11, decidi mudar o meu foco e conferir o mesmo, lançando pela primeira vez no Cine-Phylum, a crítica de um determinado filme antes da estréia do mesmo. De tal forma, poderei dar ao leitor a oportunidade de ler uma opinião minha antes de conferir o filme. Contudo, já informo que não tornarei hábito meu tomar decisões como esta, portanto, da próxima vez que disser: “o próximo filme a ser resenhado será “X versus Y”” podem ter certeza que o próximo filme que resenharei será “X versus Y”.
Ficha Técnica:
Título Original: Atonement
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 130 minutos
Ano de Lançamento (Inglaterra): 2007
Site Oficial: http://www.atonementthemovie.co.uk/
Estúdio: Working Title Films
Distribuição: Focus Features / Universal Pictures / UIP
Direção: Joe Wright
Roteiro: Christopher Hampton, baseado em livro de Ian McEwan
Produção: Tim Bevan, Eric Fellner e Paul Webster
Música: Dario Marianelli
Fotografia: Seamus McGarvey
Desenho de Produção: Sarah Greenwood
Direção de Arte: Ian Bailie, Nick Gottschalk e Niall Moroney
Figurino: Jacqueline Durran
Edição: Paul Tothill
Elenco: James McAvoy (Robbie Turner), Romola Garai (Briony Tallis – 18 anos), Keira Knightley (Cecilia Tallis), Saoirse Ronan (Briony Tallis – 13 anos), Vanessa Redgrave (Briony Tallis – idosa), Brenda Blethyn (Grace Turner), Juno Temple (Lola), Alfie Allen (Danny Hardman), Nonso Anozie (Frank Mace), Benedict Cumberbatch (Paul Marshall), Michelle Duncan (Fiona), Daniel Mays (Tommy Nettle), Gina McKee (Enfermeira Drummond), Jérémie Renier (Luc Cornet), Charlie von Simson (Jackson), Felix von Simson (Pierrot), Harriet Walker (Emily Tallis), Ben Harcourt (Jackson – 13 anos) e Jack Harcourt (Pierrot – 13 anos)
Sinopse: Em 1935, no dia mais quente do ano na Inglaterra, Briony Talles (Romola Garai) e sua família se reúnem num fim de semana na mansão familiar. O momento político é de tensão, por conta da 2ª Guerra Mundial. Em meio ao calor opressivo emergem antigos ressentimentos familiares. Cinco anos antes, Briony, então aos 13 anos, usa sua imaginação de escritora principiante para acusar Robbie Turner (James McAvoy), o filho do caseiro e amante da sua irmã mais velha Cecília (Keira Knightley), de um crime que ele não cometeu. A acusação na época destruiu o amor da irmã e alterou de forma dramática várias vidas.
Crítica:
Quando analisei “Orgulho & Preconceito” lembro-me de ter mencionado que uma das poucas falhas do mesmo era o final previsível que o roteiro possuía, entretanto, o caminho percorrido até o seu desfecho era simplesmente formidável. Em “Desejo e Reparação” parece acontecer justamente o contrário. Na verdade, seria mais correto dizer “parcialmente” o contrário. Se por um lado temos aqui um desfecho perfeito, imprevisível e original, por outro lado temos uma estória que, surpreendentemente, não consegue cativar o espectador, ao contrário da obra antecessora do genial Joe Wright. E quando digo surpreendentemente o faço no sentido literal da palavra. Algo estranho ocorre com este filme, algo que impede com que o público se relacione com o mesmo. O longa conta com aspectos técnicos fantásticos, diria que são até superiores a “Orgulho & Preconceito”, mas a estória é estranhamente desenvolvida de maneira fria, mantém o espectador distante, parece até que há algo sendo feito propositadamente para evitar com que possamos nos relacionar com a estória e seus personagens. Uma sensação absurdamente estranha eu diria, pois como fôra supracitado, o longa conta com aspectos técnicos e, até mesmo artísticos, fantásticos. A direção de Wright é detalhista e revolucionária (o destaque vai para a seqüência onde o diretor realiza seus impressionantes travilings a fim de seguir o caminho feito pelo protagonista em uma praia lotada de soldados mortos, uma das poucas cenas onde temos a impressão que o filme possui alguma alma), a edição é perfeita e permite com que o roteiro possa acompanhar paralelamente as estórias dos três protagonistas, unindo-as de maneira bem conveniente em seu final. Enfim, com tantas qualidades assim fica difícil falar mal do filme. A única parte visivelmente ruim é o início do mesmo. Nesta parte o longa falha técnica e artisticamente falando, a edição é muito inconveniente em alguns momentos e o roteiro investe demais em personagens pouco importantes, além de ser extremamente imaturo. As atuações estão todas razoavelmente ruins e até mesmo Keira Knightley se sai mal.
Nota: 7,0 na escala de 10,0.
P.S.: Estive pensando melhor e decidi atribuir uma nota 7,0 (sete) ao filme, ao invés de 6,0 (seis), conforme havia feito anteriormente. Afinal de c
ontas, a perfeição técnica adotada pelo mesmo em seus dois últimos atos acabou contando, e muito, para a sua avaliação final.
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Cine-phylum – A Evolução da Espécie
Pois é, passados mais de dois meses desde a criação do blog decidi efetuar algo que já deveria ter efetuado há muito tempo atrás: a apresentação do mesmo.
A verdade é que até agora eu falei, falei, falei e não falei nada. Não disse de onde surgiu a idéia de construir o Cine-phylum, não disse qual seria o propósito do mesmo, não disse qual seria o maior foco do mesmo, não disse nada sobre mim, enfim, definitivamente, não disse nada que fugisse às críticas de minha autoria.
Comecemos então por este que vos escreve. Desde que me dou por ser vivo e habitante do planeta Terra, nutri algum interesse pelo Cinema vindo, especialmente, de meu pai. Coincidentemente, o progenitor deste sempre estimulou-o a cultivar a Sétima Arte.
Meu pai nasceu e viveu praticamente metade de sua vida em uma cidade bastante pequena do Centro-Oeste paulista. Sempre esteve ligado à natureza, assim como a grande maioria das pessoas daquela época, mas também sempre esteve ligado ao meu avô. Este que, por sua vez, era gerente e bilheteiro do único cinema do município.
Por este motivo, meu pai possuía o privilégio de adentrar a sala do cinema todos os dias e foi através desta certa “vantagem” que ele se apegou veementemente à Sétima Arte.
Desde que dei as caras a este mundo o meu progenitor vem me instigando ao gosto pelas produções cinematográficas. Segundo ele, o primeiro filme a que assisti em um Cinema fôra “Os Trapalhões e o Mágico de Oroz”, quando possuía apenas 2 anos de idade.
No entanto, este incentivo à adoração e devoção à Sétima Arte vem de um ano atrás. De acordo com as memórias de meu pai, o primeiro filme a que assisti foi “Sansão e Dalila” (de 1949 dirigido por ninguém mais ninguém menos que Cecil B. De Mille) quando tinha pouco mais de 1 ano. Até hoje ele se lembra com perfeição de meu entusiasmo enquanto assistia (e torcia, diga-se) à cena onde Sansão demole o Templo de Dagon com a sua incrível força (creio que desde aquela época eu era niilista e a favor da inutilização de templos religiosos).
Minha adoração por Cinema veio a se concretizar em 1990 (tinha 6 anos na época), quando assisti pela primeira vez a “De Volta Para o Futuro – Parte I” (de 1985 dirigido por Robert Zemeckis). Me tornei fã incondicional da série quando assisti ao segundo episódio e mais fã ainda quando tive o prazer de, no mesmo ano em que assisti ao primeiro longa da série, assistir ao terceiro e último episódio da saga de Martin McFly e Doc. Brown.
Desde então, ao mesmo tempo em que demonstrara um amor fora do comum pela Sétima Arte, por incrível que pareça, tive a minha decadência como cinéfilo. Tudo para mim cheirava “De Volta Para o Futuro”, respirava “De Volta Para o Futuro” (para se ter uma idéia, tomava cerca de seis latas de Pepsi dietética por dia, altamente influenciado pelo personagem de Michael J. Fox no filme), minha visão de Cinema se focava apenas em “De Volta Para o Futuro”.
Mas o tempo passou e eu enjoei do filme (como não poderia deixar de ser) a ponto de me tornar mais eclético e me permitir conferir muitas outras produções cinematográficas, a maioria com pouco conteúdo, diga-se a verdade. Passei anos assistindo a filmes que pouco me cativavam, pois a maioria deles eram todos produções fracas do ponto de vista artístico. Tornei-me fã incondicional das produções de Jerry Bruckheimer e filmes como “A Rocha” e “Con-Air” (a propósito, estes dois filmes marcaram muito a minha adolescência quando fui conferi-los no Cinema, assim como “Velocidade Máxima”, “A Outra Face”, “Debi & Lóide”, “007 Contra Goldeneye”, “007 – O Amanhã Nunca Morre” e, acreditem, “Titanic”, que hoje eu simplesmente o considero altamente superestimado) figuravam facilmente em meu “Top 10” (nada contra estes filmes, pois adoro a maioria deles até hoje, mas não são dignos de se figurar na lista de melhores filmes de um cinéfilo). Mas passou-se o tempo e, como era de se esperar, abandonei de vez o meu gosto pelo Cinema, substituindo-o pela Música, Pintura e Literatura, principalmente Filosofia e obras literárias contemporâneas provenientes da Inglaterra.
Dentre os livros contemporâneos ingleses, um de meus favoritos era a grande obra-prima de Tolkien, a trilogia – “O Senhor dos Anéis”. Foi em 2001, quando soube da readaptação desta obra para a Sétima Arte que corri ao cinema mais próximo a fim de conferi-la e o resultado não pôde ser diferente: amei ao filme.
Havia voltado a idolatrar o Cinema mais do que qualquer outra manifestação artística, mas estava disposto a ir além, muito além, de me firmar apenas em “O Senhor dos Anéis”. Em 2003, tive a oportunidade de conferir, aconselhado por um colega de faculdade formado em Artes Cinematográficas pela USP, a grande obra-prima de David Fincher: “Clube da Luta”. Tendo em vista que na época eu era (e ainda sou, mais do que nunca, diga-se) fortemente influenciado pelos ideais “nieztschianos” de niilismo, é óbvio que adorei o filme e decidira, definitivamente, me tornar cinéfilo e voltar a assistir cada vez mais aos mais diversos tipos de filme, a fim de encontrar nestes algo tão sensacional quanto havia encontrado nos longas de Peter Jackson e David Fincher.
Passei praticamente o ano de 2004 inteiro assistindo a produções recentes, mas nenhuma saciava meu prazer artístico de maneira tão brilhante quanto “O Senhor dos Anéis” e “Clube da Luta” o fizera (salvo “Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra” que, mesmo sendo demasiadamente comercial, foi um dos longas que mais me incentivou a continuar assistindo a filmes). Foi aí que, em 2005, decidi dar mais ênfase às produções mais antigas, os chamados “Clássicos”. Contudo, para alguém que mora em uma cidade no interior de São Paulo fica difícil ter acesso a filmes antigos. Por este motivo, optei por instalar uma internet com conexão banda larga em minha casa, pois desta forma teria acesso aos filmes que, outrora, não chegavam até mim de outra forma.
Desde então tenho assistido a muitas produções as quais antes não tinha o menor acesso. Obras-primas como “Cidadão Kane”, “Casablanca”, “O Morro dos Ventos Uivantes”, “Laranja Mecânica”, “Amadeus”, “Taxi Driver”, “Um Cão Andaluz”, “Crepúsculo dos Deuses”, “A Primeira Noite de um Homem” e é claro, “O Poderoso Chefão” e “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, filmes que, respectivamente, ocupam a 1ª e 2ª posição em meu Top 10.
Foi em meados de 2005, no entanto, que mesclei dois de meus passatempos prediletos, assistir a filmes e escrever (quando possuía cinco anos de idade tinha mania de escrever histórias em quadrinhos) e decidi arriscar algumas críticas cinematográficas de minha autoria.
O tempo passava e cada vez mais escrevia os mais diversos tipos de críticas, em diversos tamanhos e formatos, até que resolvi padronizá-las no formato em que as posto aqui no Cine-phylum (exatas 25 linhas de Word, espaçamento entre linhas: 1,5, entre outras firulas neuróticas e sistemáticas adotadas por mim).
Ah sim, falando no Cine-phylum, ainda não expliquei a que este veio e como veio. Comecemos pelo “como veio”. Em meados de 2006 estava cansado de escrever tais críticas apenas para mim mesmo. Aproveitei que as tinha todas salvas em uma pasta específica de meu computador e passei a publicá-las periodicamente em comunidades do Orkut destinadas a este tipo de atividade. Nunca nutri a menor esperança que as pessoas se interessassem pelas mesmas, mas com o passar do tempo alguns membros de tais comunidades passaram a me procurar. Uns me elogiavam, outros me criticavam, mas na grande maioria das vezes, me procuravam para debater sobre determinado filme.
Entretanto, não restam dúvidas de que o Orkut é bastante limitado e pouco específico para abrigar este tipo de publicação. Decidi então criar um blog que se dedicasse única e exclusivamente a falar de Cinema, principalmente de críticas cinematográficas.
Apoiado por amigos reais e virtuais (dentre os quais cito o Radamés, mais novo colaborador do Cine-phylum) a criar tal blog, decidi por as mãos na massa. Mas como se chamaria tal blog? A palavra “cinéfilo” não saia de minha cabeça, precisava utilizá-la de alguma forma, mas como? Pensei nesta mesma palavra pronunciada em vários idiomas e qual seria o mais interessante para empregá-la? Concluí que seria o latim, pois assim seria plausível realizar um trocadilho com a mesma. Portanto, ficou “Cine-phylum”, estando a palavra “Cine” ligada ao Cinema e “phylum” ligada à filo, palavra muito utilizada nas cadeias evolutivas das mais diversas famílias de animais.
Ficou, portanto, “Cine-phylum – A Evolução da Espécie”. Um título ligeiramente megalomaníaco, a princípio, mas que viria a se tornar bastante condizente com a proposta do blog, ou seja, analisar o Cinema apresentando resenhas de filmes que marcaram o seu início até os dias atuais.
E já que citei a proposta do blog, vale dizer também que um dos intentos do Cine-phylum é valorizar o Cinema como arte. Contando com textos simples, compactos e de fácil leitura, a minha intenção com a criação deste blog sempre fôra instigar ou incentivar os leitores do mesmo a assistir aos filmes que comento (agora, não só eu, como também o Ricardo e o Radamés). Seria uma tentativa de resgatar o antigo Cinema, fazer com que o tempo não destruísse as mesmas, pelo contrário, as conservasse cada vez mais interessantes e importantes para um estudo da arte, ou utilizando o contexto do blog, para a evolução do Cinema, para a evolução da espécie.
Se a proposta dará certo? Isto, somente o tempo irá dizer.
Muitíssimo Obrigado a todos (as) e um fortíssimo abraço.
Daniel Esteves de Barros – Editor do “Cine-phylum”.
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Crítica – O Poderoso Chefão – Parte III
Encerrando a trilogia mais perfeita da história do Cinema, que teve a sua origem no filme mais perfeito da história do Cinema (ao menos dentre os quais eu já assisti), está este último episódio que fôra injustiçado por crítica e público. Muitos (quase todos) dizem que esta terceira parte não chega aos pés de seus antecessores. Que os dois primeiros episódios são superiores a este terceiro, isto não se tenha dúvidas, mas daí dizer que este é infinitamente inferior àqueles, já considero uma hipérbole. Afinal de contas, quais os visíveis defeitos deste terceiro episódio, salvo a péssima atuação de “Sofia Coppola”? Pois é, nenhum. Contudo, o público e a crítica esperavam algo tão formoso quanto o episódio original e/ou tão complexo quanto o segundo episódio e, apesar de conter ambas as qualidades, não é bem isto que “O Poderoso Chefão – Parte 3” trás consigo. De qualquer forma, é um filmaço e merece todo o respeito do mundo.
Ficha Técnica:
Título Original: The Godfather: Part III
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 172 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1990
Estúdio: Paramount Pictures / Zoetrope Studios
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo
Produção: Francis Ford Coppola
Música: Carmine Coppola
Direção de Fotografia: Gordon Willis
Desenho de Produção: Dean Tavoularis
Direção de Arte: Alex Tavoularis
Figurino: Milena Canonero
Edição: Lisa Fruchtman, Barry Malkin e Walter Murch
Efeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Al Pacino (Don Michael Corleone), Diane Keaton (Kay Adams), Talia Shire (Connie Corleone Rizzi), Andy Garcia (Vincent “Vinnie” Mancini), Eli Wallach (Don Altobello), Joe Mantegna (Joey Zaza), George Hamilton (B.J. Harrison), Sofia Coppola (Mary Corleone), Bridget Fonda (Grace Hamilton), Raf Vallone (Cardeal Lamberto), Franc D’Ambrosio (Anthony Corleone), Donal Donnelly (Arcebispo Gilday), Richard Bright (Al Neri), Helmut Berger (Frederick Keinszig), Don Novello (Dominic Abbandando), John Savage (Andrew Hagan), Vittorio Duse (Don Tomasino) e Al Martino (Johnny Fontane),
Sinopse: Nova York, 1979. A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone (Al Pacino), após fazer uma doação à Igreja de US$ 100 milhões, em nome da fundação Vito Corleone, da qual Mary (Sophia Coppola), sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Na comemoração pelo título recebido, após 8 anos de afastamento, Michael recebe “Vinnie” Mancini (Andy Garcia), seu sobrinho, que a pedido de Connie (Talia Shire) é apresentado a Michael manifestando vontade de trabalhar com o tio. Nesta tentativa de diálogo a conversa toma um rumo hostil, pois participava também da reunião Joey Zasa (Joe Mantegna), que agora mantém o domínio de uma área outrora mantida por Don Vito Corleone, o pai de Michael. Vinnie é chefiado por Zasa, mas fala que não quer continuar, principalmente pela traição de Zasa de não reconhecer o poder de Michael. Vinnie é quase morto pelos capangas de Zasa e uma guerra pelo poder tem início. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$ 600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa européia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa.
The Godfather – Part III Trailer
Crítica:
Lamentável, tristemente lamentável ver um filme dotado de tantas características a seu favor ser tão subestimado por público e crítica especializada. É fato que esta despedida da trilogia – “O Poderoso Chefão” não alcança o mesmo “glamour” que o seu episódio original (duvido muito que algum filme venha a realizar tal feito algum dia) e a mesma complexidade de seu episódio intermediário, mas não tem como negar que o mesmo encerra a saga da família mais famosa da história do Cinema com chave de ouro, ou melhor, chave de diamante. Só não digo que o diamante fôra perfeitamente lapidado em virtude à pavorosa atuação (se é que posso chamar de atuação) de “Sofia Coppola” que, merecidamente, “faturou” o “Framboesa de Ouro” de Pior Atriz do respectivo ano. Entretanto, tal atuação não passa de uma pequena e insignificante falha em um longa tão fantástico quanto este. A atuação da filha de “Francis Ford Coppola” se torna um semi-invisível risco de três milímetros perto do brilho que este precioso diamante cinematográfico emana. Mas o que torna este encerramento de trilogia algo tão fantástico assim? Simples, a junção das qualidades do primeiro filme com as qualidades do segundo. Mesmo não sendo tão mágico e complexo quanto o primeiro e o segundo episódio respectivamente o são, esta terceira parte consegue, principalmente através de “flashbacks”, resgatar toda a magia do primeiro filme da série (só para constar, viagens à Sicília e personagens como “Don Tomasino” e o guarda-costas “Carlo” estão de volta em um clima quase que de “revival”) e toda a complexidade da segunda parte (o roteiro é extremamente profundo e além de explorar toda a agonia e angústia do velho desiludido “Michael Corleone” conta com uma estória que abrange as mais diversas polêmicas envolvendo o Vaticano no fim dos anos 70’, retratando desde as suspeitas vendas de empresas fortemente ligadas ao mesmo, até a eleição do “Papa João Paulo I” e o suposto assassinato do
Apresentação – Radamés
Nada melhor que um post de apresentação para começar a minha jornada, que espero que seja longa, nesse espaço dedicado ao engrandecimento da arte cinematográfica, um perfil comum aos freqüentadores deste blog, espero.
Deixemos de enrolação e vamos ao que interessa. Me chamo Radamés, nasci em Recife, tenho entre cartoze e dezessete anos, sou freqüentador da comunidade do Cinema em Cena no Orkut desde o fim de 2005 e minha paixão por cinema começou no mesmo, na verdade começou há muito tempo, mas só foi “aprimorada” em 2005. Tenho um blog no qual comento esporadicamente, e põe esporadicamente nisso.
Uma explanação dos meus gostos cinematográficos:
Filme preferido
O Poderoso Chefão
Filme nacional preferido
Lavoura Arcaica
Atriz jovem preferida
Kate Winslet
Ator jovem preferido
Edward Norton
Diretor preferido
Stanley Kubrick
Diretor brasileiro preferido
Walter Salles Jr.
Meu top 10 (odeio isso, mas…)
*O Poderoso Chefão,
*2001: Uma Odisséia no Espaço,
*Taxi Driver,
*Lavoura Arcaica,
*Cantando na Chuva,
*Era Uma Vez no Oeste,
*Psicose,
*O Bebê de Rosemary,
*Laranja Mecânica,
*Pulp Fiction.
É isso, espero que o nosso convívio seja longo e prazeroso, um abraço a todos.
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Crítica – O Poderoso Chefão – Parte II
Após ler a crítica de Ricardo sobre “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, resolvi arriscar em algo que não estou nem um pouco acostumado e adotar um aspecto comum em sua crítica: a inserção da estória, ou melhor, da sinopse do filme na análise. Se ficou bom, não sei, mas que tentei, tentei. Outra coisa que gostaria de comentar antes de dar início à análise de “O Poderoso Chefão – Parte II” é sobre o filme em si. Quando o assisti pela primeira vez, confesso ter me decepcionado, pois esperava algo tão majestoso quanto o episódio original da saga. Contudo, a primeira vez que o assisti foi em uma madrugada de sexta–feira para sábado e, cá entre nós, é deveras difícil analisar todos os aspectos de uma obra em um horário destes. Minha opinião mudou veemente quando o assisti pela 2ª vez em um domingo à tarde, logo após o almoço. De lá para cá, todas as vezes que o assisto (foram 12, ao todo) só chego à uma única conclusão, o longa é perfeito (apesar de não ser tão majestoso quanto o longa original).
Ficha Técnica:
Título Original: The Godfather: Part II
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 200 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1974
Estúdio: Paramount Pictures / The Coppola Company
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo
Produção: Francis Ford Coppola
Música: Nino Rota e Carmine Coppola
Direção de Fotografia: Gordon Willis
Desenho de Produção: Dean Tavoularis
Direção de Arte: Angelo P. Graham
Figurino: Theadora Van Runkle
Edição: Barry Malkin, Richard Marks e Peter Zinner
Elenco: Al Pacino (Don Michael Corleone), Robert De Niro (Vito Corleone – jovem), Diane Keaton (Kay Adams), Robert Duvall (Tom Hagen), John Cazale (Fredo Corleone), Talia Shire (Connie Corleone Rizzi), Lee Strasberg (Hyman Roth), Michael V. Gazzo (Frankie Pentangeli), G.D. Spradlin (Senador Pat Geary), Richard Bright (Al Neri), Gastone Moschin (Don Fanucci), Tom Rosqui (Rocco Lampone), Bruno Kirby (Jovem Clemenza), Frank Sivero (Genco), Francesca De Sapio (Jovem Carmella “Mama” Corleone), Morgana King (Mama Corleone), Marianna Hill (Deanna Corleone), Dominic Chianese (Johnny Ola), John Aprea (Jovem Tessio), Abe Vigoda (Tessio), Gianni Russo (Carlo), Giuseppe Silato (Don Francesco), Mario Cotone (Don Tommasino), Harry Dean Stanton (Policial do FBI), Danny Aiello (Tony Rosato), James Caan (Sonny Corleone), Roman Coppola (Jovem Sonny Corleone) e Sofia Coppola (Criança no barco na cena na Estátua da Liberdade).
Sinopse: Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) e manter sua esposa e filhos. Ele luta contra Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. O poderio de Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50′ são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que alguns de seus aliados estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e aos poucos, está destruindo toda a família. Enquanto tenta se inocentar de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os inimigos.
The Godfather – Part II Trailer
Crítica:
Mesmo não sendo uma obra tão inesquecível e cativante quanto a primeira, esta segunda parte da trilogia – “O Poderoso Chefão” possui uma história infinitamente mais complexa, madura e bem desenvolvida que a do primeiro filme. Em primeiro plano temos a continuação da saga de “Michael Corleone” que, após escapar ileso de um atentado planejado contra ele por um de seus inimigos, decide investigar quem seria o suposto mandante do homicídio. Apesar de não conter seqüências de ação, a estória “prende” o espectador pela maneira como vai sendo desenvolvida com o desenrolar do filme e pelo clima de mistério que esta confere ao mesmo (durante várias vezes flagrei-me perguntando: “Quem almeja matar quem e por qual motivo?”). Outro ponto forte desta estória é o fato dela retratar (ainda que seja apenas de soslaio) a Revolução Cubana que colocou Fidel Castro no poder. Em segundo plano temos a saga de “Vito Andolini” que, após ter os pais e o único irmão assassinados, foge de sua terra natal (“Corleone”) e ruma para “Nova York”, onde tem o nome alterado para “Vito Corleone”. Passam-se vários anos e “Vito” entra em conflito com “Don Fanucci” (um mafioso cruel que extorquia dinheiro dos comerciantes italianos residentes em “Nova York”). O rapaz decide então eliminar o seu desafeto e, após isso, se reúne a alguns amigos dando inicio à sua vida no submundo do crime. A estória de “Vito” pode não ser tão complexa quanto a de “Michael”, mas ainda assim ela é bem desenvolvida, conferindo um forte clima italiano e uma dose extra de beleza e magia ao filme (assim como acontece com o seu antecessor). Outro grande destaque do longa é a montagem deste que alterna magistralmente entre a história do “passado” e a do “presente” fazendo com que ambas não fiquem cansativas e/ou confusas em momento algum. As atuações estão todas ótimas (“Al Pacino” está extremamente inexpressivo, mas devemos levar em conta que o seu personagem é um homem sério e sisudo e isso faz com que o ator necessite realizar uma atuação inexpressiva, apesar de ele mudar o tom de voz perfeitamente sempre que necessário).
Avaliação Final: 10,0 na escala de 10,0.
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